Participando na blogagem coletiva organizada pela amiga Flora do blog http://floradaserra.blogspot.com .

Veja, ouça e reflita. Temos todos uma parcela de responsabilidade no que acontece no mundo.
Ode à natureza
Norma
Participando na blogagem coletiva organizada pela amiga Flora do blog http://floradaserra.blogspot.com .

Veja, ouça e reflita. Temos todos uma parcela de responsabilidade no que acontece no mundo.
Ode à natureza
Norma
Tags: comportamento, natureza, vida
Esta é a minha participação na blogagem coletiva organizada pela querida amiga Rosélia, do blog Espiritual Idade.
O Natal sempre representou, na minha trajetória de vida, um dia especial de encontro familiar em torno do mesa num ato de reverência ao nascimento de menino Jesus. Assim, o presépio, a ceia e a troca de presentes são símbolos de amor, de fraternidade e de esperança. No conto que reedito abaixo compartilho um dos melhores presentes que recebi no Natal de 2009.
Manhã de Natal! Três beijos e um sonho.
Faz dezesseis anos que você partiu em sua viagem sem volta. Neste dia o sol se pôs, a lua e as estrelas cintilaram no céu, mas em meu ser uma nuvem espessa transbordou em lágrimas. Não mais uma menina indefesa que nem sequer podia imaginar perdê-la, mas uma jovem mulher, mãe de suas netas.
A certeza da perda eterna na manhã seguinte aportou em meu ser que teimava em não querer acordar para a vida sem você (mãe). Entretanto, no suceder dos dias, anos, a sua lembrança querida foi pouco a pouco se transformando numa doce saudade. Em muitos momentos, sua voz, expressões vêm à minha mente. Momentos em que a dor das feridas cotidianas me dilaceram, sua presença em minha mente me faz recordar suas angústias e alegrias e reconheço o quanto tudo é fugaz.
São muitas as lembranças sobre a vida compartilhada. O caminho trilhado conta uma história. Nesta história sinto-me tão próxima e tão distante de você (mãe), viva ou morta, esses momentos se revezam. Quando viva, em minha pequenez de menina, enrolava-me em seu colo quando o medo me acometia. Que medo? Não sei. Era sempre você o meu porto seguro. Na adolescência, ah! Quanta distância! Entre amigos, festas e passeios sua presença era a censura. Todavia, na vida adulta, reencontro-me e vejo em você não meu porto seguro, mas a certeza do aconchego e do pertencimento. Sim, pertencer; fazer parte, sentir-me amada e valorizada.
Hoje, sinto bem- estar em ser a pessoa que sou. Você, mãe, acompanhou muitos dos meus passos, deu-me asas para voar e poder pousar em minhas escolhas. Escolhas nas quais tive que ser responsável pelas conseqüências, tivessem sido elas positivas ou negativas.
Você partiu e deixou comigo o amor que atravessa os tempos, o amor à vida, à humanidade. Em minha história, mãe, você esteve e estará sempre presente e nesta manhã de Natal recebi mais um inesquecível presente, seus três beijos em meu sonho e o sentimento renovado do pertencimento.
Norma Emiliano
Tags: natal
Esta é a minha participação na BCFV, em sua última etapa, a morte com a coordenação da amigas, Rute, Gina e Rosélia.
A morte é o fim, ou apenas o início da vida?
Indagação sobre o significado da morte em relação à existência perpassa civilizações e é sempre atual. Nenhuma resposta satisfaz. É difícil para o homem suportar a angústia provocada pela consciência da morte, falar sobre ela ou mesmo refletir. Alguns procuram encará-la, como o compositor Raul Seixas que compôs o Canto para minha morte. Leia, selecionei alguns trechos que trazem muitas das suas questões e que penso são comuns a muitos de nós, seres humanos.
(…) “Com que rosto ela virá?
Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer?
Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque?
Na música que eu deixei para compor amanhã?
Será que ela vai esperar eu apagar o cigarro no cinzeiro?
Virá antes de eu encontrar a mulher, a mulher que me foi destinada,
E que está em algum lugar me esperando
Embora eu ainda não a conheça?
Qual será a forma da minha morte?” …
No entanto, há pensadores como Kovács (1992) que diz: ”o medo da morte tem um lado vital [...], é a expressão do instinto da autoconservação, uma forma de proteção à vida de superar os instintos destrutivos“.
O filósofo Michel Serres (2003), afirma que “tornamo-nos os homens que somos porque, indubitavelmente, aprendemos que iríamos morrer, mesmo que jamais soubéssemos como”. E com este pensamento indaga : ” Sem a certeza da morte será que teríamos algum dia pintado as cavernas, descoberto o fogo, modulado os ornamentos da linguagem, dançado para os deuses, observado as estrelas, demonstrado os teoremas da geometria, amado nossoscompanheiros, educado as crianças, enfim, vivido em sociedade?”
Portanto, podemos assim concluir que a morte constrói a vida.
No entanto, o despertar da consciência da ausência cotidiana, quando se perde um ente muito querido e próximo, é dificil de ser superado.
Norma
Referência bibliográfica
Kovács MJ. Morte e desenvolvimento humano. 4a ed. São Paulo: Casa do psicólogo; 1992.
SERRES, Michel. Hominescências: o começo de uma outra humanidade. Trad. Edgard de Assis Carvalho, Mariza Perassi Bosco. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003.
Estou aderindo a proposta do manifesto de repúdio à situação em que o povo brasileiro se encontra em função da corrupçaõ, desonestidade e incompetência política.
DIA DO LUTO NACIONAL

“SOMOS TODOS, CONTRA:
A imunidade parlamentar!
A corrupção!
A pouca vergonha pública!
“O brasileiro morre em filas de hospitais públicos. (…)
Educação – Segurança – Saúde – Pavimentação – Habitação são sempre promessas de todas as campanhas e nunca são realizadas decentemente” . Fonte
Norma
Esta é minha participação na blogagem O que é espiritualidade para mim, coordenada pela amiga Rosélia do blog Espiritual- Idade que completa hoje 2 anos.
Google Imagem
O VÁCUO EXISTENCIAL
“A fé pura que brota de uma força interior, torna o homem mais forte". Frankl Viktor
Vivenciamos uma época em que, conforme algumas pesquisas indicam, 20% das neuroses estão relacionadas pelo sentimento de ausência de sentido de vida. Diferente dos animais, o homem não dispõe de um instinto que o guie ao que fazer. Por outro lado, a tradição não é mais um referencial e o consumismo confunde os desejos, e as necessidades ficam nebulosas. Frankl Viktor (1989)
No contexto de frustração existencial, a ausência de uma missão e de uma atividade que se preste a uma contribuição singular pode causar doenças.
Há uma dimensão supra-humana efetivada na fé e fundada no amor que exerce uma imensa influência no sentido da vida.
Em meu direcionamento pessoal e profissional, dei-me conta do quanto o ser humano importa para mim. Considero que o meu sentido de vida encontra-se no “estar em cena”. Você pode se perguntar, mas o que significa isto? Significa que é interagir, afetar e ser afetada, trocar e tocar os corações daqueles que compartilham desta minha passagem pela vida.
Ao afetar e ser afetado, arco com as responsabilidades por todas as minhas escolhas e decisões. Concebo que o meu futuro, como de tudo que me rodeia, de certa forma, depende das minhas decisões, e assim sendo, participo de contínua construção do mundo.
Enfim, caminhar na espiritualidade é crer na dimensão supra-humana, é crescer com amor e no amor. É nesse caminhar que encontro o sentido da vida.
Querida Rosélia desejo que o seu blog tenha muito sucesso sempre e que continue como veículo da difusão de suas crenças e da sua forma de ver e sentir a vida. PARABÉNS
Bjs,
Norma
Tags: amor, Blogagem coletiva, sentido de vida
ago 15
Posted by Norma Emiliano in Blogagem coletiva | 23 Comments
Participando da blogagem da BCV das queridas Gina, Rute, Rosélia, achei que poderia contribuir com algumas reflexões sobre esta etapa da vida (terceira idade) que vem contemplada como um novo rótulo – Melhor Idade.
O Idoso e os afetos
Nascer, crescer, envelhecer e morrer são inerentes ao viver. O envelhecimento é um processo, “envelhecemos como vivemos; nem melhor, nem pior” (Jack Messy).
Eu estou nesta fase e sinto- me à vontade para afirmar que “envelhecemos conforme vivemos”. Ao longo da vida construímos nossa bagagem e com ela seguimos até o último suspiro. Os vínculos não nasçem prontos; é no dar e receber que os teçemos.
A estrada da vida é de altos e baixos, de alegrias e tristezas, de encontros e desencontros. A forma como lidamos com estes antogonismos cria o pano de fundo da nossa história.
Na música O Velho, Chico Buarque nos convida a refletir sobre o envelhecimento.
Qual a aprendizagem que podemos retirar deste viver cantado e escrito por Chico?
“O velho sem conselhos
De joelhos
De partida
Carrega com certeza
Todo o peso
Da sua vida
Então eu lhe pergunto pelo amor
A vida iteira, diz que se guardou
Do carnaval, da brincadeira
Que ele não brincou
Me diga agora
O que é que eu digo ao povo
O que é que tem de novo
Pra deixar
Nada
Só a caminhada
Longa, pra nenhum lugar
O velho de partida
Deixa a vida
Sem saudades
Sem dívida, sem saldo
Sem rival
Ou amizade
Então eu lhe pergunto pelo amor
Ele me diz que sempre se escondeu
Não se comprometeu
Nem nunca se entregou
E diga agora
O que é que eu digo ao povo
O que é que tem de novo
Pra deixar
Nada
E eu vejo a triste estrada
Onde um dia eu vou parar
O velho vai-se agora
Vai-se embora
Sem bagagem
Não sabe pra que veio
Foi passeio
Foi passagem
Então eu lhe pergunto pelo amor
Ele me é franco
Mostra um verso manco
De um caderno em branco
Que já fechou
Me diga agora
O que é que eu digo ao povo
O que é que tem de novo
Pra deixar
Não
Foi tudo escrito em vão
E eu lhe peço perdão
Mas não vou lastimar
Norma
Tags: Blogagem coletiva, reflexão
Esta é a minha participação na blogagem coletiva organizada pela amiga Rute do blog publicarparacompartilhar.

Somos instrumentos
Encontramo-nos em um momento histórico do mundo que urge mudanças.
Criar um melhor equilíbrio entre a sociedade humana e o ambiente requer esforços individuais e coletivos. A generosidade pode ser uma força poderosa de motivação às mudanças. Ser generoso no sentido de desenvolver recursos internos próprios, desempenhando um modo positivo de SER.
Ao cumprirmos nossa responsabilidade também cumprimos com nossa responsabilidade com a sociedade.
Nesse compromisso a auto reflexão e autodesenvolvimento podem nos fornecer os instrumentos de que precisamos para contribuir. A boa intenção traz sinceridade às nossas ações e sustenta os nossos esforços. A força criada pelas ações desperta um modo de SER.
Podemos ser o exemplo vivo na responsabilidade em direção ao bem-estar.
Confiar que “uma andorinha pode fazer verão” é pensar que somos seres interdependentes e que toda ação gera uma reação. Ações em pról a um contexto mais harmônico fluirá em um circuito gerando as transformações que atendam às questões sócio-ambientais, voltadas à sustentabilidade.
Agora , para complementar, leia a lenda abaixo que recebi de uma amiga.
Conta certa lenda que estavam duas crianças patinando num lago congelado. Era uma tarde nublada e fria, e as crianças brincavam despreocupadas. De repente, o gelo se quebrou e uma delas caiu, ficando presa na fenda que se formou. A outra, vendo seu amiguinho preso e se congelando, tirou um dos patins e começou a golpear o gelo com todas as suas forças, conseguindo por fim quebrá-lo e libertar o amigo. Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino:
- Como você conseguiu fazer isso? É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo, sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis!
Nesse instante, um ancião que passava pelo local, comentou:
- Eu sei como ele conseguiu.
Todos perguntaram:
- Pode nos dizer como?
- É simples. – respondeu o velho – Não havia ninguém ao seu redor, para lhe dizer que não seria capaz.
“Deus nos fez perfeitos e não escolhe os capacitados, capacita os escolhidos. Fazer ou não fazer algo só depende de nossa vontade e perseverança.” Albert Einstein
Norma Emiliano
Tags: ambiente, autoconhecimento, Blogagem coletiva, comportamento
Este texto é minha participação na blogagem coletiva fases da vida organizada pelas amigas Rute, Rosélia e Gina.
Vida adulta

Web
Quando pensamos na juventude miramos o horizonte.
Viajando no tempo, visualizo momentos marcantes da minha vida na juventude e me pergunto quando me dei conta da transição da adolescência para vida adulta?
Ingressei na faculdade aos 19 anos e tive o primeiro gostinho de ter meu dinheiro próprio, apesar de diminuto, com a bolsa de trabalho. Após dois anos, passei num concurso e, então, soube o que era ter autonomia nos meus gastos. Neste momento, pude ajudar meus pais em algumas situações e, principalmente, bancar o meu enxoval.
Outro fato importante foi sair da casa dos meus pais quando me casei. Tive que assumir responsabilidades e dar conta do meu cotidiano profissional e do lar. Após sete meses de casada fiquei grávida e “tremi nas bases”, pois estaria somando um novo papel, o de ser mãe. Estes foram grandes desafios que fui enfrentando, mas de certa forma, sentia-me emocionalmente imatura.
O nascimento da minha primeira filha, creio que se constituiu num grande marco desta transição, em relação à maturidade emocional.
No ciclo de vida familiar, a juventude relaciona-se à fase adulta, ou seja, aquela em que os filhos se encontram com seus projetos pessoais e partem ao encontro de suas realizações.
É uma fase marcada por períodos de transições que se sucedem, de momentos de mudanças na estrutura do indivíduo, em sua forma de ver a si próprio, os outros e o mundo.
Há divergências entre autores na demarcação desta fase. Eriksonm, 1998, compreende o período do jovem adultos dos 20 aos 35 anos
McGoldrick, 1995, faz uma distinção entre o jovem adulto solteiro que não saíu da casa dos pais para aquele que está fisicamente separado, trabalhando e vivendo fora da casa dos pais. Observa-se que, nessa descrição a transição é sinalizada pelo afastamento dos jovens em relação à família de origem.
Nesta forma de entender, ser adulto se define através da formação escolar, da inserção profissional, da sáida da casa dos pais e da constituição de um novo núcleo familiar.
Na atualidade, alguns fatores ( transformação do mundo do trabalho, a inserção social da mulher entre outros) têm acarretado o adiamento da entrada na vida adulta, ou seja, há novos critérios a serem considerados. A autonomia se constrói através da prática de negociações constantes entre os filhos e os pais sobre suas condutas no contexto doméstico, de modo que vão criando “consensos” que permitem a construção de uma relação de igualdade entre eles. (Ramos, 2006),
Cria-se assim um grande desafio, fazer uma articulação entre pertencer à família e não ser englobada por ela.
Referências.
Carter, B., & McGoldrick, M. As mudanças no ciclo de vida familiar: Uma estrutura para a terapia familiar. Porto Alegre:
Artes Médicas, 1995
Erikson, Erick. O ciclo da vida completo. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.
Ramos, E. As negociações no espaço doméstico: construir a “boa distância” entre pais e jovens adultos “coabitantes”, 2006.
Norma
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Olá.
Sou Norma Emiliano,Terapeuta de Família. Faço atendimentos clínicos há 17 anos.Tenho paixão pelo que faço. Minhas experiências profissionais constituem a base das minhas reflexões sobre as mudanças ocorridas na sociedade e suas repercussões nos indivíduos, nas relações interpessoais e, principalmente, no interior das famílias.
Neste blog, convido o internauta a ler, refletir e a trocar idéias sobre vários assuntos apresentados em poesia, música, experiências e textos que dizem respeito à família.

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