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Minhas Palavras

 palavras

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Aquilo que guia e arrasta o mundo não são as máquinas, mas as idéias”. Vitor Hugo

Um fato é eu sair de mim para você; outro é eu chegar até você com minhas palavras. As palavras! As palavras, os ventos levam e trazem. Elas fluem pelo universo. Representam o meu desejo de expressão.

A voz interior expressa- se através das palavras faladas ou escritas que irão pousar de acordo com as diversas identificações pessoais. Identificações que passam pelas recordações, dores, alegrias e questionamentos. Não importam quais sejam. Posso trazer lembranças, informações, conforto, afeto e questionamentos. Respostas? Não. As respostas estão onde você se encontra.

Pessoas, cotidiano, eventos, relações despertam-me as palavras. No intuito das mensagens, as letras vão se juntando, formando palavras, frases, na direção do conteúdo. Exteriorizar o pensamento, as idéias, os sentimentos faz parte deste momento. A mente povoada de imagens  que vão se  configurando e  entrelaçando. Vidas  que são contadas, homenagens que são realizadas, informações que são repassadas. No entorno o meu afeto. No vai e vem dos pensamentos e palavras, converso comigo e vou até você com minha mensagem. Não ouço o que me diz, sua conversa é silenciosa. Entretanto, as palavras chegam a você e se transformam a partir de você. Assim, a comunicação se faz presente  e a experiência é valiosa.

A primavera finda. Está quente! O tempo faz com que me recorde de momentos passados e pessoas queridas. Viajo! Assim é a nossa memória. Tudo permanece dentro de nós. Imbuída dos sentimentos dessa viagem, surgem-me algumas palavras: amor, união, intimidade, intensidade. Ligadas a elas, duas cenas surgem e remetem-me aos sentimentos. Uma traz a alegria e a outra, a tristeza. Assim é a vida. Mas, nos pensamentos posso optar e escolho as cenas de alegria. E com elas, neste nosso encontro, quero irradiar energias positivas para você. É meu desejo que o espírito de amor e fraternidade, presentes aqui e agora, retidos nos meus pensamentos, impregnem o seu cotidiano e que ao lê-las, você possa carregar em seus pensamentos emoções positivas, de esperança e de fé num mundo onde o império seja do Amor.

Norma Emiliano

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Do sonho à realidade

“O inconsciente, fonte de conhecimento e de energia, cria o sonho. O sonho e o inconsciente transformam a consciência e renovam a vida” Regis S. M. Oliveira

Não sabia se havia sido um sonho ou pesadelo, pois a sensação, ao acordar, foi incômoda.

A presença do pai parecia-lhe de conforto e segurança. Contudo, no desenrolar das imagens não chegavam a nenhum lugar. Estavam perdidos. De repente, viu -se só. Não sabia como chegara àquele lugar e como seu pai desaparecera. Não havia nenhuma referência para que lado se dirigir, ou mesmo para onde ir, não tinha o local de chegada. Não sabia o que fazia ali. Ficou confusa e assustada. Por estar com ele, não se deteve no caminho. Não tinha ninguém e nem como se contactar. Não havia pessoas, telefones ou mesmo endereços. Estranha sensação. O chão sumiu sob seus pés.

Acordou, graças! Acordou! Localizou -se. Realmente estava só. Sentia-se mal. Não havia, ali ou acolá, alguém que se preocupasse com ela. Tudo lhe doía. Estava febril.

Ah! os tempos de meninice, da filhinha querida, já se foram há muito. Aqueles, que se detinham com atenção e, por vezes, de forma exagerada, também já se foram. A presença, em sonho, do seu querido pai trazia-lhe a sensação de ser amada, reconhecida e segura. Mas, por outro lado, veio a solidão, o susto de estar perdida, sem o seu chão.

Pensando nestas imagens e confrontando-as, percebeu que se sentia solitária em suas dores e sem afeto. Mas, reflete! O amor daqueles que se foram permanece e vai estar sempre presente dentro do seu ser.

Pensando, também, nos referenciais nos quais tinha se baseado para direcionar a sua vida, percebe que houvera perdido um pouco o rumo. A preocupação em dar conta do lado provedor afastou-a do seu valor maior, a afetividade. Sufocada pelo peso dos compromissos, aprisionada num papel, descaracterizou-se, e em contrapartida houve afastamento emocional familiar. Nesta corrida, deixara que o seu rumo profissional se confundisse e se dispersasse.

Deste mergulho, trouxe à tona o seu sentido. Retoma o rumo em direção à sensibilidade, ao empenho, à afetividade, que são os guias que lhe confirmam valor.

Norma Emiliano

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