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Cada dia… Luzia

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Na vida vamos  construindo nossos alicerçes,   porto seguro dos afetos.  Costuramos momentos,  cremos no que vemos, sentimos e queremos. Assim, formamos nossa teia e contamos nossas histórias.

Hoje,  quem  nos presenteia com sua sensibilidade  é Luzia do blog amorembrulhadoemletras, trazendo – nos

Um Poema

Existe assim em mim,

Uma imagem.

Às vezes me confundo

se é a que eu tive, que eu quis ou

a que estou construindo,

também…

Só sei que ela me conforta,

traz-me paz,

reflexão

e me contempla com tanto aconchego.

É tudo o que preciso,

é tudo que eu quero ser.

FELICIDADE

ANDA

MUITO

ÍNTIMAMENTE

LIGADA À

INQUIETUDE  DE

AMAR

Luzia Costa de Medeiros

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Cada dia… Beth

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Uma narração pode ter uma diversidade de interpretação, pois a visão de cada pessoa é singular.   Quem escreve se remete as suas memórias de vida,  de sonhos, de expectativas,  de desejos e/ou frustações.  A magia e a atração das histórias pode despertar emoções e valorizar sentimentos adormecidos. Dizem que os fatos falam por si, mas quem dá foco às cenas é o autor.

Hoje, Beth do blog Maegaia nos traz

Um conto

O seio familiar guarda o que de mais sagrado e necessário ao indivíduo pode haver – a segurança do lar – e ela vem através do amor entre cada um, do ato de se doar, participar, oferecer, entregar, dividir e tantos outros verbos que se conjugam juntos, unidos ou facilitando uns aos outros para que sejam felizes e possam realizar sonhos que poderão ser vividos através do compartilhamento e das estórias contadas.

Por esta razão, viajar e voltar pra casa, para os nossos, para o aconchego é, talvez, melhor do que tudo de lindo que vemos pelo mundo.

E foi assim, que o casal pode viajar juntos por alguns dias, contando com o apoio e proteção da família para aqueles que ficaram.  Na volta, compartilharam as fotos e reviveram momentos deliciosos com todos aqueles que aqui deixaram e que esperavam alegres pelos detalhes.

E foi assim:

A manhã não nasceu ensolarada, mas não seria um céu nublado que impediria o casal de ir para as ruas de Sevilha, encantadora cidade andaluza do século XIII AC, tão linda e cheirando à laranjas que se espalham pelo emaranhado de calles. A árvore oficial de Sevilha é a laranjeira.

Um imenso laranjal forma as ruas desta antiga cidade, mesclada de torres mouras e góticas, lampiões e casarios brancos com sacadas avarandadas bem cuidadas, com vasinhos coloridos debruçados e se mostrando aos turistas alvoroçados em descobrir os meandros de história e romantismo a cada dobra de esquina, a cada praça no final das ruelas. Alegria, religiosidade, cavalos e charretes, igrejas, flamenco, dança, antigo e moderno, tudo misturado perpetuará  para sempre na memória daquele casal visitante.

O charmoso e silencioso trem de superfície urbano, elétrico e colorido, deslizava e contrastava com o tempo das diversas construções seculares, como a imponente  Catedral e sua torre – a Giralda – que já tinha sido o minarete de uma antiga mesquita.

Tantas ruelas a descobrir sempre adornadas de laranjas.

As laranjeiras de Sevilha, lindas e impossíveis de se comer, dizem são amargas, mas enfeitam de modo extraordinário e inesquecível aquela cidade que tem um compasso diferente, sem pressa, feita para se aproveitar em todos os sentidos.

Atravessaram a ponte de Triana sobre o Rio Guadalquivir e se encantaram com suas águas límpidas e calmas, deixando escorrer por elas, dezenas de patos brancos e azulados.

Sobre a ponte, amarrados ao gradil de ferro, cadeados entrelaçados, anunciavam o amor eterno de casais apaixonados.

O casal passou o dia, entrando e saindo destas ruelas e a cada esquina uma descoberta surpreendente. Restaurantes, pequenas lojas de regalos, igrejas, capelas, lojinhas, bares de tapas, parreiras verdes cruzando de um lado para o outro das vielas com varandas forjadas a ferro ou louça, sempre dando para alguma praça com cheiro cítrico.

De repente anoitecia e os lampiões deram um outro colorido aquele centro histórico. Tudo ficou dourado, assim como as laranjas. Uma chuva fina molhava a cidade e tornava-a mais romântica, como num filme de Woody Allen.

O magnífico palácio de Alcázar parecia saído das Mil e Uma Noites, e suas torres ganharam um outro brilho e perspectiva com a luz dos lampiões e a chuva fina tal qual um véu transparente caia sobre ele, tudo e todos. Em algum lugar a dança flamenca tocava e atraia as pessoas.

Sevilha revelava-se com a noite que caía. Os restaurantes de tapas começavam a encher e uma explosão de agradáveis sons e aromas enchiam o ar.

Há tanto tempo o casal não se molhava na chuva. Naquele momento, sem guarda-chuvas e no afã de continuarem sua aventura, deixaram a marquise que os acolhia e, saltitando entre os pingos, atravessaram a imensa Plaza Del Triunfo, molhados e felizes riam e si mesmos e seguiram na noite dourada e cheia de magia que Sevilha ainda tinha a lhes oferecer.

Beth Q

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Cada dia… Rosélia

Chegue !

Começamos hoje  lendo histórias que a vida nos conta através dos amigos que aceitaram meu convite para participar desta roda.  Sugeri a imagem abaixo como inspiração.

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Organizamos nossas vivências e memórias sob forma de narrativas, assim todos temos histórias a serem contadas. Elas constituem  representações de uma epoca e  nos dão oportunidade de rever e  refazer nossos próprios percursos.

Rosélia. do blog Espiritual Idade,  inicia esta série,   a cada dia uma história. Vamos ao que nos conta.

ANTÔNIA MARIA… a escuto e sinto a sua dor…

Bem, Antônia não poderia persistir numa existência na qual estava sendo levada a viver. Não queria ser peso à família. Alterou seu regime de vida para melhor.

Olhando nos olhos dos seus filhos e, especialmente, nos da sua filha, sentiu compreendê-la. Essa filha fora a subsistência dela durante dezoito anos. Sentiu bastante quando ela se casou. A falta dos seus cuidados, a filha sempre a colocava para cima, a chamava de MAMÃE QUERIDA. Mas, Antônia sabia bem que não podia ser dependente dos seus mimos porém  também necessitava de “descanso”. Em muitos pontos da sua vida difícil.

Os abraços que recebera na Rodoviária de onde saíra para não mais voltar (pensava ela) eram de embargar o coração de qualquer céptico.

Antônia percebeu como seria difícil “voltar a andar” sem os filhos que cresceram. Seus preciosos tesouros eram TUDO para ela.
Havia solidariedade e compreensão da parte deles naquela hora tão difícil! Ela reuniu todas as força para não se revoltar, sendo quase impossível que isso não acontecesse,  o   infortúnio a havia atingido. Lhe diziam uns que esse sofrimento era só dela como que zombando da sua dor da partida de um modo de vida ao outro por ela esperado também, mas que não fora o que ELE desejava à Antônia. Não naquela hora de dor (portanto ela não estava indiferente no coração: livre).

Amigos e parentes consolavam em vão aquela pobre mulher saudosa. E, desesperada de amor aos extremos, no coração e  na alma alma, parte…
Reconhecia a dedicação dos amigos e lhes era agradecida mas não podia expressar nada quase em meio a enorme dor de “luto”.
Ela compreendeu que na vida só há uma clareza: O DA COMPREENSÃO HUMANA.

Fez UMA LONGA VIAGEM COM MUITAS LÁGRIMAS A ROLAREM NA SUA FACE SOFRIDA… IMAGINAVA AS NOITES LONGAS E SOLITÁRIAS QUE IRIA VIVER.

A uma pessoa que se considera “normal” isso poderá parecer ridículo. Ela começou a registrar o que estava lhe ocorrendo como que para não esquecer.
Lançou-se a um novo aprendizado: trabalhava e aprendeu muitas coisas por lá, muito longe. O filho caçula foi logo se adiantando de que seu lugar de mãe estava garantido se não gostasse do novo espaço onde estava vivendo. A frase que ela ressalta é: SE NÃO ESTIVER FELIZ, VOLTE!!! Aquilo sossegou-a bastante mas precisava colocar em ordem seus assuntos e emoções.

Iniciou um treinamento mental, no sentido de bloquear qualquer sentimento de auto piedade. Teve muita angústia expressada até com dor física no peito. Em alternadas lutas interiores de sossego e tensão foi relaxando e tranquilizando seu espírito.
Se sentia vedada a tudo.

Procurou disfarçar o que lhe ia na alma: isolamento, lutas… Procurou dar distância à emancipação, à inatividade.  Isso a fazia sofrer muito. Sabia que tinha necessidade de alguém, de uma pessoa em concreto. Sua vida havia mudado violentamente mas achava que, quanto mais cedo se adaptasse à nova vida, seria bem melhor.

Dizia para si mesma: “JÁ CAÍ MUITAS VEZES. É SÓ MAIS UMA”. Sabia que estava com pena de si mesma e ficava transtornada e profundamente deprimida.

Já na despedida, a filha nem conseguiu olhar no seu rosto, de tanta dor para ambas. Teve no dia para ela mais fatal: EMANCIPAÇÃO DE APOIO. Estava realmente só e num país distante. Buscava a liberdade interior. Mas estava crendo condenada à gaiola da vida.

Eis uma história incompleta… certamente muito mudou na vida de Antônia desde a escrita desta parte real da sua vida… mas deixo espaço parra que os leitores da querida amiga Norma complemente de acordo com as suas perspectivas… (podendo ou não coincidir com o desfecho lindo que teve essa história… de  uma alma que ama amorosa e piedosamente)…

Deixo-vos, com muito carinho, um pensamento fraterno que descreve bem esse coração de Antônia:

“PIEDADE é a minha esperança e a integridade de vida é a minha segurança”…

Beijo de paz a todos os amigos queridos…
Rosélia


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Notícias

Queridas (os) amigas(os) e leitores, na próxima segunda, 28/11 iniciaremos  a série Cada dia uma história. Assim, teremos, mais uma vez, a participação de outros blogs abrilhantando este espaço

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Já agendei a participação, por ordem de envio dos relatos:

Rosélia -  Espiritua-Idade

Beth - Mae Gaia

Luzia -  Amorembrulhado

Chica - Chicaescreveporai

Caca-  Uaimundo

Toninho- Mineirinho

Maria Emilia -  Deolhosfechados

Socorro- Seguindominhaspegadas

Valéria- Doqueeugosto.blogspot.com

Denise- Tecendo Idéias

Aguardo o envio dos demais que manifestaram desejo de participar.

Todos somos parte da história da Magia da Vida e da Família, seja de que modalidade for,  é o nosso arcabouço.

Acompanhe, participe desta série, as trocas nos fortaleçem.

Estarei ausente durante o dia retorno à noite, mas os comentários serão vistos. Ainda dá tempo para enviar sua participação.

Norma

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Convite

O homem não pode compreender sem imagens.
Santo Tomás de Aquino

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Cada dia Uma História

Diante de imagens, podemos ter várias comprensões da cena. Algumas são facilmente reconhecidas, como a que vemos acima. Contudo, podemos a partir de nossa vivência contar uma história. Hoje, este é meu convite a você. Quer participar? Então faça o seu relato e me envie até sexta, dia 25/11.

Vamor recordar.

Cada dia Uma História

Demonstre seu interesse pelo convite  neste post

Envie sua história  para o meu e-mail. Vou postar por ordem de chegada,

bjs,

Norma

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Paixão pela palavra

A vida nos dá oportunidade de termos várias paixões.  Minha inspiração para este post veio de um programa dedicado à Manuel de Barros denominado A Paixão pela palavra.

Manoel Wenceslau Leite de Barros nasceu em Cuiabá (MT),   em 19 de dezembro de 1916. Formou-se em Advocacia, mas é poeta de profissão,  teve 25 livros publicados. Sua primeira obra, “Poemas concebidos sem pecado”, foi apresentada ao público em 1937, quando ele tinha 21 anos. Fonte

“Poesia é trabalho, em cima de harmonia, ritmo, rima. Sou prático pela palavra. Se me vem um desejo de fazer um poema e, depois de algumas linhas, me falta uma palavra, é à noite que ela me vem. Aí, acordo e anoto num caderninho. Stella, minha mulher, fi ca incomodada. Já veio a palavra, Manoel? Então dorme. Poesia é assim. O poeta é um visionário.” (…) Fala  “da importância de educar os sentidos, ler, ver arte, ouvir música, encantar-se pelas coisas”. Fonte

PAIXÃO PELA PALAVRA

“Aquele homem falava com as árvores e com as águas
ao jeito que namorasse.
Todos os dias ele arrumava as tardes para os lírios dormirem.
Usava um velho regador para molhar todas as manhãs
os rios e as árvores da beira.
A gente acreditava por alto.
Assistira certa vez um caracol vegetar-se na pedra.
mas não levou susto.
Porque estudara antes sobre fósseis lingüisticos e nesses estudos
encontrou muitas vezes caracóis vegetados em pedras.
Era muito encontrável isso naquele tempo. Até pedra criava rabo!
A natureza era inocente”.

Manoel de Barros

“O documentário, gravado no pantanal sul-mato-grossense, aborda a trajetória da vida e da obra do poeta Manoel de Barros, num exercício compartilhado entre o documentarista e o próprio poeta. Nele, um andarilho percorre os lugares onde o poeta nasceu e ainda vive. Ao longo da jornada, o andarilho tem encontros com outros personagens criados por Manoel de Barros”.Tv  Brasil em 16/06/2009

Norma

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Fotos e histórias

Quando, por algum motivo, me deparo com uma foto de pessoas desconhecidas, observo suas expressões, o lugar onde se encontram,  logo em seguida vem  a  indagação:  quais seriam suas histórias?  Quais os significados, sentimentos e emoções desses momentos refletidos nas fotos?

Cada pessoa tem sua história que não é puramente individual,  pois nossas vivências se entrelaçam nas trajetórias de outras pessoas.

O falar ou  o contar as histórias propicia a retomada  dos caminhos percorridos, a consciência de si mesmo e a representação de uma época.   Assim,  interesso-me por conhecer trajetórias de vida.

Por outro lado, na terapia de família,  a história é o ponto de partida para análise das questões e fotos podem ser importantes instrumentos para algumas etapas do processo .

O entrelaçamento de fotos e narrativas de vida constituem memórias. Hoje, conforme observa alguns estudiosos as narrações contribuem para que as gerações futuras compreendam e interpretem as atuais tensões e contradições que perpassam nossa sociedade. Também, o  retorno ao biográfico indica uma mudança no campo geral da investigação e da reflexão contemporânea nas ciências humanas.

Veja abaixo o vídeo produzido pela Olympus  que  conta a história de uma pessoa por meio de  fotos. Um trabalho  maravilhoso.

Já pensou em quais fotos escolheria para contar sua história?

Gostaria de compartilhá -las?

Quem sabe pode nasçer aqui  um novo projeto – Linha da vida.


Norma

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A Casa feita de Sonho

“Leve como uma pluma, alta como uma torre, quente como um ninho e doce como o mel, assim imaginei desde pequeno a minha casa…

Mais tarde, quando me encontrei só no mundo, como não tinha dinheiro, resolvi construí-la com as próprias mãos. Fiz primeiro a minha casa de papel, que é um material barato.
E assim que ficou pronta, vieram todos os ventos da Terra e levaram a minha casa de papel, leve como uma pluma…

Fiquei sem casa, mas não desisti. E fiz a minha casa à beira-mar, com areia da praia que é um material barato.
Mal estava pronta, vieram todas as marés do mundo e levaram a minha casa de areia, alta como uma torre…
Deu-me vontade de desistir, mas eu precisava de uma casa, e sobretudo não podia abandonar o meu sonho.

E resolvi fazer a minha casa de madeira, que é um material barato. Cortei-a dos bosques, com as próprias mãos! Ficou linda!… Escondida entre a folhagem…
Mas ainda mal a tinha acabado, vieram todos os fogos do céu e queimaram a minha casa de madeira, quente como um ninho…
Chorei sobre as cinzas como se chora uma pessoa querida que morreu. Mas mesmo assim não desisti.

E resolvi fazer a minha casa de açúcar…
Mas o açúcar não é um material barato! Pois não…Mas eu precisava de uma casa, e sobretudo não podia abandonar o meu sonho…

Trabalhei, lutei, passei fome, para juntar o açúcar suficiente…
E quando a minha casa estava pronta – eram de açúcar as paredes, o chão, o teto, os móveis, as portas e as janelas – vieram todos os bichos da Terra e devoraram a minha casa de açúcar doce como o mel…
Fiquei sem casa e desisti de construí-la com as próprias mãos…

Perguntam-me onde moro… Onde moro eu?
Sei lá!… Vou pelo mundo, aqui, além, no bosque, à beira mar… Perguntam-me se não tenho casa… Tenho sim! Eu podia lá abandonar o meu sonho!…

Resolvi imaginá-la. Num sítio onde não chega o vento, nem o mar, nem o fogo, nem os bichos da Terra

Fiz a minha casa com o meu próprio sonho.
Ficou linda!
Leve como uma pluma, alta como uma torre, quente como um ninho e doce como o mel…”

Autor: Ricardo Alberty
Ilustração: Eliana Brandão
Retirado do livro: “A casa feita de sonho”
Editora: Melhoramentos de Portugal, 1991

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