Botando a cabeça para funcionar

Nos dias 5, 15 e 25 a Chica nos propõe este projeto .

 

 

selo botando cabeça permanente

Minha participação a partir da imagem proposta

O BELO

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Com as idéias fervilhando, ela faz um recorte da paisagem na busca de um novo ângulo para registrar aquela selva de pedras.

A beleza pode não ser percebida, mas o seu olhar revela o ponto de luz vindo do horizonte e do céu resplandece o colorido que faltava.

Nada passa despercebido no olhar de  quem otimiza o que de belo existe na vida.

Norma Emiliano.

 

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Uma Imagem – 140 Caracteres

Uma imagem, uma criação. Sempre às sexta com a coordenação da  Silvana e Mari

Minha participação de hoje .

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Na soleira da janela há uma jardineira, oferecendo o verde aos olhos,

refrescando o ambiente e, diariamente, compõe a culinária da família.

Norma Emiliano

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Iguaçu, as Cataratas que surgiram do Amor

 

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“Distribuída em várias aldeias, às margens do sereno Rio Iguaçu, a tribo dos Caiangangs formava uma poderosa Nação Indígena. Tinham como deuses Tupã, O Deus do Bem e M’Boy, seu filho rebelde, o Deus do Mal. Era este o causador das doenças, tempestades, das pragas nas plantações, além dos ataques de animais ferozes e das demais tribos inimigas. A fim de se protegerem do Deus do Mal, em todas as primaveras, os Caiangangs a ele ofereciam uma bela jovem como esposa, ficando esta impedida para sempre de amar alguém. Apesar do sacrifício, esta escolha era para ela um privilégio, motivo de honra e orgulho. Naípi, filha de um grande cacique, conhecida em todos os cantos por sua beleza, foi desta vez a eleita.
Feliz, aguardava com ansiedade o dia de tornar-se esposa do temido Deus. Iniciaram-se assim os preparativos da grande festa. Convidados chegavam de todas as aldeias para conhecê-la. Entre eles estava Tarobá, valentes guerreiros, famosos e respeitados por suas vitórias. Ocorreu que, talvez pela vontade do bom Deus Tupã, Tarobá e Naípi vieram a se apaixonar, passando a manter encontros secretos às margens do rio. Sem ser notado, M’Boy acompanhava os acontecimentos, aumentando a sua fúria a cada dia. Na véspera da consagração, os jovens encontraram-se novamente às margens do rio. Tarobá preparou uma canoa para fugirem no dia seguinte, enquanto todos adormeciam, fatigados com as danças e festejos e sob efeito das bebidas fermentadas.
Iniciaram a fuga e, já à boa distância do local M’Boy concretizou sua vingança. Lançou seu poderoso corpo no espaço em forma de uma enorme serpente, mergulhando violentamente nas tranqüilas águas e abrindo uma cratera no fundo do rio Iguaçu. Formaram-se assim as cataratas, que tragaram a frágil canoa. Tarobá foi transformado em uma palmeira no alto das quedas e Naípi em uma pedra nas profundezas de suas águas. Do alto, o jovem apaixonado contempla sua amada, sem poder tocá-la. Restando-lhe apenas murmurar seu amor quando a brisa lhe sacode a fronde.
Em todas as primaveras lança suas flores para Naípi, através das águas, como prova de seu amor. A jovem está sempre banhada por um véu de águas claras e frescas, que lhe amenizam o calor de seus sentimentos. Ainda hoje, M’Boy permanece escondido numa gruta escura, vigiando atentamente os jovens apaixonados. Ouve-se dizer que, quando o arco-íris une a palmeira à pedra, pode-se vislumbrar uma luz que dá forma aos dois amantes, podendo-se ouvir murmúrios de amor e lamento.”

Autor desconhecido

Fonte

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Outono

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Iniciou em  20/03,  no Brasil, a estação do  outono. Com ela a temperatura se abranda, os dias ficam mais frescos e as noites  mais longas.  Já se presencia o nevoeiro.  É uma estação, a meu ver,  bela e de transformações. As folhas das árvores secam e caem,  dando um dourado especial à paisagem.

É uma estação  inspiradora.

Carlos D. de Andrade em Os dias lindos

“O ar. Ficou mais leve, ou nós é que nos tornamos menos pesadões, movendo-nos com desembaraço, quando, antes, andar era uma tarefa dividida entre o sacrifício e o tédio? Tornou-se quase voluptuoso andar pelo gosto de andar, captando os sinais inconfundíveis da presença dos dias lindos”.

Mario Quintana Canção de Outono .

“O outono toca realejo
No pátio da minha vida.
Velha canção, sempre a mesma,
Sob a vidraça descida…

Tristeza? Encanto? Desejo?
Como é possível sabê-lo?
Um gozo incerto e dorido
de carícia a contrapelo…

Partir, ó alma, que dizes?
Colhe as horas, em suma…
mas os caminhos do Outono
Vão dar em parte alguma!”

Em filme

O Outono em Nova York apresenta um romance  que conta a história de um cinquentão que não quer compromisso e conhece uma jovem garota, por quem se apaixona. Ela não aceita isso por estar com uma grave doença incurável. Do amor à morte, o filme se passa no outono americano.

Vamos nos inspirar e transformar

Norma Emiliano

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Poetando com

 

 

Walt  Whitman (1819 – 1892)

Índice

            Imagem Net

Canção para mim mesmo

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“Eu celebro o eu, num canto de mim mesmo,…
À vida imensa em paixão, pulsação e poder,
Alegre, por ser fruto do ato mais livre
Sob leis divinas,
Canto ao Homem Moderno e
Celebro e canto a mim mesmo…
Regalo-me e convido minh’alma,
Aprendo e me encanto enquanto tranqüilo
Observo uma folha de relva.”

Folhas de Relva

Norma Emiliano

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Uma Imagem – 140 Caracteres

Vamos no embalo da sexta no projeto da  Silvana  e Mari

A imagem e minha participação.

Mesa e Cadeira 3*

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Um cantinho da área da casa que lhe traz lindas, queridas e saudosas recordações.

Assim, vê-lo diariamente é envolver seu ser de muito amor.

Norma Emiliano

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Em matéria de automóveis.

ÍndiceImagem NET

 

Em matéria de automóveis, seu raciocínio era o seguinte:

— Para que ter automóvel, se eu não sei dirigir?

E se alguém lhe sugeria que aprendesse:

— Para que aprender, se não tenho automóvel?

Um dia, porém, não se sabe como, escapou de seu sofismático raciocínio e apareceu dirigindo um automóvel. Aprendera a dirigir, só Deus sabe como:

— Fazer o carro andar eu faço. Mas não sei como funciona, nem como é lá dentro. Outro dia ameaçou enguiçar e então me perguntaram se não seria o carburador. Só então fiquei sabendo que meu carro dispõe de um carburador.

O que o encanta principalmente é o poder sugestivo de certos nomes: carburador, embreagem, chassi. radiador, cárter, diferencial.

— Fala-se também numa famosa mola de seguimento, que deve ser muito importante. Para mim não há alternativa: se enguiçar, desço e tomo um táxi. Imagine se eu tiver de ficar dentro do carro indagando: será o dínamo? a bateria, os acumuladores? falta de fôrça no chassi? falta de óleo na bateria?

Tive de adverti-lo de que bateria e acumuladores eram uma coisa só, e que no radiador só se coloca água.

— Eu sei, eu sei: aliás, o meu carro, apesar de novo deve estar com algum defeito no radiador, não gasta água nunca! Todas as vezes que mando botar água o homem diz que não é preciso, já tem. Com o óleo é a mesma coisa. Abrem a tampa do carro e retiram lá de dentro, de um lugar que jamais consegui ver direito onde é. um ferrinho comprido, enxugam o ferrinho, tornam a enfiar e retiram de novo, me mostram a ponta pingando óleo e dizem que não é preciso. Nunca é preciso.

— Você não costuma lubrificar o carro?

— Já lubrifiquei uma vez. Isso é fácil: basta levar o carro no posto e dizer: lubrificação geral, trocar o óleo do cárter. Não me esqueço, por causa daquele detetive dos folhetos do meu tempo, o Nick Cárter.

— Convém não esquecer também a água da bateria. Tem de ser água distilada.

lsto ele também já sabia. Um dia o carro não quis pegar e alguém lhe disse que devia ser a água da bateria. Foi a um posto e mandou que olhassem se tinha água na bateria. Tinha. Então tirem, pediu. O sujeito ficou a olhá-lo como se êle fôsse doido: tirar a água? Então êle disse apenas a palavra mágica, que resolve tudo:

— Verifiquem.

Verificaram, enquanto ele aguardava, meio ressabiado. O homem do posto se aproximou, misterioso:

— Elemento sêco.

Olharam-se mùtuamente, em silêncio, sem que qualquer sombra de compreensão perpassasse entre os dois, esclarecendo os mistérios insondáveis da mecânica dos semoventes. Eis que impenetrável é o desígnio dos motores de explosão e traiçoeira a força dos acumuladores.

— Elemento seco?

Elemento seco! Secam-se os elementos e esotérico se torna o segredo que faz o poderio dos seres vivos no comando das máquinas inertes. Num repente de inspiração divinatória, com a voz embargada do emoção, ele sugeriu:

— Deve ser o giguelê.

Giguelê — palavra mágica que ele um dia ouviu alguém pronunciar, denunciando a existência de uma peça pequenina que não sabe para que serve nem onde fica, mas da qual certamente emana a energia que movimenta os automóveis, num fluxo de divina inspiração como o que movimenta a dança religiosa em tôrno à diminuta imagem de Exu e outros deuses pagãos.

— No mais — arremata êle — tirante o giguelê, em matéria de automóveis estou com as mulheres. Para elas como para mim um carro se compõe apenas de duas coisas: buzina e volante.

Texto extraído do livro “Quadrante 2″, 4ª edição – Editora do Autor – Rio de Janeiro, 1963, págs.108-110.

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BookCrossing

 

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Venho participando desde a primeira iniciativa na blogosfera do BookCrossing. É um projeto que admiro e que desejei fazer a manutenção. Aderindo a iniciativa da Luma .

A leitura proporciona aos seres humanos alçar grandes voos e segundo meu grande e inesquecível  escritor, Rubem Alves. ” Um livro é um brinquedo feito com letras. Ler é brincar; ler é fazer amor com as palavras” .

Em nome do AMOR a leitura aí vai minha participação.

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Sinopse

“O autor conta a história de Florentyna Rosnovski, a filha de Abel Rosnovski. Decidida, rica, bonita e inteligente, desde cedo ela traça um plano ambicioso para a sua vida: tornar-se a primeira mulher a chegar à Presidência dos Estados Unidos. Para alcançar seu objetivo, ela busca aprender tudo o que pode sobre negócios e política.

Entretanto, uma paixão arrebatadora provoca uma reviravolta em seu destino. Ela acaba se envolvendo com Richard, filho de Kane, inimigo mortal de seu pai. Em nome desse amor, o casal abre mão do dinheiro e da proteção de suas famílias, o que os obriga a recomeçar do zero. Apesar das dificuldades financeiras, dos conflitos pessoais e do preconceito da sociedade, Florentyna não desiste de seus sonhos e luta para realizá-lo.”

Meu bilhete anexado ao livro.

20150412_121309Norma Emiliano

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