Posts Tagged pais/filhos

O nascimento do primeiro filho

 

 ”Transição-chave no ciclo de vida familiar”    McGoldrick

 

A chegada de um filho é uma história que antecede ao momento do parto. A decisão de ter um filho e a gravidez já são os primórdios da construção dos vínculos.

A primeira gravidez traz grandes incertezas, mas quando não há impedimentos (físicos ou psicológicos), normalmente, provoca muita alegria.  Ao longo dos nove meses, a futura mãe concentra intenso interesse no bebê, construindo a denominada simbiose mãe-filho.

O primeiro filho inaugura a família nuclear e a consequente reorganização dos papéis.  No cotidiano, diferentes emoções farão parte da nova família.

Nos primeiros dias do bebe, o pai, comumente, não consegue agir diretamente com a criança, porém pode apoiar a mãe, dar-lhe segurança e realizar algumas funções complementares.

É importante, neste momento, que o pai entenda sua mulher, pois daí depende o futuro da relação triangular que se estabelece com a criança.

A atenção exclusiva da mãe ao bebê pode despertar fantasias inconscientes do pai de ser excluído. Estas podem perturbar futuramente a relação do pai com filho e com a própria mulher. A vida sexual do casal não deve ser esquecida.

Nas relações entre pais e filhos e marido e mulher devem existir espaço para os sentimentos serem expressos.  As mágoas por frustração e rejeição se não forem detectadas e sanadas minam os relacionamentos. É importante o diálogo  para que venha à tona o que incomoda e  se encontre as soluções.

Por outro lado, a ajuda de parentes é importante por aliviar a carga das tarefas que inicialmente a criança exige. Para tal, há de se observar que os limites já sejam delineados para que não surjam conflitos e disputas.

Estabelecer os papéis de cada um dos componentes da família, nesta nova etapa do ciclo vital familiar, cria a possibilidade de estreitar os vínculos sem danos para a afetividade.

 Norma

Como foi sua experiência?

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Você pergunta -6

Eu respondo

 

Este post faz parte de um projeto, assim sendo dirijo-me a pessoa responsável pela pergunta, mas de forma a trazer reflexão para outras pessoas que se interessarem em ler.

Sou advogada e filha única.  Formei – me há 3 anos, porém sustendo toda minha casa. Minha mãe é depressiva e meu pai é pedreiro muito enrolado. Não ajudam com nada e tenho o propósito de estudar muito mais e não consigo sair dessa, ou juntar um dinheiro. Meus pais não se dão bem. O que faço com meus sonhos sem desamparar meus pais. Estou atada.

A  resposta a esta questão não foi contextualizada (não obtive mais dados), portanto procuro explorar a trama em que você se encontra  a partir de alguns conceitos teóricos da visão sistêmica.    

“Cuidar e ser cuidador  talvez seja a função mais constante durante toda a existência, e quando deixamos o mecanismo assumir a condução dos nossos atos, normalmente as relações se frustram“  Paulo B.Araújo.

 

Pais dão raízes e asas, no seu caso, você  está prisioneiro de uma missão familiar.

Na medida em que as pessoas nascem elas vão ocupando determinado lugar na família, recebendo expectativas que as levam a cumprir mandatos (legados), que vão influenciar marcadamente a sua vida. Lealdades invisíveis são construídas e as pessoas assumem uma rede de obrigações.

Segundo Stierlin, o legado está ligado à história vertical da família (família de origem) e a história horizontal (família nuclear). 

Família de origem, para ficar mais claro, no seu caso,  seria composta pelos pais e irmãos de seus pais; familia nuclear, composta por você e seus pais, uma vez que se encontra solteira.

O legado “é um comando que traz um comprometimento emocional maior ou menor e que pode ser exteriorizado através da função que o indivíduo ocupa na família, o nome que recebe,  o seu desempenho social, amoroso e profissional” (Groisman, 1996).
A questão surge quando a função fica maior que o indivíduo, tornando-o apenas uma função do sistema, sem o controle do indivíduo, como vc expressa em sua angústia. Ninguém vê as suas necessidades e você não consegue se priorizar.

Como filha única , você está entre sua mãe e seu pai, dois adultos que são responsáveis pelo seu relacionamento homem/mulher e pela sua própria vida. Você está abarcando responsabilidades que não são suas (inversão de papéis – filhos/pais.  Quanto mais você cuida, mais você faz a manutenção da dificuldade que eles encontram de confrontar seus problemas. As consequências são visíveis na depressão da sua mãe e na irresponsabilidade financeira do seu pai.

Cada pessoa precisa se diferenciar (auto expressão). Você está fusionando, misturada emocionalmente a massa familiar, e não consegue firmar seus próprios objetivos. Ninguém vai liberá-la a não ser que você queira e faça ações para que isto aconteça. Lembre- se ninguém é insubstituível.

Saiba que se sair desta função (cuidadora) as funções dos demais membros se alterarão e poderá  ocorrer um crescimento de cada um pelo esforço de reorganização.

Amar e ajudar aos pais não significa doar a vida para eles. Os limites entre o eu e o você são fundamentais para se construir relações saudáveis de trocas justas.

“Cuidar e ser cuidador, talvez seja a função mais constante durante toda a existência, e quando deixamos o mecanismo assumir a condução dos nossos atos, normalmente as relações se frustram” Paulo B.Araújo.

O processo de cuidar não é uma ação isolada, ele é interativo. A compreensão das conexões (ação-reação-ação) entre os membros da família possibilita a descoberta por escolhas e mudanças.

“Oh! Nogueira, fortemente enraizada em flor,
você é a folha, a flor ou o tronco?
Oh! Corpo oscilando com a música e clarão brilhante
Como podemos distinguir o dançarino da dança.” W. B Yeats
 

 

 Referências bibliograficas

Histórias Dramáticas- Groismam,M, Lobo e Cavour

Terapia de Família Stierlen e cols.

 Norma

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De pais para filhos

 

O que ensinamos aos  nossos filhos?

 

 

Este video nos apresenta comportamentos que, no dia-a-dia, são  transmitidos aos filhos. Muito mais do que as palavras, nossas atitudes  influenciam, marcam nossas crianças.

A educação começa em casa. É na convivência familiar que  se constroi  princípios morais e  virtudes, pais e filhos aprendem caminhando juntos .

 Norma emiliano

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Relacionamentos

 

Recebi de uma amiga o texto que hoje compartilho com você. Ele nos traz a importância dos modelos familiares em nossas vidas,  a importância das interações primárias para a construção da visão sobre o mundo e sobre nossa forma de nos relacionarmos. 

A torrada queimada

 

“Quando eu ainda era um menino, ocasionalmente, minha mãe gostava de fazer um lanche, tipo café da manhã, na hora do jantar. E eu me lembro especialmente de uma noite, quando ela fez um lanche desses, depois de um dia de trabalho, muito duro.

Naquela noite, minha mãe pôs um prato de ovos, linguiça e torradas bastante queimadas, defronte ao meu pai. Eu me lembro de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato. Tudo o que meu pai fez, foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe e me perguntar como tinha sido o meu dia, na escola.

Eu não me lembro do que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele lambuzando a torrada com manteiga e geléia e engolindo cada bocado.

Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando por haver queimado a torrada. E eu nunca esquecerei o que ele disse:
” – Adorei a torrada queimada…”

Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai, eu lhe perguntei se ele tinha realmente gostado da torrada queimada.
Ele me envolveu em seus braços e me disse:

” – Companheiro, sua mãe teve um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada…  Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém. A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas. E eu também não sou o melhor marido, empregado, ou cozinheiro, talvez nem o melhor pai, mesmo que tente todos os dias!”

O que tenho aprendido através dos anos é que saber aceitar as falhas alheias, escolhendo relevar as diferenças entre uns e outros, é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros.

Desde que eu e sua mãe nos unimos, aprendemos, os dois, a suprir um as falhas do outro. Eu sei cozinhar muito pouco, mas aprendi a deixar uma panela de alumínio brilhando. Ela não sabe usar a furadeira, mas após minhas reformas, ela faz tudo ficar cheiroso, de tão limpo. Eu não sei fazer uma lasanha como ela, mas ela não sabe assar uma carne como eu. Eu nunca soube fazer você dormir, mas comigo você tomava banho rápido, sem reclamar.  A soma de nós dois monta o mundo que você recebeu e que te apoia, eu e ela nos completamos. Nossa família deve aproveitar este nosso universo enquanto temos os dois presentes. Não que mais tarde, o dia que um partir, este mundo vá desmoronar, não vai. Novamente teremos que aprender e nos adaptar para fazer o melhor.

De fato, poderíamos estender esta lição para qualquer tipo de relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos, irmãos, colegas e com amigos.

Entao filho, se esforce para ser sempre tolerante, principalmente com quem dedica o precioso tempo da vida, à você e ao próximo.

‘As pessoas sempre se esquecerão do que você lhes fez, ou do que lhes disse. Mas nunca esquecerão o modo pelo qual você as fez se sentir.’   “ Desconheço o autor

 

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Adolescência, uma visão

Quando nos referimos à fase da adolescência, detemo-nos no comportamento popularmente denominado  “aborrecente” dos jovens que, nesta etapa, tudo questionam, irritam-se quando suas idéias não prevalecem e acabam “aborrecendo” àqueles com quem convivem. Se ampliarmos nossa visão, poderemos considerar a adolescência como parte de um complexo processo de transformação que a família atravessa ao longo do seu desenvolvimento. 

Os filhos crescem,  começam a ter contato com outros grupos e aos poucos vão percebendo as diferenças de regras nas famílias de seus amigos; por outro lado há  uma cultura própria dessa fase, que  se percebe no  vocabulário, roupas, valores, etc… Eles passam a contestar as normas e padrões familiares. Ao mesmo tempo, os pais ao se relacionarem  com seus adolescentes estão retomando a sua própria adolescência e, algumas vezes, ficam confusos e assustados, pois os conflitos não resolvidos por eles vêm à tona influenciando suas  ações e reações. Associadas as essas pressões há, também, as necessidades internas de outros membros da família que estão  atravessando outro estágio em seu ciclo de vida: a maioria dos pais aproximam-se da meia idade, momento em que podem ser levados a avaliar suas satisfações pessoais, o casamento e carreira; os avós enfrentam a aposentadoria, doenças e mortes. Portanto, é um período no qual as  pessoas defrontam-se com grandes desafios e que vai exigir mudanças e reorganização de papéis na família, envolvendo, no  mínimo três gerações.

A maioria das famílias, depois de certa indecisão,  tem capacidade de ultrapassar essa etapa reorganizando-se, mudando normas e limites; algumas são incapazes de se adaptarem às mudanças e não conseguem ter flexibilidade e dar espaço para os  adolescentes crescerem. Há a paralisação, que eventualmente se expressa no  comportamento sintomático do adolescente      (depressão, abuso de drogas, doenças psicossomáticas, etc…). O sintoma denuncia a disfunção familiar. Neste momento a família necessita procurar ajuda profissional para poder encontrar alternativas para lidar com as circunstâncias novas e assim, seguir em frente, liberando o adolescente para continuar seu processo de crescimento e amadurecimento.

 

Compartilhe: Como vc se identifica na sua adolescência

 

Norma

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Meu filho vai casar

 

Por isso DEIXA o homem pai e mãe…” (Gn 2:24a).

A relação dos filhos com os pais atravessa diversas etapas do ciclo de vida familiar. Nessas passagens, os diversos membros, mesmo sem muita consciência, reorganizam-se emocionalmente e em ações. A etapa da saída dos filhos, por casamento, mobiliza sentimentos entre os diversos membros, principalmente, entre os pais e os filhos. Esses sentimentos são ambíguos, alegria e tristeza envolvem os corações. A perda se faz presente, todavia, cada família tem suas especificidades e este momento é vivenciado de forma única por todos os envolvidos. Assim sendo, as facilidades e dificuldades do estabelecimento das fronteiras do casal entre si e com suas respectivas famílias estão estritamente ligadas às suas histórias familiares.

Na atualidade, o ritual do casamento, cerimônia e comemoração, é um investimento de grande escala, principalmente, nos centros urbanos; investimento financeiro e de tempo. Normalmente, um ano é o prazo que o casal leva planejando e contactando com as diversas empresas que se dedicam a cada item do evento (salão de festa, convite, cerimonial, buffet, ornamentação, doces etc). Hoje, não há regras fixas a seguir, as famílias podem colaborar em um comum acordo. Mas cabe frisar a importância de que o primeiro projeto do casal seja da sua responsabilidade. Esta primeira trajetória já expressa a forma como cada um dos parceiros lida com sua própria família.

O casamento é a união de duas identidades distintas, mas essas trazem uma bagagem inerente às suas famílias de origem e, portanto, esse evento marca o encontro de duas famílias. No casal, as influências são recíprocas e para o estabelecimento de uma relação sadia é necessário o sentimento de pertencimento.

O casamento é o símbolo da mudança no status de todos os membros familiares. O casal necessita construir seu próprio espaço para preservar a unidade; isso significa misturar suas culturas no projeto de vida conjugal. Os pais precisam estar atentos de que a sua contribuição nessa construção é imprescindível e, portanto, precisa facilitar as mudanças necessárias na relação pais-filhos. A convivência que era diária precisa ser cortada para facilitar o investimento do casal em sua nova fase, construção da parceria. A privacidade é imprescindível. A dependência dos pais precisa ser rompida nos aspectos emocional, geográfico e financeiro.

A privacidade impõe limites. Os pais precisam estar conscientes da nova realidade para que não surjam as competições entre as famílias e conflitos de lealdade. A moradia ajuda na construção desses limites, ou seja, não dividir espaço com as famílias de origem. Por outro lado, o casal necessita ficar responsável por suas despesas. Pais superprotetores bancam as despesas. O casal precisa ter condições financeiras para se autossustentar.

A percepção da dinâmica familiar amplia as possibilidades do entendimento de que o outro faz parte do nosso processo evolutivo inter relacional e a saída dos filhos para casar é um momento crucial de resignificação do sentido de vida.

Norma Emiliano

 

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Paternidade

 

Como homem tem se adaptado as novas demandas referentes ao ser pai?

 Vivemos numa sociedade complexa, caracterizada pela diversidade quanto as suas formas de relações. Há uma pluralidade de configurações familiares ( divorciadas, uniparentais, recasadas, adotivas, uniões homossexuais, produções independentes, entre outras) e transformações dos papeis de homens e mulheres.

Na atualidade, ainda, coexistem elementos que mantêm uma estrutura mais tradicional, tendo o homem como o principal provedor e a mulher como a principal responsável pelos cuidados com a casa e os filhos, e outros que solicitam maior inclusão e participação do homem na vida privada e familiar. Neste sentido, o movimento feminista foi determinante nestas mudanças, pois de acordo com recentes estatísticas, hoje, as mulheres já constituem mais de 45% da população econômica ativa do país. Com isto, surgem novas demandas do papel masculino.

 O novo padrão do homem, mais participante na vida afetiva e familiar, dividindo tarefas com a mulher, surge como uma das transformações significativas nas relações parentais atuais.

 A forma de pensar e agir do ser humano liga-se a uma estrutura socio-histórica e cultural de cada sociedade e, portanto, permeia a vida das pessoas e, consequentemente, sobre o agir e pensar sobre a paternidade.

 O processo transgeracional familiar se expressa na concepção de mundo de cada sujeito, ficando a liberdade de escolha atrelada às relações familiares que são marcadas por crenças, valores, mitos, normas visíveis e invisíveis. Daí surgem as dificuldade de se romper com os papéis instituídos socialmente e historicamente, gerando ansiedade e angústia.

É fato que coexistem o mito do amor incondicional materno e, por outro lado, a concepção de que a mulher é instintiva e naturalmente mais preparada para cuidar dos filhos, sendo o cuidado masculino dispensável o que acarreta a desresponsabilização paterna em relação aos cuidados com o filho.

 Tudo é muito contraditório, pois a educação dos meninos não sofreu significativas mudanças, virilidade e força são estimuladas. Inclusive, os modelos legais fazem a manutenção do modelo tradicional de parentalidade, dando primazia à mulher no cuidado e proteção dos filhos. De outra maneira, frequentemente, os homens ainda se sentem menos capacitados que as mulheres para cuidarem sozinho dos filhos.

 Enfim é um momento de construção, é necessário que se tenha consciência das inter-relações e interdependências que envolvem este processo, e que as mulheres abram espaço para a forma mais íntima e humanizada de ser pai.

 

 

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Quem educa nossos filhos?

 

As mudanças ocorridas no cotidiano das famílias, decorrentes do crescente  investimento das mulheres ao trabalho, têm se caracterizado em condições mais igualitárias entre os homens e as mulheres. No entanto, para mulher/mãe trabalhar fora de casa exige alternativas em relação ao  cuidado infantil.  Essas variam de caso para caso e, inclusive, da condição econômica da família e da disponibilidade de substitutos para a mãe ou da rede de parentesco.

Por outro lado, as separações conjugais e os recasamentos fragmentam e  fragilizam os laços familiares, o que traz como conseqüência a movimentação das crianças entre os vários lares compostos por pessoas com diferentes valores e atitudes. Somam – se a esses fatores a forte e constante influência dos eletrônicos, principalmente computadores e TV, que se constituem em entretenimento e substitutos da sociabilidade real entre pais e filhos, parentes amigos e  vizinhança.

As escolas, por sua vez, deparam-se com uma diversificação muito grande de valores e padrões de comportamento que tornam cada vez mais difícil traçar um perfil da normalidade dos comportamentos infantis, bem como delimitar o seu papel.

Enfim, todos estes fatores contextualizam, num sentido genérico, a educação compreendida como resultado da intervenção da família e da escola.
Como então pensarmos nos filhos desrespeitosos e alunos indisciplinados?

Neste sentido, cabe ressaltar que a mídia, a família, a escola possuem  objetos e objetivos diferenciados.

O trabalho familiar consiste em ordenar a conduta da criança, através da moralização de suas atitudes e hábitos.

O trabalho da escola é propiciar o conhecimento sistematizado e ordenar o pensamento do aluno através da repropriação do legado cultural. Enquanto, a mídia tem como função a difusão da informação.

Portanto, partindo-se do pressuposto da corresponsabilidade das situações, talvez possa se considerar o desrespeito e a indisciplina da criança ou adolescente  como uma resposta ao que lhe é oferecido. Enfim, um sinal de alerta sobre  as relações seja do  professor com seu campo de trabalho e dos pais com seu campo familiar (  papel e  funções). Por conseguinte, as posturas diante da vida constituem a principal fonte de transmissão de educação. 

 Norma

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