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Minha participação no projeto semanal de Silvana e Mari

Leitura Infantil editado

Revistas em quadrinhos nos remontam ao tempo da infância.

Irmãos compenetrados diante de histórias compartilhando

um mundo repleto de magia.

Participe com sua criatividade

Norma Emiliano

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“Jogo de asfixia”

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Assisti este filme sem a noção exata do que se tratava. Eu desconhecia esta prática e considero este filme um alerta de perigo para pais e jóvens.

É um filme lançado em 2014  que retrata um tipo de brincadeira comum nos Estado Unidos  que consiste em enforcar-se com um cinto, corda ou barbante para causar uma hipóxia, ou baixa oxigenação no cérebro. Nessas condições, a pessoa passa por uma sensação de euforia, suscita controle e coragem. No entanto, esta prática faz com que o sangue e o oxigênio do cérebro se interrompam, o que pode levar há morte ou causar sérios danos cerebrais.

Sinopse

 ”Taryn está desesperada para ser popular na escola. Quando conhece uma nova aluna chamada Nina, ela lhe ensina sobre o “Jogo de Asfixia”. Mas Taryn não tem ideia de que esse “jogo” está colocando em risco suas vidas.”

O filme também mostra a importância do dialogo entre pais e filhos como uma das formas de entendimento entre as gerações e possibilidade de prevenir situações que podem trazer consequências irreversíveis.

Em 2012 há um episódio real, no Brasil, Ceará, que consta de uma reportagem aqui

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Decepções

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Todos os dias se encontravam após o trabalho. Há 10 meses se conheceram e logo se envolveram amorosamente.

Com a cabeça recostada no seu ombro a vida parecia-lhe mais segura. Por que esta sensação? Sempre se perguntou.

Ele era dois anos mais velho do que ela; trabalhava numa empresa no cargo de gerente. Mesmo quando tinha poucos dados sobre ele, considerava – o boa pessoa. Sua intuição nunca falhou.

No entanto, hoje, após dois meses em que ele viajara e sem qualquer contato, começa a por em dúvida sua intuição e até mesmo sua percepção sobre ele.

É difícil pensar que foi apenas uma aventura. Ao se recordar das suas palavras, atitudes e projetos fica estarrecida com seu distanciamento e total falta de consideração.

Norma

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Um relacionamento nunca cria nada. Ele só pode trazer algo que já é existente. (…)Cada relacionamento  é um espelho; ele revela sua identidade a você”   Osho

Este mini conto retrata uma das formas pelas quais as pessoas entram num relacionamento e acabam frustradas com o comportamento do/a parceiro/a.

As expectativas  são construidas a partir do referencial pessoal (experiências, valores, crenças), assim  espera-se  que os resultados   aconteçam de certa maneira. Quando  isto não ocorre surgem as decepções e frustrações.

A projeção faz parte das relações, ou seja, vemos no outro aquilo  que queremos ver e quando algo não mais se encaixa nas expectativas há o estranhamento, decepções e mágoas.

Contudo,  para se viver um relacionamento real é preciso desvendar os olhos para enxergar a si mesmo e  o outro.

Norma Emiliano

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Vamos brincar com a Chica?

Participando com a palavra dominical  do sementesdachica.

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Tanto malhou que a barriga se foi.

Brincadeira 3

Venha para a roda

Norma Emiliano

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Poesia com

Manoel de Barros

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 Mundo pequeno

“O mundo meu é pequeno, Senhor.
Tem um rio e um pouco de árvores.
Nossa casa foi feita de costas para o rio.
Formigas recortam roseiras da avó.
Nos fundos do quintal há um menino e suas latas
maravilhosas.
Todas as coisas deste lugar já estão comprometidas
com aves.
Aqui, se o horizonte enrubesce um pouco, os
besouros pensam que estão no incêndio.
Quando o rio está começando um peixe,
Ele me coisa
Ele me rã
Ele me árvore.
De tarde um velho tocará sua flauta para inverter
os ocasos.”

Bom final de semana

Norma

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Uma Imagem – 140 caracteres

 

Sexta é dia de interagir na blogagem semanal  da Silvana e Mari .

Minha participação.

 

 

Criancas na praia

Maré forte, a meninada brinca com a bola. Não há medos, tudo é brincadeira.

Natureza e infância ilustrando a extensão das belezas dessa vida.

 

Venha participar.

Norma Emiliano

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Desejos

 

Então desejo apenas que você tenha muitos desejos. Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto ao rumo da felicidade.” Carlos Drummond de Andrade

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Falar de desejo é, principalmente, admitir a falta que todo o ser humano sente. Comumente, sua expressão é de incomodo, de um aperto que não se reconhece a causa.  É um vazio interno.

De acordo com o filósofo alemão Schopenhauer “todo desejo nasce de uma falta, de um estado ou condição que não nos satisfazem: portanto, enquanto não for satisfeito, ele é sofrimento”. Assim, como utilizar de forma positiva este sentimento?

São muitas as vertentes teóricas sobre o desejo, mas de maneira geral o homem é considerado um ser desejante  e segundo Freud a psique não conhece limites, portanto o desejo é infinito.

Para Thomas Hobbes  ” A felicidade é um contínuo progresso do desejo, de um objeto para outro, não sendo a obtenção do primeiro outra coisa senão o caminho para conseguir o segundo (…) não ter nenhum desejo é o mesmo que estar morto (…)”.

Neste sentido, Deleuze traz uma metáfora quando se refere a que cada um deve descobrir suas próprias máquinas desejantes. Não interpretar, mas experimentar e assim ” passar de máquinas entorpecidas para máquinas revolucionárias”.

Para Espinosa, todo ser humano é dotado de conatus – potência interna de autopreservação. Ele considera que o desejo é o motor subjacente ao homem e portanto não é uma fonte do mal, nem uma perturbação da alma.

Na contemporaneidade, os meios de comunicação estimulam desejos na direção do consumismo e  Leonardo Boff,  em suas reflexões nos conduz a pensar “que cada um deve aprender a renunciar no sentido de uma ascese que liberta de dependências e cria a liberdade interior”, ou seja  não se tornar escravo, buscar um equilíbrio interno, tomar posse dos próprios sentidos.

 Norma Emiliano

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É preciso ser criança

 

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‘É no brincar, e talvez apenas no brincar, que a criança ou o adulto fruem sua liberdade de criação.” D.W. Winnicott.

O ser humano ao nascer é totalmente dependente e ao longo do seu desenvolvimento inicial vai sendo inserido na cultura pelos pais ou responsáveis. Aquilo que ele vê, sente, ouve e compartilha vai sendo absorvido e constituindo sua forma de ser e entender o mundo.

 Houve épocas da história em que as crianças foram tratadas como adultos.  A infância e adolescência são criações da modernidade (entre o século XVI e XVII). Philippe Áries, 1986.  A partir de então, surgem interesses de estudos sobre a infância.

Esta é uma etapa de suma importância para o desenvolvimento global do indivíduo. Estudos já comprovaram o quanto os primeiros anos de vida são significativos para o desenvolvimento da inteligência e da adaptação do individuo a sociedade.

As crianças não pensam como adultos e segundo Piaget o pensamento infantil passa por quatro estágios, desde o nascimento até o início da adolescência, quando a capacidade plena de raciocínio é atingida.

Crianças são sujeitos sociais e históricos, marcados pelas contradições das sociedades em que estão inseridas (Kramer, 2007). Assim, observamos constantemente, na atualidade, uma projeção de preocupação dos pais com o futuro profissional dos filhos. Portanto, crianças prematuramente se encontram comprometidas com uma agenda de tantas tarefas que o brincar e o espontâneo ficam cerceados.

Por outro lado, o mundo contemporâneo tem como características a falta de espaços nos grandes centros urbanos, a velocidade, a influência pela mídia pelo consumismo, bem como pela violência que se refletem na forma do brincar.

O brincar é uma condição imprescindível para o desenvolvimento da criança. Através da brincadeira que ela desenvolve capacidades importantes como a memória, a imitação, a atenção, a imaginação.  A partir do brincar que aos pouco a criança interioriza a cultura, aprende a conhecer, a fazer, a conviver e a descobrir-se.

 Quem não se recorda dos momentos de liberdade, do faz- de- conta, do voar na imaginação, nas fantasias que se misturavam a realidade?  Para Fortuna (2008), “Brincar é um meio de aprender a viver e de proclamar a vida”.

 

Referências

 FORTUNA, Tânia R. A brincadeira na inclusão social, 2008.

 KRAMER, Sônia. A infância e sua singularidade, 2007.

 PHILIPPE, Áries. História Social da criança e da família, 1986.

Norma Emiliano

 

 

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