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Efêmero

Encontro inesperado do diverso e a restante vida nanquim e aquarela sobre papel  29-3 -44-5 cm_924Imagem google

Viver é ser outro. Nem sentir é possível se hoje se sente como ontem se sentiu: sentir hoje o mesmo que ontem não é sentir – é lembrar hoje o que se sentiu ontem, ser hoje o cadáver vivo do que ontem foi a vida perdida.

Fernando pessoa

Tenha um ótimo dia de muitas descobertas sobre o viver….

Norma

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Férias

ferias

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Queridos amigos, leitores e seguidores, estarei ausente de 02/ 01/ a 21/01/2012. Momento de pausa para arejar a mente e reabastecer as energias.  Sentirei falta deste convívio, mas deixo com vocês uma linda declaração de amor através  do poema de Cora Coralina.

Poeminha Amoroso


“Este é um poema de amor
tão meigo, tão terno, tão teu…
É uma oferenda aos teus momentos
de luta e de brisa e de céu…

E eu,
quero te servir a poesia
numa concha azul do mar
ou numa cesta de flores do campo.
Talvez tu possas entender o meu amor.

Mas se isso não acontecer,
não importa.
Já está declarado e estampado
nas linhas e entrelinhas
deste pequeno poema,
o verso;

o tão famoso e inesperado verso que
te deixará pasmo, surpreso, perplexo…
eu te amo, perdoa-me, eu te amo…”

Até breve.

Norma

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Confiança

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O término do ano se aproxima  e começamos a nos planejar para  conquista de metas ainda não alcançadas e novas.  No ar circula a esperança renovada com o Natal.

Neste sentido, compartilho  um poema que encontrei e considerei próprio para este momento.

“Não lamente aquilo que passou
Nem chore o que o tempo desfez.
Repare que o vento que foi nunca voltou,
Mas um novo vento sempre sopra outra vez…
Não fique triste se ainda não conseguiu
Ser grande como tanta gente no mundo,
Pois a estrela tão pequenina que você nem viu
Também ajuda a iluminar o céu profundo…

Não lamente
Não pense que as coisas são impossíveis,
E nunca desista de todo dia sempre lutar
Pois quando o outono derruba uma flor,
A primavera coloca outra no lugar…
Não acredite que a vida é só amargura
E que as coisas nunca vão mudar.
Repare que depois de uma noite escura,
O sol volta de novo a brilhar…”

Autoria desconhecida, se souber, agradeço  se me  comunicar.


Norma

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Feliz Natal

anjinho

FELIZ  NATAL

No nascedouro, o jesus menino
Um manto de esperança
Toca os corações
O sino replica
O  povo clama
pela vida repleta
de  amor e paz

No seio da família
a ceia une de afeto
a quem o cultiva
no seu dia a dia

Vinde oh! amor
feito vida
Na forma de um menino
Estrela guia de nossa vida.

Norma

Queridos (as) amigos (as) e leitores meus desejos de um NATAL de PAZ e  FRATERNIDADE e meus agradecimentos pela oportunidade de fazer parte deste convívio virtual.

Norma

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Cada dia… Luzia

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Na vida vamos  construindo nossos alicerçes,   porto seguro dos afetos.  Costuramos momentos,  cremos no que vemos, sentimos e queremos. Assim, formamos nossa teia e contamos nossas histórias.

Hoje,  quem  nos presenteia com sua sensibilidade  é Luzia do blog amorembrulhadoemletras, trazendo – nos

Um Poema

Existe assim em mim,

Uma imagem.

Às vezes me confundo

se é a que eu tive, que eu quis ou

a que estou construindo,

também…

Só sei que ela me conforta,

traz-me paz,

reflexão

e me contempla com tanto aconchego.

É tudo o que preciso,

é tudo que eu quero ser.

FELICIDADE

ANDA

MUITO

ÍNTIMAMENTE

LIGADA À

INQUIETUDE  DE

AMAR

Luzia Costa de Medeiros

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Paixão pela palavra

A vida nos dá oportunidade de termos várias paixões.  Minha inspiração para este post veio de um programa dedicado à Manuel de Barros denominado A Paixão pela palavra.

Manoel Wenceslau Leite de Barros nasceu em Cuiabá (MT),   em 19 de dezembro de 1916. Formou-se em Advocacia, mas é poeta de profissão,  teve 25 livros publicados. Sua primeira obra, “Poemas concebidos sem pecado”, foi apresentada ao público em 1937, quando ele tinha 21 anos. Fonte

“Poesia é trabalho, em cima de harmonia, ritmo, rima. Sou prático pela palavra. Se me vem um desejo de fazer um poema e, depois de algumas linhas, me falta uma palavra, é à noite que ela me vem. Aí, acordo e anoto num caderninho. Stella, minha mulher, fi ca incomodada. Já veio a palavra, Manoel? Então dorme. Poesia é assim. O poeta é um visionário.” (…) Fala  “da importância de educar os sentidos, ler, ver arte, ouvir música, encantar-se pelas coisas”. Fonte

PAIXÃO PELA PALAVRA

“Aquele homem falava com as árvores e com as águas
ao jeito que namorasse.
Todos os dias ele arrumava as tardes para os lírios dormirem.
Usava um velho regador para molhar todas as manhãs
os rios e as árvores da beira.
A gente acreditava por alto.
Assistira certa vez um caracol vegetar-se na pedra.
mas não levou susto.
Porque estudara antes sobre fósseis lingüisticos e nesses estudos
encontrou muitas vezes caracóis vegetados em pedras.
Era muito encontrável isso naquele tempo. Até pedra criava rabo!
A natureza era inocente”.

Manoel de Barros

“O documentário, gravado no pantanal sul-mato-grossense, aborda a trajetória da vida e da obra do poeta Manoel de Barros, num exercício compartilhado entre o documentarista e o próprio poeta. Nele, um andarilho percorre os lugares onde o poeta nasceu e ainda vive. Ao longo da jornada, o andarilho tem encontros com outros personagens criados por Manoel de Barros”.Tv  Brasil em 16/06/2009

Norma

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Apenas um dia

dia cinzento

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Ontem, por aqui, em minha caminhada observei o dia e nasçe em mim este pretencioso poeminha.

Apenas um dia

No dia cinzento teima a melancolia.

Ruas vazias, mentes e corpos, indolência.

No sabor do tempo,  amargura da vida.

Num canto da rua, um pedinte

No outro lado,  buracos na calçada.

Diante de um mundo cinzento.

Crianças, flores e pássaros.

Nuvens de fumaça neste dia

Dia de nuvens carregadas.

Chuva  inundando tudo.


Enfim, a chuva se vai e a lama fica.

Mas na explosão do arco-íris

Novas telas  surgem

Anunciando novo dia.

Norma Emiliano

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Poetando

jorge

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Há muita gente eu sei que não gosta de versos,
Porque…não sei…talvez porque não queira,
Daí a asserção de críticos diversos:
Morrerá no Porvir, a poesia inteira.
Eu me esteio a mim mesmo em pontos controversos:
A ciência julgada austera e sombranceira
Pousa no fictício os pedestais enversos
Que sustêm uma bíblia eterna e verdadeira.
Vede: a Química contra as moléculas; dita a
Mecânica as leis tendo por base a inércia,
Outros mundos além a astronomia habita…
Se mesmo o positivo é sonho e controvérsia
Nem Porvir, nem ninguém, cousa alguma desliga
A Ciência que sonha e o verso que investiga.


Jorge de Lima, Poesia Completa, Vol. I

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