Shakespeare e atualidade

Shakespeares_Globe_Theatre-LondonImagem Net

 

Participei do Encontro de Formadores e Multiplicadores de Terapia de Família promovido pela ATF-RJ. Entre as diversas atividades,  contamos com a presença de Fernanda Monteiro Professora de Literatura inglesa doutora e pós-doutora com pesquisa sobre  o diálogo de ficcionistas brasileiros contemporâneos com a obra de William Shakespeare.

Observação: ficção no sentido de modelação de uma realidade.

Reescrevo parte de sua apresentação que despertou grande interesse de todos os presentes. Cenas Shakespearianas

Contexto

William Shakespeare (1564- 1616)  Período de transição do Mundo Medieval para o Mundo Moderno)

Na Inglaterra, durante o período elisabetano que houve a possibilidade do esboço do projeto do futuro império britânico. Shakespeare é contemporâneo desse momento. O teatro shakespeariano articulou a  reflexão sobre essa nova constelação de poderes imperiais e de trocas econômicas e simbólicas.

Poeta e dramaturgo trabalhou com a linguagem, “criou palavras novas para antigas histórias, reinventando inúmeras possibilidades de representação do  humano.”

O teatro à época de Shakespeare tinha uma estrutura peculiar: palco nu, o público ficava ao redor do elenco, vendo o ator em todas as dimensões.  Seu texto é  simultaneamente descritivo e narrativo. A linguagem era responsável por tudo ( caracterizava os personagens, ferramenta de construção cênica).   Teatro da Palavra

Obra:

38 peças de teatro

154 sonetos

Poemas narrativos

Os temas abordados pelo teatro: política, amor, poder, sobrenatural. Podia se falar sobre quase tudo.

Pelo contexto do evento foram selecionados  cenas de peças que retratam relações de famílias e casais, sendo destacado Romeu e Julieta (1595)  que nos possibilitou perceber  o valor dado a inteligência da mulher e o casal como um dos espaços de encenação da individualidade e constituição da subjetividade moderna.

É considerado o maior dramaturgo da literatura moderna

Norma Emiliano

 

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Envelhecer

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Na palavras do poeta, numa metáfora, encontramos louvor  ao envelhecimento

 Velhas árvores

Olha estas velhas árvores, mais belas
Do que as árvores novas, mais amigas:
Tanto mais belas quanto mais antigas,
Vencedoras da idade e das procelas…

O homem, a fera, e o inseto, à sombra delas
Vivem, livres de fomes e fadigas;
E em seus galhos abrigam-se as cantigas
E os amores das aves tagarelas.

Não choremos, amigo, a mocidade!
Envelheçamos rindo! envelheçamos
Como as árvores fortes envelhecem:

Na glória da alegria e da bondade,
Agasalhando os pássaros nos ramos,
Dando sombra e consolo aos que padecem!

Olavo Bilac

Não é simples encarar a passagem do tempo e sua repercussão no ser humano, seja ela física e/ou psicológica. Como você encara esta etapa das vida?

Norma Emiliano

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Reflexão

passarinhocoloridoImagem Net

 

A VERDADE E A PARÁBOLA

Conto judaico

Fonte

Um dia, a Verdade decidiu visitar os homens, sem roupas e sem adornos, tão nua como seu próprio nome.

E todos que a viam lhe viravam as costas de vergonha ou de medo, e ninguém lhe dava as boas-vindas.

Assim, a Verdade percorria os confins da Terra, criticada, rejeitada e desprezada.

Uma tarde, muito desconsolada e triste, encontrou a Parábola, que passeava alegremente, trajando um belo vestido e muito elegante.

— Verdade, por que você está tão abatida? — perguntou a Parábola.

— Porque devo ser muito feia e antipática, já que os homens me evitam tanto! — respondeu a amargurada Parábola.

— Que disparate! — Sorriu a Parábola. — Não é por isso que os homens evitam você. Tome. Vista algumas das minhas roupas e veja o que acontece.

Então, a Verdade pôs algumas das lindas vestes da Parábola, e, de repente, por toda parte onde passava era bem-vinda e festejada.

Os seres humanos não gostam de encarar a Verdade sem adornos. Eles preferem-na disfarçada.”

Norma

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Pausa musical

As canções embalam nossa mente

Transportam nosso corpo

como nuvens flutuantes

 

Ouça e  deixe-se levar neste transporte sonoro a lugares que necessite revisitar.

 

 

 

Norma Emiliano

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Celebração

Participando do convite da amiga Rosélia para  participar da  celebração de 6 anos do blog  Espiritual Idade.

 

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“A bondade em palavras cria confiança; a bondade em pensamento cria profundidade; a bondade em dádiva cria amor.”

Lao-Ts

 Parabéns, que a confiança seja a mola impulsionadora das interações entre nós.

_279-10651Norma Emiliano

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Afirmação do eu

Imagem google

 

“Não quero seguir a vida sendo levada pelo que me acontece”. Com esta frase Rose inicia a sua terapia.

Sua história é pontilhada de adesões às expectativas alheias:  da mãe, marido, amigos e  filhos. Sempre na direção do outro. Quando menina sua brincadeira preferida era  dar aula e cresceu desejando ser professora. No entanto, aos 17 anos conhecera o amor e optou por ele. Casou e rapidamente teve seus três filhos. Dedicou-se a casa, aos filhos e ao marido que, como executivo, viajava constantemente. Tinha amigas do período de adolescência,  e acompanhou o desenvolvimento profissional delas. Algumas estavam solteiras  estudando e trabalhando, outras se casaram e tinham uma profissão.

Sentia-se limitada e não mais  realizada com sua vida tão doméstica. Não sabia como dizer ao marido o quanto estava triste e ele, por sua vez, não percebia. Um dia viu um anúncio no jornal sobre uma escola que funcionaria próxima a sua residência e que oferecia curso/treinamento para recreadoras. Pensou que esta seria uma chance de recomeçar e apostar no seu desejo de ensinar crianças.  Comentou com o marido, que ficou surpreso, e não acolheu a ideia. A partir de então começou a se indagar porque teria que continuar sua vida gravitando em torno do marido?  Não teve forças suficientes para reafirmar sua vontade e desistiu. Contudo, estava infeliz e tomou a decisão de buscar terapia.

A busca de si , individualização,  é aprender sobre si mesmo, e,  neste sentido,  a relação afetiva deve ser considerada como um espaço propício ao desvelamento da identidade pessoal, ou seja,  encontrar uma forma que seja possível ser  “livre junto”.

A independência, principalmente econômica, é a forma com o indivíduo pode através de recursos próprios depender menos do outro. Contudo, há que se observar a dependência emocional que se constitui num entrave ao processo de  individualização.

 Assim, poder viver a dois, exercendo  diversos papéis  (filha, mãe, mulher, profissional):  compartilhar e ter a autonomia de escolhas.

Norma Emiliano

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Botando a cabeça para funcionar

Projeto da amiga  Chica

Se realiza nos dias 5, 15 e 25 de cada mês.

selo botando cabeça permanenteImagem sugerida para hoje

As escolhas

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 Há muitos anos partira de sua cidade natal. Hoje, ali diante do vasto campo e  do paredão de pedras, parece que se sente uma estranha.

Era tão menina, cheia de sonhos, de romantismo, mas isto ficara ali. Subitamente,  se deu conta que sua trajetória seguira por caminhos que não correspondia àquelas lembranças. Hoje, uma empresária repleta de compromissos, vive de viagens constantes e fechou o coração para os afetos amorosos e seus sonhos de ter uma linda família.

Sentou-se. Ficou um longo tempo perdida em seus pensamentos. Sentiu uma estranha emoção invadi-la e não conseguia reconhecê-la. Enfim, resolveu voltar à cidade, pois precisava ir ao cartório encontrar com o candidato à compra daquela propriedade.

Olhou entorno e se despediu daquela menina que não mais existia em seu tempo cronometrado.

Norma Emiliano.

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Poetando com

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Emily Dickinson

“É um dos raros e valiosos testemunhos poéticos da opressão da mulher na sociedade moderna”.

Fonte

 

Americana,  nascida na cidade de Amherst, em 1830.  Emily  morreu, aos 56.  Viveu uma vida reclusa. Vestida de branco, sem sair de casa, parecia mais um mito, uma lenda. Apesar dos 1800 poemas escritos não chegou a publicar um livro de versos em vida. Fonte

 

“Para preencher um Vazio
Inserir a Coisa que o causou –
Tenta bloqueá-lo
com outra – e mais vai se escancarar –
Não se pode soldar um Abismo
Com Ar”.

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“Eis minha carta ao Mundo
Que a Mim nunca escreveu
Singelas Notícias que a Natureza deu –
Com Majestade e Doçura
Sua mensagem se destina
A Mãos que nunca verei –
Por amor a Ela – doces conterrâneos –
Julgai-me com ternura”

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