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Entardecer

Bom dia.

Deixo com vocês, neste domingo cinzento ,uma foto do entardecer que nos permite observar que após  à noite vem um novo dia cheio de esperanças e novidades.

 

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Búzios

 

Sugiro também  o filme ‘Ao Entardecer” que pode  nos proporciona uma viagem emocional sobre um amor eterno e o profundo laço entre mãe e filha, 

Bom domingo.

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O essencial

 essencial

                                  Imagem Google

 

Você já observou o quanto as prioridades se alteram nas diferentes etapas da vida? 

 

Ao longo da vida não nos damos conta da  sua efemeridade e nos estressamos por pequenas situações, nos lamentamos por perdas irreparáveis e  almejamos o inalcançável.

No filme “Antes de Partir” as personagens principais fazem uma lista de desejos para realizarem antes de morrer com intuito de viverem uma grande aventura.  O enredo é uma saudação à vida, prova que o melhor momento para se viver  é o agora e mostra o valor da família. 

No texto abaixo uma reflexão de Mario Andrade sobre o essencial em seu momento de vida.

 

 O valioso tempo, basta-me o essencial

 

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas.

As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.

Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.

Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.

As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa…

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana, que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade…
Só há que caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.

O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!

Mário de Andrade

 

 aVIDAaos60seg — 18 de janeiro de 2010

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Uma análise do filme “Tempos Modernos” Por Alexandre Pimentel

filme Google imagem

A Prática do Serviço Social na Revolução Industrial

A obra Tempos Modernos (1) de Charles Chaplin (1889-1977) é um mito contemporâneo. Um mito se caracteriza por conter informações cuja interpretação dependerá da profundidade e da dedicação do observador. Analisar esse filme na perspectiva do serviço social é tarefa árdua mas gratificante. Embora estejamos começando o curso, parece-me que a alfabetização para a leitura mítica é indispensável para que, no futuro, como assistentes sociais genuínos, possamos, de forma madura, ler e interpretar a sociedade moderna. Acredito que esta leitura correta – que deve iniciar nos primeiros dias de aula -  seja a mola mestra  que nos possibilitará a auxiliar no processo que visa libertar o cidadão das práticas opressivas que o escravizam e mantém na cadeia do estresse social.

Tempos Modernos, apresentado ao mundo em 1936 pela genialidade de Chaplin, critica o conceito de modernidade industrial calcado na produção e especialização que torturavam a classe operária. É uma peça cinematográfica que apesar de ainda utilizar o cinema mudo quando há dez anos os filmes já praticavam linguagem falada, além da crítica social na formatação simbólica, introduz o cinema como arte que transcende o mero teatro.

O filme de Carlitos retrata um momento industrial de impressionante volume produtivo. As enormes engenhocas automotivas e os complexos maquinários, aparecem como monstros que devoram o personagem. Perturbado pela novidade do trabalho repetitivo, oprimido por não exercer uma atividade criativa, pressionado pelas longas horas compensadas pelos baixíssimos salários do período histórico e por uma proposta de automação que visava provavelmente reduzir o tempo de refeições, ampliando ainda mais a escravidão planejada, Chaplin mergulha num comportamento patológico que o leva a atitudes bizarras.

Parece que esta representação simbólica, com o inequívoco título de tempos modernos, preconiza a loucura, a violência e o caos ecossocial que, de forma sistêmica, hoje chega ao auge. Penso que jamais na história humana experimentamos um momento tão delicado, tanto do ponto de vista humano, quanto econômico, social e filosófico, exatamente (em meu ver) o que o gênio Carlitos tentava alertar.

Temos hoje no mundo complexos industriais mais sofisticadas e metodologias de trabalho operário melhor planejadas. Da mesma forma que as guerras do passado eram feitas com espadas e escudos que hoje foram substituídos por arcenais nucleares, muda somente a aparência do moderno explorador que aprimorou-se em manter dominados seus quadros de trabalhadores e em viciar o consumidor em “necessidades” induzidas.

Apesar de não ser o objetivo central deste trabalho, que visa comentar e situar a prática do serviço social no contexto da revolução industrial sob a ótica do filme Tempos Modernos de Charles Chaplin, não posso deixar de comentar que as indústrias da alimentação, do remédio e outras paralelas como a do tabaco, constituem uma das mais avançadas tecnologias de manter o cidadão “dependoente” e tresloucado no consumo supérfluo.

Retomando, então, o foco de nosso tema, notamos que o serviço social no contexto de Tempos Modernos, meados da revolução industrial, tinha ainda forte influência da filosofia positivista de Augusto Comte (1789-1857) e da visão de Stuar Mill (1848) sintonizadas com uma moral judaico cristã deturpada pelo reducionismo epistêmico, onde a ajuda era considerada obra de caridade baseada numa falsa noção de filantropia (2).

Na verdade ainda não tínhamos neste momento a figura técnica do assistente social conforme hoje conhecemos. O que acontecia e Chaplin se esforçava em denunciar era um movimento de manutenção da miséria, encomendado pelos grandes empresários, onde o assistente social era sarcástica ferramenta de condicionamento de massas. Hoje esse profissional ainda luta para banir o assistencialismo cuja atividade não beneficia comunidades senão presta favores com objetivos escusos.
Talvez seja salutar refletir que a prática industrial, bem como a comercialização não constituem males intrínsecos. O problema dessas práticas está na abordagem não ecológica e não humanitária dos processos, onde o lucro e a mais valia decorrente justificam impactos sociais de grande espectro, contaminando os recursos naturais  e deteriorando a qualidade de vida dos seres vivos.

A pequena fábrica destinada a atender a demanda de comunidades bem próximas, utilizando recursos regionais e tecnologias limpas, além de modelos cooperativos de divisão dos lucros e economia solidária, pode fazer parte das grandes soluções que o futuro necessita. Futuro em que, acredito, o papel do assistente social será condição sinequenon e este profissional despontará, além da atenção básica e do atendimento imediato, como uma das principais armas de denúncia, garantia de direitos e fecunda formação de opinião.
Finalmente, acredito que as nuances da história demonstram que o modelo marxista hoje adotado pela corporação de serviço social no Brasil constitua um movimento passageiro, dada  á constatação de que a qualidade de vida dos cidadãos dos países onde esse sistema social domina, não é melhor do que a dos países de proposta capitalista-neoliberal.
Conforme podemos constatar nos estudos do cientista político Arnaldo Sisson Filho, apresentados no site humanitarismo 21 (3), quanto à felicidade e bem-estar das populações, não há uma supremacia real das propostas marxistas, socialistas, comunistas contemporâneas sobre a visão capitalista, neoliberal.

Percebo que muito poderia ser dito e que uma apresentação como esta apenas introduz a reflexão sobre o serviço social, seu passado sinistro, seu presente reflexivo e seu futuro de resgate cidadão.

Alexandre Pimentel

fonte: http://materiaisacademicos.blogspot.com/

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