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Série: A criança que eu fui

 

A  querida Giovanna, do blog Bordados e Retalhos,  iniciou em 24/09/2010 a  Série: Eu fui bebê com objetivo de,  “através das fotos, fazer um passeio pela nossa história e  estimular a criança que mora dentro de nós.”  O convite foi feito e muitas aceitaram, entre elas,  eu.

Portanto, hoje  (06/10)  foi o meu dia de receber este seu carinho expresso em palavras. 

Obrigada querida amiga por esta idéia que também me inspirou a pensar numa série que enfoca a criança e a repercussão desta experiência na vida adulta.  Assim, inicio  A criança que fui,    nesta sexta, 08/10 com a querida amiga, que aceitou o meu convite,  Beth  do blog Mãe Gaia.  

Venha participar,  a partir de 18/10, segunda feira. Envie-me seu relato, ele abrilhantará este espaço.   A cada semana teremos um (a) novo (a)  amigo (a), contando-nos a  sua  história.

E-mail: asterfam@ajato.com.br

Norma

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Viagem

Neste sábado primaveril,  meu convite é que  aprecie a  paisagem  e que o melhor possa vir a sua mente. E se desejar conte-nos o que ela lhe desperta.

 

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Bom final de semana

 

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Norma

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O que faz a diferença

 

Imagem Internet

 

 

Óntem, aconteceu-me um fato aparentemente insignificante. Contudo, aqueles que frequentaram estabelecimentos comerciais, como mercearias e quitandas, onde se comprava na base da caderneta numa relação de confiança e amizade, podem captar o meu sentimento atual (irritabilidade) face aos atendimentos ao público.

 O atendimento ao público, em sua grande maioria, é realizado de forma tão desatenciosa, que o ocorrido me chamou atenção e gerou este desejo de compartilhá – lo.

Dirigi-me ao balcão de uma cafeteria e uma atendente estava servindo sanduíche a um cliente. Enquanto aguardava, vi que já havia um homem sentado, falando ao telefone. Em seguida, chegou uma moça com uma criança e, logo depois, um casal.  Quando a moça terminou o atendimento e retornou ao balcão, os pedidos começaram a ser feitos desordenadamente. Para minha surpresa, ela dirigiu-se ao senhor ao telefone e a mim, perguntando diretamente o que desejávamos. Em seguida, fez o mesmo com os demais, na ordem de chegada.

Ao terminar meu lanche, fui pagar à mesma moça, pois essa se encontrava só com as diversas funções (atendimento ao público, lavagem das louças e caixa). Nesse momento, comentei sobre sua atenção à ordem de chegada das pessoas e a sua e presteza no atendimento. Não pude deixar de parabenizá-la pela forma como desenvolve funções polivalentes e capacidade de atenção.

Norma Emiliano

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Amizade

Bom dia leitor

Começo  a  semana  com um tema comum em nossas vidas e que se constitui em espaço de aprendizagem e  de expressão de sentimentos. Introduzindo  aqui essa temática transcrevo abaixo palavras de Mario Andrade, em carta a Drumond,  enfatizando  o alcance  coletivo da amizade e o seu valor na aprendizagem.

   “Ame os companheiros de vida mas nunca deixe de por dentro estar
   observando eles. Faca de todos o seu aprendizado continuo, nao
   pra espetaculo e pra obter prazeres infamemente pessoais porem
   pra recria-los para aproveita-los em sublimações artisticas.

Lélia Coelho Frota. Carlos & Mário -  Correspondência de Carlos Drummond de Andrade e Mário de Andrade, Bem-Te-Vi, 2003  

 

 corrente-amizade

  A coroa do amor

Uma pessoa para compreender tem de se transformar”. Saint-Exupéry

Na infância damos os primeiros passos em direção ao outro. Esse outro, além da fronteira familiar. 

Lembrar dos primeiros dias de escolas traz as lembranças do medo de chegar mais perto, de não saber como se comportar! Entretanto, traz também as lembranças do despertar para a alegria de compartilhar no recreio. Lembrança das rodas de meninas e dos meninos, muito ressabiados, que ficavam ao longe. Muita alegria, em meio a tantas incertezas.

No desenrolar da vida, vamos traçando vários elos. De fase em fase, cruzamos nossos caminhos com vários personagens. Alguns viram ídolos, desafiam nossos limites; outros nos traem, desafiam nossos valores; outros nos aconchegam, nos protegem, desafiam nossas lealdades familiares.  Ah! Os amigos chegam e alguns se vão. Mas, as lembranças permanecem no traçado da nossa história.

A cada momento de nossas vidas, encontramos pessoas. É freqüente, classificarmos e qualificarmos de bom ou mau aqueles que nos chegam.  No censo popular, “nada acontece por acaso”, “o universo conspira”, ou seja, há a sinergia. Assim sendo, de certa forma, elas acabam desempenhando uma função para nós.

O sentimento brota! Não sabemos porque gostamos tanto de estar perto de alguns e, de outros, gostaríamos de fugir. Mas, o transcurso do tempo nos faz perceber que lidar com esses sentimentos é uma forma de aprendizagem.  Normalmente, o que nos incomoda no outro é algo que não gostamos em nós. Assim, essas pessoas nos permitem que confrontemos nossas dificuldades pessoais.

Alguns indivíduos lamentam por viverem sós, lamentam não ter, além dos vínculos familiares, outras redes. De acordo com Joseph F. Newton “as pessoas são solitárias porque constroem paredes em vez de pontes”. Somando-se a isso, o respeito pelas diferenças é vital nas relações, não se pode apenas desfrutar das semelhanças.

Cada amigo é um novo mundo. Quantas descobertas podemos fazer sobre nós!  É   nas diferenças que enriquecemos o nosso repertório e podemos nos flexibilizar para a vida, que é constante mudança. Buscamos afinidades, mas vamos encontrar as diferenças pessoais, pois cada ser é único.

É na dualidade Eu e Você que os vínculos se originam, mas nada nasce pronto. Os relacionamentos são construídos dia a dia por ambas as partes. Portanto, é   na compreensão de si mesmo e do outro, na troca de informações, de emoções que podemos crescer;  na passagem do tempo, no suceder dos acontecimentos aprendemos a perceber e a valorizar os encontros e as amizades..

Quando não há a “mesquinhez” das almas, os relacionamentos são coroados com o amor e a sua mais “pura” expressão encontra-se na amizade.

Norma

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