Contra a violência doméstica infantil

 

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Este post é minha participação na coletiva sobre a violência doméstica contra crianças e adolescentes organizada por Ingrid do blog desconstruindomae.

 

Onde tudo começa?  Como termina?

 

 

A violência relacionada à infância faz parte da cultura brasileira.  Vários escritores ( Maria Amélia Azevedo, Graciliano Ramos) já relataram   um mundo no qual a punição corporal dos filhos pelos pais era extremamente freqüente,  no  qual ressalta-se as surras com cipó, chicote,  cinturão, chinelo, entre outros.

As crianças aprendem em sua interações familiares.  O contexto familiar é o espaço privilegiado para o desenvolvimento fisíco, psicólogico e mental.

 A criança e o adolescente precisam  que o ambiente familiar propicie condições saudáveis ao desenvolvimento, incluindo bons estímulos, relações famíliares tranquilas e  diálogo .

Quando  o núcleo familiar se desestrutura, atos violentos e agressivos podem surgir,  ameaçando o convívio familiar e  as consequências  podem causar marcas, danos irreparáveis nos desenvolvimentos físico e psíquico de crianças e adolescentes.

A violência doméstica apresenta várias facetas:

–  Física:  toda ação que causa dor física

– Sexual: todo ato  sexual entre um ou mais adulto e uma criança e adolescente, tendo por finalidade estimular sexualmente ou para obtençao de satisfação sexual.

– Psicológica: é toda ação negativa do adulto sobre as crianças formando nas mesmas um comportamento destrutivo, como por exemplo chantagem, comparações, rejeição ostensiva,  sujeição pelo terror, etc.

– Negligência:  descuido, ausência de auxilio financeiro, colocando a criança e o adolescente em situação de fragilidade: desnutrição, falta de higiene, entre outros.

É necessário ter um olhar atento e comprometido com esta causa,  pois  o silêncio das vítimas (lei do silêncio)  faz com que se torne difícil a intervenção. As mudanças súbitas de comportamento podem ser o principal sinal  de que algo está errado.

Atos violentos, normalmente, ficam limitados a quatro paredes , ou, muitas vezes são utilizados com pretexto de educar.

Já encontramos algumas iniciativas muito bem sucedidas no combate à violência doméstica contra crianças e adolescentes entre elas Ministério da Saúde: notificação obrigatória – “O órgão governamental instituiu a Portaria GM/MS 1968/2001, que dispõe sobre a notificação obrigatória de suspeita ou confirmação de maus-tratos contra crianças e adolescentes aos Conselhos Tutelares”. (Fonte) . No entanto, muito ainda temos a realizar.

 

 

Norma

 

Comments

  • Luma Rosa
    Responder

    Norma, ando tão ausente da blogosfera que não soube desta coletiva. Vou ver se consigo participar logo mais. Este é um assunto extremamente importante, acontece em todos os níveis sociais e pode passar imperceptível pelos membros da própria família – entrando no conceito antigo de que para ‘corrigir’ o filho é preciso bater! Beijus,

  • Glorinha Leão
    Responder

    Oi Norma, hj vim depressinha aqui, antes de ir em qq outro blog, pra me redimir de ontem…rsrs Muito bom seu post. É preciso orientar os pais para que eduquem seus filhos através dos bons exemplos, do carinho e do amor, mas para isso é preciso que muitas famílias recebam ajuda psicológica, pois muitos pais apenas repetem a maneira como foram criados, não é? Parabéns, beijos,

  • marli borges
    Responder

    Norma,
    A violência é terrível. A gente fala e fala, aponta causas, conjetura, vislumbra soluções. Lá pelas tantas alguém escreve uma lei proibitiva disso e daquilo. Simplificamos, complicamos e tal. Lamentamos as estatísticas. E as crianças continuam seviciadas. Em número e grau, cada dia maior. E em todas as classes sociais. Meu Deus, o que é isso? Quanto mais esclarecidos mais violentos? Será mesmo? Mas os menos esclarecidos também cometem barbáries!!! É um caos, uma doença, um cânc er social. E parece que não têm ciência que cure. Cura aqui, piora acolá. Que Deus nos ajude, que Deus abençoe e cuide mais, muito mais de nossas crianças, tão vulneráveis e indefesas. Bjssssssss

  • Liliane Carvalho
    Responder

    Norma
    estamos juntos defendendo o direito de ser criança.
    também participei, é o mínimo que fazemos para tentar trazer consciencia para as pessoas.
    realmente, acredito que muitas vezes damos o que recebemos.
    pais violentos muitas vezes foram crianças violentadas.
    otima informaçao sobre a portaria sobre a notificação obrigatória.
    as vezes o Conselho tutelar ajuda a conter a violencia.
    grande abraço

  • manuel marques
    Responder

    Muito bom texto.

    Beijo e bom fim de semana.

  • Nilce
    Responder

    Oi Norma
    Sempre levei uns tabefes quando criança, nunca tão pequena, nem na adolescencia. Não tive ou fiquei com trauma por isso e hoje vejo o quanto me foi necessário.
    Hoje fico assustada com a violência que encontramos em todo canto. Coisas absurdas mesmo. Onde a humanidade vai chegar tratando seus pequenos assim, violentando-os física e emocionalmente? E o pior é que as próprias mães são as piores. Quem devia amar, está machucando e até matando.

    Bjs no coração!

    Nilce

  • SELMA MIRIAN SILVA
    Responder

    Meu Deus!!!!! o que está acontecendo com a humanidade? o que isso que estamos vendo nos últimos tempos? Me coloco no lugar de cada criança que tenho conhecimento que sofreu algum tipo de maus tratos e meu Deus é dolorido, é horrivel, é humilhante principalmente que isso acontece através de pessoas que deveriam me dar amor, proteção, carinho. Meu coração está triste, como essa gente consegue fazer carnaval com tanta coisa horrivel acontecendo? Senhor Jesus tenha misericordia de nós, proteja cada criança desse nosso planeta…..Amem

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