Frases e a poética do viver

Fonte

“Navegar é preciso; viver não é preciso”, Fernando Pessoa

“Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”. Fernando Pessoa

A vida é imprevisível, não temos garantia de nada. Contudo, segue-se com tentativas de superações e ajustes. Neste sentido, a segunda frase aponta que o importante é o modo de se encarar as experiências, independente das conquistas ou fracassos.

Viver e conviver

Assim, surge mais uma poesia. Um convite ao crescimento

Viver é conviver”,
Arte preciosa
De extrair o melhor
De si e do outro.


Cada ser é singular
Cada um tem
Sua própria linguagem
A ser traduzida.


Cada ser carrega
Sua própria bagagem de
Crenças, valores e padrões
Herdados de sua ancestralidade.

Conviver, arte de coexistir
Com diferenças
Respeitar o outro
Ter limites e dar limites.


Na travessia, há encontros
Que se eternizam
Há encontros intensos,
Breves, sem vínculos.


Os conhecimentos adquiridos
São lanternas que iluminam
A estrada percorrida
E o estado emocional.


Norma Emiliano

O que lhe inspira às reflexões?

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Comments

  • chica
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    Linda poesia,Norma! E a vida é uma grande corrente de oportunidades de aprendizados, conhecimentos, encontros…Cada um carrega o que consegue administrar e tomara todos usemos para iluminar caminhos ,até vidas! Adorei! beijos, tudo de bom, ótimo fevereiro! chica

  • Calu
    Responder

    Cada estrofe carrega o efeito do ser, de si e do outro elencando as engrenagens do conviver, do bem viver para si e para o outro.
    As lanternas acesas dão luz a essa incrível caminhada.
    Lindo poema, Norma, despertador de importantes reflexões.

    Uma linda semana pra vc, amiga.
    Bjsssss

  • toninhobira
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    Duas frases que fazem pensar em nossa travessia, como seres unicos, transcendentais e insubstituiveis. Assim cumpre viver bem superando desafios, buscando o amor independente dos desamores pelos caminhos. Uma bela poesia neste mergulho do ser como célular mater, que tudo pode, que carrega em si, vidas e sonhos que se atropelam nas realizações, mas que sempre funcionam como ignição, para os proximos passos.
    Seria a vida a arte dos encontros e desencontros?
    Belo trabalho Norma.
    Bjs e feliz semana.

  • Norma Emiliano
    Responder

    Bom dia
    Toniho

    Em sua reflexão você trouxe como dedução a pergunta: Seria a vida a arte dos encontros e desencontros? Esta vai de encontro todas as ressignificações, atitudes, ajustes que temos que tecer para podermos conviver conosco, com as pessoas como o mundo de uma forma mais saudável possível.

  • Nuria De espinosa
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    Una auténtica belleza poética. Te felicito Norma. Un abrazo

  • roseliadosreisbezerra
    Responder

    Amiga Norma, boa tarde de paz!
    “Na travessia, há encontros
    Que se eternizam”
    Amei os versos acima recortados…
    Na poética do viver, o amor tem primazia.
    Tenha dias de fevereiro abençoados!
    Beijinhos fraternos

  • Fernanda Marinho
    Responder

    Norma,

    Teu texto caminha com a delicadeza de quem não quer impor verdades, mas abrir portas interiores. Ao iniciar com Pessoa, você cria um horizonte filosófico: navegar como método, viver como mistério. E é justamente nesse espaço entre o controle e o imponderável que tua reflexão floresce.

    Quando você afirma que “viver é conviver”, desloca o eixo da existência do individual para o relacional. A vida, em tua escrita, não é solitária ela acontece no encontro, no atrito suave das diferenças, na tradução paciente das linguagens humanas. Há aqui uma pedagogia do afeto: aprender o outro sem apagá-lo, aproximar sem invadir, respeitar sem se anular.

    A imagem da bagagem ancestral é especialmente potente. Ela reconhece que ninguém chega “neutro” ao convívio. Todos trazemos histórias, marcas, crenças e heranças. Ao nomear isso, teu texto convida à empatia aquela que não idealiza, mas compreende.

    O trecho dos encontros que se eternizam e dos que passam rápido é de uma honestidade poética rara. Você valida tanto as relações profundas quanto as passageiras, mostrando que ambas ensinam, ambas deixam rastros. Isso amplia a noção de vínculo para além da duração: importa a intensidade do aprendizado, não apenas o tempo de permanência.

    E o fechamento com as “lanternas” é belíssimo. Conhecimento, em teu poema, não pesa ilumina. Ele não é acúmulo intelectual, mas ferramenta emocional para atravessar a estrada da vida com mais consciência e menos desequilíbrio .

    Teu texto não corre. Ele caminha. E nesse caminhar sereno, ensina que conviver é, talvez, a forma mais elevada de viver.

    Abraço
    Fernanda

  • Norma Emiliano
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    Rosélia, sim o amor é primazia sem ele só há o vazio solitário. Bjsss

  • Norma Emiliano
    Responder

    Grata por seu comentário sempre tão empático. Bjsss

  • Norma Emiliano
    Responder

    Grata por seu comentário e percepção da mensagem transmitida. bjs

  • Norma Emiliano
    Responder

    Grata amiga Carmen por este comentário e por ser uma luz na minha caminhada. Bjssss

  • Tais Luso de carvalho
    Responder

    Olá, Norma, que bela poesia, e esta é nossa vida, encontros e desencontros, alegrias e tristezas, erros e acertos… e escolhemos nosso caminho, conforme nosso caráter, nossas intenções, nossos sonhos, nossa mente.
    E assim seguirá a humanidade.
    Gostei muito dessa sua postagem reflexiva.
    Uma boa semana,
    um Beijo.

  • Norma Emiliano
    Responder

    Grata Tais por seu comentário.
    Estou tendo algumas inspirações por temas que são muito abordados em questões relacionais.
    A veia poética esta bem aflorada. Bjs

  • Maria rodrigues
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    Ao longo da vida vamos sempre aprendendo uns com os outros. Que a nossa caminhada seja leve e saibamos apreciar cada dia que nos é oferecido.
    Belíssimo poema.
    Beijos

Grata por sua visita sempre bem-vinda.