Envelhecimento e dignidade

Histórias de cada dia

O ônibus para no ponto e ele com sua bengala empenha-se para poder ultrapassar as dificuldades do acesso as escadas. Esforço visível na expressão e postura corporal.

Enfim, entra e senta-se no primeiro banco vazio, mostrando a respiração ofegante.

Aos 90 anos, sua renda mensal se dissipa na alimentação e remédios e a cada ano receia não dar mais conta das despesas e de se locomover através do transporte público pela fraqueza muscular. 

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Ela sentiu-se insegura, sentiu o corpo bambear. Labirinto! Mas tem entregas das caixas de sabonetes encomendadas, não pode deixar de ir. Pegou a bolsa pesada e foi esperar seu transporte. Quanta demora! Seu corpo franzino já não aquenta. Mas não pode desanimar.

São as entregas que tem conseguido manter sua alimentação. Quando jovem não imaginava que aos 69 estaria tão cansada. Tem que ter forças e continuar…

Estas são algumas das realidades de muitos idosos ao enfrentarem a evasão da sua renda pela inflação, falta de equiparação das aposentadorias e que não têm familiares para dar suporte financeiro.  

Envelhecer com dignidade é um direito fundamental e um compromisso coletivo que envolve garantir autonomia, segurança econômica, saúde de qualidade e respeito à pessoa idosa.

O Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003), hoje denominado Estatuto da Pessoa Idosa, é a legislação brasileira que garante proteção integral e direitos fundamentais a pessoas com 60 anos ou mais, incluindo saúde, moradia, transporte, dignidade e prioridade no atendimento, visando a proteção de sua integridade física e mental. Mas, Infelizmente não é o que acontece. 

Diariamente observa-se a luta de muitos para sobreviver.

Este é um tema complexo e que, na prática, precisa de políticas públicas que se efetivem em ações concretas que fomentem o necessário para um viver digno para todos.

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Comments

  • chica
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    Norma, esse tema é muito importante e atige ou atingirá a todos e parece cada vez mais envelhecemos, mais anos vivemos.
    Não sei se isso é bom ou ruim, pois creio só valer a pena ,enquanto bem e independentes estivermos.

    Enfim, vamos envelhecendo, chegam dores que nem pensávamos ter, vamos às fisios e damos um jeito nelas.

    Desde que não percamos a alegria e vontade de brincar, continuamos e damos graças à Deus poe nossas mentes ainda sadias,apesar de alguns esquecimentos.

    Mas, se olharmos para que pouco ou nada tem, nos preocupamos de verdade… Aí a situação complica e eles não vivem, só vegetam esperando sua hora… beijos, tudo de bom,chica

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