Terapia de intimidade

satir

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As palavras não têm energia alguma, a não ser que criem ou façam surgir uma imagem. A palavra em si mesma nada possui. Uma das coisas das quais sempre me lembro é: “Quais as palavras que fazem surgir imagens nas pessoas”‘? Então, as pessoas seguem o sentimento criado pela imagem. (Virginia Satir )
Virginia Satir (1916- 1989),  nasceu em Virginia Mildred Pagenkopf,  em 26 de junho.

Uma das figuras mais importantes dos métodos modernos da ‘terapia’ sistêmica familiar. Assistente Social, terapeuta, escritora, palestrante e professora. Começou suas atividades trabalhando com famílias no Dallas Child Guidance Center. Teve sua primeira experiência no ensino de técnicas terapêuticas em 1955. Foi convidada em 1959  para juntar-se a Don Jackson, Jules Raskin e Gregory Bateson para começar o  Mental Research Institute em Palo Alto, na Califórnia. Com este grupo participou da criação do primeiro programa nacional em Terapia Familiar. Teve sua primeira experiência no ensino de técnicas terapêuticas em 1955.

Satir desenvolveu uma técnica original, tomando como ponto de partida as teorias da comunicação, articulando-as à categoria da auto-estima. Nesse sentido, a noção de doença mental é descontruida, dando lugar a um enfoque dos problemas e transtornos familiares como expressão de estilos comunicacionais distorcidos e ineficazes.

Sua mais importante obra – Terapia do Grupo familiar- tornou seu nome conhecido em vários paises. A marca registrada do trabalho de Satir era treinar as pessoas para contactar e interagir com as partes internas delas mesmas, especialmente as partes modeladas dos membros familiares. Assim, desenvolveu a técnica de realizar uma “festa das partes” na qual uma pessoa poderia designar outras pessoas para ‘tomar o lugar’ das várias partes dele ou dela mesma. Tinha um estilo afetuoso e seu objetivo na terapia era o crescimento, ajudar a capacitar as pessoas  para atingir  seu pleno potencial.

Escreveu o livro “Encontre o milagre em você”, livro concebido em dois atos, como uma peça teatral.  Fala do interior de nós todos. No primeiro ato, mostra como abrir as cortinas, fazer um intervalo e como romper a prisão emocional. O segundo ato, mais extenso, introduz quem está no comando das ações, a roda dos recursos,  e  afirma a unicidade de cada indivíduo.

Acreditava ser essencial para os terapeutas ter conhecimento de si   elaborando os conflitos não resolvidos em suas próprias relações familiares. Neste sentido, treinava os estagiários em grupo  traçando um determinado período de sua vida e contexto familiar. Desta forma, levava-os a encenar os diferentes papéis da família objetivando que cada um individualmente pudesse reexperimentar  seu papel familiar um novo crescimento (família simulada). Teve essa experiência com diferentes e diversos  grupos de profissionais tais como médicos, assistentes sociais, professores e enfermeiros.

Nos anos 70, Satir viajava e ensinava as pessoas ao redor do mundo através dos seus livros, workshops e seminários de treinamento. Contribuiu com a criação da Programação Neurolinguistica e, hoje, muitas das técnicas que desenvolveu, como por exemplo uso da árvore familiar e escultura familiar,  são intensamente utilizadas.

 
Eu sou eu
Em todo o mundo,
Não há ninguém igual a mim.
Há pessoas,
Que têm alguns talentos iguais aos meus,
Mas a natureza de ninguém se compara a minha.
Por essa razão, tudo
Que sai de mim é meu de verdade
Porque eu sozinha fiz a escolha.
Sou dona de tudo o que diz respeito a mim.
Meu corpo, inclusive
Tudo o que ele faz;
Minha mente e inclusive todos os seus pensamentos e idéias;
Meus olhos, inclusive as imagens de tudo o que contemplam;
Meus sentimentos, seja quais forem
Raiva, alegria, frustração, amor, desengano, excitação;
Minha boca e todas as palavras que dela provêm;
Gentis, doces ou ásperas,
Próprias ou impróprias;
Minha voz, ruidosa ou suave;
E todas as minhas atitudes,
Com os outros ou comigo mesma.
Sou dona de minhas fantasias, meus sonhos, minhas esperanças,
Meus temores.
Sou dona de todos os meus triunfos e sucessos, de todos
Os meus fracassos e erros.
Porque sou dona de mim, sei o que se passa em meu íntimo.
Então, gosto de mim e sou afetuosa comigo em tudo que me diz respeito.
Desse modo, possibilito a mim trabalhar como um todo para o meu bem.
Sei que há em mim alguns aspectos que não conheço.
Mas enquanto eu for terna e
Afetuosa comigo mesma,
Poderei com coragem e esperança,
Procurar soluções para os enigmas e meios de descobrir mais sobre mim.
Seja como for que eu pareça e me comporte,
O que quer que diga e faça, pense e sinta em dado momento, tudo isso sou eu.
É autêntico e representa onde estou neste exato momento.
Quando mais tarde recordo como pareci e me comportei, o que disse e fiz e pensei e senti,
Talvez algumas partes revelem-se inadequadas…
Jogo fora o que não me serve, guardo o que foi aprovado e invento algo novo para substituir o que descartei.
Vejo, ouço, sinto, penso, falo e faço.
Tenho as ferramentas para sobreviver, para ficar perto dos outros, para ser criativa e compreender o mundo das pessoas e as coisas fora de mim. Sou dona de mim!!!”

Virgínia Satir
 

Fontes

Virginia Satir – Terapia do Grupo Familiar – Editora Francisco Alves – Conjoint family therapy

Salvador Minuchin- Dominando a Terapia -artmed, 2008.

Wikipedia

Norma Emiliano

Comments

  • Liliane
    Responder

    Norma, que delícia voltar ao seu espaço. Estava procurando informação mais detalhada sobre Virginia Satir e reencontrei você.
    Que prazer!

    Abraço com grande sauddade

Sua visita e comentários são muito significativos. Volte sempre.

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