Você pergunta – 16

Eu respondo

Este post faz parte de um projeto, assim sendo dirijo-me a pessoa responsável pela pergunta, mas de forma a trazer reflexão para outras pessoas que se interessarem em ler.

Tenho um companheiro de 61 anos. Ele  é obcecado pelo irmão e irmã,  colocando-se sempre inferior a ambos que mesmo sabendo que precisa de terapia  fazem de conta que nada esta acontecendo.  Várias tentativas inúteis de minha parte em faze-los enxergar que o irmão necessita de ajuda, mas  ao contrario levam-no para festas e bebidas mesmo tendo ciencia de que meu companheiro é cardiaco.  Meu companheiro só dá prioridade aos dois citados nunca teve a propria vida e não prioriza a vida de casal comigo, não obstante ser eu a pessoa que o acolhe,cuida e zela em todos os sentidos.
Ele até então não aceita a ideia de fazer terapia,  além do que só ouve e faz o que os irmãos querem . Qual o motivo de duas pessoas já de idade aceitarem um irmão submisso, será que precisam disso para serem felizes? Terão também transtornos psiquicos ao disporem da mente do mais fraco e vulnerável?

 

A terapia precisa ser desejada para que o processo de ajuda aconteça e parece-me que seu companheiro não sente necessidade de fazê-la (terapia).
 
Em relação ao seu companheiro e respectiva família de origem, pelo que  você  relata,  há uma forte ligação da irmandade e que você se sente excluída. Não sei há quanto tempo estão juntos, mas a parceria conjugal ao ser construída torna-se necessário que os investimento sejam para o casal, ou seja, família nuclear.
 
Seu companheiro parece não se importar muito com a própria saúde e acompanha os irmãos em festas e bebidas.  Ele vai porque assim deseja, Penso que você  não pode assumir a responsabilidade pela saúde dele,  o máximo que pode fazer é dar conselho. Culprbilizar os irmãos por levá-lo não é conveniente, pois ele só vai porque assim deseja, já é um adulto (61 anos).
 
A disputa sua e da família dele é prejudicial ao relacionamento de vocês. As famílias criam suas dinâmicas próprias e algumas têm dificuldade de individualização, ou seja, de sair do ninho da família e construir seu próprio caminho.
 
Como pode perceber a situação é complexa e envolve muitos ítens. ( dinâmica familiar, construção da parceria conjugal, individualização, corresponsabilidade nas situações).
 
Um ponto de partida para a sua questão, seria pensar o quanto contribui para a manutenção dessa situação que lhe causa mal-estar. Mudanças ocorrem a partir de cada um de nós e certamente os recursos estão dentro de você.
 
Norma
 

Comments

  • Lucinha
    Responder

    Norma,

    Complicado essa coisa de família interferir dessa forma em um relacionamento.
    Hoje, estava conversando com minha mãe pelo telefone, e ela a vida inteira que assumir os cuidados com a saúde de meu pai, e ele mesmo, não se preocupa com isso. Eu disse pra ela muitas vezes, e repeti hoje; cuide sua saúde, e do seu bem estar. A melhora dele, só depende dele querer se ajudar.
    Gostei muito das suas respostas sobre o caso, e acho que serve pra muito de nós, independente de ser a mesmo tipo de história, ou não.

    Seu site é muito bom, pois fala de um assunto muito importante que é a família.

    Obrigada por suas visitas e comentários, que sempre me tocam de alguma forma.
    Não sei o motivo, mas eu não estava recebendo suas atualizações. Adicionei o seu link novamente pra não perder seus preciosos posts.

    Abraço

  • Toninho
    Responder

    Otima esta série Norma,pois assim podemos inseri-la em nossas vidas em muitos casos aqui postados. Esta reflexão final é perfeita, é preciso saber o quanto eu contribuo para que certas coisas aconteçam alem da minha vontade.
    Parabens e grato pela partilha.
    Meu abraço de paz e luz e muita admiração.

  • Ilaine
    Responder

    Oi, Norma!

    Obrigada por me visitar e perdoe esta minha demora em retribuir.

    Que caso difícil. Esta inferioridade deve fazer parte da história desses irmãos. Estranho comportamento – parece que não querem ajudá-lo.

    Boa quinta para você, Norma!
    Beijo

  • Valéria
    Responder

    Oi Norma!
    Não é fácil! É preciso avaliar bem os prós e contras desta dinãmica casalxfamília, pois estão caminhando em sentido contrário. E é de quem está se sentindo prejudicado que deve partir as mudanças.
    Beijinhos!

  • Élys
    Responder

    Acredito que quando uma pessoa de 61 anos tem esse comportamento é porque alguma coisa em casa não vai bem. É preciso a companheira fazer uma análise da vida em comum para tentar descobrir o que ocorre e buscar posteriormente a solução.
    Beijos.

  • Yasmine Lemos
    Responder

    Cada telhado de vidro com seu problema, e idade nem sempre quer dizer amadurecimento.
    meu beijo pra vc Norma

  • chica
    Responder

    Puxa, que situação!! Imagino o sentimento dessa pessoa vendo que tudo é mais importante que ela, a quem o companheiro não dá ouvidos. Nem sei o que dizer…

    beijos,chica

  • josé cláudio adão
    Responder

    Oi, Norma. Cá estou novamente. Eu acho dificílimo lidar com tais situações quando se trata de adolescentes ou jovens. Imagine com um adulto com essa idade? Essa terapia (da família) já poderia estar acontecendo há mais tempo. Mas se eles enxergarem que o problema está nos outros (como é comum nesses casos), fica – não difícil- mas impossível manter uma relação afetiva saudável, pois a outra pessoa vai sempre ser relegada a um outro plano e se manifestar-se contra, poderá, inclusive vir a ser culpabilizada por eventuais futuros problemas que acontecerem entre os membros dessa família. É uma opinião apenas, mesmo porque a história toda da vida a gente não pode ter acesso, então baseio-me no que já vi entre familiares e amigos. Abraços. Paz e bem.

  • Beth Q.
    Responder

    Bom dia, Norma!
    Caso difícil este, pois se ninguém da família consegue enxergar e dar ajuda, fico com pena da companheira deste homem.
    Tô voltando e com uma alergia respiratória daquelas. Adoro o outono, mas ele sempre faz esse estrago em mim.
    um beijinho carioca

  • Ana Karla -MIsturação
    Responder

    Oi Norma, bom dia!
    É bem verdade que a mudança depende única e exclusivamente da pessoa que pretende mudar.
    Como sempre digo, vou aprendendo sempre com você.
    Xeros

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