Viver é ser outro. Nem sentir é possível se hoje se sente como ontem se sentiu: sentir hoje o mesmo que ontem não é sentir – é lembrar hoje o que se sentiu ontem, ser hoje o cadáver vivo do que ontem foi a vida perdida.
Fernando pessoa
Tenha um ótimo dia de muitas descobertas sobre o viver….
Queridos amigos, leitores e seguidores, estarei ausente de 02/ 01/ a 21/01/2012. Momento de pausa para arejar a mente e reabastecer as energias. Sentirei falta deste convívio, mas deixo com vocês uma linda declaração de amor através do poema de Cora Coralina.
Poeminha Amoroso
“Este é um poema de amor
tão meigo, tão terno, tão teu…
É uma oferenda aos teus momentos
de luta e de brisa e de céu…
E eu,
quero te servir a poesia
numa concha azul do mar
ou numa cesta de flores do campo.
Talvez tu possas entender o meu amor.
Mas se isso não acontecer,
não importa.
Já está declarado e estampado
nas linhas e entrelinhas
deste pequeno poema,
o verso;
o tão famoso e inesperado verso que
te deixará pasmo, surpreso, perplexo…
eu te amo, perdoa-me, eu te amo…”
O término do ano se aproxima e começamos a nos planejar para conquista de metas ainda não alcançadas e novas. No ar circula a esperança renovada com o Natal.
Neste sentido, compartilho um poema que encontrei e considerei próprio para este momento.
“Não lamente aquilo que passou
Nem chore o que o tempo desfez.
Repare que o vento que foi nunca voltou,
Mas um novo vento sempre sopra outra vez…
Não fique triste se ainda não conseguiu
Ser grande como tanta gente no mundo,
Pois a estrela tão pequenina que você nem viu
Também ajuda a iluminar o céu profundo…
Não lamente
Não pense que as coisas são impossíveis,
E nunca desista de todo dia sempre lutar
Pois quando o outono derruba uma flor,
A primavera coloca outra no lugar…
Não acredite que a vida é só amargura
E que as coisas nunca vão mudar.
Repare que depois de uma noite escura,
O sol volta de novo a brilhar…”
Autoria desconhecida, se souber, agradeço se me comunicar.
No nascedouro, o jesus menino
Um manto de esperança
Toca os corações
O sino replica
O povo clama
pela vida repleta
de amor e paz
No seio da família
a ceia une de afeto
a quem o cultiva
no seu dia a dia
Vinde oh! amor
feito vida
Na forma de um menino
Estrela guia de nossa vida.
Norma
Queridos (as) amigos (as) e leitores meus desejos de um NATAL de PAZ e FRATERNIDADE e meus agradecimentos pela oportunidade de fazer parte deste convívio virtual.
Na vida vamos construindo nossos alicerçes, porto seguro dos afetos. Costuramos momentos, cremos no que vemos, sentimos e queremos. Assim, formamos nossa teia e contamos nossas histórias.
Hoje, quem nos presenteia com sua sensibilidade é Luzia do blog amorembrulhadoemletras, trazendo – nos
A vida nos dá oportunidade de termos várias paixões. Minha inspiração para este post veio de um programa dedicado à Manuel de Barros denominado A Paixão pela palavra.
Manoel Wenceslau Leite de Barros nasceu em Cuiabá (MT), em 19 de dezembro de 1916. Formou-se em Advocacia, mas é poeta de profissão, teve 25 livros publicados. Sua primeira obra, “Poemas concebidos sem pecado”, foi apresentada ao público em 1937, quando ele tinha 21 anos.Fonte
“Poesia é trabalho, em cima de harmonia, ritmo, rima. Sou prático pela palavra. Se me vem um desejo de fazer um poema e, depois de algumas linhas, me falta uma palavra, é à noite que ela me vem. Aí, acordo e anoto num caderninho. Stella, minha mulher, fi ca incomodada. Já veio a palavra, Manoel? Então dorme. Poesia é assim. O poeta é um visionário.” (…) Fala “da importância de educar os sentidos, ler, ver arte, ouvir música, encantar-se pelas coisas”. Fonte
PAIXÃO PELA PALAVRA
“Aquele homem falava com as árvores e com as águas
ao jeito que namorasse.
Todos os dias ele arrumava as tardes para os lírios dormirem.
Usava um velho regador para molhar todas as manhãs
os rios e as árvores da beira.
A gente acreditava por alto.
Assistira certa vez um caracol vegetar-se na pedra.
mas não levou susto.
Porque estudara antes sobre fósseis lingüisticos e nesses estudos
encontrou muitas vezes caracóis vegetados em pedras.
Era muito encontrável isso naquele tempo. Até pedra criava rabo!
A natureza era inocente”.
Manoel de Barros
“O documentário, gravado no pantanal sul-mato-grossense, aborda a trajetória da vida e da obra do poeta Manoel de Barros, num exercício compartilhado entre o documentarista e o próprio poeta. Nele, um andarilho percorre os lugares onde o poeta nasceu e ainda vive. Ao longo da jornada, o andarilho tem encontros com outros personagens criados por Manoel de Barros”.Tv Brasil em 16/06/2009
Há muita gente eu sei que não gosta de versos,
Porque…não sei…talvez porque não queira,
Daí a asserção de críticos diversos:
Morrerá no Porvir, a poesia inteira.
Eu me esteio a mim mesmo em pontos controversos:
A ciência julgada austera e sombranceira
Pousa no fictício os pedestais enversos
Que sustêm uma bíblia eterna e verdadeira.
Vede: a Química contra as moléculas; dita a
Mecânica as leis tendo por base a inércia,
Outros mundos além a astronomia habita…
Se mesmo o positivo é sonho e controvérsia
Nem Porvir, nem ninguém, cousa alguma desliga
A Ciência que sonha e o verso que investiga.
Olá.
Sou Norma Emiliano,Terapeuta de Família. Faço atendimentos clínicos há 17 anos.Tenho paixão pelo que faço. Minhas experiências profissionais constituem a base das minhas reflexões sobre as mudanças ocorridas na sociedade e suas repercussões nos indivíduos, nas relações interpessoais e, principalmente, no interior das famílias.
Neste blog, convido o internauta a ler, refletir e a trocar idéias sobre vários assuntos apresentados em poesia, música, experiências e textos que dizem respeito à família.