REEDIÇÃO
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Ontem, hoje e amanhã constituem uma trajetória.
Quantas vezes ouvimos pessoas desesperançadas e infelizes por se depararem freqüentemente com situações repetitivas em suas vidas e, com certa constância, culpando a terceiros pelo que lhes acontece. Quando o ser humano se indaga quais são as suas atitudes que podem estar favorecendo a uma seqüência de acontecimentos desagradáveis?
O homem ao nascer entra numa história construída por seus antepassados e recebe uma bagagem composta de valores, expectativas, comportamentos. Assim, no decorrer do seu desenvolvimento no contexto familiar aprende a se relacionar através das interações constantes com os diversos membros. Este aprendizado se converte em marcas que se levam para todas as diversas áreas: amizade, profissional, amor, entre outras.
Essas marcas trazidas da família não são percebidas e as pessoas vão lidando em seus diversos relacionamentos repetindo os padrões relacionais originais, atraindo para si sempre os mesmos resultados, muitos deles insatisfatórios. Por outro lado, os passos normais da vida na família (infância, adolescência, vida adulta) somados às dificuldades ocasionais como: desemprego, acidentes, morte, podem ocasionar o surgimento de problemas, na medida em que vão exigir mudanças nas relações e nos hábitos.
Quando surge uma crise a família paralisa e o sintoma em um dos membros (distúrbio de aprendizagem, distúrbio alimentar, depressão, agressividade, drogadição ) pode denunciar a disfunção familiar. Este é um momento que significa risco, mas ao mesmo tempo a possibilidade de crescimento e mudanças. Neste sentido a Terapia de Família, através da intervenção junto ao indivíduo, casal e/ou família analisa os padrões de interações familiares, identifica o problema, como ele está sendo mantido e como poderá ser alterado, possibilitando que cada pessoa se torne mais centrada e menos repetidora dos seus padrões relacionais. Conhecer a si mesmo possibilita lidar melhor com as pessoas e os obstáculos do viver.
Podemos criar nossa própria história e não sermos apenas mero repetidores dos scripts familiares.
Norma
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