Família em crise

 

 

Quem pode nos ajudar?

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As alegrias e tristezas fazem parte do viver e, portanto, estão inseridas nas relações pessoais e interpessoais.

Quando a família chega ao consultório, normalmente, esgotou todas as suas tentativas de enfrentar seus problemas. Há sentimentos de desesperança e angústia, uma infinidade de mágoas circula, minando o afeto positivo.

A trajetória de cada família é única; é formada por uma rede composta de valores, costumes, lealdades e legados transmitidos de geração em geração. Assim,  a forma de amar e escolhas são resultados das interações estabelecidas, principalmente das primárias, e das percepções de cada um dos membros.

Não criamos uma colcha de retalhos ao estabelecermos as interações familiares, uma vez que não vamos apenas costurando os pedaços até formar um todo. As relações  desenvolvem – se  entre os diferentes subsistemas, ou seja,  entre pais, pais e filhos, irmãos, e, hoje, há um cruzamento muito mais complexo.  A caracterização de família se dá em várias modalidades e inclui diferentes indivíduos: namorados, amigo íntimo e até mesmo, animais de estimação.

No filme Um casamento grego, Toula Portokalos tem 30 anos, é grega e trabalha no restaurante de sua família. O sonho de seu pai é vê-la casada com um grego. Só com muito custo ela consegue convencer seu pai a lhe pagar aulas de informática. No curso ela conhece e se apaixona por Ian, que é inglês, e por essa razão eles decidem manter seu namoro em segredo. Mas logo eles são descobertos, desencadeando um processo de aceitação para Ian, para que ele possa se adequar às tradições gregas.

Neste filme, observamos uma família emaranhada na qual as pessoas não conseguem sua individualidade, têm de agir conforme os padrões estabelecidos. Há o sentido elevado de apoio mútuo com prejuízo da independência e da autonomia.  Os pais tendem a tomar decisões pelos filhos. A entrada de um membro externo é de difícil aceitação.

A família faz parte de um cenário mais amplo e, assim, sofre as influências do contexto social, que se considera ao examiná-la. Portanto, a totalidade na relação familiar inclui cada um dos componentes dessa relação, o campo relacional em que as interações acontecem e o contexto amplo.

Ela tem seu próprio curso evolutivo e consequentemente tem várias tarefas a realizar nos diversos estágios previsíveis do desenvolvimento do ciclo familiar: casais sem filhos; com filhos: infância, adolescência, vida adulta; casais na meia idade; envelhecimento; morte de um dos cônjuges (McGoldrick). Ainda alguns autores citam os estágios imprevisíveis (divórcio, desemprego, morte súbita, entre outros). Enfim, são momentos que necessitam de mudanças, reorganização e reposicionamento de todos. É comum que nesses momentos surjam angústias, incertezas e preocupações com as modificações que são desencadeadas em suas vidas.  Muitas famílias conseguem superá-las. Porém, outras paralisam e surgem sintomas em um ou mais membros (transtornos afetivos, agressividade, distúrbio de aprendizagem).

Neste momento, a terapia de família pode ajudar a família a esclarecer os relacionamentos, seus entraves, seus medos, seus sentimentos secretos e suas esperanças, conduzindo a descoberta de novas soluções.

Norma Emiliano

 

Comments

  • chica
    Responder

    Bom quando as soluççõies podem existir e sempre há chances de novos recomeços, tentando acertar então! beijos,chica

  • Beth Q.
    Responder

    Bom dia, Norma!
    Família, prato difícil de digerir, mas sem ela passamos ‘fome’.
    Eu acho que tudo enfrentado em família é previsível, nunca fui daquelas pessoas de achar que na minha família aquilo ou aquilo outro fosse impossível, já que somos constituídos do material humano frágil.
    Para mim o mais difícil a enfrentar é a doença de um deles, isso me deixa frágil, não sou bem resolvida diante da doença, embora a cada dia, tente entender tudo isso. Fico tão sensibilizada quando vejo uma família enfrentando o horror da doença, penso e rezo por eles, pois sei que pra mim isso sim seria o mais complicado de encarar.
    Adorei este filme e já o vi mais de 3 vezes, boa dica.
    beijos cariocas

  • Ilaine
    Responder

    Oi, Norma!

    Penso que a convivência familiar nem sempre e fácil.
    Há momentos de mágoas. Mas o importante é que haja respeito e carinho entre as partes – o que fundamental para a estrutura nunca ruir. Tenho uma família maravilhosa, meus filhos são nossos grandes amigos. Sim, o filme é lindo, muito especial.

    Beijo grande

  • anne lieri
    Responder

    É uma pena que nem todas as familias tenham a oportunidade de fazer uma terapia. Poderia ser muito gratificante e diminuiriam conflitos.bjs,

  • Ritinha
    Responder

    Bom dia… eu sou uma pessoa que tento ao máximo manter minha familia unida, ou seja, filhas e netas numa harmonia que num olhar as pessoas percebem e sentem o amor.
    Adorei o que li e vim apenas visitar e já resolvi ficar no seu cantinho e a cada dia descobrir os encantos de uma pessoa sensivela ao ponto de conseguir trazer atraves das palavras algo tão sincero e verdadeiro.
    Um beijão
    Ritinha

  • luma rosa
    Responder

    Oi, Norma!
    A sabedoria popular diz que muitas vezes quem está de fora consegue enxergar o problema que está dentro. Você pode confiar um problema familiar para uma pessoa amiga, mas essa nunca estará totalmente capacidade para ajudar a resolver o problema, até porque atualmente, ninguém quer se comprometer de todo em uma questão. Ter um profissional ao nosso lado que consiga a ajudar a desatar os nós, tanto melhor! Pois não é somente o probema que temos que resolver, temos que “aprender a pensar” os problemas para tentar, com os nossos instrumentos resolvê-los.
    Bom fim de semana!!
    Beijus,

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