As diferenças psicológicas entre os gêneros (homens racionais e práticos; mulheres emocionais e detalhistas) já foram objeto de estudo de vários autores e com diferentes objetivos e, no dia a dia da relação de casais, elas ficam visíveis e de forma negativa quando passam a significar disputas pessoais.
Cada ser humano é singular em suas vivências e percepções. Suas referências pessoais constituem-se em bagagem e direcionam suas escolhas, sentimentos e decisões.
Na vida em comum, o cotidiano é permeado pelas prioridades de cada um dos parceiros que, muitas vezes, não se dá conta de que pode estar ferindo a concretização dos projetos conjuntos.
As expectativas sobre a vida a dois podem gerar mágoas, principalmente, quando elas são implícitas, ou seja, não são verbalizadas, dando origem as idealizações.
A praticidade do homem e o detalhismo da mulher podem contribuir para dificultar a comunicação, mas não são a causa dos problemas.
Por outro lado, a culpabilização (culpar o outro) não facilita visualizar as corresponsabilidades nas situações ou problemas.
Por onde então começar? Será que se consegue aceitar a alteridade? Como chegar a um consenso sobre os problemas?
A falta de respeito mútuo invibializa os relacionamentos. O respeito pela forma de ser do outro pode ser o ponto de partida. Pode não ser simples. Mas um passo é perceber que a sua forma não é a melhor, ela pode ser a melhor para você. O respeito possibilita a abertura às respectivas opiniões.
Empatizar (colocar-se no lugar do outro), tentar corrigir as suas próprias dificuldades, fazer negociações e tolerâncias são outros passos a serem realizados.
Não há união perfeita, nem receitas prontas. A construção da parceria saudável encontra-se na capacidade de se ultrapassar as dificuldades, identificando os pontos fracos e fortes do relacionamento, dando atenção àqueles que precisam ser reforçados.
Pesquisas têm demonstrado que um relacionamento infeliz pode aumentar as chances do adoecimento e encurtar a vida. Por outro lado, parcerias felizes mantêm as pessoas mais saudáveis, pois beneficia seu sistema imunológico, promovendo a longevidade.
Norma Emiliano

de que o sucesso do século XXI, isto é, o alcance da qualidade de vida será determinado pela qualidade da capacidade humana. Contudo, as transformações necessárias para a melhora da qualidade de vida, exigem um repensar do próprio homem sobre a sua insegurança e vulnerabilidade e uma responsabilidade conjunta do indivíduo e sociedade. Não existe uma fórmula sobre quais caminhos seguir, mas é a partir do cotidiano que podemos construir pontes, partindo da premissa de que fazemos parte de elos circulares.

