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União

 união

Arte Africana- Google Imagem

 

Desejo que todos estejam presentes, pois assim nos manteremos unidos. Nesta afirmativa o desejo de união está presente.

Nos dicionários encontramos os diversos sentidos das palavras. No processo civilizatório, os vocábulos fazem parte da história e sofrem transformações. Em se tratando da comunicação, do cotidiano relacional, as palavras vêm carregadas de sentidos que são frutos das histórias, das experiências de cada pessoa e da cultura em que está inserida. Há inúmeros conteúdos que fazem parte da comunicação não falada e que se constituem em fortes cargas emocionais  que interferem nas interpretações dos ouvintes.

No seu sentido primordial, nos dicionários a palavra união do latin unione  significa: ato ou efeito de unir; junção, união de duas ou mais coisas ou pessoas; adesão;contacto; acordo; pacto; aliança; casamento; concórdia; confederação. Contudo, não há muita clareza do indivíduo quando atribui à palavra união o seu desejo de estreitar os vínculos. Estarem todos num mesmo contexto não resulta necessariamente em se estar unido, pois os problemas inter e intrapessoais vão estar presentes e serão expressos nas atitudes pessoais e relacionais e podem gerar desavenças ao invés de fortificar os vínculos.

Ao longo dos tempos, a família vem sofrendo modificações em sua estrutura e funções. Hoje, sua principal função é a afetividade. Portanto, é na convivência familiar que as pessoas são impulsionadas a desenvolver a afetividade e a solidariedade, o desejo de ajudar pessoas.  No entanto, em alguns eventos ou situações o desejo da união frustra- se pois surgem as rivalidades, as diferenças, competições etc.

O universo pessoal é singular e a comunicação expressa a complexidade do ser humano, e, consequentemente, muitos conflitos relacionais têm na comunicação seu principal ponto de entrave.

 Normalmente, não se atribui a devida importância ao sentido das palavras (conotações singulares) e podem surgir mágoas, afastando as pessoas No contexto terapêutico a palavra união, dentre muitas outras, ao ser entendida a partir de cada indivíduo, possibilita ampliar a visão sobre questões cronificadas nas relações interpessoais. Tentar compreender o outro, saber como ele pensa, sente e percebe as situações; estar revendo e ampliando a percepção que se tem de si próprio propicia   a autodescoberta.

A compreensão de si mesmo e do outro é o primeiro passo para abertura do canal de comunicação e de se traçar um projeto pessoal e/ou relacional de mudanças necessárias para o alcance de uma melhor saúde mental, relacional e de qualidade de vida.

Norma

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Relacionamento Duradouro

 Rela duradouro

Imagem Google

Ao completar trinta e um anos de vida conjugal diz não sentir a passagem desse tempo, que lhe foi sempre satisfatório. Qual será a “poção mágica” para essa sensação de que o tempo parou?

Na atualidade, há muitas queixas entre os homens e as mulheres sobre a inconstância dos relacionamentos, mas qual será o foco das atenções das pessoas no cotidiano? Vivenciamos as transformações da sociedade de consumo e da indústria cultural, bem como suas repercussões no comportamento humano. Investe-se muito tempo no sucesso da vida profissional; investe-se muito tempo para se ter cada vez mais recursos materiais. Corre-se de um lado para o outro, e os vínculos pessoais como ficam?

Quando nos sentimos amados, valorizados e compreendidos, temos forças para enfrentarmos os obstáculos que a vida nos apresenta. Desta forma, a qualidade do relacionamento íntimo se repercute na saúde mental, física e profissional, pois nos proporciona o sentimento de mais valia e segurança.

É certo que a satisfação conjugal não é simples de se alcançar. Ela envolve muitos fatores: valores, atitudes, expectativas, nível cultural, nível socioeconômico, etapa do ciclo de vida, experiência sexual, etc. Por outro lado, estar junto por muito tempo, necessariamente, não significa que há um bom relacionamento.

Ao longo da história humana, fatores (sócio, econômico, político e cultural) contribuíram para que, em muitas sociedades, predominassem nos relacionamentos de casal a monogamia. De outra forma, os preconceitos traziam sérios contratempos à separação do casal, principalmente para mulheres.

Hoje, a mulher submissa ao homem está em processo de extinção. A teoria que apoiava a infidelidade masculina como uma necessidade deixa de existir. As mulheres se dão o mesmo direito que os homens quanto ao exercício das relações sexuais, inclusive as extraconjugais.

Em alguns estudos sobre uniões de mais de vinte anos, encontram-se características, tais como: compromisso com a relação; respeito pelo outro; abertura mútua; valores morais fortes e compartilhados; lealdade e expectativa de reciprocidade; compromisso com a fidelidade sexual.

Muitos casamentos não sobrevivem ao momento do “ninho vazio”, o da saída e/ ou independência dos filhos, e o divórcio acontece após vinte e cinco anos ou mais de casados. São casais que ficaram muito  “pais” e esqueceram  de ser homem e mulher na relação.

As relações duradouras e estáveis favorecem aos cônjuges um refúgio em relação ao mundo de estresse e de violência em que vivemos, bem como proporcionam o equilíbrio para lidarmos com os outros sistemas sociais. Contudo, o perigo é que ocorra a acomodação e não enfrentem as mudanças necessárias. 
A construção da vida a dois é um processo. È necessário ter criatividade para cada dia adicionar um ingrediente novo, dando um gostinho de quero mais. É necessário nutrir a relação, para que ela seja proveitosa para os dois, buscando encontrar equilíbrio do nós e do eu, compartilhando interesses e relacionamento afetivo-sexual. Assim sendo, nessa construção, é fundamental alimentar sempre a chama da  relação homem mulher.
Enfim, respeito, dedicação e afeto, trilogia que pode formar a “poção mágica” do relacionamento duradouro, criativo e satisfatório.
Norma Emiliano

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