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Dia do trabalhador

 

 

  

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1 de maio,  celebração das conquistas  dos trabalhadores.

(…) “Era o dia 1º de maio, dia do trabalho. Cidade vazia, céu muito azul. Subia com o meu carro em direção a Pocinhos do Rio Verde. Estranhei que houvesse tantas pessoas trabalhando no jardim da praça dos Expedicionários, ao fim da Rua Eduardo Lane. Não, não eram funcionários da prefeitura. Fiquei curioso. Parei. Desci do carro e perguntei. Um homem me respondeu, sorridente: “Somos da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Resolvemos aproveitar o dia para cuidar desse jardim…” Fui tomado por uma perplexidade alegre. Tive vontade de abraçar aquele homem. Eu, que não sou de Igreja, amei aqueles desconhecidos. Pode ser que nossas idéias teológicas não combinem. Mas, que importa? Concordamos em que jardinagem é um ritual litúrgico, uma forma de anunciar o Paraíso. Deus é jardineiro. Criou o universo para plantar nele um jardim. Pensei que há tantas comunidades religiosas em Campinas. Não seria bonito se cada uma delas tomasse um jardim público sob os seus cuidados? “

Trecho de Quarto de badulaques (XXIV)- Rubem Alves.

 

Plantemos nosso jardim e façamos do ato de trabalhar uma forma de amar a vida….

 

“O trabalho é a semente
Dele colheremos de tudo
Se dividirmos igualmente
As colheitas deste bom fruto.”

 José Carlos Gueta

 

 Norma

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Integrando práticas

O descompasso entre o avanço tecnológico e o desenvolvimento humano cria um grande desafio, pois traz a idéia sistêmico de  que o sucesso do século XXI, isto é, o alcance  da  qualidade de vida será determinado pela qualidade da capacidade humana. Contudo, as transformações necessárias para a melhora da qualidade de vida, exigem  um  repensar do  próprio  homem   sobre  a   sua insegurança  e  vulnerabilidade  e  uma  responsabilidade  conjunta do  indivíduo e sociedade. Não existe uma fórmula sobre quais caminhos seguir, mas é  a  partir do  cotidiano que  podemos  construir pontes, partindo da premissa de que fazemos parte de elos circulares.

Este texto apresenta um modelo  de  trabalho  que  vem  sendo  executado pelo Serviço Social na área da saúde do trabalhador  que  tem  como  fundamento  teórico a abordagem sistêmica. Portanto, o  objetivo  é   favorecer  o entendimento de que a visão ampliada do indivíduo possibilita ao profissional de Serviço Social, mesmo através de uma intervenção breve, impelir o indivíduo a ser mais consciente de como agir em relação a si próprio, a sua saúde, tornando-se mais responsável, produtivo e motivado no seu cotidiano.

Quem levou o pensamento sistêmico para o mundo das ciências foi o biólogo Ludwig Von Bertalanffy (Nichols, 1998). Segundo ele “o sistema é uma entidade mantida pela interação de suas partes”. A aplicação desta forma de pensar trouxe várias contribuições a maneira de se compreender o mundo e o ser humano, transformando-se, hoje, como cita Peter Senge (1998), “ no antídoto para a sensação de impotência que muitas pessoas sentem na era da interdependência”.  Ao ver o todo, aprendemos a fomentar saúde”.   Desta forma,  o indivíduo deixa de ser olhado sob a ótica de um ser isolado do seu contexto natural, a família, e passa a ser entendido como parte de um sistema. Ele é resultado de suas interações, logo tudo que lhe ocorre está interligado.

Esse serviço de atendimento entende, de acordo com Henry Sigerist, que “ a saúde não é simplesmente a ausência de doença, é algo positivo, uma atitude otimista perante a vida, uma boa aceitação da responsabilidade que a vida impõe ao indivíduo”. Assim, tem como objetivo imediato: favorecer aos seus usuários (pessoas afastadas do trabalho por motivo de doença) um melhor entendimento das dificuldades pelas quais possam estar passando e ajudar-lhes a buscar alternativas pessoais para um retorno mais rápido e profícuo ao trabalho, bem como um melhor estilo de vida pessoal; como objetivo remoto: contribuir, a médio, e longo prazo, com a política de recursos humanos. Para tal utilizamos como instrumentos: entrevistas, abordagens reuniões, visitas, encaminhamentos, documentação; como metodologia: entrevista inicial, Sumário Biopsicosocial, entrevistas de acompanhamento com o trabalhador e/ou familiares, reuniões com Junta Médica e contatos com chefias e setores administrativos.

Enfim, esta prática cotidiana do atendimento à pessoa através do paradigma sistêmico nos permiti constatar a possibilidade de impulsionar uma cadeia de mudanças, pois vamos lançando a semente da corresponsabilidade dos problemas  envolvendo  os trabalhadores,  chefias  e  familiares, tendo  em  vista que  uma  vez assumida  a responsabilidade pessoal pela mudança do seu papel nos padrões de relacionamentos, podem-se romper hábitos antigos e encontrar soluções novas para os problemas. Desta forma, o indivíduo fica mais consciente de como agir em relação a si próprio e à sua saúde. Sai do lugar de vítima, acaba com a própria impotência e passa a agir. Como parte do sistema, a sua própria mudança acarreta mudança no sistema.

Por outro lado, o número de dados levantados nos atendimentos gera uma fonte de pesquisa que possibilita a elaboração de projetos na área da saúde ocupacional e para a melhoria da qualidade de vida.

Norma

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