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Corações perdidos

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“A dor é suportável quando conseguimos acreditar que ela terá um fim e não quando fingimos que ela não existe”. Allá Bozarth-Campbell

A morte de um filho, principalmente jovem, bem como a da mãe quando se é criança, provoca sentimentos ambivalentes, nos quais a culpa, a raiva, o desalento constroem muros, isolando as pessoas até de si mesmo.

O filme Corações Perdidos cruza as vidas de um casal (Lois e Doug), que perdera sua filha adolescente,  e de  uma jovem órfã (Allison)  que perdera a mãe desde os cinco anos.

O silêncio impera entre o casal que não fala da morte e de nada que os incomode; na casa, o quarto da filha mantém-se intacto sinalizando a negação da morte.  Allison vaga solitária pela vida sem amor a si própria, trabalhando como strip, sujeitando-se à prostituição.

Na trama, Lois, após a morte da filha, fica deprimida, não consegue sair de casa e sua relação com Doug é distante e conturbada. Ele vive uma relação extraconjugal, e a morte abrupta da amante o deixa sem direção.  Porém, quando viaja à negócios, seu encontro com Allison lhe desperta os cuidados paternos e ele abandona a esposa.

Lois tenta superar seu pânico e vai ao encontro do marido e acaba também se envolvendo com as questões de Alison. No desenrolar do roteiro, Allison fará com que o casal lembre-se do real motivo que os uniu e sua relação com eles transforma suas vidas.

O luto é inevitável; superar a dor da perda é um processo cujo tempo é subjetivo, pois cada pessoa tem um “tempo emocional”. No filme os personagens encontram-se aprisionados à negação, “dormência emocional”.  O cruzamento das histórias  (casal e jovem prostituta)  dispara o movimento para cura através da quebra do silêncio, da recuperação da autoestima e da mudança de hábitos.

Norma

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Colcha de problemas

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Em outubro/2009 postei um texto a qual denominei Costurando Retalhos  que inicio com o seguinte parágrafo:

No decorrer da vida, muitos momentos ultrapassam as fronteiras do aqui e agora transformando- se em emoções e sentimentos retidos, que nos congelam no tempo. Contudo, outros momentos nos chegam e nos ajudam a desatar os nós e a seguir em frente. Assim costurando estes momentos, forma- se e transforma- se as imagens do Ser.

Na mesma temática, em forma de poema, recebi de uma amiga um poema denominado Colcha de problemas que compartilho com você propondo no final uma questão.

 

“Dos meus problemas, fiz um acolchoado de retalhos,
pedaços de dificuldades que me fazem lembrar,
da minha capacidade de superar momentos difíceis,
e vejo pedaços que me lembram fatos,
onde eu tinha certeza que não iria resistir,
onde eu queria mesmo era morrer, sumir:..
 
Amores perdidos que me fizeram sofrer,
mortes inesperadas que me deixaram vazio,
promessas que não aconteceram, doenças,
discussões tolas, brigas e desavenças,
sonhos que viraram pesadelos…
 
Um acolchoado triste, pesado,
mas cheio de lições importantes,
cheio das minhas impressões,
do que eu era e do que me transformei,
por isso essa força tamanha,
que carrego comigo por onde for,
e se encontro alguém sofrendo pela estrada,
tiro da minha colcha um retalhinho,
um pouco da minha experiência com a dor,
e mostro carinhosamente o caminho,
onde há flores, espinhos e amor.
 
Peço para a pessoa olhar lá na frente,
além do problema e da dificuldade,
depois, olhar para dentro de si mesmo,
e encontrar a solução para tudo, pois,
a dor vem dos outros, a decepção também,
mas a solução está onde sempre deve estar,
dentro de você, criatura divina, feita para brilhar.
Ame-se!
Eu acredito em você.”

Paulo Roberto Gaefke

Imagem Internet

Tanto o texto como o poema falam de experiência de vida e de superação. Ambos falam que a solução está dentro de cada um. Você concorda com esta afirmação?

Norma

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Benito Q. Martin

 

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                            Imagem Internet

 

Benito Quinquela Martín, pintor, gravador e muralista. Nasceu em Buenos Aires, em março de 1890  e morreu em 28 de janeiro de 1977, aos 86 anos.

De origens humildes,  foi abandonados por seus pais em um orfanato, onde permaneceu até os 6 anos, quando foi adotado por Chinchella e Justina Manuel Molina.

Auto didata, transformou-se no pintor mais popular da Argentina. Sua obra  mostra a atividade portuária, a vivacidade e a aspereza do cotidiano da portuária La Boca. Seu atelier funcionava na rua Caminito.  Captou a peculiaridade do bairro e a adotou   para dar colorido a seus quadros. “Suas paisagens foram construídas com grandes pinceladas de cores quase puras que, colocadas em camadas densas, criam relevos construtivos.  Suas paisagens se transformam em uma cosmovisão de forças quase abstratas. Rosas, verdes e azuis sugerem o amanhecer e o entardecer nas margens do rio”.  Fonte

Em 04 de novembro de 1918 abre a primeira exposição individual na galeria Witcomb. Em 1921 ele fez sua primeira exposição internacional no Rio de Janeiro. Em 1938, inaugurou o Museo de Bellas Artes de La Boca, com 700 obras.

Entre suas obras mais famosas são: Tormenta en el Astillero ( Musée du Luxembourg , Paris ), Puente de la Boca ( St. James’s Palace , de Londres ) e Crepúsculo en el astillero ( Museo Nacional de Bellas Artes , Buenos Aires).
Quinquela Martin tornou-se um filantropo, doando ao bairro e à cidade uma série de obras.

 Fonte: Wikipedia

  

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Felicidade

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 Imagem Laura Ribeiro

 

 O SER FELIZ

 

 

Casou-se muito jovem. Seu projeto maior era constituir uma grande família. Por trinta e dois anos, viveu com o sentimento de realização. Era feliz, tinha ao seu lado um marido atencioso e quatro filhos saudáveis e carinhosos.

Certa manhã, foi surpreendida pelo marido. Ele queria a separação. Atônita não conseguia entender o que lhe relatava. Só conseguia ouvir: você não merece que eu continue a lhe enganar.  Há anos seu marido tinha um outro relacionamento pelo qual, hoje, optara. Tinha consciência de que fora mãe dedicada, boa dona de casa, esposa e amiga.  Onde falhara?

Após várias conversas, ele se foi. Sentiu-se perdida. Os filhos casaram-se. De repente, viu-se sem as ocupações cotidianas, sem a companhia do homem a quem tanto se dedicara!  Assim, dia após dia, foi vendo seu corpo se transformar. A balança apontou-lhe trinta quilos a mais.

Não podia manter-se na inércia. Os amigos, todos em comum ao casal, já não lhe satisfaziam. Só lhe traziam recordações que desejava abandonar.  Agendou médico e terapia. Resolveu “dar a volta por cima”. Em quatro meses foi se reconhecendo, mas precisava conhecer pessoas, fazer novas amizades, construir um novo caminho.  Recomeçar.

Na dança de salão, conseguiu ir tecendo os seus fios. Cercada de pessoas de várias idades, foi recuperando a alegria de viver. Iniciou, também, curso de línguas. Contudo, sentia falta de uma companhia mais próxima, do afeto. Percebeu que tinha de virar uma outra página: a esperança do marido voltar. Queria encontrar novo parceiro.

Em um dos bailinhos, encontrou seu novo parceiro. A partir daí, sempre juntos, freqüentaram os salões de dança e foram se apoiando mutuamente.

Na passagem do tempo, algumas restrições surgiram.  Ao completar sessenta anos, mesmo após internação de quinze dias, quis fazer uma festa em sua homenagem.

Tudo foi detalhadamente programado. Reconectou-se com os amigos e contratou um DJ. Não queria deixar de usufruir tudo o que sentia ter direito. As dores da artrose, que não a largavam, não a impediriam de bailar. Sete meses sem ter podido quase caminhar. Sentia-se inchada, não estava tão bonita, mas nada disto seria obstáculo.

Em sua festa, muito alegre a todos recebeu. Cercada pelos filhos, netos, amigo e do atual parceiro, fazia uma grande celebração à vida. Quis de tudo usufruir. Culminou com a valsa a sua confirmação e demonstração do que é ser feliz

Norma Emiliano

 

No poema  abaixo, mais um olhar sobre  a felicidade.

 

Síntese da Felicidade
Carlos Drumond de Andrade
 
 
 Desejo a você…
 Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não Ter que ouvir a palavra não

 

 

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Louis Braille

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O INVENTOR DOS PONTOS
Ele nasceu há 200 anos: Louis Braille, o inventor da escrita para cegos

SENTIR. LER COM OS DEDOS. As coisas decisivas na vida de Louis Braille, o inventor da escrita para cegos, aconteceram na oficina de couro de seu pai. Ele amava esse local. As selas de couro macio, as ferramentas pontiagudas o fascinavam. Até que no ano de 1812 acontecesse a desgraça: brincando, o pequeno de 3 anos enfiou uma uma agulha grossa em seu olho, que infeccionou e contaminou o outro. Ele ficou totalmente cego. Mas o pequeno menino não se abateu, frequentou uma escola para cegos, aprendeu até a tocar piano. Apenas uma coisa o entristecia: não poder ler. Havia apenas livros, nos quais as letras, por meio de fios de cobre, ficavam destacadas para os cegos, um método que não funcionava muito bem.

 Ler por meio do tato: na escrita Braille seis pontos, três em cima vezes dois pontos na largura, formam a retícula para combinações de letras perceptíveis que podem ser representadas
CERTO DIA, LOUIS ouviu sobre uma escrita de pontos com a qual os soldados podiam ler também à noite. Os homens tateavam pontos, que formavam letras. O menino entendeu logo: essa escrita era ainda muito complicada, mas a ideia era genial! Louis decidiu inventar um sistema com menos pontos. Em 1825, ao completar 16 anos, veio-lhe a concepção decisiva. Estava – outra vez – sentado na oficina do pai. Férias escolares. Pegou então a agulha e imprimiu pontos em cartão firme, ordenados como o “6” em um dado. Esse era o sistema: conforme quais e quantos dos seis pontos ficavam em relevo, formavam letras, números, sinais matemáticos, fáceis de serem tateados por cegos. Assim, uma a uma, o menino estampou 64 combinações diferentes, suficientes para todas as letras do alfabeto, números e sinais gráficos. Os colegas cegos de Louis na escola ficaram entusiasmados! Um mundo novo se abria para eles: o das palavras e dos livros.

POSTERIORMENTE, LOUIS BRAILLE tornou-se professor para cegos. Mas exatamente o novo diretor de sua escola era contra a escrita de pontos. Ele acreditava que os cegos se isolariam através de uma escrita que era desconhecida para os que enxergavam. Braille batalhou uma vida toda para a difusão de sua ideia. Somente em 1850, dois anos antes de sua morte, o alfabeto por tato foi reconhecido em sua pátria, a França.

ATÉ HOJE, OS CEGOS do mundo todo leem com a ajuda desse sistema, que recebeu o nome de seu jovem inventor: o alfabeto braile. Já há muito tempo existem máquinas de escrever especiais e impressoras que imprimem, em papel especial, escritos vertidos para as letras da escrita por pontos. Documentos com textos em braile têm, contudo, aproximadamente um volume 30 vezes maior do que o original. Quem possui um computador feito especialmente para cegos, também pode escanear textos impressos, que serão lidos por uma voz eletrônica desse computador. Ao navegar, enviar e-mails ou escrever cartas, essa voz ou uma linha em braile mecânica em frente ao teclado reproduz o que se pode ver na tela. Um resultado fascinante desde o 4 de janeiro de 1809, quando Louis Braille nasceu em Coupvray, perto de Paris.

Cada mundo de sentidos surge individualmente e reflete-se no modus operandi de cada cérebro em particular. Diversos grupos de cientistas em todo o mundo tentam rastreá-lo também nos deficientes visuais. Esses grupos querem saber, por exemplo, o que ocorre nas seções cerebrais que são ameaçadas de “desemprego” em cegos.

Fragmento do texto Entre a Luz e a Escuridão de  Susanne Paulsen, autora da GEO. Revistageo.com.br- http://revistageo.uol.com.br/cultura-expedicoes/1/artigo127045-1.asp

 

Yolanda-  http://www.slideboom.com/presentations/88731/Luz-e-escurid%C3%A3o

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