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A afeição dos avós pelos netos é a ultima etapa das paixões puras do homem. É a maior delícia de viver a velhice”. Bittencourt.

 

Ontem, assisti um programa jornalístico que mostrava o interesse de um grupo de profissionais e voluntários de possibilitarem que crianças doentes e idosos asilados pudessem ser fonte de apoio mútuo.
 
Em minha experiência pessoal era frequente o encontro  da família em torno dos avós e dos bisavós.  A autoridade dos pais era preservada e os avós usufriam do afeto.

Historicamente, a idade foi um critério de status social, os idosos eram valorizados. Hoje, são os jóvens que possuem status elevados. Os conhecimentos mais recentes não são possuídos pelos mais velhos, mas pelos jovens, valorizando-se os avanços tecnológicos para a formação deles, esquecendo-se dos valores humanísticos e sociais.

Vivemos um momento decorrente de mudanças das e nas  famílias, no qual a convivência e trocas entre as gerações precisam ser resgatadas. A longevidade se faz presente e  a experiência  perde seu valor . Todavia, a experiência associada ao poder tem gerado conflitos entre pais e filhos; há a  falta  de contato e de diálogo entre as gerações

A  importância intergeracional ” está na troca que se estabelece entre as gerações, na difusão de saberes, na transição da memória sócio-histórica e/ou tradições e passagens de rituais sociais, na perspectiva do fortalecimento dos grupos ou da sociedade”. ( GOLDMAN & PAZ, 2002 apud SANTOS SOUZA, 2004).

Tenho observado, navegando pelos blogs, que a blogosfera é fértil nas trocas entre as gerações, pois as experiências e  reminiscências são contempladas, despertando grande interesse entre as diversas idades.

Conte-nos a sua experiência.

 

Referência

Souza, Bianca Viana S. Uma proposta Intergeracional. Anais do VIII EnFEFE – Cultura e Educação Física Escolar. Niterói, 2004.