Posts Tagged solidariedade

Luto & Indignação

rosa_luto

Imagem google

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Num profundo lamento

Chora condoído o mundo

Em chuva lenta.

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Lágrimas singram

Consagrando a dor

No raiar  do sol  sonolento.

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O raio solar teima

O coração queima

Na  dor da partida.

NE

 

A tragédia ocorrida em Santa Maria (RS) ceifou 231 vidas e envolveu  o  Brasil no luto.  A solidariedade se faz  presente em tarefas voluntárias de apoio e manifestação de empatia a dor dos familiares.

A mídia  mostra os  detalhes do ocorrido e  a  busca por culpados.  Contudo, este momento é  de dar  socorro aos sobreviventes e conforto às famílias que perderam seus entes. Considero,  que além da  punição aos culpados,  estes ocorridos servem para nos alertar da nossa condição de cidadãos,  no sentido de fazer cumprir regulamentos para segurança em diversos estabelecimentos  públicos (fiscalização),  não só  de casas noturnas, mas também teatros, cinemas, shoppings, entre outros.

Alguns noticiários relatam sobre o efeito dominó da discussão sobre segurança,  observando que  “diversas autoridades já haviam se manifestado publicamente sobre ações que serão feitas e revisões de planos de segurança em suas cidades ou Estados” Fonte.

É lamentável, que tragédia  deste porte tenha que ocorrer para mostrar o quanto estamos entregues a nossa própria sorte.

Minha solidariedade aos familiares.

Norma Emiliano

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Solidariedade

 

Estou muito penalizada e assustada com o que vem acontecendo no Japão. Quero deixar registrada a minha solidariedade a este povo  cuja cultura me encanta.
Tenho acompanhado pela mídia os acontecimentos e a dor dos japoneses que lá residem  e daqueles que moram no Brasil e que estão temerosos por seus parentes e amigos. 
As cenas mostradas  chocam e nos faz pensar sobre a força da natureza.  A Luma rosa em seu blog  faz um alerta com seu post “O Futuro próximo é marrom” , não deixe de ler  sobre as ações do homem sobre a natureza.
O Alex em seu blog  solicita que não se espalhe clima de terror e tem nos fornecidos detalhes  e notícias importantes do que realmente tem ocorrido no país. 
Que a força da vida nos ajude a todos em momentos tão dramáticos.

Norma

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Modo diferente de falar de amor

 

Estou reeditando este post que publiquei em dezembro/2009.

Leonardo Boff, teólogo brasileiro, escritor e professor, nos traz reflexões que abrangem o campo  da Ética, da Espiritualidade  e da Ecologia .  O  texto abaixo  faz parte de suas palestras, e  considero um convite a ampliarmos nossa visão sobre o amor.

 

“Frequentemente sou convidado para falar sobre o amor. Sinto certo constrangimento porque esta palavra – amor – é uma das mais desgastadas de nossa linguagem. E como fenômeno inter-pessoal, um dos mais desmoralizados.  Para não repetir aquilo que todo mundo já sabe e ouve, costumo fazer uma abordagem inspirado num dos maiores biólogos contemporâneos: o chileno Humberto Maturana. Em suas reflexões o  amor é contemplado como um fenômeno cósmico e biológico. Expliquemos o que ele quer dizer: o amor se dá dentro do dinamismo da própria evolução desde as suas manifestações mais primárias, de bilhões e bilhões  de anos atrás, até as mais complexas no nível humano. Vejamos como  o amor entra no universo.

No universo se verificam dois tipos de acoplamentos (encaixes) dos seres com seu meio, um necessário e outro espontâneo. O primeiro, o necessário, faz com que todos os seres estejam  interconectados uns aos outros e acoplados aos respectivos  ecosistemas para assegurar  sua  sobrevivência. Mas há um outro acoplamento que se realiza espontaneamente. Os topquarks, a primeira densificação da energia em matéria, interagem  sem razões de sobrevivência, por puro prazer, no fluir de seu viver. Trata-se de encaixes dinâmicos e recíprocos entre todos os seres, não vivos e vivos. Não há justificativas para isso. Acontecem porque acontecem. É um evento original da existência em sua pura gratuidade. É como a flor que floresce por florescer.

Quando um se relaciona com o outro (digamos dois prótons) e assim se cria um campo de relação, surge o amor como fenômeno cósmico. Ele tende a se expandir e a ganhar formas cada vez mais inter-retro-relacionadas nos seres vivos, especialmente nos humanos. No nosso nível  é mais que simplesmente espontâneo como nos demais seres; é feito projeto da liberdade que acolhe conscientemente o outro e cria o amor como o mais alto valor da vida.

Nessa deriva, surge o amor ampliado que é a socialização. O amor-relação é o fundamento do fenômeno social e não sua consequência. Em outras palavras: é o amor-relação que dá origem à sociedade; esta existe porque existe o amor e não ao contrário, como convencionalmente se acredita. Se falta o amor-relação (o fundamento) se destrói o social.  Sem o amor o social ganha a forma de agregação forçada, de dominação e de violência, todos sendo obrigados a se encaixar. Por isso sempre que se destrói o encaixe e a congruência entre os seres, se destrói o amor-relação e  com isso, a sociabilidade. O amor-relação é sempre uma abertura ao outro e uma con-vivência e co-munhão com o outro.

Não foi a luta pela sobrevivência do mais forte que garantiu a persistência da vida e dos indivíduos até os dias atuais. Mas a cooperação e o amor-relação entre eles. Os ancestrais hominídios passaram a ser humanos na medida em que mais e mais partilhavam entre si  os resultados da coleta e da caça e compartilhavam seus afetos. A própria linguagem que caracteriza o ser humano surgiu  no interior deste dinamismo de amor-relação e de partilha.

A competição, enfatiza Maturana, é anti-social,  hoje e outrora, porque implica a negação do outro, a recusa da partilha e do amor. A sociedade moderna neoliberal e de mercado se assenta sobre a competição. Por isso é excludente, inumana e  faz  tantas vítimas como a atual crise revelou. Ela não traz felicidade porque não se rege pelo amor-relação. A atual crise se originou, em parte, pela excessiva competição e pela falta de cooperação. Vale uma sociedade com mercado mas não só de mercado.

Como se caracteriza o amor humano? Responde Maturana: “o que é especialmente humano no amor não é o amor, mas o que fazemos com o amor enquanto humanos; é a nossa maneira particular de viver juntos como seres sociais  na linguagem; sem amor nós não somos seres sociais”.

Como se depreende, o amor é um fenômeno cósmico e biológico. Ao chegar ao patamar humano ele se revela como um projeto da liberdade, como uma grande força de união, de mutua entrega e de solidariedade. As pessoas se unem e recriam pela linguagem amorosa, o sentimento de benquerença e de pertença a um mesmo destino.

Sem o cuidado essencial, o encaixe do amor-relação não ocorre, não se conserva, não se expande  nem permite a consorciação entre os demais seres. Sem o cuidado não há atmosfera que propicie o florescimento daquilo que verdadeiramente humaniza: o sentimento profundo, a vontade de partilha e a busca  do amor. Estimo que falar assim do amor faz sentido porque nos faz mais humanos”.

Leonardo Boff . Graça e experiência humana, Vozes.

 

O que fica para você de tudo que ele  nos transmite?

Norma

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Blogagem Coletiva – Anunciação

 Texto publicado em 2009  e reeditado nesta minha participação da blogagem coletiva proposta pela amiga  Roselia do blog  espiritual-idade,  hoje com o tema Anunciação.

 

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Anunciação- Conceição Resende /Porto

 

A Coroa do Advento

“Você não veio ao mundo para ser “esmagado” por imposições, mas para cumprir o propósito do seu espírito”. Silvia Schmidt

As lojas se revestem de verde e vermelho, o que em nossa cultura pode aludir respectivamente à esperança, à vida nova e à paixão, à conquista. O advento se aproxima. Na tradição cristã, o advento é um tempo de reflexão e preparação espiritual; é um tempo apropriado para fomentar a construção da esperança. Para o mundo do mercado é momento das vendas. Entre o espírito da fraternidade e o mundo da exclusão social, (miséria, desemprego, discriminações) a humanidade caminha.

Duas forças regem o caminho da humanidade: a força material, econômica impulsionada pelo trabalho e expressa no consumo e a força espiritual, impulsionada pelo amor e expressa na solidariedade.  Entretanto, a exigência da felicidade construída pelo padrão do capitalismo traz um peso e uma contradição. O ser humano tem necessidades primárias (alimentação, teto, vestimenta, etc.) que precisam ser atendidas diariamente, mas muitas pessoas não as conseguem. Por outro lado, vive-se um cotidiano marcado pelo consumismo, violência, desigualdades e perdas.

O que é felicidade? A felicidade humana se constrói em atos de amor a si próprio e aos outros. Nos livros sagrados encerra- se esta sabedoria “veja- se no próximo”. De acordo com Bowen (1978) a natureza humana contém dois conjuntos de forças opostas: as que unem as personalidades e as que lutam para se libertar rumo à individualidade. É nesse equilíbrio que caminham a solidariedade e o individualismo.

A atualidade traz o forte cunho do individualismo que se bem aplicado pode trazer bons resultados pessoais e sociais. Para alcançá-lo torna-se necessário buscar a si próprio no sentido da responsabilidade pessoal e coletiva, ao autoconhecimento e ao desenvolvimento da auto estima. Por outro lado, na medida em que se desenvolve a auto estima com olhar crítico e generoso sobre si mesmo, possibilita- se que não haja tanta contaminação pelo modismo maligno que fixa conceitos de beleza, status e padrões de felicidade.

Formamos uma rede, assim para que o bem estar seja profícuo é necessário que haja uma outra forma de convivência social. De acordo com o primeiro artigo da Declaração Universal de Direitos Humanos “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade”.  Contudo, nem sempre o que está escrito é a realidade. Esta seria uma forma ideal de convivência .

Neste sentido, na medida em que possamos ampliar a autopercepção, a percepção da riqueza das relações sociais como fonte de aprendizado e  possamos ter como objetivo pessoal e coletivo a solidariedade, estaremos trilhando caminhos de esperança de tempos melhores. Que o  ritual Natalino contamine a essência e que numa corrente de amor  impulsione a conquista de  um mundo onde sejam  possíveis a dignidade, a justiça, a paz .

Norma

 

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Esquecer um livro

 

 

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Como foi combinado, em 08/10, saí de casa para o trabalho  com o livro que escolhi para doar em prol do despertar ou  ampliar o gosto pela boa leitura.

O sentimento que tive foi de contentamento   por constatar que podemos nos juntar e realizar ações importantes para a nossa comunidade.  O mais importante é que não senti apego ao livro, mas um desejo de que ele fosse parar em mãos que valorizasse e mantivesse o propósito pelo qual fomos envolvido a partir da Isadora do blog tantos caminhos.

Escrevi um bilhete avulso e na contra capa reforcei a finalidade do esquecimento.

Vejam abaixo o romance do autor Ernest Hemingway  que escolhi.

 

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Norma

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Vamos esquecer um livro?

 

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Propiciar a expansão da leitura é a proposta iniciada pela  amiga Isadora do blog tantoscaminhos  . Sua  inspiração surgiu com  a leitura  de um texto da Luma do blog Luz de Luma ,  no dia 19/10.

Eu gostei e  resolvi aderir: Em 08/11, levar um pouco de boa leitura as pessoas, esquecendo um livro em algum lugar público ( ônibus, metrô, banco de praça, entre outos).

Como regra,  dentro  do livro deve conter um bilhete informando que o livro foi esquecido naquele lugar justamente para  que alguém o encontrasse ,  lesse e  depois o passasse  adiante, ou seja, após lê-lo fazer o mesmo,  esquecê-lo em um lugar público e assim dar a oportunidade de que outra pessoa leia.

Participe, divulgue, vamos somar nesta excelente proposta.

Norma

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Gestos de amor

 

Na demonstração do verdadeiro AMOR não são necessárias as palavras.

 

 

Norma

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Dignidade Humana

  

JovemVelho

Imagem Internet

 

Falar do cotidiano é simples, porém a forma como é percebido faz toda a diferença. Neste relato, o contexto é um ônibus urbano e os participantes: o motorista e seus passageiros (jovens, crianças e idosos).

Sabemos que a partir dos 65 anos de idade, o transporte rodoviário é gratuito e cada pessoa possui o seu próprio passaporte após o cadastramento realizado pela Secretaria Municipal de Assistência Social. Diante desse direito por lei, muitas são as situações que os idosos enfrentam no seu dia-a-dia.

A Lei nº.10.741/2003 (Estatuto do Idoso), em seu artigo 230, determina que “a família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida”. Contudo, o que vivenciamos denuncia que a sociedade “não comunga desse credo”.

A impessoalidade reinante, no sentido de tirar da vida tudo que é humano, e o excesso de individualismo não conferem dignidade ao ser humano e cenas de desrespeito são frequentes. Nesse sentido, chegamos ao seguinte fato ocorrido: uma senhora de 80 anos entra no ônibus com outros passageiros. O motorista, que é atualmente também o cobrador, recebe o dinheiro, dá instruções sobre lugares para outros e dirige-se a senhora referindo-se ao seu  cartão e à roleta. Diante de tanta confusão, a senhora não consegue passar e o motorista solicita-lhe que desça, pois a roleta travou e depende de um novo pagamento. Ela se recusa a descer e muitos dos passageiros começam a gritar para que ela desça, pois estão com pressa. Ela desce, com a fisionomia irritadiça, para enfrentar uma nova espera, num dia ensolarado.

A teoria na prática não se concretiza. Propiciar ao ser humano bem-estar requer políticas públicas, humanização de todos e valorização da vida.

Falar em envelhecimento, como se fosse algo à parte de cada um, é viver na alienação. A dignidade humana e a qualidade de vida fazem parte do processo evolutivo e educativo. Viver com dignidade é ter a condição de ser humano respeitado. Em sua música “È preciso saber viver”, Roberto Carlos  resume tudo isto muito bem.

Enfim, presente, passado e futuro são os elos da vida. Portanto, não percamos de vista a dignidade de SER humano.

Norma

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