Retrospectiva-  IV Encontro Fluminense de Terapia Familiar-  Ecos do  IX Congresso

Terapia de Casal- quando o amor maltrata.
Norma Emiliano/Vera Risi

Na sociedade atual em que a violência toma conta da humanidade, faz – se necessária a atenção cuidadosa às relações de casais, principalmente nas relações em que o sofrimento predomina e a dinâmica do casal é marcada pela violência psicológica.

È freqüente os casais buscarem terapia por não mais conseguirem lidar com suas relações tão conflitantes e intermináveis.
 
Partimos da premissa que independente da questão trazida pelos casais, a atração que os leva a construir a parceria acessa conteúdos inconscientes de cada um, ocasionando uma emoção que os aprisiona mais pelo lado negativo do que pelo positivo e neste sentido apesar de ao longo do relacionamento chegarem ao limite da agressividade e das mágoas não conseguem se separar, ativando cada vez mais o amalgamo perverso.

Segundo Carl Whitaker “a combinação estabelecida é composta por vários componentes, estando entre eles a transferência”. Há uma transposição dos elementos importantes do passado. Desta forma, todo este mecanismo leva a incapacidade de encontrar satisfações reais entre as pessoas reais. Acrescentamos, também, através de Camarata (2002) que projetar, para se aliviar, é uma das razões, ou dos objetivos secretos, pelas quais algumas pessoas tornam-se exímias na arte de selecionar os melhores parceiros para, ao longo de toda uma história, estabelecerem as piores relações possíveis.

 Portanto, “contratos secretos” são estabelecidos, reforçando a fidelidade aos papéis e funções estabelecidas.

Por outro lado, também consideramos que os terapeutas sistêmicos estão permanentemente sendo desafiados em suas próprias questões pessoais por cada cliente que os procura, pois as reatividades que possam existir nos relacionamentos também aparecem nos atendimentos entre terapeutas e clientes.

Fonte: Livro de resumo do IX Congresso de Terapia Familiar/2010