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Bem precioso

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No meu olhar

O meu íntimo

Nos meus olhos

tudo me penetra.


No olhar foco e abstraio.

No olhar somo e subtraio

Vou à percepção do “Belo”.


Olhar arisco, curioso e atento

E por momentos vago.

Vago pelos pensamentos

Quem o vê,  se confunde.


Confunde por não entender por onde paira

Confunde por ser mistério da alma

E da alma só entende quem a ela se conecta.

Norma

Bom final de semana

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Um sopro

Tenho o hábito de selecionar textos, poemas, frases que me tocam.  Quando surge a oportunidade lanço  mão deles para transmitir meus pensamentos e sentimentos.

O texto abaixo condiz  com meus pensamentos sobre vários conceitos, entre eles da beleza e o crescimento pessoal. No entanto, a tragédia no Rio de Janeiro com a queda de três prédios trouxe-me a emergência de focar na efemeridade da vida,  daí o título deste post: UM SOPRO.

Por intervenção, certamente divina,  não perdi nesta tragédia um ente muito amado.

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A vida é um instante, um sopro”.

A beleza invisível

“As viagens sucedem-se e acumulam-se como as gerações;
Entre o neto que foste e o avô que serás, que pai terás sido?”
A única coisa que nós temos de fato é a vida. E com ela podemos fazer tudo, ou nada.
Pais, filhos e netos.
Buscar uma experiência de significação, trilhar a senda do auto-aperfeiçoamento.
A vida é um instante, um sopro.
Quantas gerações já vieram e se foram, quantas ainda virão e igualmente passarão…
Há quem sustente que é o amor das mães que mantém o mundo em seu eixo.
Memórias poéticas e afetivas.
Os pequenos gestos e instantes que se vestem de beleza e ternura o tempo.
O ato de observar é a única chave que abre a porta dos mistérios.
A paisagem de fora, a vemos com os olhos de dentro.
A paisagem é um estado de alma.
Na realidade, o que vemos está em nós.
Não vemos o que vemos, vemos o que somos…
‘Se podes olhar, vê.
Se podes ver, repara.’
Cultivar a quietude do espírito
como potência de transformação.
Ter um olhar capaz de discernir a beleza invisível.
A filosofia oriental nos ensina que
a mais bela imagem não tem forma.
Resgatar a beleza, a poesia e a espiritualidade
capazes de suavizar a nostalgia do Absoluto.

Cativar a via do Silêncio
dentro de nós.
Esta existência terrena é uma
oportunidade de despertarmos
da letargia e do sono.
Esta existência terrena
é a infância da Eternidade.
Uma oportunidade para nos
aproximarmos da Pura Luz
que habita nossa finitude”.

Desconheço a autoria, se souber,  por favor informar.

Norma

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Vulnerabilidade

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Imagem google

“A vida não acompanha nossos pactos conscientes”

Estar vulnerável. Você já pensou que esta é a condição humana  e o quanto é complexo lidar com situações e/ou eventos que nos colocam totalmente “sem chão”.

Neste final de semana,  participei de um evento e entrei em contato com a forma de pensar de um dos palestrantes, Nilton Bonder, Rabino da  Associação Religiosa Israelita do RJ, doutor em literatura Hebraica e que segundo dados retirados de uma de suas entrevista  para a Revista Época “ex-surfista, escritor de livros de sucesso nos quais aborda de maneira pouco convencional as tradições”.

A temática foi vulnerabilidade, sendo sua abordagem bastante interessante, pois parte de narrações de personagens bíblicos e os entrelaça a realidade cotidiana e a negação  do  ser humano de sua vulnerabilidade.

“A  vida é soberana”.  O ser humano por não aceitar sua fragilidade diante da vida reage às situações que estão fora do seu controle  fugindo ou não acolhendo.  “Acolher significa retornar a vulnerabilidade ao seu próprio lugar que é a possibilidade de reconstrução, pois propicia a descoberta de recursos internos”. Colocações que nos convida a refletir.

Um dos exemplos citados foi sobre uma mulher que vai em busca de ajuda:  viúva, desde jovem,  dedicara-se inteiramente a um único filho, que acabara de sofrer um trágico acidente, falecendo. Chegou perguntando: Por que  isto aconteceu? (consciente)  O que eu faço? (inconsciente).  Sua resposta (do rabino) foi: Você colocou seus ovos em um só cesto,  você tropeçou e os ovos se quebraram. A partir daí começaram a falar sobre ela, sua vida, escolhas pessoais. “Na vida pode – se tropeçar”.

Nossa vida é construída em nossas narrações, buscamos lugar de controle, mas devemos estar cientes “todos somos vulneráveis”.  “Orar, suplicar, não necessariamente a um ente divino que resolva para nós, porém no sentido de acolher o vulnerável (quem sabe?)”.

Norma

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Sublimação

“O maior apetite do homem é desejar ser. Se os olhos veem com amor o que não é, tem ser.”  Manoel de Barros

 

Ontem declarei minha indignação pela inconsistências dos nossos direitos de cidadão. Hoje, vou sublimar. 

É necessário mantermos nossa saúde física e mental e para tal precisamos ter formas que nos ajudem a manter nosso equilíbrio. Desta forma, utilizo-me destas belas  imagens  e me transporto para um lugar  onde apenas o som da natureza se faz presente.

 

campo

 

Deixo-me embalar pelo sussurar do vento que me diz mensamente, venha comigo. Eu o sigo e encontro um riacho  com suas águas translúcidas .

 

riacho

 

 Suas águas  refletem  uma imagem. Vejo  o olhar calmo, os cabelos revoltos e o sorriso largo. Sim, esta sou eu. Deito-me, deixando-me levar riacho abaixo.

De repente  me vejo diante de uma linda árvore. Paro com os olhos fixos, ouço um canto e lá está ele : um lindo pássaro a me  saudar.

 

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Fecho os olhos, ouço o canto, sinto a brisa me acariciar  e adormeço.

Todas as imagens são do Google.

Norma

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Troca de idéias

 

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 Peculiaridades

 

Esta é uma foto de parte do trecho em que faço as minhas caminhas que seguem em direção às praias da Boa Viagem e/ou Icaraí, localizadas no litoral da Baia de Guanabara em Niterói.

 Habitualmente, faço uma parada, próxima ao Museu de Artes Contemporânea de Niterói, para tomar água de coco.

Numa dessas paradas, ouvi, sem bisbilhotar, uma conversa entre um casal de turistas de meia idade que reproduzo abaixo para a nossa troca de idéias:

 

Mulher: Vamos descer a orla de Icaraí.

Homem: Para quê?

Mulher: Para conhecermos Icaraí.

Homem: Daqui já estamos tendo uma excelente visão.

Mulher: Mas quero conhecer de perto, com mais detalhes.

 

A divergência de ponto de vista do casal  sobre conhecer um local, você considera motivada por  quais motivos?

 

- Diferença na curiosidade;

- Diferença de gênero;

- Ciclo de vida (idade);

- Trajetória individual de cada um dos membros do casal.

Norma

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Espelho Meu

Reedição

Ah, onde está o meu você? Ah.Ah. …onde está você?”Serginho  Moa.

Contos de fadas são metáforas de situações e interações que fazem parte do repertório do cotidiano humano. Em Branca de Neve, a madastra, como a bruxa presa a vaidade, traduz  arquetipicamente  os  perigos da  experiência baseada na busca da beleza eterna . Branca de Neve também paga o preço da sua ingenuidade, todavia renasce de sua morte simbólica nos braços de seu príncipe encantado representando a consagração dos ideais da alma.

Em outro sentido, podemos pensar que todos gostam de aplausos e nesse percurso encontra-se todo um contexto construído de exigências sociais que leva as pessoas a seguirem como autômatas e não escutarem seus sentimentos, desejos e aspirações, enfim a não escutarem a si próprias.

Como me vejo, como sou visto? Na trajetória do ser humano as respostas a essas perguntas constroem a autoestima, que se inicia na infância e se reforça na adolescência. O espelho reflete – se nas ações e  nas  interações. Cada  olhar  é impregnado de valores, crenças, etc. Formam-se diversas lentes, e emoção e visão traçam seus fios.

A compreensão de si mesmo é vital para se poder apreender o outro sem tantos ruídos (emoção), tendo em vista a projeção do seu próprio eu. Neste sentido, Perls nos lembra com suas palavras: “Eu sou eu, você é você. Eu não vim ao mundo para atender às suas necessidades, e nem você às minhas. Se a gente se ENCONTRAR vai ser lindo. Senão, nada se pode fazer”.

Quanto aos elogios, quem não fica feliz ao ser admirado? O enaltecimento remete ao valor, ao respeito e ao amor.  No entanto, o excesso de autoestima (narcisismo) pode  levar a  autodestruição, pois  nos  aprisiona  ao nosso próprio casulo. Enfim, a forma como cada um se vê, interfere na maneira de viver e conviver. A prática de se perceber e de perceber que afetamos uns aos outros nos ajuda a melhorar cada vez mais.

Norma

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Contemplação

 

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Foto NE

 

Hoje observo  este lugar

De águas calmas e translúcidas

  

Amanhã  este lugar

À mercê das marés.

Pode uma nova tela criar.

 

Cada dia uma nova visão

Cada dia um novo contemplar

Ah! riqueza da vida.

 

 Ah! quanta graça minha

 Tenho olhos para ver

Alma para captar.

 

Ah! a beleza constante

Da natureza divina

De cada dia.

Norma

 

Esta foi uma inspiração poética. O que lhe inspira a poetar?  Compartilhe aqui  uma inspiração sua,  hoje.

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Desembarque

“Não conseguimos desembarcar de nós mesmos”

Vivemos em nosso próprio mundo. Somos seres de hábitos, fazemos a manutenção da mesmice. Daí nossas dificuldade do novo. de ter novo olhar para coisas antigas ou mesmo compreender o diferente. Usamos frequentemente idéias pré concebidas, cristalizando preconceitos.

Ruben Alves nos ajuda a refletir sobre isto  no trecho abaixo.

“Para se entender um livro de outro mundo a primeira condição é sair do nosso mundo. Isso exige uma decisão preliminar: ‘Vou, provisoriamente, num jogo de faz de contas, parar de ter minhas idéias. Vou desembarcar do meu mundo. Vou entrar no mundo do autor. Vou aprender a sua língua…’ Se eu não fizer isso não terei condições de entendê-lo, se for o caso, ainda que para discordar dele honestamente. Se eu parto do pressuposto de que o autor só diz besteiras eu só lerei besteiras – as que estavam dentro de mim” Quarto de Badulaques LXX

Complementando em poesia

Saber ver sem estar a pensar,
Saber ver quando se vê, Nem ver quando se pensa.

Mas isso(tristes de nós que trazemos a alma vestida!).

Isso exige um estudo profundo, uma aprendizagem de desaprender
E uma sequestração na liberdade daquele convento
De que os poetas dizem que as estrelas são freiras eternas
E as flores as penitentes convictas de um só dia,
Mas onde afinal as estrelas não são senão estrelas
Nem as flores senão flores,
Sendo por isso que lhes chamamos estrelas e flores?

Aberto Caeiro/ Fernando Pessoa

O título  acima é de  Bernardo Soares.

Norma

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