Poesia com

Manoel de Barros

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 Mundo pequeno

“O mundo meu é pequeno, Senhor.
Tem um rio e um pouco de árvores.
Nossa casa foi feita de costas para o rio.
Formigas recortam roseiras da avó.
Nos fundos do quintal há um menino e suas latas
maravilhosas.
Todas as coisas deste lugar já estão comprometidas
com aves.
Aqui, se o horizonte enrubesce um pouco, os
besouros pensam que estão no incêndio.
Quando o rio está começando um peixe,
Ele me coisa
Ele me rã
Ele me árvore.
De tarde um velho tocará sua flauta para inverter
os ocasos.”

Bom final de semana

Norma

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Sexta é dia de interagir na blogagem semanal  da Silvana e Mari .

Minha participação.

 

 

Criancas na praia

Maré forte, a meninada brinca com a bola. Não há medos, tudo é brincadeira.

Natureza e infância ilustrando a extensão das belezas dessa vida.

 

Venha participar.

Norma Emiliano

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Desejos

 

Então desejo apenas que você tenha muitos desejos. Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto ao rumo da felicidade.” Carlos Drummond de Andrade

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Falar de desejo é, principalmente, admitir a falta que todo o ser humano sente. Comumente, sua expressão é de incomodo, de um aperto que não se reconhece a causa.  É um vazio interno.

De acordo com o filósofo alemão Schopenhauer “todo desejo nasce de uma falta, de um estado ou condição que não nos satisfazem: portanto, enquanto não for satisfeito, ele é sofrimento”. Assim, como utilizar de forma positiva este sentimento?

São muitas as vertentes teóricas sobre o desejo, mas de maneira geral o homem é considerado um ser desejante  e segundo Freud a psique não conhece limites, portanto o desejo é infinito.

Para Thomas Hobbes  ” A felicidade é um contínuo progresso do desejo, de um objeto para outro, não sendo a obtenção do primeiro outra coisa senão o caminho para conseguir o segundo (…) não ter nenhum desejo é o mesmo que estar morto (…)”.

Neste sentido, Deleuze traz uma metáfora quando se refere a que cada um deve descobrir suas próprias máquinas desejantes. Não interpretar, mas experimentar e assim ” passar de máquinas entorpecidas para máquinas revolucionárias”.

Para Espinosa, todo ser humano é dotado de conatus – potência interna de autopreservação. Ele considera que o desejo é o motor subjacente ao homem e portanto não é uma fonte do mal, nem uma perturbação da alma.

Na contemporaneidade, os meios de comunicação estimulam desejos na direção do consumismo e  Leonardo Boff,  em suas reflexões nos conduz a pensar “que cada um deve aprender a renunciar no sentido de uma ascese que liberta de dependências e cria a liberdade interior”, ou seja  não se tornar escravo, buscar um equilíbrio interno, tomar posse dos próprios sentidos.

 Norma Emiliano

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É preciso ser criança

 

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‘É no brincar, e talvez apenas no brincar, que a criança ou o adulto fruem sua liberdade de criação.” D.W. Winnicott.

O ser humano ao nascer é totalmente dependente e ao longo do seu desenvolvimento inicial vai sendo inserido na cultura pelos pais ou responsáveis. Aquilo que ele vê, sente, ouve e compartilha vai sendo absorvido e constituindo sua forma de ser e entender o mundo.

 Houve épocas da história em que as crianças foram tratadas como adultos.  A infância e adolescência são criações da modernidade (entre o século XVI e XVII). Philippe Áries, 1986.  A partir de então, surgem interesses de estudos sobre a infância.

Esta é uma etapa de suma importância para o desenvolvimento global do indivíduo. Estudos já comprovaram o quanto os primeiros anos de vida são significativos para o desenvolvimento da inteligência e da adaptação do individuo a sociedade.

As crianças não pensam como adultos e segundo Piaget o pensamento infantil passa por quatro estágios, desde o nascimento até o início da adolescência, quando a capacidade plena de raciocínio é atingida.

Crianças são sujeitos sociais e históricos, marcados pelas contradições das sociedades em que estão inseridas (Kramer, 2007). Assim, observamos constantemente, na atualidade, uma projeção de preocupação dos pais com o futuro profissional dos filhos. Portanto, crianças prematuramente se encontram comprometidas com uma agenda de tantas tarefas que o brincar e o espontâneo ficam cerceados.

Por outro lado, o mundo contemporâneo tem como características a falta de espaços nos grandes centros urbanos, a velocidade, a influência pela mídia pelo consumismo, bem como pela violência que se refletem na forma do brincar.

O brincar é uma condição imprescindível para o desenvolvimento da criança. Através da brincadeira que ela desenvolve capacidades importantes como a memória, a imitação, a atenção, a imaginação.  A partir do brincar que aos pouco a criança interioriza a cultura, aprende a conhecer, a fazer, a conviver e a descobrir-se.

 Quem não se recorda dos momentos de liberdade, do faz- de- conta, do voar na imaginação, nas fantasias que se misturavam a realidade?  Para Fortuna (2008), “Brincar é um meio de aprender a viver e de proclamar a vida”.

 

Referências

 FORTUNA, Tânia R. A brincadeira na inclusão social, 2008.

 KRAMER, Sônia. A infância e sua singularidade, 2007.

 PHILIPPE, Áries. História Social da criança e da família, 1986.

Norma Emiliano

 

 

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Vamos brincar com a Chica?

Minha participação no projeto da Chica do blog sementes

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Nas ondas da vida busco meus sentidos

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Venha para esta roda

Norma Emiliano

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 Minha participação no projeto semanal da Silvana Mari

Criancas-brincando - Foto Agoes Antara - editado

Voos da infância em que tudo se transforma em estupendas possibilidades.

Fantasias e realidades molduram os dias de vitalidades e animações.

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Participe também com sua criatividade.

Norma Emiliano

 

 

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Personalidades

 

E suas frases.

pensar

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Pesquisando sobre personalidades nascidas em outubro,  escolhi algumas  que me tocam a alma com suas palavras:

Sabemos que o contexto em que se vive influencia as ideias e comportamentos.  Assim temos aqui várias representações de tempos diversos e  para se entender o que escreveram é necessário contextualizar.

Friedrich Nietzsche- 15/10/1844 – Filósofo

“Aquele que vive de combater um inimigo tem interesse em o deixar com vida.”

Mario Raul de Moraes  Andrade-  09/10/ 1893 – poeta, escritor, musicólogo

“O passado é lição para se meditar,  não para se reproduzir.”

Mahatma Ghandi – 2/10/18/1896. Lider espiritual e pacifista

“Quem sabe concentrar-se numa coisa e insistir nela como único objetivo, obtém, ao cabo, a capacidade de fazer qualquer coisa”.

Carlos D de Andrade 31/10/1902. Escritor e poeta

“O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar”.

Adalgisa Nery, 29/10/ 1905 . Poeta, jornalista e política.

 “Escrever é, em síntese, juntar palavras para formar frases que contarão uma estória”. Escrever é também, virar a alma pelo avesso, desaguando as ideias guardadas no nosso íntimo”.

Vinicius de Moraes 19/10/1913-  Jornalista, diplomata, poeta e compositor.

“Que a tristeza te convença Que a saudade não compensa E que a ausência não dá paz E o verdadeiro amor de quem se ama Tece a mesma antiga trama Que não se desfaz E a coisa mais divina Que há no mundo É viver cada segundo Como nunca mais…”

John Lennon- 9/10/1940. Músico, compositor, cantor e escritor.

“Quanto mais real conseguires ser mais irreal o mundo te vai parecer.”

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Norma Emiliano

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Dores do viver

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Falar das dores  (angústias) que afligem, para alguns é tarefa  que se converte em queixas. Assim, onde encontram alguém  constroem um monólogo infindável que acaba cansando quem lhe escuta.  Para outros,  isto é tão difícil que tentam de todas as formas mergulhar no ativismo.

São muitas as situações na trajetória da vida que trazem angústias e sofrimentos.  Conviver inadequadamente com estas situações acaba alterando o estado emocional  e ao longo do tempo transformam-se em sintomas (síndrome do pânico, depressão, entre outros).  A alteração emocional   pode também surgir em forma de dores corporais ou  de outros problemas orgânicos (somatização).

Não há como existir  sem encontrar obstáculos e ter perdas.  Cada momento histórico  define o tipo de angústia e ansiedade do ser humano.

Em nossa sociedade Contemporânea Zygmunt  Bauman fala sobre a ansiedade e a angústia que é viver “a  atual condição sociocultural, marcada por infinitas possibilidades de escolhas e pela falta de solidez e durabilidade.”

Portanto,  a angústia é inerente à vida humana o que se precisa é se definir  o  nível de tolerância psicológica a este mal-estar  e os ciclos em que estamos sob angústia ou sob relaxamento. Para tal, é importante se conhecer, identificar as angústias , aprender a lidar com elas.  Muitos não conseguem sem ajuda profissional e recorrem à terapia.

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Norma Emiliano

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