
Normalmente, os pais e mães proporcionam aos filhos experiências diferenciadas na infância e seus papéis não são idênticos. Inclusive, não encontramos sociedade que substitua a mãe no papel da primeira pessoa a tomar conta da criança.
No filme A menina dos olhos, o diretor apresenta uma fatalidade e desenvolve a trama baseado na relação pai/filha. Um bem sucedido publicitário se torna abruptamente um pai solteiro após a morte da companheira no parto.
O desenrolar das cenas mostra, inicialmente, as dificuldades deste homem para assumir a total responsabilidade pelos cuidados com a filha e a mudança radical de sua vida pessoal e profissional. Ele vai para o interior morar com o pai, inicia atividade braçal e se dedica inteiramente à filha.
O enredo enfatiza seu sucesso na educação e relação com a filha e sua frustração na parte profissional.
No entanto, quando consegue uma vaga que lhe traria o antigo status percebe que nada lhe traria maior felicidade do que a simplicidade da vida em família. Enfim, a mensagem final: “ ser pai é a coisa que mais vale a pena no mundo”.
Na atualidade, encontramos alguns casos de homens que assumem suas crias e se transformam, tanto quanto as mulheres (mães) emocionalmente importantes para os filhos. Criam uma intimidade e afetividade que vão contra o que o culturalmente fora construído.
Na blogosfera temos um bom exemplo de que o homem pode assumir importante papel junto aos seus filhos com atitudes e sentimentos bem semelhantes às mães quando se propõe a assumir integralmente seus filhos:
Aggeo, blogueiro, traz vários depoimentos da sua relação com a filha, exemplificando: “Estou tentando me policiar. Mesmo minha filha acha ruim quando insisto para que tome banho, escove os dentes, coma bem, durma na hora certa. Eu mesmo odeio quando meus pais me dão conselhos. Mas há alguns momentos em que não consigo ficar de boca fechada. Daí a culpa é da minha chatice inata mesmo.” Aggeo Simões.
Enfim, podemos supor que novas formas de relacionamento entre pais e filhos suscitam boas experiências no âmbito dos gêneros.
Norma Emiliano

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