Voz que não se cala
Reedição
Durante a II Conferência Internacional de Mulheres, em 1910, propôs-se que o dia 08 de março fosse declarado Dia Internacional da Mulher em homenagem às 129 operárias de Nova Iorque, que foram mortas, carbonizadas dentro da fábrica, após greve por reivindicações trabalhistas em 1857. Esta data foi oficializada pela Organização das Nações Unidas em 1975.
Portanto, este dia é uma oportunidade de refletirmos sobre o papel das mulheres, suas conquistas políticas e sociais e fazermos homenagens.
Neste sentido, este post é dedicado a Cora Coralina “aquela mulher que se descobriu poeta já bem velhinha, depois de uma vida de luta, inclusive com um casamento desastroso que ela carregou corajosamente e, só após a morte do marido, conseguiu se ver em sua enorme e verdadeira dimensão, como mulher e como poeta” (Olympia Salete Rodrigues ).
“Contou na complexidade existencial da mulher goiana e brasileira, em discurso aparentemente simples, o viver de todas elas“. (Suely R. Pinheiro).

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“Não sei …se a vida é curta
ou longa demais para nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas”
Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas
Poetisa e contista , a brasileira, Goiana, nasceu em 20/08/1889. Seus primeiros textos começaram aos quatorze anos de idade, sendo publicados em jornais locais. Seu primeiro conto publicado foi Tragédia na Roça . Seu primeiro livro, Poemas dos Becos de Goiás e outras histórias mais , foi publicado em 1965, aos 76 anos.
Como consta em sua biografia, sua poesia atingiu um nível de qualidade literária jamais alcançado até então por nenhum outro poeta do Centro-Oeste brasileiro, apesar da sua pouca escolaridade. Retratou, em sua obra, personagem e símbolo da tradição da vida interiorana.
Com a preocupação em entender o seu mundo social, e ainda compreender o seu real papel, buscou respostas no seu cotidiano, na complexa atmosfera da Cidade de Goiás.
Faleceu em Goiânia a 10 de abril de 1985, aos 96 anos de idade, deixando 4 filhos, 15 netos, 19 bisnetos.
Obras
Sua obra é mesclada de contos, histórias e poemas e se encontram nas publicações:
Estórias da Casa Velha da Ponte (contos) ; Vintém de cobre; Poemas dos Becos de Goiás e estórias mais (poesia); Vila Boa de Goaiz; Meu Livro de Cordel; O Tesouro da Casa Velha. Edições infantis: A Moeda de Ouro que o Pato Engoliu ; As Cocadas; Meninos Verdes; O Prato azul pombinho.
HOMENAGENS PÓSTUMAS
1985 – Goiás GO – Criação da Casa Cora Coralina
1986 – São Paulo SP – Nome de Biblioteca Infanto-Juvenil, em Guaianases
Fonte
Suely R. Pinheiro. Biografia, Culinária e Literatura: a história do cotidiano com tempero de Cora Coralina. Gênero, Niteroi. v.3, 2003
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