Posts Tagged sentido de vida

Paixão pela palavra

A vida nos dá oportunidade de termos várias paixões.  Minha inspiração para este post veio de um programa dedicado à Manuel de Barros denominado A Paixão pela palavra.

Manoel Wenceslau Leite de Barros nasceu em Cuiabá (MT),   em 19 de dezembro de 1916. Formou-se em Advocacia, mas é poeta de profissão,  teve 25 livros publicados. Sua primeira obra, “Poemas concebidos sem pecado”, foi apresentada ao público em 1937, quando ele tinha 21 anos. Fonte

“Poesia é trabalho, em cima de harmonia, ritmo, rima. Sou prático pela palavra. Se me vem um desejo de fazer um poema e, depois de algumas linhas, me falta uma palavra, é à noite que ela me vem. Aí, acordo e anoto num caderninho. Stella, minha mulher, fi ca incomodada. Já veio a palavra, Manoel? Então dorme. Poesia é assim. O poeta é um visionário.” (…) Fala  “da importância de educar os sentidos, ler, ver arte, ouvir música, encantar-se pelas coisas”. Fonte

PAIXÃO PELA PALAVRA

“Aquele homem falava com as árvores e com as águas
ao jeito que namorasse.
Todos os dias ele arrumava as tardes para os lírios dormirem.
Usava um velho regador para molhar todas as manhãs
os rios e as árvores da beira.
A gente acreditava por alto.
Assistira certa vez um caracol vegetar-se na pedra.
mas não levou susto.
Porque estudara antes sobre fósseis lingüisticos e nesses estudos
encontrou muitas vezes caracóis vegetados em pedras.
Era muito encontrável isso naquele tempo. Até pedra criava rabo!
A natureza era inocente”.

Manoel de Barros

“O documentário, gravado no pantanal sul-mato-grossense, aborda a trajetória da vida e da obra do poeta Manoel de Barros, num exercício compartilhado entre o documentarista e o próprio poeta. Nele, um andarilho percorre os lugares onde o poeta nasceu e ainda vive. Ao longo da jornada, o andarilho tem encontros com outros personagens criados por Manoel de Barros”.Tv  Brasil em 16/06/2009

Norma

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Blogagem Coletiva

Esta é minha participação na blogagem O que é espiritualidade para mim, coordenada pela amiga  Rosélia do blog  Espiritual- Idade que completa hoje 2  anos.

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O VÁCUO EXISTENCIAL


A fé pura que brota de uma força interior, torna o homem mais forte".  Frankl Viktor

Vivenciamos uma época em que, conforme algumas pesquisas indicam, 20% das neuroses estão relacionadas pelo sentimento de ausência de sentido de vida. Diferente dos animais, o homem não dispõe de um instinto que o guie ao que fazer. Por outro lado, a tradição não é mais um referencial e o consumismo confunde os desejos, e as necessidades ficam nebulosas. Frankl Viktor (1989)

No contexto de frustração existencial, a ausência de uma missão e de uma atividade que se preste a uma contribuição singular pode causar doenças.

Há uma dimensão supra-humana efetivada na fé e fundada no amor que exerce uma imensa influência no sentido da vida.

Em meu direcionamento pessoal e profissional, dei-me conta do quanto o ser humano importa para mim. Considero que o meu sentido de vida encontra-se no “estar em cena”. Você pode se perguntar, mas o  que significa isto?  Significa que é interagir,  afetar e ser afetada,  trocar e tocar os corações daqueles que compartilham desta minha passagem pela vida.

Ao afetar e ser afetado, arco com as responsabilidades por todas as minhas escolhas e decisões. Concebo que o meu futuro, como de tudo que me rodeia, de certa forma, depende das minhas decisões, e assim sendo, participo de contínua construção do mundo.

Enfim, caminhar na espiritualidade é crer na dimensão supra-humana, é crescer com  amor e no amor. É nesse caminhar que encontro o sentido da  vida.

Querida Rosélia desejo que o seu blog tenha muito sucesso sempre e que continue como  veículo da difusão de suas crenças e da sua forma de ver e sentir a vida.  PARABÉNS

Bjs,

Norma

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Blogagem Coletiva- Sonhar e Ser

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Este post  foi publicado quando iniciei este espaço (2009) . Hoje,  o reedito,  nesta minha participação na coletiva- Sonhar e Ser:  O que os sonhos fazem por nós –   proposta pela querida Liliane  em  comemoração ao  aniversário do seu blog.

 

Do Sonho à realidade

 

“O inconsciente, fonte de conhecimento e de energia, cria o sonho. O sonho e o inconsciente transformam a consciência e renovam a vida” Regis S. M. Oliveira

Não sabia se havia sido um sonho ou pesadelo, pois a sensação, ao acordar, foi incômoda.

A presença do pai parecia-lhe de conforto e segurança. Contudo, no desenrolar das imagens não chegavam a nenhum lugar. Estavam perdidos. De repente, viu -se só. Não sabia como chegara àquele lugar e como seu pai desaparecera. Não havia nenhuma referência para que lado se dirigir, ou mesmo para onde ir, não tinha o local de chegada. Não sabia o que fazia ali. Ficou confusa e assustada. Por estar com ele, não se deteve no caminho. Não tinha ninguém e nem como se contactar. Não havia pessoas, telefones ou mesmo endereços. Estranha sensação. O chão sumiu sob seus pés.

Acordou, graças! Acordou! Localizou -se. Realmente estava só. Sentia-se mal. Não havia, ali ou acolá, alguém que se preocupasse com ela. Tudo lhe doía. Estava febril.

Ah! os tempos de meninice, da filhinha querida, já se foram há muito. Aqueles, que se detinham com atenção e, por vezes, de forma exagerada, também já se foram. A presença, em sonho, do seu querido pai trazia-lhe a sensação de ser amada, reconhecida e segura. Mas, por outro lado, veio a solidão, o susto de estar perdida, sem o seu chão.

Pensando nestas imagens e confrontando-as, percebeu que se sentia solitária em suas dores e sem afeto. Mas, reflete! O amor daqueles que se foram permanece e vai estar sempre presente dentro do seu ser.

Pensando, também, nos referenciais nos quais tinha se baseado para direcionar a sua vida, percebe que houvera perdido um pouco o rumo. A preocupação em dar conta do lado provedor afastou-a do seu valor maior, a afetividade. Sufocada pelo peso dos compromissos, aprisionada num papel, descaracterizou-se, e em contrapartida houve afastamento emocional familiar. Nesta corrida, deixara que o seu rumo profissional se confundisse e se dispersasse.

Deste mergulho, trouxe à tona o seu sentido. Retoma o rumo em direção à sensibilidade, ao empenho, à afetividade, que são os guias que lhe confirmam valor.

Norma Emiliano

Parabéns Liliane e sucesso sempre.

Se  desejar  participar da blogagem  ainda está em tempo. Ela permanecerá até  25/02.  Avise à  Liliane.

 

 

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Eterna Busca

 CAMINHO

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Manhã cinzenta e fria de um dia de inverno. Em seu quarto ele desperta para um novo dia. Não se levanta. Levantar para quê? Ao seu redor impera o silêncio da casa vazia e em seus pensamentos nada de tão valoroso o impele a se mexer. De uma vida plena ao vazio total. Perdeu-se. Os fios que entrelaçavam seus afetos foram se partindo, desde a separação conjugal até a morte da sua prima, com quem residia.
 
 Foram tantas “traições e perdas” que o sentimento de desesperança tomou conta dos seus dias. Fez várias tentativas de aproximação dos filhos, mas as brigas familiares foram provocando o distanciamento físico e emocional culminando em acusações sentidas por ele como ingratidão. Em meio a tudo isso, a prima adoece e falece.  Hoje, à base de remédios, perambula pela casa,  sem ter nenhum sentido na vida.

De outra forma, encontra-se também abatido outro homem que chegara à beira da morte, mas que, como milagre ressuscitara. Sua vida foi estruturada por muitos anos com a esposa, filhos sadios e um bom emprego. No entanto, o crescer do vício, era alcoólico, levou-o ao fundo do poço: perdeu dinheiro, separou-se da família e certo dia acordou de um longo coma. Assim, deparou-se com a solidão.

Duas histórias, traçados diferentes, mas com um mesmo resultado: a perda de si mesmo, do significado de sua vida. As pessoas e os afetos constroem a rede de proteção humana e são os referenciais do cotidiano.

Os dias e a as noites se sucedem, uns de marés altas e cinzentas e outros de ondas mansas e claras.  As circunstâncias impõem- se, mas sempre há várias formas de se relacionar com elas: submetendo-se, desafiando-se, reinterpretando-se ou recriando-se.  Aqui fica uma pergunta no ar, como cada um desses homens irá superar sua perda?

A busca do sentido de vida faz parte do viver humano e nas palavras de Osho “ele não está fora (…), ele tem que ser criado (…), ele é um poema a ser composto, é uma canção a ser entoada, uma dança a ser dançada”.

Norma Emiliano

Qual a canção que entoa o seu sentido de vida?

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Julie & Julia

 

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                                                                     Imagem NET

 

Sou amante de cinema e revi um filme que indico não só pelo conteúdo, mas também pelo  elenco  Amy Adams, Meryl Streep, Stanley Tucci e Chris Messina.

O filme Julie & Julia“  é uma   adaptação  do livro  que virou best-seller nos EUA , “Julie & Julia – 365 Dias, 524 Receitas e 1 Cozinha Apertada”.  Foi lançado em 7 de agosto de 2009.

A trama divide-se entre os anos 50/60, retrata a história  de Julie (escritora) e de Julia Child (apresentadora de TV),  uma americana vivendo na França.

Apesar de separadas pelo tempo e pelo espaço, estão ambas perdidas,  em busca de um sentido maior na vida.  Assim,  encontram num lugar improvável (comer, cozinhar, escrever) a solução para os seus desejos . Nada foi fácil para nenhuma delas,  e apesar da sugerida ligação, ambas nunca se conheceram.

É uma comédia gastronômica e romântica  com personagens femininas fortes,  emotivas e amorosas, sendo a  figura do homem  importante para elas. Enfim,   encanta, diverte e  emociona. 

Voltada  para o olhar clínico, pontuo questões e mensagens relacionais de amizade e casal que podem ser analisadas.

Norma

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(Re) encontro

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 Ao avistá-la, fez menção de se esconder.   

 - Não, por que fazer isto? Por que não ter a chance de recordar tão boas lembranças? No entanto, não se aproximou. Ficou à    distância, vendo-a se movimentar na busca do rosto amigo.

 - Pronto! Ela a viu. Aproxima-se.

 - Nossa querida, como é bom depois de tanto tempo revê-la!!

 - Sim, como você está bem.

 - Obrigada, vem, vamos procurar um lugar para nos sentarmos.

Sentam-se e falam dos bons tempos da adolescência. Fica estarrecida, pois após vinte anos de afastamento, sente-se como se  nunca tivessem se separado. Todavia, quando pergunta sobre as realizações dos seus sonhos, uma nuvem de tristeza cobre o seu rosto e percebe que brotam lágrimas dos olhos da amiga.

 - Desejava não ter perguntado, mas já o fizera.

  – Meus planos se realizaram, mas a vida ensinou-me que não podemos idealizar. Tive o que queria e o perdi drasticamente. Hoje, sinto-me entristecida, mas cheia de garra para seguir em frente em busca da minha própria vida. Após a minha formatura, fui viajar. Nesta viagem, encontrei o homem por quem me apaixonei e me casei. Tivemos um filho. Vivi para eles e hoje sei que me esqueci. Passei anos a fio na espera da sua volta, pois ele viajava a trabalho. Eu me dediquei à casa, ao filho e à espera dos momentos da sua chegada. Não exerci minha profissão, afastei-me das amigas. Contudo, há seis meses eu recebi a notícia de um desastre que ele sofrera e a partir disto conheci a minha verdadeira situação.

  - Ele tinha outra mulher e quatro filhos. O seu trabalho como viajante lhe proporcionou a oportunidade de se dividir entre nós. Com isto, meu mundo se foi. Eu não tinha marido, não tinha profissão, nem amigos. Tive que mudar meu rumo. Mas, como você pode ver, aqui estou, enfrentando a vida, muito sofrida com o sonho desfeito, porém com a minha própria vida. Chega! Agora me conta o que tem feito.

 Sorri e disse:

- Vivido.

Conta-lhe o que tem feito; fala do trabalho, da casa própria, das amizades, dos breves namoros, dos sobrinhos. Percebe uma alegria que estava distante, invadir o seu coração. Sente que tem uma vida, uma vida própria. Teve receio de encontrar a amiga, de não mais terem nada em comum, de não terem assunto. Está feliz por ter feito este pacto e tê-lo cumprido.

 As horas passam e se dão conta de que no cruzamento de suas historias nada há para se envergonharem. Brindam o encontro e celebram as suas vidas. Selam um novo pacto: de se reencontrarem após 5 anos.

Norma Emiliano

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Convite à reflexão e à ação

 amor sem escala 

Filme -  AMOR SEM ESCALA

Se quiser se dar bem na vida, tem de deixar a mala leve, ou seja, sem moradia fixa, sem amigos, sem família, pois afinal tudo isso nos prende em compromissos e obrigações, e é o movimento leve que nos dá liberdade”.

 

A temática  do filme  Up in the air  parte da premissa que os relacionamentos são pesos que precisam ser abandonados para se ter agilidade na vida. Assim, traz uma análise dos medos sobre como é se sentir conectado a alguém.

A personagem principal, sem laços familiares,  faz o tipo solteirão convicto, passa boa parte de seu tempo em aviões, aeroportos e hotéis. Seu maior objetivo na vida é conseguir 10 milhões de milhas e ser a sétima pessoa no mundo a obter um cartão ultra vip.

O desenrolar do filme retrata a contemporaneidade. A velocidade é considerada o valor soberano e as conexões humanas efêmeras. Na Solidão e nas relações humanas criam- se as possibilidades de reflexões sobre valores que permeiam o cotidiano atual. Na trama a presença de duas mulheres favorece um novo rumo da história.  

 

A análise do individualismo e do isolamento do sujeito no âmbito das relações sociais, os valores atuais predominantes despertam que sentimento em você?

 

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Além da Terra, Além do Céu- C.D.de Andrade

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Além da Terra, além do Céu,
no trampolim do sem-fim das estrelas,
no rastro dos astros,
na magnólia das nebulosas.
Além, muito além do sistema solar,
até onde alcançam o pensamento e o coração,
vamos!
vamos conjugar
o verbo fundamental essencial,
o verbo transcendente, acima das gramáticas
e do medo e da moeda e da política,
o verbo sempreamar,
o verbo pluriamar,
razão de ser e de viver.

Carlos Drummond de Andrade
 
 

 

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