wwwwwwwSonhar e ser - 1-2 

Este post  foi publicado quando iniciei este espaço (2009) . Hoje,  o reedito,  nesta minha participação na coletiva- Sonhar e Ser:  O que os sonhos fazem por nós –   proposta pela querida Liliane  em  comemoração ao  aniversário do seu blog.

 

Do Sonho à realidade

 

“O inconsciente, fonte de conhecimento e de energia, cria o sonho. O sonho e o inconsciente transformam a consciência e renovam a vida” Regis S. M. Oliveira

Não sabia se havia sido um sonho ou pesadelo, pois a sensação, ao acordar, foi incômoda.

A presença do pai parecia-lhe de conforto e segurança. Contudo, no desenrolar das imagens não chegavam a nenhum lugar. Estavam perdidos. De repente, viu -se só. Não sabia como chegara àquele lugar e como seu pai desaparecera. Não havia nenhuma referência para que lado se dirigir, ou mesmo para onde ir, não tinha o local de chegada. Não sabia o que fazia ali. Ficou confusa e assustada. Por estar com ele, não se deteve no caminho. Não tinha ninguém e nem como se contactar. Não havia pessoas, telefones ou mesmo endereços. Estranha sensação. O chão sumiu sob seus pés.

Acordou, graças! Acordou! Localizou -se. Realmente estava só. Sentia-se mal. Não havia, ali ou acolá, alguém que se preocupasse com ela. Tudo lhe doía. Estava febril.

Ah! os tempos de meninice, da filhinha querida, já se foram há muito. Aqueles, que se detinham com atenção e, por vezes, de forma exagerada, também já se foram. A presença, em sonho, do seu querido pai trazia-lhe a sensação de ser amada, reconhecida e segura. Mas, por outro lado, veio a solidão, o susto de estar perdida, sem o seu chão.

Pensando nestas imagens e confrontando-as, percebeu que se sentia solitária em suas dores e sem afeto. Mas, reflete! O amor daqueles que se foram permanece e vai estar sempre presente dentro do seu ser.

Pensando, também, nos referenciais nos quais tinha se baseado para direcionar a sua vida, percebe que houvera perdido um pouco o rumo. A preocupação em dar conta do lado provedor afastou-a do seu valor maior, a afetividade. Sufocada pelo peso dos compromissos, aprisionada num papel, descaracterizou-se, e em contrapartida houve afastamento emocional familiar. Nesta corrida, deixara que o seu rumo profissional se confundisse e se dispersasse.

Deste mergulho, trouxe à tona o seu sentido. Retoma o rumo em direção à sensibilidade, ao empenho, à afetividade, que são os guias que lhe confirmam valor.

Norma Emiliano

Parabéns Liliane e sucesso sempre.

Se  desejar  participar da blogagem  ainda está em tempo. Ela permanecerá até  25/02.  Avise à  Liliane.