O sorriso do Samoieda
Em um dia de domingo, indo para minha caminhada, avistei os dois lindos cachorros brancos em companhia de seu dono. Uma luz acendeu e um conto nasceu.

Era uma vez…
Em tempos obscuros, o despertar foi com uma incrível notícia: Em todo o mundo, as pessoas deviam se recolher as suas moradas e só saírem por extrema necessidade munidos de máscara e distantes uns dos outros.
Um terrível mostro (vírus desconhecido) estava contaminando e se alastrando com uma intensa velocidade levando muitos à morte. O mundo parou!
É neste contexto, que uma linda cadela branca teve cinco filhotes, num apartamento em que a varanda foi o palco de algumas cenas que se destoavam dos acontecimentos externos. Lá havia momentos de aconchego e momentos de intensa movimentações.
Em determinado horário, a cadela mãe saía por uma das portas que lhe dava acesso à varanda. Ali ficava por um tempo como a respirar o dia. Em outros, ela e seus pequeninos ali se reuniam para eles se alimentarem agarradinhos aos seus mamilos; uma terna cena.
Ao entardecer, através de outra porta de acesso, era uma festa: eles corriam, subiam e desciam do sofá, da sala, com a cadela sempre atenta.
Em meio, a tristeza, a solidão e aos medos, este presente da vida mostrava com beleza que “apesar de” a vida acontece… O que significou para os espectadores um bálsamo e sopro à alma.
Após alguns meses, os pequeninos foram desaparecendo, só restando a bela cadela, pois o segundo cão só a intuição o trouxe à cena.
Algumas curiosidades: De origem russa, o Samoieda é uma raça primitiva que era utilizada pelas tribos indígenas “Samoyed”. No Brasil, os primeiros registros da criação do Samoieda datam da década de 1980, mas a popularidade da raça cresceu exponencialmente nas últimas décadas. São cães sociáveis, amigáveis, alertas e enérgicos.” Fonte
Grata por sua visita e comentários sempre bem-vindos.
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Comments
toninhobira
Bom dia de feliz sábado Norma.
Que bela historia esta sobre um tempo de angústia, medo e isolamento das pessoas e muitos animais sofreram o abandono e este surgiu como um refrigério para a familia e muitos vizinhos.
Boa informação desta raça bonita, que me lembrou o Akita branco.
Grato pela historia na partilha.
Bjs e paz amiga.
chica
Norma, que lindo e doce conto!
Tristes tempos aqueles em que precisávamos em casa estar e ficar distantes dos demais. Mas, sempre há um MAS… E nesse mesmo tempo, um presente aconteceu e aquela ninhada alegrava os dias de quem ali confinado estava! ADOREI! beijos, chica
Maria Luiza Saes de Rezende
É lição de beleza no meio de grande tristeza. Nem tudo é só tristeza, prova real passamos na pele e vimos quanta coisa linda aconteceram pelas tantas janelas. “É preciso estar atento e forte, não temos tempo de temer a morte!” Fico até sem palavras quando o sentimento dentro de mim é maior! Abraço!