Como será o amanhã?

No momento estou lendo um livro, Sonho Manifesto, de Sidarta Ribeiro, que nos alerta :”Mantido o rumo atual, o futuro será impossível […] a humanidade se enfiou num beco existencial e ecológico que parece não ter saída […] profundida crise atual- saída expandir a consciência planetária […] é o resgate do melhor de nossa ancestralidade.
No texto, Como será o amanha? de março de 2011, que republico, percebo que nada se alterou no sentido da educação, da ética e da moral em nosso País. Assim, considero a republicação uma nova oportunidade de diálogo e expansão de ideias sobre o que me reporto em relação ao chamado do autor Sidarta Ribeiro, que indico como importante leitura.
Texto de 2011
Cenas cotidianas me inquietam em relação ao futuro do nosso país. Se hoje estamos horrorizados com o mau comportamento, como será o porvir? As crianças e os jovens que constituirão as bases do futuro em diversos papéis serão exemplos de educação e ética.
As atitudes atuais presenciadas mostram o desrespeito nos espaços coletivos. São muitas as situações, principalmente nos cinemas em que sacos de pipocas e copos são deixados sobre os assentos; pessoas que chutam cadeiras e falam ao telefone atrapalhando a exibição do filme. Por outro lado, nos ônibus o empurra – empurra sem respeito, nem mesmo às pessoas idosas; nas ruas o trânsito e o pedestre se igualam em relação à pressa desrespeitando sinais; nas calçadas, lixos são lançados ao chão, pessoas com seus cachorros tomam todo o espaço como se a calçada lhes pertencesse. Querer levar vantagem é o lema que impregna os comportamentos. Exemplos políticos de corrupção não nos faltam. São tênues as fronteiras entre a civilização e a barbárie.
Quanto às crianças, elas são rapidamente colocadas por seus pais diante de uma série de responsabilidades em várias frentes de estudos, preparando-se para as futuras competições do mercado, sem pouco lazer e possibilidade de gastar suas energias. Assim, em sua maioria, mostram-se ansiosas, irritadas, atropelam as pessoas nas calçadas e nos corredores dos shoppings.
O desenvolvimento tecnológico e científico não é suficiente para melhorar a vida. Gestos e ações são as bases para uma convivência política harmônica e um viver com menos violência e sofrimento.
É significativo que na relação de autoridade os pais sejam reconhecidos como pessoas que detêm conhecimentos legítimos e necessários ao pleno desenvolvimento das novas gerações.
A educação passa pela transmissão do conhecimento, mas essencialmente, pelo exemplo ético e moral e urge que se enfatize convívio social.
Grata por sua visita sempre bem-vinda
Norma Emiliano
Comments
josé cláudio – Cacá
O que eu vejo Norma, é que a geração que está educando agora é que é a transmissora dessa irritação, dessa impaciência, desse corre-corre louco pelo consumo e pelo sucesso a qualquer preço. Dificilmente a próxima geração vai ser mais educada e cordata, já que sequer tem tempo para reflexões. Tudo acontece diante de uma máquina. Meu abraço. paz e bem.
Norma Emiliano
Caca
É as crianças são reflexos dos pais, e se não houver um corte neste ciclo como serão os frutos de nova geração?
chica
Nem dá pra imaginar, pois vemos cada uma já nas crianças pequninhas…Pais que tem medo deles, não dão os limites… Assim, só Deus sabe!!! beijos,chica
Élys
Os pais em sua maioria estão preocupados em dar um numero maior de conhecimentos em detrimento da boa educação, que se baseia no respeito e na fraternidade.
Beijos.
Valéria
Oi Norma!
A geração de pais que educam hoje, nossa geração enche os filhos de atividades para fugir de sua responsabilidade e vivem uma inversão de valores que são passados para seus filhos e isto me assusta muito também. Você já percebeu o inferno que é morar em apartamentos,crianças sem educação aos montes, sujando, gritando, sem limites e triste de quem for falar, os pais são capazes de matar! Os exemplos que recebem de quebra de leis e de regras,noooosa este sim é o fim do mundo… rsrsrs
Yasmine Lemos
O reflexo é de uma sociedade corrompida pela ânsia em ter que construir bens materiais, consumismo desenfreado e a criança fica no meio desta guerra inconsequente.Sei que está cada dia mais dificil e os que vierem , lamento por eles e pobre de nós.
beijos
bom dia
Sonia Beth
Oi Norma, estive pensando nesta dicotomia entre educação e instrução e surgiu figura do Diagrama do Taijutso que representa o Ying e Yang. Acredito que educação não se aprende na escola e tem um locus especifico: o lar.Nem todo educado é instruído e vice-versa. Mas, em algum momento , Educação e Instrução se encontram em um ponto de intersecção , como representado no diagrama.
Estive conversando com alguns pais cujos filhos se encontram em escolas tradicionalíssimas (mensalidades altíssimas) e fiquei observando o perigo que existe quando se delega a educação para a escola.
beijocas amiga e obrigada por visitar o Astros e Estrelas . Vamos continuar regando as flores, não?
Ana Karla Misturação-Misturão
Eu não tenho nem o que comentar.
É isso e isso mesmo.
A educação, cada vez mais, é menos.
Xeros
Toninho
Se não for pelos pais, não posso crer na mudança desta situação. O espelho e a referencia que é preciso em sintonia.Mas há que se reeducar os pais, por isso estamos cada vez mais afastados do objetivo. A reflexão é importante de como inserir os pais neste processo delegado às escolas e creches.Há um repensar continuo e fundo de nossas responsbilidades conscientes de formação de homens e cidadãos. Excelente tema Norma. Um abração.
C.
Acho os pais sao ainda mais responsáveis que a sociedade… a escola… mas, duvido eles “creditam” à eles a carga toda…
Lis
oi Norma
Essa é uma preocupação de alguns pais responsáveis – como será o amanhã dos nossos jovens ?
Pelo andar da carruagem nao temos muitas esperanças e isso é bem triste.
Voce disse bem há uma corrida para o futuro e os pais desavisados ocupam os filhos com uma série de atividades pra deixá-los ocupados, como se isso fosse salvá-los de tudo de ruim que os ronda.Nem sempre é por aí.
Necessário se faz refletir Norma, parabéns pelo tema .
deixo um abraço
Macá
Norma
Eu fico pasma cada vez que vejo uma coisa dessas. E pessoas jogando coisas de dentro do carro em plena rua? E olha que às vezes é um super carrão. Papéis, latinhas. Mas o que incomoda mesmo é a falta de educação com as pessoas mais velhas. Nossa, eu fico p… da vida. Onde isso vai parar?
bjs
Ailime
Boa tarde Norma,
Não há duvida que muito há a fazer a nível de educação e os pais têm o papel mais importante! A escola, importante também, mas educação é a família que dá.
A mim o que me preocupa mais ainda é a quantidade de plástico que vejo espalhado em certos locais. Não há a mínima sensibilização para o seus efeitos nefastos que já estão a acontecer na vida marinha.
O futuro não se mostra nada risonho e o seu texto infelizmente continua atual.
Beijinhos e uma boa semana.
Ailime
Ana Freire
O que eu vejo… é o que os Maias previram… estamos numa mudança de ciclo… sem mudança de atitudes… não podemos esperar que as circunstâncias mudem. E as actuais circunstâncias, já estão mudando por si mesmas, sem mais esperarem pelas nossas atitudes: as alterações climáticas, este ano, sentiram-se mais do que nunca pelo mundo… quando surgir o nosso desejo de mudança… se calhar estaremos no ponto da civilização Maia… um dia… com todo o seu conhecimento e avanço civilizacional para a época… simplesmente sumiu! Mas também eles estavam a braços, com um clima em mudança, quando tal aconteceu…
Acho que se queremos adivinhar o futuro… devemos procurar muitas das respostas no passado! Tudo costuma ser cíclico, neste nosso planeta…
Excelente publicação como sempre, Norma!
Um beijinho! Feliz semana!
Ana
Lar & Linho
Boa tarde, Norma!
Tempos confusos. De um modo geral, os momentos de alegria não são vividos plenamente devido à ansia pelo próximo. Tampouco, consegue-se passar com serenidade pelas situações difíceis. Somente no sobrenatural poderá haver alguma solução.
Beijo!
Renata
Rosélia Bezerra
Boa noite, querida amiga Norma!
Estamos num clima tão hostil em muitos âmbitos sociais.
Parece que estamos regredindo à pré história.
Muita cultura generalizada e pouca educação.
Uma inversão do correto, uma pressa descabida a troco de quê?
Tantos anos se passaram desde que publicou o texto acima e ainda estamos engatinhando em muitos aspectos éticos.
Tenha dias abençoados!
Beijinhos
Marilene
Realmente, nada mudou. Fez bem em republicar um texto que traz verdades e questões ainda sem as devidas respostas. O exemplo é fundamental e não deve se originar apenas na convivência familiar. E isso não seria exigir demais se todos tivessem consciência do papel que desempenham na sociedade. Abraço.