Google Imagem
Este espaço é um dos meios que utilizo para me comunicar. A comunicação causa impactos em nossas vidas e é no relacional que aprendemos e crescemos.
Nas observações, indagações e reflexões caminho em direção da construção de um mundo mais humano e acolhedor. Assim, trago, hoje, para você, através do romancista, poeta e dramaturgo e autodidata José Saramago, um poema que expressa crítica à desvalorização da essência da vida.
Bom final de semana.
Norma
Não me peçam razões, que não as tenho,
Ou darei quantas queiram: bem sabemos
Que razões são palavras, todas nascem
Da mansa hipocrisia que aprendemos.
Não me peçam razões por que se entenda
A força de maré que me enche o peito,
Este estar mal no mundo e nesta lei:
Não fiz a lei e o mundo não aceito.
Não me peçam razões, ou que as desculpe,
Deste modo de amar e destruir:
Quando a noite é de mais é que amanhece
A cor de primavera que há-de vir.
José Saramago, in “Os Poemas Possíveis”
O Video soma a sonoridade a beleza da letra.
LeoMOV
18 de janeiro de 2009




#1 by Valter Montani on 18 de junho de 2010 - 9:40
Quote
Acabei de saber através da TV Globo que o escritor José Saramago nos deixou.
Uma grande perda, que ele esteja em paz.