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Convite à reflexão e à ação

 amor sem escala 

Filme -  AMOR SEM ESCALA

Se quiser se dar bem na vida, tem de deixar a mala leve, ou seja, sem moradia fixa, sem amigos, sem família, pois afinal tudo isso nos prende em compromissos e obrigações, e é o movimento leve que nos dá liberdade”.

 

A temática  do filme  Up in the air  parte da premissa que os relacionamentos são pesos que precisam ser abandonados para se ter agilidade na vida. Assim, traz uma análise dos medos sobre como é se sentir conectado a alguém.

A personagem principal, sem laços familiares,  faz o tipo solteirão convicto, passa boa parte de seu tempo em aviões, aeroportos e hotéis. Seu maior objetivo na vida é conseguir 10 milhões de milhas e ser a sétima pessoa no mundo a obter um cartão ultra vip.

O desenrolar do filme retrata a contemporaneidade. A velocidade é considerada o valor soberano e as conexões humanas efêmeras. Na Solidão e nas relações humanas criam- se as possibilidades de reflexões sobre valores que permeiam o cotidiano atual. Na trama a presença de duas mulheres favorece um novo rumo da história.  

 

A análise do individualismo e do isolamento do sujeito no âmbito das relações sociais, os valores atuais predominantes despertam que sentimento em você?

 

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Relação com o tempo

linha_tempo

 

Em visita a um centro cultural, ao percorrer as diversas galerias de fotos, ressurge – me o impacto da ínfima presença de cada ser nessa esfera terrena. Vêem-se figuras célebres, históricas, seus trajes, paisagens, costumes, enfim, tempos vividos e finitos. Surge-me uma estranha sensação. Mergulho no tempo e no retorno à superfície percebo a dificuldade de respirar; não sei se pela imensuralidade da vida e seu fluxo ininterrupto ou pela certeza de que muitas mudanças virão e que eu, ser desta época, não as alcançarei.

Em curto espaço de tempo surge um turbilhão. O mundo gira numa velocidade tamanha que nós, seres humanos, sentimo-nos atordoados e com sentimento de perdas constantes. Nada é usufruído com intensidade, pessoas cruzam com tanta ligeireza e impessoalidade nossos caminhos que mal conseguimos tocá-las. Sim! Agora me dou conta de que a estranha sensação provém da consciência de tudo virar pó.

Filhos, netos e bisnetos são desdobramentos geracionais, trazem em si marcas das histórias. Vivo, reflito, escrevo e revejo minha trajetória. Não sei se por orgulho ou por desejo de ser infinita, mas anseio deixar legado à humanidade. No entanto,  já dizia Drumonnd “Na noite do sem fim, breve o tempo esqueceu minha incerta medalha, e a meu nome se ri”.

Qual será a vitalidade de um legado?  Das suas múltiplas apropriações, em se ter porta-vozes que possam reinventá-lo ou de instituições que o preserve?
È difícil para nós, seres pensantes e apegados uns aos outros e sensíveis à beleza da vida, nos imaginar fora dela. A vida pós-morte é um mistério. Acredita-se, fala-se, estuda-se sobre ela, contudo nada é comprovado. A reação à morte, principalmente entre os ocidentais, é de grande sofrimento, mesmo para aqueles que possuem fé religiosa. 

O ser humano não tem sido a melhor espécie desse universo, na medida em que vem destruindo o meio ambiente e se autodestruindo. Mas ainda o melhor legado é a própria vida tão bem ressaltada nas palavras de João Cabral de Melo Neto “vê-la desfiar seu fio, que também se chama vida, ver a fábrica que ela mesma teimosamente se fabrica: vê-la brotar em uma nova vida explodida”.

 

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O desafio cotidiano- Atitudes e Sentimentos

 equilibrio

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“Hoje, na crise do projeto humano, sentimos a falta clamorosa de cuidado em toda parte”. Boff

Como você enfrenta os diversos desafios que a sociedade contemporânea tem acarretado à qualidade de sua vida? Como você vivencia este enfrentamento?

Para iniciarmos esta reflexão, cabe observar que vivemos num mundo globalizado, no qual estamos conectados concomitantemente a várias pessoas e situações.  Tempo e espaço se confundem.

A revolução nos meios de informação, mídia e tecnologia remete nosso pensar, refletir e agir sobre nossas atitudes e sentimento na construção do bem-estar. 

As interações socais são permeadas pelas relações de produção e de consumo; os padrões de convivência urbana se transformam;  o tempo destinado ao trabalho aumenta; a família pouco se reúne para compartilhar sobre o cotidiano. Há  uma queixa comum da dificuldade nos relacionamentos entre os parceiros e entre pais e filhos. Por outro lado, observa-se que  limites que separam crianças e adultos estão desaparecendo.

Na análise de Jurandir Freire Costa (1994; 1995), no perfil da sociedade brasileira, identificam-se quatro atributos que a compõem: o cinismo, a delinqüência, a violência e o narcisismo. Destaca em sua análise que a transgressão à regra dá uma ilusão, em nossa sociedade, de que podemos ficar impunes. No entanto, “quando o ser humano não tem mais a regra subjetiva que lhe faça ver no outro semelhante, ele não experimenta pelo outro nenhuma preocupação, nenhuma consideração. O outro é um estranho”. (Costa, 1994: p. 12).

Diante do exposto, podemos indagar qual o sentimento tem predominado no seu cotidiano; como este sentimento tem repercutido no seu corpo, nas suas ações e interações?

Será que o medo e o sentimento de impotência têm predominado causando tensões e dores no seu corpo distanciando-o das relações interpessoais? Ou pelo contrário, o otimismo e a garra pela realização dos seus sonhos são predominantes? Ou, ainda, você encontra-se no meio termo, com medo, mas sem desistir da luta por um solo mais fértil?

De acordo com os filósofos gregos, a ética deveria ajudar o homem a se transformar, de modo a obter para si o que o universo nos revela: ordenação, circularidade e beleza.

No filme Encontro de Casais, observa-se diversas facetas do comportamento de indivíduos e casais que os levam à alienação total dos seus reais problemas e sentimentos. Ele traz a mensagem de que a vida perfeita não existe e que os problemas precisam ser percebidos e confrontados.  Indo além, assinalo que é no cotidiano que tecemos os fios de atitudes que podem construir sentimentos mais propícios ao bem-estar pessoal e relacional. Pense sobre isto.

Norma Emiliano

Referências bibliográficas:

Costa, J. F. A ética e o espelho da cultura. Rocco, Rio de Janeiro, 1995.

________ Vida: um princípio básico no bem-comum e na ética do convívio. Revista Proposta. N. 60. P. 10-15. 1994

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Poema à boca fechada- José Saramago

Osvaldobarretofilho
27 de maio de 2008

José de Sousa Saramago (1922) é um escritor, roteirista, jornalista, dramaturgo e poeta português galardoado com o Nobel da Literatura em 1988.

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Pensando em famílias

rosanegra

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Passagem de Ano, comemorações de um lado, tragédias de outro. Exaltação à vida e  desalento pela morte e destruição. A dor da perda vem sendo anunciada incessantemente pela mídia. Entramos num clima de tristeza  e solidariedade.  Cada corpo encontrado em Angra dos Reis nos alerta da gravidade do momento que estamos vivendo.

Tantas famílias têm tido seus lares destruidos por perdas materiais e  seus corações partidos pela morte de entes queridos. As chuvas torrenciais carregam em suas águas moradias, sonhos e vidas. Somos parte  deste universo e precisamos somar  esforços para  não sermos banidos. Não  podemos continuar apenas apagando incêndios. Não há desenvolvimento de um país sem que se privilegie a todos sem distinção.

Deixo aqui para reflexão: como repensar a Ética em sua função de resguardar a vida, em função de ter uma morada, possuir um valor de lugar e um valor de posição? Como conciliar os direitos individuais e as obrigações coletivas?

Norma

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Cuide bem da natureza

natureza

Fotografia Carlos Andrade

Fonte: http://br.olhares.com/inglezoid

Hoje acordei cedo, contemplei mais uma vez a natureza.
A chuva fina chegava de mansinho.
O encanto e aroma matinal traziam um ar de reflexão.
Enquanto isso, o meio ambiente pedia socorro.
Era o homem construindo e destruindo a sua casa.
Poluição, fome e desperdício deixam o mundo frágil e degradado.
Dias mais quentes aquecem o “planeta água”.
Tenha um instante com a paz e a harmonia.
Reflita e preserve para uma consciência coletiva.
Ainda há tempo, cuide bem da natureza.

Gleidson melo

http://www.pensador.info/autor/Gleidson_Melo/


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500 dias com ela

O filme apresenta a história de um rapaz em busca do amor da sua vida e que acaba se apaixonando por uma moça que não crê no amor. A trama mostra como a expectativa mascara a realidade.
As reflexões do protagonista acabam levando-o a redescobrir suas verdadeiras paixões na vida.

O video abaixo é o clipe de uma das músicas que compõe a trilha sonora:  Here comes your man

klyphanger
9 de agosto de 2009

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Será que vou rezar?

sem título

Imagem Google

Finalizando a semana,  trago  para você  uma reflexão sobre a homenagem e celebração nas palavras deste excelente escritor.

Bom final de semana

“Será que vou rezar? É. Cada um celebra o que escolhe. Acho que farei uma sopa de fubá que tomarei com pimenta e torradas.

SOU UM ADMIRADOR de Gandhi. Cheguei mesmo a escrever um livro sobre ele. Estou planejando convocar os amigos para uma homenagem póstuma a esse grande líder pacifista e vegetariano. Pensei que uma boa maneira de homenageá-lo seria um evento numa churrascaria, todo mundo gosta de churrasco, um delicado rodízio com carnes variadas, picanhas, filés, costelas, cupins, fraldinhas, lingüiças, salsichas, paios, galetos e muito chope. O grande líder merece ser lembrado e festejado com muita comilança e barriga cheia!

Eu não fiquei doido. O que fiz foi usar de um artifício lógico chamado “reductio ad absurdum” que consiste no seguinte: para provar a verdade de uma proposição, eu mostro os absurdos que se seguiriam se o seu contrário, e não ela, fosse verdadeiro.

Eu demonstrei o absurdo de se celebrar um líder vegetariano de hábitos frugais com um churrasco.

Uma homenagem tem de estar em harmonia com a pessoa homenageada para torná-la presente entre aqueles que a celebram. Uma refeição, sim. Mas pouca comida. Comer pouco é uma forma de demonstrar nosso respeito pela natureza. Alface, cenoura, azeitonas, pães e água.

Escrevo com antecedência, hoje, 27 de novembro, um mês antes, para que vocês celebrem direito. A celebração há de trazer de novo à memória o evento celebrado. É uma cena: numa estrebaria uma criancinha acaba de nascer. Sua mãe a colocou numa manjedoura, cocho onde se põe comida para os animais. As vacas mastigam sem parar, ruminando. Ouve-se um galo que canta e os violinos dos grilos, música suave… No meio dos animais tudo é tranqüilo. Os campos estão cobertos de vaga-lumes que piscam chamados de amor. E no céu brilha uma estrela diferente. Que estará ela anunciando com suas cores? O nascimento de um Deus?

É. O nascimento de um Deus. Deus é uma criança. O nascimento do Deus criança só pode ser celebrado com coisas mansas. Mansas e pobres. Os pobres, no seu despojamento, devem poder celebrar. Não é preciso muito. Um poema que se lê. Alberto Caeiro escreveu um poema que faria José e Maria, os pais do menininho, rir de felicidade: “Num meio-dia de fim de primavera, tive um sonho como uma fotografia: “Vi Jesus Cristo descer a terra. Veio pela encosta do monte tornado outra vez menino. Tinha fugido do céu…’” Longo, merece ser lido inteiro, bem devagar…

Uma canção que se canta. Das antigas. Tem de ser das antigas. Para convocar a saudade. É a saudade que traz para dentro da sala a cena que aconteceu longe. Sem saudade o milagre não acontece.

Algo para se comer. O que é que José e Maria teriam comido naquela noite? Um pedaço de queijo, nozes, vinho, pão velho, uma caneca de leite tirado na hora. E deram graças a Deus. E é preciso que se fale em voz baixa. Para não acordar a criança. Naquela mesma noite, havia uma outra celebração no palácio de Herodes, o cruel. Ele tinha medo das crianças e mataria todas se assim o desejasse. A mesa do banquete estava posta: leitões assados, lingüiças, bolos e muito vinho… Os músicos tocavam, as dançarinas rodopiavam. Grande era a orgia.

É. Cada um celebra o que escolhe. Acho que vou fazer uma sopa de fubá que tomarei com pimenta e torradas. E lerei poemas e ouvirei música. E farei silêncio quando chegar a meia-noite e, quem sabe, rezarei?”

Rubem Alves – Folha de São Paulo, 27/11/2007

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