Ilusão

 

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A vida traz surpresas.

Naquele dia o que aconteceu parecia-lhe um sonho. Saiu em grupo para um jantar dançante. Todos se acomodaram no transporte, mas alguns lugares ainda estavam vagos e, ao longo, do caminho, foram ocupados. Eram seis mulheres e um homem. Ele era alto, gentil, um cavalheiro, bonito e extremamente sedutor.

“Amor à primeira vista”. A partir daí alguns encontros, “ocasionais” ocorreram, aproximando-os. Houve um baile na semana seguinte e lá ele se encontrava acompanhado por uma amiga. Porém tirou-a para dançar. Conversaram e souberam de suas vidas: ambos casados, mas em fase de “crise”. A dança marcou a convivência mais continuada, pois ele se inscreveu no grupo que ela frequentava e, após as aulas, seguiam juntos para suas residências, que eram próximas.

O tempo passou, saíram para alguns programas a dois, falavam-se por telefone. Ela encontrava-se nas nuvens, já bem apaixonada, tudo via como sinal de reciprocidade. Contudo, nesta dança, os passos não coincidiram, ela foi muito rápida e o assustou ou tinha interesses diversos dela. O romance não se concretizou deixando-a confusa sobre os sentimentos dele que se afastou, dizendo-lhe que a considerava uma pessoa muito especial.

Norma Emiliano

Convicção

“Eu sei que tu virás!

Juntos

Acompanharemos estrela

Para nosso céu interior. (…)

*

Eu sei que tu virás!

No perfume das manhãs

Mergulharemos

E caminharemos

Absorvendo seiva de raízes…” (…)

Lia Corrêa

Imagens net

Comments

  • chica
    Responder

    Por vezes a pressa, a ansiedade , pode estragar, como estragou um amor (?) que estava iniciando.Ele “arrepiou”,rs…bjs, chica

  • toninhobira
    Responder

    Um conto dentro de uma realidade que se apresenta constantemente Norma e a convicção trai. Tudo no seu tempo pode dar colheita satisfatória, fora deste safra perdida.
    Conjunto perfeito conto e poesia.
    Que a semana seja bela e Agosto mais um mês para chamar de nosso para que tudo dê certinho.
    Bjs.

  • Majo Dutra
    Responder

    Não era para ser…
    Da parte dele, não era uma atração apaixonada e veemente…
    Conheci em jovem um caso em que o marido dela (muito rico), preparou tudo para a surpreender com testemunhas em flagrante delito e tirar-lhe a possibilidade de ficar com os filhos.
    Pouco depois, encontrei no baile de fim de ano, o par ilegal…
    Fiquei com imensa pena… ela estava apaixonadíssima e ele não correspondia da mesma forma…
    Por outro lado, não achei futuro na relação, porque ela estava demasiado absorvente, nem o deixava respirar…
    Abomino a traição, penso que os casais devem ser honestos e separarem-se… mas neste caso tive pena…
    A paixão desmedida pode ser demolidora…
    Beijinho, estimada Norma.
    ~~~

  • verena
    Responder

    Boa tarde, querida Norma
    Pena ela ter se precipitado.
    Um conto bem atual.
    Gostei muito.
    Um forte abraço para tí nesta quinta.
    Verena e Bichinhos.

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