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Um conto

 

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                                                                                          Imagem Web

 

“Era uma vez uma pequena(o) princesa(príncipe) que morava no interior de uma rosa. A rosa estava num país onde nunca chovia. Lá de dentro, ela(e) ouvia os ruídos que havia na vida. E assustava-se com o que ouvia, imaginando um punhado de coisas terríveis! Eram vozes de crianças, de pessoas passando por perto, de máquinas trabalhando e de animais.

Uma noite, ao dormir, teve um belíssimo sonho, no qual pessoas amigas e animais dóceis e elementos da Natureza surgiam para conversar com ela(ele) e lhe contar segredos muito importantes para a sua felicidade. No sonho, ela(ele) ouviu atento a tudo o que lhe foi apresentado e, mesmo sem compreender tudo aquilo, sabia que ali estavam informações preciosas, que iriam mudar para melhor a sua vida.

Na manhã seguinte, ao despertar, percebeu que havia caído uma leve chuvinha durante a noite e que a rosa estava começando a se abrir. Assustada(o), ela(ele) nem queria pensar em ver o que havia lá fora. Mas, aconteceu o contrário: todos ficaram muito admirados com a rosa aberta e vieram dar-lhe as boas-vindas – as crianças pararam de brincar, as pessoas arregalaram os olhos, surpresas, o som das máquinas cessou e os animais aproximaram-se. Percebendo-se tão querida, a(o) princesa(príncipe) também ficou muito admirada(o) e começou a conhecer e conversar com todos.

Naquele noite, quando a rosa fechou-se para que ela(ele) pudesse dormir, todos os sons externos já eram conhecidos e não causavam mais susto. A partir daquele dia, os sonhos da princesa(príncipe) trouxeram profundas revelações muito importantes para a sua felicidade. E a cada vez que a rosa se abria, a vida lá fora estava pronta para receber o sorriso da(o) princesa(príncipe) e a sua confiança na vida e no futuro.” Fonte

 

Para você, qual a mensagem que fica deste conto?

Norma

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O compartilhar

A felicidade solitária é dolorosa

Quando Zaratustra tinha 30 anos de idade deixou a sua casa e o lago de sua casa e subiu para as montanhas. Ali ele gozou do seu espírito e da sua solidão, e por dez anos não se cansou. Mas, por fim, uma mudança veio ao seu coração e, numa manhã, levantou-se de madrugada, colocou-se diante do sol, e assim lhe falou: Tu, grande estrela, que seria de tua felicidade se não houvesse aqueles para quem brilhas? Por dez anos tu vieste à minha caverna: tu te terias cansado de tua luz e de tua jornada, se eu, minha águia e minha serpente não estivéssemos à tua espera. Mas a cada manhã te esperávamos e tomávamos de ti o teu transbordamento, e te bendizíamos por isso.
Eis que estou cansado na minha sabedoria, como unia abelha que ajuntou muito mel; tenho necessidade de mãos estendidas que a recebam. Mas, para isso, eu tenho de descer às profundezas, como tu o fazes na noite e mergulhas no mar… Como tu, eu também devo descer…
Abençoa, pois, a taça que deseja esvaziar-se de novo.
Fonte

Considero que é na trocas pessoais que  expandimos o nosso SER.

Como você se coloca diante desta afirmação?

Norma

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Ressonância

A vida pode ser pensada como se fosse um rio. Quando nos permitimos, quando nos aquietamos,  podemos perceber a mudança no que é permamente e o eterno retorno.

Leia a história abaixo e mergulhe e, se possível, compartilhe aqui o que ela lhe inspira a nos contar.

 

A  Fonte

 

Um jovem sentou-se à margem de um rio e pôs se a observar-lhe os torvelinhos e ondas. Sentindo-o penetrar suavemente em seu espírito, perguntou: “De onde virá este rio? E se foi em busca da fonte.
Segui o rio até encontrar um braço mais longo que o resto. Mas, antes de poder comemorar a descoberta, começou a chover e surgiram regatos por toda a parte. Procurou aqui, ali, até deparar-se com um braço que parecia mais longo que os outros. Já se felicitava quando avistou um pássaro pousado numa árvore, com o bico e a cauda a escorrer água. Estancou, voltou-se e olhou fixamente – o bico da ave estava um pouco acima da cauda. Então, o jóvem apressou-se a voltar para contar a descoberta final.

Já em casa, as pessoas pediam-lhe para repetir a história de sua jornada e descoberta. Toda vez que a contava, eles se espantavam e admiravam a façanha. Com o tempo, a narrativa da aventura deixou-o tão fascinado que nunca mais voltou ao rio.

Um velho que o amava percebeu o perigo e correu em seu auxílio. Com voz clara e afetuosa, disse: “Eu gostaria de saber de onde vem a chuva”.

E o jóvem, em desespero: “Onde acharei uma escada para subir ao céu e contar tantas gotas de chuva? Como acompanharei as núvens?”" Afastou-se e, para esconder sua vergonha, mergulhou no rio e deixou que a corrente o arrastasse.

O velho pensou: ” Aí está uma boa resposta, meu filho. Nade e sinta a corrente, deixe que o rio o leve . Ele quer voltar para casa, fluir para sua fonte.”

 Hunter Beaumont in A Simetria Oculta do Amor de Bert Hellinger

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Conquista

 

Em seu livro A Águia e a Galinha, Leonardo Boff  apresenta histórias utilizando-se das energias presentes na águia e na galinha.  O autor assinala que, nós humanos, temos duas dimensões:  da galinha, o mundo concreto e todas as suas limitações e  o da águia,  nossos sonhos, nossa vontade de ser outra coisa e de sempre crescer.  Com estas simbologias  deseja suscitar reflexões e possibilitar o desejo da busca da identidade pessoal.

 

Assim,  transcrevo abaixo um trecho deste livro que fala da conquista dos pares.

 

“Você sabe como as águias se enamoram?

 

O casal de águias entretém uma relação de fidelidade por toda a vida. Juntos caçam, juntos montam o ninho, juntos incubam os ovos e juntos buscam alimento para os filhotes. Como entre os humanos, o casal de águias não copula apenas para multiplicar a espécie ou em certos períodos do ano por ocasião do cio. Surpreendentemente, copula com frequência. Na fase de enamoramento, até oito vezes ao dia. Depois de acasalados, se amam em qualquer época do ano, como expressão de companherismo amoroso.

O enamoramento tem símbolos de grande força. O macho, voando mais alto, se precipita como uma flecha por sobre a fêmea que voa muito metros abaixo. Ao aproximarem-se, a águia-fêmea se volta sobre o dorso. Fica de peito para cima, expandindo as asas e estendendo as garras na direção da águia-macho. E dá-se então o festival do encontro. A águia-macho, vindo como uma flecha, de súbito paira no ar. Abre as asas e  entrelaça suas garras como as garras da águia-fêmea. Assim ficam, ora voando à maneira de bicicleta, ora para frente, ora para os lados, ora deixando-se cair, embevecidos pela paixão, até quase tocarem o solo. Só então se separam e voam em forma de guirlanda, ascendendo para um novo abraço de garras e de volutas no espaço.
Conquistada a noiva, a águia-macho ganha como troféu o seu território demarcado. E lá vive o casal voando e caçando por muitos e muitos anos, felizes até que a morte os separe”.

Leonardo Boff – A águia e a galinha (uma metáfora da condição humana).

 

Para você, qual a moral desta história ?

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Dependência emocional

1am

Imagem Google

O desejo de ser cuidado  inconscientemente por alguém pode acarretar várias formas de dependência psíquica.  Ser dependente é se considerar incapaz   de cuidar de si mesmo.

“O dia só tem significado quando pelo menos ouço a sua voz “. “Não consigo sair de casa sem que ele me acompanhe”.  “Não há distração se não a tenho a meu lado.” Minha vida acabou desde  sua viagem”. Esses relatos constituem algumas da expressões de pessoas dependentes emocionalmente.

Essa condição resulta da necessidade  constante da  presença, da atenção, da validação e do afeto do outro.  A sensação de segurança ou equilíbrio para suportar  tensões e dificuldades é encontrada a partir da outra pessoa.  Desta forma,  alimenta-se a intenção de renunciar a si próprio; transfere-se o encargo de bem-estar mental, físico e emocional para o outro e acaba-se tornando totalmente irresponsável.

Normalmente, a relação que se estabelece evolui para uma relação doentia.  Essa necessidade  pode ser comparada a dependência na drogadição.

Assim sendo, são considerados indícios:

- Necessidade afetiva excessiva pelo outro, pela presença, atenção, carinho,    cuidado, aprovação, suporte, proteção, etc.
- Ciúme ao extremo; relação exclusiva e parasitária reduzindo as relações sociais ou tornando-as  desinteressantes;
-  Possessividade;
- Considerar  as outras pessoas como ameaças ao relacionamento com a pessoa em questão.
- Adoção de manipulação:  “Eu não sei o que faria sem você.”
- Falta de espontaneidade na troca de afectos – “Só dou se receber em troca”.
- Não fazer  planos a curto, médio e longo prazo sem envolver a outra pessoa.

Para ajudar a refletir:

O  Urso Faminto

Uma lenda indígena americana conta que, certa vez, em plena época de escassez “ um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento.
A época era de escassez, porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de caçadores.
Ao chegar lá, o urso, percebendo que o acampamento estava vazio, foi até a fogueira, ardendo em brasas, e dela tirou um panelão de comida.
Quando a tina já estava fora da fogueira, o urso a abraçou com toda sua força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando tudo. Enquanto abraçava a panela, começou a perceber algo lhe atingindo. Na verdade, era o calor da tina… Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava.
O urso nunca havia experimentado aquela sensação e, então, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida. Começou a urrar muito alto. E, quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo.
Quanto mais a tina quente lhe queimava, mais ele apertava contra o seu Corpo e mais alto ainda rugia. Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma árvore próxima à fogueira, segurando a tina de comida.
O urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e, seu Imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo.
Quando terminei de ouvir esta história, percebi que, em nossa vida, por muitas vezes, abraçamos certas coisas que julgamos ser importantes.
Algumas delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro, e mesmo assim, ainda as julgamos importantes. Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa situação de sofrimento, de desespero. (Fonte)

Norma

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