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Os seres humanos não nascem de uma vez por toda   no  dia em que suas mães lhe dão à luz…A vida os obriga sempre e sempre a parir a si mesmos.” Gabriel Garcia Márquez

 

Os  papéis sexuais se referem às expectativas normativas sobre a divisão de trabalho entre os sexos e as regras sobre as interações sociais relativas a gênero que existem numa cultura, Gilbert (1985) .  Nesse sentido, papel sexual  pode ser entendido como uma construção sócio-histórica, ou seja, “masculinidade e feminilidade são muito facilmente interpretadas como papéis sexuais internalizados, os produtos de uma aprendizagem social ou da ‘socialização’” (CONNELL, 2005).

Para uma melhor compreensão,  é importante distinguir o termo sexo como a condição biológica de fêmea e macho  e gênero como processos sociais, culturais e psicológicos que constroem e/ou reproduzem a feminilidade e a masculinidade. (Ann Oakley (apud FARIA JUNIOR, 1995).

Ao longo da história da humanidade,  o  desenvolvimento da agricultura trouxe como consequência  a divisão das obrigações, originando  a família patriarcal, criada sob a autoridade absoluta do patriarca ou “chefe da família”.  Nessa relação, a mulher obedecia a seu companheiro como se fosse seu proprietário e dono.

A cultura impôs, durante séculos,  o papel de macho viril e provedor ao homem e a mulher,  frágil  e  passiva. Esses estereótipos trazem consequências comportamentais.  No entanto, os tempos mudaram e, hoje,  já se conclui que há mais igualdade do que diferenças entre os sexos.

Na visão contemporânea, houve uma transformação dos papéis, e, em alguns casos, uma inversão. Não se atribui especificamente  à mulher o papel de zelar pelo lar e do homem como provedor do sustento familiar. Motter (2000/2001) refere-se a  mudança de representação do homem, inclusive nas telenovelas, do novo papel dos homens com relação aos filhos (cuida deles  sem reclamações). Por outro lado, o papel conjugal baseia-se na interdependência das partes do casal, assim sendo são os atos de complementaridade, reciprocidade e compartilhamento de tarefas e sentimentos que delimitam o papel conjugal.

As transformações  iniciadas desde o século XX  afetam o modo de constituição das identidades masculinas e femininas trazendo uma indefinição do que se espera dos  homens e das mulheres

O exercício da feminilidade e da masculinidade dependem das orientações  sociais recebidas.  Desta forma,  os  atuais processos sociais, que interferem nas subjetividades,  proporcionam  cada vez mais, a possibilidade de diferentes experiências do masculino e do feminino.

Referências:

CONNELL, R. W.. Masculinities. 2ed. Los Angeles, California: University of California Press,2005.

FARIA JUNIOR, Alfredo Gomes de. Modelo alternativo para a educação física brasileira. In: COSTA, Lamartine Pereira da. Desporto Comunitário e de Massa. Rio de Janeiro: Palestra, 1981.

GILBERT, L. A. (1985). Measures of psychological masculinity and femininity.