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Ah! o tempo

 

Imagem web

 

Há tempos em nossa vida que se contam de forma diferente.
Há semanas que duraram anos, como há anos que não contaram um dia.
O relógio do coração – hoje eu descubro – bate noutra freqüência daquele que carrego no pulso.
Marca um tempo diferente, de emoções que perduram e que mostram o verdadeiro tempo da gente.
Por este relógio, velhice é coisa de quem não conseguiu esticar o tempo que temos no mundo.
É olhar as rugas e não perceber a maturidade.
É pensar antes naquilo que não foi feito, ao invés de se alegrar e sorrir com as lembranças da vida
.”
 autor desconhecido

Pense nisso

  

 

O coração é o relógio da vida. Quem não o consulta, anda naturalmente fora do tempo.”  [Machado de Assis]

Norma

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Perdas – Toninho

 

 Após uma breve interrupção, retornamos a Série Perdas com o relato  do querido amigo e poeta Toninho do blog  Canto do Toninho.

 

A mente e os sentidos interagem expressando sua arte magnífica na tela do tempo” Tarthang Tulku

Sentimento de Perdas e o tempo.

 

cristo redentor

  

Por muitas vezes tentei entender o fim das relações amorosas. E assim alimentava a certeza que a causa estava no processo desgastante do tempo. Uma corrente cria e afirmava ser uma crise dos Sete Anos. Onde as pessoas estariam expostas, sendo preciso muita sorte e cumplicidade aliada à cooperação, para sobreviverem a esta fase da vida amorosa.

Mas como poderia ser o tempo o grande vilão e responsável?
Como? Se sempre nos pregaram como máxima, que é o próprio tempo que nos amadurecem nos tornando mais experientes?

É este mesmo tempo, que nos faz aprender e a repensar.

Sempre cri na expressão de dar tempo ao tempo para amenizar minhas mazelas e ou minhas aflições. O mesmo sempre atendeu minhas suplicas nos momentos de angústia concedendo-me as realizações dos desejos.

Foi com ele, o tempo, que aprendi a aceitar o sofrimento pelas mortes, as perdas que me cercavam num verdadeiro processo vendaval de eliminação das pessoas que mais amava e queria juntas de mim, em meus momentos de alegrias e tristezas. Elas eram retiradas como frutas amadurecidas de uma arvore frutífera e assim pensando passei a entender, que frutos maduros também apodrecem quando não colhidos. Também aprendi a assimilar a morte como um fruto que não mais pode ficar na minha arvore e a dor da perda tornou-se aceitável embora maltratasse pela nossa mania de achar que podemos ter para sempre ao nosso lado as melhores frutas sobre as quais já não temos mais propriedade.

Mas a pior perda mesmo em forma de morte é ter que enfrentar a estúpida e inaceitável inversão da partida, assim como dessas mães que enterram seus filhos em plena juventude, no ápice de seus sonhos dourados contrariando nossa lógica de nunca imaginar esta inversão. Assisti esta dor ao ver meus pais colocando sob a terra uma filha de cinco anos vitima de acidente domestico com fogo e mais tarde um filho de 33 anos vitima de infecção hospitalar. É muito triste e doído ver aquele olhar sobre o caixão como a querer a substituição com a própria vida, é a imagem mais triste que ficou gravada em minha mente para definir uma perda na ótica da morte. Então perda é esta dor que não tem como estancar simplesmente entregando no colo do tempo, para que ele magicamente num sopro possa aliviar esta terrível saudade que carregamos para o resto de nossas vidas, como um fardo pesado.

“Do lado esquerdo carrego meus mortos.
Por isso caminho um pouco de banda.” 
(Carlos Drummond de Andrade)

Toninho

 

A perda é inevitável ao ser vivente,  e  o processo de luto é único a cada indivíduo  por ser  um processo interior cujo  tempo é variável.  Dos amores perdidos, aos pais, aos filhos, à juventude, à inocência, aos jovens. Neste nosso caminhar temos dado palavras ao sofrimento,  pois como nos diz um poeta ” a dor da perda não fala, ela murmura dentro do coração dolorido e o faz partir-se.

Obrigada querido amigo Toninho por compartilhar seus pesares e a todos que estão nesta partilha.

Norma Emiliano

 

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O tempo de uma doença crônica

 

 Retrospectiva-  IV Encontro Fluminense de Terapia Familiar-  Ecos do  IX Congresso

O tempo de uma doença crônica: os desafios de  um psicólogo em uma clínica de diálise

Juliane Moreira de Medina  

O objetivo deste trabalho é apresentar questões e reflexões sobre a complexidade de uma doença crônica específica, seu tratamento, suas limitações e sua relação com o tempo, a diferença da idéia de tempo na IRC ( Insuficiência Renal Crônica) e nas demais enfermidades, os desafios do psicólogo inserido em uma clínica com um tratamento com características específicas,  além do trabalho com os pacientes e com a família. Esta complexidade se refere não só ao fato de ser uma doença crônica em que a idéia de “tempo” significa “para sempre”, mas o fato do tratamento de hemodiálise consistir em ir à clínica 3 vezes por semana e permanecer conectado a uma máquina por 4 horas. Tempo este, muito significativo, quando falamos do trabalho do psicólogo neste contexto. O trabalho articula, metodologicamente minha experiência como psicóloga responsável por duas clínicas de diálise em Niterói há 5 anos, com as reflexões geradas durante as reuniões multidisciplinares e bibliografia referente ao tema.

Fonte: Livro de resumo do IX Congresso de Terapia Familiar/ 2010

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Viagem ao túnel do tempo

discoradio

                                                                                                     

Recebi de uma pessoa amiga e compartilho, sem saudosismo, rs,rs,.

Aos mais antigos para recordarem e aos mais novos conhecerem, pois faz parte da nossa cultura.

  

Vou-me Embora pro Passado

Jessier Quirino
Composição: Jessier Quirino

 

Vou-me embora pro passado
Lá sou amigo do rei
Lá tem coisas “daqui, ó!”
Roy Rogers, Buc Jones
Rock Lane, Dóris Day
Vou-me embora pro passado.

Vou-me embora pro passado
Porque lá, é outro astral
Lá tem carros Vemaguet
Jeep Willes, Maverick
Tem Gordine, tem Buick
Tem Candango e tem Rural.

Lá dançarei Twist
Hully-Gully, Iê-iê-iê
Lá é uma brasa mora!
Só você vendo pra crê
Assistirei Rim Tim Tim
Ou mesmo Jinne é um Gênio
Vestirei calças de Nycron
Faroeste ou Durabem
Tecidos sanforizados
Tergal, Percal e Banlon
Verei lances de anágua
Combinação, califon
Escutarei Al Di Lá
Dominiqui Niqui Niqui
Me fartarei de Grapette
Na farra dos piqueniques
Vou-me embora pro passado.

No passado tem Jerônimo
Aquele Herói do Sertão
Tem Coronel Ludugero
Com Otrope em discussão
Tem passeio de Lambreta
De Vespa, de Berlineta
Marinete e Lotação.

Quando toca Pata Pata
Cantam a versão musical
“Tá Com a Pulga na Cueca”
E dançam a música sapeca
Ô Papa Hum Mau Mau
Tem a turma prafrentex
Cantando Banho de Lua
Tem bundeira e piniqueira
Dando sopa pela rua
Vou-me embora pro passado.

Vou-me embora pro passado
Que o passado é bom demais!
Lá tem meninas “quebrando”
Ao cruzar com um rapaz
Elas cheiram a Pó de Arroz
Da Cachemere Bouquet
Coty ou Royal Briar
Colocam Rouge e Laquê
English Lavanda Atkinsons
Ou Helena Rubinstein
Saem de saia plissada
Ou de vestido Tubinho
Com jeitinho encabulado
Flertando bem de fininho.

E lá no cinema Rex
Se vê broto a namorar
De mão dada com o guri
Com vestido de organdi
Com gola de tafetá.

Os homens lá do passado
Só andam tudo tinindo
De linho Diagonal
Camisas Lunfor, a tal
Sapato Clark de cromo
Ou Passo-Doble esportivo
Ou Fox do bico fino
De camisas Volta ao Mundo
Caneta Shafers no bolso
Ou Parker 51
Só cheirando a Áqua Velva
A sabonete Gessy
Ou Lifebouy, Eucalol
E junto com o espelhinho
Pente Pantera ou Flamengo
E uma trunfinha no quengo
Cintilante como o sol.

Vou-me embora pro passado
Lá tem tudo que há de bom!
Os mais velhos inda usam
Sapatos branco e marrom
E chapéu de aba larga
Ramenzone ou Cury Luxo
Ouvindo Besame Mucho
Solfejando a meio tom.

No passado é outra história!
Outra civilização…
Tem Alvarenga e Ranchinho
Tem Jararaca e Ratinho
Aprontando a gozação
Tem assustado à Vermuth
Ao som de Valdir Calmon
Tem Long-Play da Mocambo
Mas Rosenblit é o bom
Tem Albertinho Limonta
Tem também Mamãe Dolores
Marcelino Pão e Vinho
Tem Bat Masterson, tem Lesse
Túnel do Tempo, tem Zorro
Não se vê tantos horrores.

Lá no passado tem corso
Lança perfume Rodouro
Geladeira Kelvinator
Tem rádio com olho mágico
ABC a voz de ouro
Se ouve Carlos Galhardo
Em Audições Musicais
Piano ao cair da tarde
Cancioneiro de Sucesso
Tem também Repórter Esso
Com notícias atuais.

Tem petisqueiro e bufê
Junto à mesa de jantar
Tem bisqüit e bibelô
Tem louça de toda cor
Bule de ágata, alguidar
Se brinca de cabra cega
De drama, de garrafão
Camoniboi, balinheira
De rolimã na ladeira
De rasteira e de pinhão.

Lá, também tem radiola
De madeira e baquelita
Lá se faz caligrafia
Pra modelar a escrita
Se estuda a tabuada
De Teobaldo Miranda
Ou na Cartilha do Povo
Lendo Vovô Viu o Ovo
E a palmatória é quem manda.

Tem na revista O Cruzeiro
A beleza feminina
Tem misse botando banca
Com seu maiô de elanca
O famoso Catalina
Tem cigarros Yolanda
Continental e Astória
Tem o Conga Sete Vidas
Tem brilhantina Glostora
Escovas Tek, Frisante
Relógio Eterna Matic
Com 24 rubis
Pontual a toda hora.

Se ouve página sonora
Na voz de Ângela Maria
“— Será que sou feia?
— Não é não senhor!
— Então eu sou linda?
— Você é um amor!…”

Quando não querem a paquera
Mulheres falam: “Passando,
Que é pra não enganchar!”
“Achou ruim dê um jeitim!”
“Pise na flor e amasse!”
E AI e POFE! e quizila
Mas o homem não cochila
Passa o pano com o olhar
Se ela toma Postafen
Que é pra bunda aumentar
Ele empina o polegar
Faz sinal de “tudo X”
E sai dizendo “Ô Maré!
Todo boy, mancando o pé
Insistindo em conquistar.

No passado tem remédio
Pra quando se precisar
Lá tem Doutor de família
Que tem prazer de curar
Lá tem Água Rubinat
Mel Poejo e Asmapan
Bromil e Capivarol
Arnica, Phimatosan
Regulador Xavier
Tem Saúde da Mulher
Tem Aguardente Alemã
Tem também Capiloton
Pentid e Terebentina
Xarope de Limão Brabo
Pílulas de Vida do Dr. Ross
Tem também aqui pra nós
Uma tal Robusterina
A saúde feminina.

Vou-me embora pro passado
Pra não viver sufocado
Pra não morrer poluído
Pra não morar enjaulado
Lá não se vê violência
Nem droga nem tanto mau
Não se vê tanto barulho
Nem asfalto nem entulho
No passado é outro astral
Se eu tiver qualquer saudade
Escreverei pro presente
E quando eu estiver cansado
Da jornada, do batente
Terei uma cama Patente
Daquelas do selo azul
Num quarto calmo e seguro
Onde ali descansarei
Lá sou amigo do rei
Lá, tem muito mais futuro
Vou-me embora pro passado.

 

 Então gostou?  De tudo que leu o que lhe agradou mais?

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Legado

legado

    Imagem Internet

Em visita a um centro cultural, ao percorrer as diversas galerias de fotos, ressurge – me o impacto da ínfima presença de cada ser nessa esfera terrena. Vêem-se figuras célebres, históricas, seus trajes, paisagens, costumes, enfim, tempos vividos e finitos. Surge-me uma estranha sensação. Mergulho no tempo e no retorno à superfície percebo a dificuldade de respirar; não sei se pela imensuralidade da vida e seu fluxo ininterrupto ou pela certeza de que muitas mudanças virão e que eu, ser desta época, não as alcançarei.

Em curto espaço de tempo surge um turbilhão. O mundo gira numa velocidade tamanha que nós, seres humanos, sentimo-nos atordoados e com sentimento de perdas constantes. Nada é usufruído com intensidade, pessoas cruzam com tanta ligeireza e impessoalidade nossos caminhos que mal conseguimos tocá-las. Sim! Agora me dou conta de que a estranha sensação provém da consciência de tudo virar pó.

Filhos, netos e bisnetos são desdobramentos geracionais, trazem em si marcas das histórias. Vivo, reflito, escrevo e revejo minha trajetória. Não sei se por orgulho ou por desejo de ser infinita, mas anseio deixar legado à humanidade. No entanto, já dizia Drumonnd “Na noite do sem fim, breve o tempo esqueceu minha incerta medalha, e a meu nome se ri”.

Qual será a vitalidade de um legado?  Das suas múltiplas apropriações, em se ter porta-vozes que possam reinventá-lo ou de instituições que o preserve?

È difícil para nós, seres pensantes e apegados uns aos outros e sensíveis à beleza da vida, nos imaginar fora dela. A vida pós-morte é um mistério. Acredita-se, fala-se, estuda-se sobre ela, contudo nada é comprovado. A reação à morte, principalmente entre os ocidentais, é de grande sofrimento, mesmo para aqueles que possuem fé religiosa. 

O ser humano não tem sido a melhor espécie desse universo, na medida em que vem destruindo o meio ambiente e se autodestruindo. Mas ainda o melhor legado é a própria vida tão bem ressaltada nas palavras de João Cabral de Melo Neto “vê-la desfiar seu fio, que também se chama vida, ver a fábrica que ela mesma teimosamente se fabrica: vê-la brotar em uma nova vida explodida”.

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Uma forma de olhar a vida

 

OS CRISTAIS   apresentado pela atriz  Fernanda Montenegro

“É o detalhe que faz a diferença”, uma forma de estar na vida.

Cristal simbolo da renovação

Aminkiel
23 de julho de 2009

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O tempo

SOMBRAS-E-CISCUNSPECTOS-O-T-Velho

Google Imagem

O que fazer para ocupar o tempo?
Ocupar o tempo!
Não,  não se ocupa o tempo.
Vive – se o tempo, vive-se no tempo.

Cada um tem o seu tempo
Tempo para nascer, viver e morrer.
Como então desperdiçar esse tempo?

Tempo é vida.
Tempo é paixão
Ah! o tempo
VIDA E PAIXÃO

Norma Emiliano

<

 

IndyBallet
9 de setembro de 2008

“O tempo é o melhor autor; sempre encontra um final perfeito”.
Charles Chaplin

BOM FINAL DE SEMANA

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Relação com o tempo

linha_tempo

 

Em visita a um centro cultural, ao percorrer as diversas galerias de fotos, ressurge – me o impacto da ínfima presença de cada ser nessa esfera terrena. Vêem-se figuras célebres, históricas, seus trajes, paisagens, costumes, enfim, tempos vividos e finitos. Surge-me uma estranha sensação. Mergulho no tempo e no retorno à superfície percebo a dificuldade de respirar; não sei se pela imensuralidade da vida e seu fluxo ininterrupto ou pela certeza de que muitas mudanças virão e que eu, ser desta época, não as alcançarei.

Em curto espaço de tempo surge um turbilhão. O mundo gira numa velocidade tamanha que nós, seres humanos, sentimo-nos atordoados e com sentimento de perdas constantes. Nada é usufruído com intensidade, pessoas cruzam com tanta ligeireza e impessoalidade nossos caminhos que mal conseguimos tocá-las. Sim! Agora me dou conta de que a estranha sensação provém da consciência de tudo virar pó.

Filhos, netos e bisnetos são desdobramentos geracionais, trazem em si marcas das histórias. Vivo, reflito, escrevo e revejo minha trajetória. Não sei se por orgulho ou por desejo de ser infinita, mas anseio deixar legado à humanidade. No entanto,  já dizia Drumonnd “Na noite do sem fim, breve o tempo esqueceu minha incerta medalha, e a meu nome se ri”.

Qual será a vitalidade de um legado?  Das suas múltiplas apropriações, em se ter porta-vozes que possam reinventá-lo ou de instituições que o preserve?
È difícil para nós, seres pensantes e apegados uns aos outros e sensíveis à beleza da vida, nos imaginar fora dela. A vida pós-morte é um mistério. Acredita-se, fala-se, estuda-se sobre ela, contudo nada é comprovado. A reação à morte, principalmente entre os ocidentais, é de grande sofrimento, mesmo para aqueles que possuem fé religiosa. 

O ser humano não tem sido a melhor espécie desse universo, na medida em que vem destruindo o meio ambiente e se autodestruindo. Mas ainda o melhor legado é a própria vida tão bem ressaltada nas palavras de João Cabral de Melo Neto “vê-la desfiar seu fio, que também se chama vida, ver a fábrica que ela mesma teimosamente se fabrica: vê-la brotar em uma nova vida explodida”.

 

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