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Perdas

 

O  EU   ‘individual’ é aquilo que precisa ser desnovelado, descoberto e conquistado junto ao outro.” Milan Kundera

 

Com a intenção de atender a preferência dos amigos e leitores,  fiz uma enquente sobre temas para a realização das Séries, obtendo  o seguinte resultado: Das cinquenta e cinco pessoas que participaram, 10,12% escolheram,  Primeiro amor;  27,27%,  Adolescência e  61,82%,  Perdas.

Desta forma, convido a todos, que se interessarem no tema Perdas,   a participar no estilo que desejar (crônica, conto, poesia, relatos) de preferência da sua autoria. O objetivo consiste em que a temática proporcione  uma interação grupal através das reflexões e identificações mencionadas através dos comentários.

A inscrição será  feita nos comentários deste post e os textos serão agendados, por ordem de chegada, e postados às quartas feiras.

Portanto, se houver adesão teremos um encontro marcado às quartas.

Para mim é uma alegria ter aqui fixadas as suas marcas. O texto e imagem  são  escolhas sua.

 Participe!

Norma 

 

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Será verdade?

 

Reedição 

  sindorme-computador

 Imagem Internet

 

 Queridos leitores e amigos, recebi um e-mail com o seguinte titulo:

 

 VOCÊ SABE QUE  ESTÁ FICANDO LOUCO NO  SÉCULO XXI QUANDO:

  

  1.  Você envia e-mail ou MSN para conversar com a pessoa que trabalha na  mesa ao lado da sua;

2. Você usa o celular  na garagem de casa para pedir a alguém que o ajude a desembarcar as  compras;

3. Esquecendo seu celular em  casa (coisa que você não tinha há 10 anos), você fica apavorado e  volta para buscá-lo;

4. Você levanta  pela manhã e quase que liga o computador antes de tomar o  café;

5. Você conhece o significado de naum,  tbm, qdo, xau, msm, dps, Cc, Cco,…;

6.  Você não sabe o preço de um envelope comum; 

7. A maioria das piadas que você conhece,  você recebeu por e-mail (e ainda por cima ri sozinho…); 

8. Você fala o nome da firma onde trabalha  quando atende ao telefone em sua própria casa (ou até mesmo o  celular !!);

Você digita o ‘0′ para  telefonar de sua casa;

10. Você vai ao  trabalho quando o dia ainda está clareando e volta para casa quando  já escureceu de novo;

11. Quando seu  computador pára de funcionar, parece que foi seu coração que  parou;

11. Você está lendo esta lista e está  concordando com a cabeça e sorrindo;

12.  Você está concordando tão interessado na leitura que nem reparou que  a lista não tem o número 9;

13. Você  retornou à lista para verificar se é verdade que falta o número  9 e nem viu que tem dois números 11;

14. E agora você está rindo consigo mesmo

15.  Você já está pensando para quem você vai enviar esta mensagem; 

16. Provavelmente agora você vai clicar no  botão ”Encaminhar”… É a vida…fazer o quê… foi o  que eu fiz  também…

 

ISTO  O  (A)  PREOCUPA??????

Norma

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Você pergunta- Atualizada

 

Eu respondo

 

Atualizado em 27/-03

Este projeto continuará sendo realizado, mas as repostas às perguntas não serão necessáriamente todas  às quartas, como inicialmente.

As respostas ocorrerão de acordo com agendamentos e repassada a data para pessoa que inscreveu uma pergunta.

É importante que leia as coodernadas abaixo.

 

Querido  amigos e/ou visitante, com interesse de ampliar minha esfera de interação profissional aqui  neste espaço,  tenho uma nova proposta  que dependerá do seu interesse para ser colocada em prática. Poderemos trocar sobre algumas dificuldades relacionais que são comum no cotidiano, como por exemplo: permito que o namorado de minha filha durma no mesmo quarto que ela,  em minha casa?   Anônima para o publico.

É do seu conhecimento que sou especialista em terapia de família e, portanto, adquiri determinados conhecimentos na área relacional. Assim sendo, proponho que deixe sua pergunta e,  se ela estiver de acordo com a proposta,  às quartas (por órdem de chegada)  dedicarei um post para cada resposta . Avisarei por e-mail o dia da sua resposta.

Cabe esclarecer que,  caso eu necessite de maiores informações para responder,  entrarei em contato por e-mail (que ficará oculto).

“Não existe nada mais fatal para o pensamento que o ensino das respostas. Para isso existem as escolas: não para ensinar as respostas, mas para ensinar as perguntas. As repostas nos permitem andar sobre terra firme.

Mas somente as perguntas nos permitem entrar pelo mar desconhecido”.

Rubens Alves

FAÇA  A  SUA PERGUNTA NOS COMENTÁRIOS .

SUA IDENTIDADE NÃO SERÁ REVELADA.

Nesta proposta,  caminharemos em questões que,  certamente ,   favorecerão  a partilha mútua potencializando  a aprendizagem .

Norma

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Terapia: perguntas e respostas

 

Hoje resolvi dedicar este post às questões que me foram solicitadas.

Algumas pessoas perguntam qual a diferença do modelo da terapia de família para as demais práticas de psicoterapia?   Quando ela se faz mais necessária? Quais são os fatores que indicam as relações adoecidas?  Quem faz terapia de casal se separa ou fica junto?   O que é necessário para se tornar um Terapeuta de família?

 

A terapia de família enfatiza a importância do contexto para a compreensão dos problemas do ser humano e entende que os indivíduos organizam seus comportamentos dentro de uma trama de relações.

O modelo tradicional de práticas psicoterapeuticas centra – se na idéia de que a doença mental  se manifesta pela força dos conflitos internos ou intra-psiquícos, tendo sua origem no próprio indivíduo.

Na visão da Terapia Familiar  o “doente” ou a pessoa que apresenta problemas, é apenas um representante circunstancial de alguma disfunção no sistema familiar, ou seja,  é a expressão de padrões inadequados de interações familiares. Assim sendo,  a   família  é definida pelos seus padrões de interação, em detrimento de se apontar somente os dificuldades de ordem intra-psíquica individuais.

A Terapia de família possibilita que todos os membros da família sejam participantes de uma  (re)construção  dos significados que envolvem o problema.
 
A terapia de família e/ou casal  tem indicação precisa para:

·        problemas com várias pessoas da mesma família

.        problemas evidentes de relacionamento entre  o casal

·        problemas evidentes de relacionamentos entre pais

·        violência,
         
 .        luto patológico
 
 .        alcoolismo,
           
 .        distúrbio psíquico,
 
 .        drogadição, entre outros

Em toda família há tendências para saúde e para doença, o que faz a diferença  é como a família enfrenta as situações de crise, de como se dá a afetividade e a comunicação entre seus componentes.

A terapia de casal não une nem separa, ela favorece  que o casal identifique os problemas, compreenda o que os motivou, averigue a forma como reagem as dificuldades. Propicia que os membros do casal vejam a si mesmos, ao outro e a relação de forma mais aprofundada e  os auxilia numa tomada de decisão que favoreça um melhor bem estar para ambos.

Enfim, para ser especialista em Terapia de familia é necessário ter uma graduação, gostar de lidar com o ser humano e sua complexidade, fazer uma pós graduação em Terapia de Família ( 2 anos),  fazer  vários cursos adicionais, buscar contínuo autoconhecimento,   ler clássicos como Murray Bowen, Minuchin entre outros e obter experiência supervisionada.

 

Se houver mais dúvidas, traga a sua questão…..

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Blogagem Coletiva – Sentimento

 
Estima – Amor próprio

 natal6

 

“Não sou você
Ou ele
Ou ela
Eu sou Eu

 

Não sou baixa
Ou alta
Ou grande
Ou pequena
Eu sou Eu

 

Não sou boa
Ou má
Ou alegre
Ou triste
Eu sou Eu

 

Oh, deixe-me ser Eu!

 

Não está vendo?
Não consegue entender?
Antes de qualquer coisa
 Eu sou Eu.”   

                                                           Zerka Moreno ( O Direito de ser eu)

 

  

Ao meu amor

 

O amor próprio é a seta que nos lança ao amor do outro.

 

Como me vejo, como sou visto?  Na trajetória do ser humano as respostas a essas perguntas constroem a auto estima que se inicia na infância e se reforça na adolescência.

Auto estima e amor próprio caminham juntos. Na  infância, na interação com os pais ou responsávéis, que se inica a  construção  do olhar sobre si mesmo.

Ao fazermos parte dessa vida, sentimos o amor  daqueles  que nos acalentam, cuidam e alimentam. Cada gesto, cada movimento nos coloca diante do amor e é esse amor que nos norteia. Quem não recebe amor tem dificuldade de amar, pois não se acha digno de ser amado e, portanto,  não ama a si próprio. Por outro lado, o excesso de auto estima (narcisismo) pode levar a autodestruição, pois nos aprisiona ao nosso próprio casulo.

A forma como cada um se vê, interfere na maneira de viver e conviver. É na dança relacional que aprendemos que o amor do outro pode ser do tamanho do nosso, na medida em que aceitamos e recebemos sua manifestação de amor.

A auto estima é a  nossa melhor aliada do sucesso na vida pessoal e profissional.

Fique atento:

“Se um dia alguém fizer com que se quebre a visão bonita que você tem de si, com muita paciência e amor reconstrua-a.  Assim como o artesão recupera a sua peça mais valiosa que caiu no chão, sem duvidar de que aquela é a tarefa mais importante, você é a sua criação mais valiosa.

Não olhe para trás. Não olhe para os lados. Olhe somente para dentro, para bem dentro de você e faça dali o seu lugar de descanso, conforto e recomposição. Crie este universo agradável para si e seja feliz.”  (Brahma Kumaris).

Este texto é a minha participação na Blogagem Coletiva  Emoções e Sentimentos com o tema  Auto estima – Amor  próprio sob a organização de Glorinha do blog Café com bolo.

 

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Notícias sobre o IX Congresso de Terapia de Família

 

Retorno feliz  ao meu convívio,  neste espaço, com vocês,  e compartilho um pouco da  experiência que vivencie no período em que encontrei-me ausente.

 

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A realização do IX Congresso de Terapia de Familia foi em Búzios/ RJ. Em eventos como este,  temos a oportunidade de nos reunirmos para aprender, saber das novidades e repassar nossas experiências na área.

A temática  – Tempo >> Limite >> Sexualidade, mobilizou um bom número de profissionais de várias regiões do Brasil e contou com a participação  de palestrantes latinos americanos Jan Bout (Holanda), Luigi Boscolo (Itália) e Carmine Saccu  (Itália) que ministraram cursos. Assim,  o programa foi composto por plenárias, sub-plenárias, mesas redondas, cursos, temas livres, Workshops, Diálogos interativos,  filmes e sessões de pôsters, bem como atividades socio-culturais. Além disso, houve lançamento de livros.

Num clima de organização, entusiasmo e integração, tivemos a possibilidade de trocas fundamentais para nossa vida pessoal e profissional.

Em minha apresentação – Quando o amor maltrara –  a proposta foi fazer um paralelo entre a parceria conjugal  e a parceria da cooterapia com objetivo de assinalar a importância da utilização do self do terapeuta como agente de mudança.

Este trabalho é o resultado das reflexões que realizamos, eu e minha colega de trabalho,  no decorrer dos 17 anos de atendimento de casais e família em cooterapia.  Portanto, nossa apresentação tem:

- como embasamento a teoria sistêmica e, assim, vemo-nos no processo de interação continua entre nós, nos atendimentos em cooterapia, nossas famílias de origens e nossos clientes.

- como premissa que aprendemos a amar e ser amado em nossas interações primárias e que a escolha do parceiro trás em sua essência a possibilidade do confronto dos conflitos de cada um dos envolvidos e consequentemente trará ressonâncias na parceria dos terapeutas

- como ponto de reflexão os encontros entre terapeutas e paciente (casais) e as formas de amar.

Enfim, foram cinco dias de intensidade de  estudo,  reflexão  e  troca que  nos enriquecem e nos  estimulam na busca de melhor forma de estarmos em família, pensarmos e atuarmos  com as famílias.

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Norma Emiliano

 

 

 

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Cantigas de ninar

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Por um lado, a infância é um outro mundo, do qual nos produzimos uma imagem mítica. Por outro, não há outro mundo. A interação é o terreno em que a criança se desenvolve.” Kuhlmann Jr. (1998)

 

“Carneirinho, carneirão-neirão-neirão,
Olhai pro céu, olhai pro chão, pro chão:
Manda o Rei, Nosso Senhor, Senhor, Senhor
Para todos se ajoelhar.”

 

 Quem não se recorda de um trecho das músicas infantis que os pais cantavam para embalar os sonhos das crianças?

Em minhas recordações, a figura do meu pai se faz presente. Era ele, e não minha mãe, que cuidava carinhosamente de me acalmar para dormir.

A cadeira de palha trançada e a sonoridade de sua voz compõem o traçado da minha meninice.

Essas canções foram e são muito significativas para mim. Associar a figura paterna a esta doce lembrança constrói minha identidade e afasta o determinismo biológico na constituição de sujeitos femininos e masculinos.   Encontrei na figura masculina paterna o cuidado e carinho, na época mais esperado pelo lado feminino. A idéia da falta de paciência dos homens para mim converteu-se em mito.

Os costumes mudaram e, hoje, não existe tanta rigidez nos papéis e funções entre homens e mulheres e ambos, em muitas situações, dividem-se nas tarefas familiares, contribuindo com o desenvolvimento sadio e pleno das crianças.

Enfim, as cantigas de ninar, são gestos de cuidado e afeto, são elementos de integração e socialização (cultura).

Pense nisto!

 

  Kuhlmann M. Jr. – Infância e educação infantil, uma abordagem histórica, Porto Alegre, 1988.

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O amor ao próximo

 empatia

Google Imagem

 

A partir da experiência clínica,  considero que  um dos fatores  significativos do processo terapêutico é  a empatia.  Esta consiste em conhecer o mundo do outro e se unir a ele no sentido de compreender as suas experiências.

Os conhecimentos teóricos e a  experiência de vida são as  lentes do terapeuta, contudo  cada cliente é único, o seu sofrimento é sentido nesta singularidade e, assim sendo, precisa ser aceito e compreendido. Enfim, é colocar-se disponível para a pessoa que precisa de ajuda.  Isto envolve  a habilidade de escutar e caminhar em função daquilo que é identificado.

Cabe ressaltar que a capacidade de empatizar só é desenvolvida quando se ouve e se respeita as próprias necessidades e sentimentos.

Artur da Távola escreveu uma crônica  enfatizando  que o sentimento do outro é quase um milagre, é o conteúdo oculto do amor ao próximo.   Leia abaixo.

O Milagre da empatia

“O mais difícil dos sentimentos é o sentimento do outro. O outro é ele e és tu. Ele é realmente o outro ou é a parte tua que não queres ser, saber, ver ou aceitar? Tu és o outro para os outros, logo és igual a ele. Todos somos “outros”. E, no entanto o outro invade, ameaça, mastiga de boca aberta, irrita, eriça, machuca.
Até teu filho é o outro. E tu, pobre pretensioso, pensas que ele é teu…

O sentimento do outro quantas vezes te faz parar, meditar, deixar de fazer o melhor que tens ou podes, só porque o outro é o mistério que te ameaça. Por que o outro te ameaça? Porque és tu. Quanto maior teu sentimento do outro, maior será teu o sentimento do melhor e do pior que tens.

O sentimento do outro não é sentir por ele. É saber o que ele sente. É avaliar o como e o quanto ele sente. O sentimento do outro não é o masoquismo de fazer teu, um sofrimento que só a ele pertence. É dimensionares a medida certa do sofrimento dele e só poderes ajudar porque não fazes teu um sofrimento que é alheio mas o entendes e sentes, na exata medida de sua extensão, sem as marcas e as limitações da dor enquanto dói. Não é ficar como o outro. É ficar com o outro. O sentimento do outro é quase um milagre. Cuidado com ele, vai te obrigar a ceder, a entender. Atrapalhará para sempre teu desejo, tua gula e vontade.

O sentimento do outro é aquilo que é mais prático não ter. Mas, em caso positivo é contágio de saúde: não podes deixar de exercê-lo. Senão fermentas. Senão apodreces.
Ele freará tua vitória, calará teu brilho e tua boca, impedirá tua vaidade. Pode, até, te pregar a suprema peça de te fazer entender os detestáveis. Cuidado com ele! Quanto maior, mais anulador! Quanto mais anulador, mais repleto de grandeza.

O sentimento do outro, talvez te faça tímido, herói, cais, antena. Ser antena dilacera, sabias? O sentimento do outro te exigirá nervos, músculos, e uma paciência de anacoreta. Quanto mais o outro o perceba em ti, mais ele te invadirá, cobrará, exigirá, até quando, exaurido, ainda consigas juntar os cacos do teu cansaço para, ainda assim, prosseguir.

O sentimento do outro é tua glória e tua tragédia! Tanto mais o terás quanto encontres em ti os escaninhos escurecidos do que és e, ao mesmo tempo as luzes do que, ainda puro, brilha em ti.
O sentimento do outro é o conteúdo oculto do amor ao Próximo.

Artur da Távola –  advogado, jornalista, radialista. escritor e político

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