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“Recomeçar”

Renoir - La Grenouillere - 1869

“A dor passa, mas a beleza permanece.” Renoir
 

 

RECOMEÇAR

 

Não importa onde você parou…
em que momento da vida você cansou…
o que importa é que sempre é possível e
necessário “Recomeçar”.

Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo…
é renovar as esperanças na vida e o mais importante…
acreditar em você de novo.

Sofreu muito nesse período?
foi aprendizado…

Chorou muito?
foi limpeza da alma…

Ficou com raiva das pessoas?
foi para perdoá-las um dia…

Sentiu-se só por diversas vezes?
é porque fechaste a porta até para os anjos…

Acreditou que tudo estava perdido?
era o início da tua melhora…

Pois é…agora é hora de reiniciar…de pensar na luz…
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.

Que tal
Um corte de cabelo arrojado…diferente?
Um novo curso…ou aquele velho desejo de aprender a
pintar…desenhar…dominar o computador…
ou qualquer outra coisa…

Olha quanto desafio…
quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te
esperando.

Tá se sentindo sozinho?
besteira…tem tanta gente que você afastou com o
seu “período de isolamento”…
tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu
para “chegar” perto de você.

Quando nos trancamos na tristeza…
nem nós mesmos nos suportamos…
ficamos horríveis…
o mal humor vai comendo nosso fígado…
até a boca fica amarga.

Recomeçar…
hoje é um bom dia para começar novos
desafios.

Onde você quer chegar?
ir alto…sonhe alto… queira o
melhor do melhor… queira coisas boas para a vida…
 pensando assim trazemos prá nós aquilo que desejamos…
 se pensamos pequeno…
coisas pequenas teremos…

já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente
lutarmos pelo melhor…
o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina mental…
joga fora tudo que te prende ao passado… ao mundinho
de coisas tristes…

fotos…peças de roupa, papel de bala…ingressos de
cinema, bilhetes de viagens…
e toda aquela tranqueira que guardamos
quando nos julgamos apaixonados…
 jogue tudo fora… mas principalmente…
esvazie seu coração… fique pronto para a vida…
para um novo amor…

 Lembre-se somos apaixonáveis…
somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes…
 afinal de contas…
Nós somos o “Amor”…

” Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do
tamanho da minha altura.”

 Paulo Roberto Gaefke

 

 

lcjordao — 16 de fevereiro de 2008 — Frejat – Amor pra Recomeçar

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Múltiplas Faces

 

sofrimento                                                                                 

Google Imagem

 

“Arranco meus olhos só pra não enxergar.
Todas as torturas que estão pra começar”  
                  Ratos do Porão

 

A vida apresenta-se de tantas formas e traz, por vezes, um sentido tão cruel e tamanha dor que acarreta para alguns incompreensão e descrença de um SER maior que protege e acolhe. Por mais que se empatize com o outro, a própria dor é sempre a maior e ela traduz a expressão da subjetividade (mundo interno). Diante do sofrimento sucumbimos ou o superamos.

No rosto, no olhar, na postura o sofrimento se revela. As palavras são uma mera confirmação da dor na alma. Sucessivas situações provocaram lhe sentimento de impotência diante da contingência da vida. A mãe e pai tornaram – se portadores de câncer, ela própria recuperando – se, também, desse mal.  No decorrer de um ano, o pai veio a falecer e a mãe sofre uma recaída.

Nela as seqüelas das perdas, o desgaste das doenças e o imperioso dever de ter de cuidar da mãe e proteger o cotidiano dos seus próprios filhos.

Não tem uma rede de apoio familiar ou de amizades que possa aliviá – la do desgaste físico e emocional. Sua atual muleta é literalmente a muleta que carrega para não cair devido às crises de dores da coluna que afetam a sua perna direita. Não compreende tanto sofrimento! Sente-se descrente.

É  difícil aceitar a dor e o sofrimento inerente à vida. Todos almejam a felicidade. No entanto, há quem diga que a dor é extremamente benéfica quando encarada como um todo, pois a vida sem incômodos, paixões e sofrimentos levaria ao estado de imobilidade.  Para o psiquiatra Alexandre Lowen, “podemos aceitar a dor desde que não estejamos presos a ela. Podemos aceitar a perda, se soubermos que não estamos condenados a um luto contínuo. Podemos aceitar a noite porque sabemos que o dia nascerá…” Neste sentido, Naomi Remen, em seu livro As bênçãos de meu avô, refere-se à dor partindo da seguinte premissa: “a dor que não é sofrida transforma-se numa barreira entre nós e a vida. Quando não sofremos a dor, uma parte nossa fica presa ao passado”.

Esses autores trazem a aceitação da dor como uma possibilidade de evolução, de transformação. Portanto, “integrar o sofrimento à vida pode ajudar a se ter mais força para o combate”, já afirmava a filósofa francesa Chantal Thomas. No entanto, para tal, o amor próprio precisa romper esferas da intimidade (culpa, rejeição, vergonha, etc.) que muitas vezes são desconhecidas; vencer as armadilhas da vida com paciência e persistência; sempre recomeçar.

Bibliografia
Lowen Alexander. A Alegria a entrega ao corpo e à vida. Ed. Summus, 1997
Remen. N. Rachel. As Benções do meu avô. Ed Sextante. 2001

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