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Discutindo a relação

 

As diferenças psicológicas entre os gêneros (homens racionais e práticos; mulheres emocionais e detalhistas) já foram objeto de estudo de vários autores e com diferentes objetivos e, no dia a dia da relação de casais, elas ficam visíveis e de forma negativa quando passam a significar disputas pessoais.

Cada ser humano é singular em suas vivências e percepções. Suas referências pessoais constituem-se em bagagem e direcionam suas escolhas, sentimentos e decisões.

Na vida em comum, o cotidiano é permeado pelas prioridades de cada um dos parceiros que, muitas vezes, não se dá conta de que pode estar ferindo a concretização dos projetos conjuntos.
As expectativas sobre a vida a dois podem gerar mágoas, principalmente, quando elas são implícitas, ou seja, não são verbalizadas, dando origem as idealizações.

A praticidade do homem e o detalhismo da mulher podem contribuir para dificultar a comunicação, mas não são a causa dos problemas.
Por outro lado, a culpabilização (culpar o outro) não facilita visualizar as corresponsabilidades nas situações ou problemas.

Por onde então começar? Será que se consegue aceitar a alteridade? Como chegar a um consenso sobre os problemas?

A falta de respeito mútuo invibializa os relacionamentos. O respeito pela forma de ser do outro pode ser o ponto de partida. Pode não ser simples. Mas um passo é perceber que a sua forma não é a melhor, ela pode ser a melhor para você.  O respeito possibilita a abertura às respectivas opiniões.

Empatizar (colocar-se no lugar do outro), tentar corrigir as suas próprias dificuldades, fazer negociações e tolerâncias são outros passos a serem realizados.

Não há união perfeita, nem receitas prontas.  A construção da parceria saudável encontra-se na capacidade de se  ultrapassar as dificuldades, identificando os pontos fracos e  fortes do relacionamento, dando atenção àqueles que precisam ser reforçados.

Pesquisas têm demonstrado que um relacionamento infeliz pode aumentar as chances do adoecimento e encurtar a vida. Por outro lado, parcerias felizes mantêm as pessoas mais saudáveis, pois beneficia seu sistema imunológico, promovendo a longevidade.

 Norma Emiliano

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Por onde anda o meu amor?

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Google Imagem

 

No desenrolar do tempo, a imagem perfeita sofre mudanças. De quilo em quilo o conflito com a imagem do espelho. Dietas mis começam a ser percorridas. Remédios milagrosos administrados.  E entre idas e vindas a gordura incomoda e a arrasta. Muita dor! Perde-se através do espelho.

Na história humana, as influências sócio culturais permeiam o conceito de beleza. O filósofo grego Platão dizia que o belo residia no tamanho apropriado das partes, que se ajustavam de forma harmoniosa no todo, criando assim o equilíbrio, ideal personificado na rainha egípcia Helena. No século XVIII, nasce a disciplina filosófica denominada de estética e que se ocupa do belo e da arte Na segunda metade do século XIX, as explicações sobre a natureza da beleza tomaram outro rumo. Charles Darwin a definiu como um fator biológico necessário à reprodução dos animais e garantia de filhos saudáveis. Atualmente, a aparência física é ressaltada não apenas no terreno do amor e do sexo, mas em todos os relacionamentos pessoais.

 As mudanças de época trazem diferenças e, hoje, a massificação pela mídia distorce valores. Presenciamos o império da vaidade. Busca-se a excelência das formas. O corpo é massacrado pela indústria e pelo comércio.  A auto estima fica à mercê do outro. Como conseqüência o indivíduo distancia-se de si mesmo, do amor próprio.

O cuidado pessoal é fator relevante para uma vida com qualidade, mas esse precisa ter como referencial a auto-estima, o amor-próprio.  O conhecimento do verdadeiro valor, do seu próprio potencial, o autoconhecimento levam à adequada valorização das características pessoais, trazendo ao espelho o reflexo de harmonia pessoal que “(…) dá a satisfação em enxergar a beleza sobremaneira transcendente e digna de exaltação”. Junior A.

Norma Emiliano

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Integrando práticas

O descompasso entre o avanço tecnológico e o desenvolvimento humano cria um grande desafio, pois traz a idéia sistêmico de  que o sucesso do século XXI, isto é, o alcance  da  qualidade de vida será determinado pela qualidade da capacidade humana. Contudo, as transformações necessárias para a melhora da qualidade de vida, exigem  um  repensar do  próprio  homem   sobre  a   sua insegurança  e  vulnerabilidade  e  uma  responsabilidade  conjunta do  indivíduo e sociedade. Não existe uma fórmula sobre quais caminhos seguir, mas é  a  partir do  cotidiano que  podemos  construir pontes, partindo da premissa de que fazemos parte de elos circulares.

Este texto apresenta um modelo  de  trabalho  que  vem  sendo  executado pelo Serviço Social na área da saúde do trabalhador  que  tem  como  fundamento  teórico a abordagem sistêmica. Portanto, o  objetivo  é   favorecer  o entendimento de que a visão ampliada do indivíduo possibilita ao profissional de Serviço Social, mesmo através de uma intervenção breve, impelir o indivíduo a ser mais consciente de como agir em relação a si próprio, a sua saúde, tornando-se mais responsável, produtivo e motivado no seu cotidiano.

Quem levou o pensamento sistêmico para o mundo das ciências foi o biólogo Ludwig Von Bertalanffy (Nichols, 1998). Segundo ele “o sistema é uma entidade mantida pela interação de suas partes”. A aplicação desta forma de pensar trouxe várias contribuições a maneira de se compreender o mundo e o ser humano, transformando-se, hoje, como cita Peter Senge (1998), “ no antídoto para a sensação de impotência que muitas pessoas sentem na era da interdependência”.  Ao ver o todo, aprendemos a fomentar saúde”.   Desta forma,  o indivíduo deixa de ser olhado sob a ótica de um ser isolado do seu contexto natural, a família, e passa a ser entendido como parte de um sistema. Ele é resultado de suas interações, logo tudo que lhe ocorre está interligado.

Esse serviço de atendimento entende, de acordo com Henry Sigerist, que “ a saúde não é simplesmente a ausência de doença, é algo positivo, uma atitude otimista perante a vida, uma boa aceitação da responsabilidade que a vida impõe ao indivíduo”. Assim, tem como objetivo imediato: favorecer aos seus usuários (pessoas afastadas do trabalho por motivo de doença) um melhor entendimento das dificuldades pelas quais possam estar passando e ajudar-lhes a buscar alternativas pessoais para um retorno mais rápido e profícuo ao trabalho, bem como um melhor estilo de vida pessoal; como objetivo remoto: contribuir, a médio, e longo prazo, com a política de recursos humanos. Para tal utilizamos como instrumentos: entrevistas, abordagens reuniões, visitas, encaminhamentos, documentação; como metodologia: entrevista inicial, Sumário Biopsicosocial, entrevistas de acompanhamento com o trabalhador e/ou familiares, reuniões com Junta Médica e contatos com chefias e setores administrativos.

Enfim, esta prática cotidiana do atendimento à pessoa através do paradigma sistêmico nos permiti constatar a possibilidade de impulsionar uma cadeia de mudanças, pois vamos lançando a semente da corresponsabilidade dos problemas  envolvendo  os trabalhadores,  chefias  e  familiares, tendo  em  vista que  uma  vez assumida  a responsabilidade pessoal pela mudança do seu papel nos padrões de relacionamentos, podem-se romper hábitos antigos e encontrar soluções novas para os problemas. Desta forma, o indivíduo fica mais consciente de como agir em relação a si próprio e à sua saúde. Sai do lugar de vítima, acaba com a própria impotência e passa a agir. Como parte do sistema, a sua própria mudança acarreta mudança no sistema.

Por outro lado, o número de dados levantados nos atendimentos gera uma fonte de pesquisa que possibilita a elaboração de projetos na área da saúde ocupacional e para a melhoria da qualidade de vida.

Norma

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