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A magia do Natal

 

jesus

Imagem google

 

Muitas luzes, jogos de iluminação, árvores de Natal, presépios trazem às cidades brasileiras a Magia do Natal.

No mundo da fantasia Papai Noel existe. Cartinha e espera ansiosa pela noite de natal. Brinquedos sonhados e esperados.

Há muitas controvérsias sobre a origem do Papai Noel que surge como o velho homem com longa barba branca, de natureza pura e espirituosa, do brincalhão espírito da floresta. Sua aparência de alegria nos remete à idéia de felicidade.

 Em outubro, a minha família de origem começava a se movimentar para os preparativos das festas. Meu pai pintava a casa, minha mãe fazia lista dos presentes, minha avó cuidava do cardápio e a árvore de Natal e o presépio eram instalados na sala de visita. Eu adorava ajudá-los nestas tarefas. Época festiva, de uma magia especial.

A novena acontecia de casa em casa e era sentida por mim como uma congregação de pessoas que rezavam, cantavam preparando-se para o dia do nascimento de Jesus.  Tudo sendo organizado para a grande festa entre familiares e amigos.

Essas imagens mantiveram – se em minha mente e transportam-me ao mundo dos sonhos, meus sonhos que se transformaram em metas.

Das cartinhas às agendas; dos presentes esperados às realizações concretizadas. Misto de crenças, ações, fé e esperança. Da família de origem à família nuclear, mantendo a tradição.

Na grande festa, as velas, chama viva, iluminando o caminho, eliminando as trevas, dando a claridade e o calor. A ceia posta, a família se reúne em torno da mesa. A magia natalina, o compartilhar da refeição com alegria e fé.

O Natal aguça a sensibilidade humana, fomenta a tolerância e a amorosidade. Esta é a magia do Natal a ser transportada para o dia a dia familiar, possibilitando a construção de cotidianos mais saudáveis e felizes entre as pessoas.

 FELIZ NATAL

 

 

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Chica – A Criança que eu fui

 

Continuamos a Série A criança que eu fui,  hoje, com o relato da amiga Chica blog canteirodavida . O relato é da sua autoria e as fotos fornecidas por ela.

 

Fotos dos 4 aos 6 anos

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Fui a quarta das cinco filhas de meus pais.

Sempre tive essa noção de família grande, embora passamos muitos anos de nossas vidas divididas, pois três ficaram morando no RS quando de uma alteração de emprego de meu pai e apenas minha irmã caçula e eu ficamos com nossos pais, no Rio de Janeiro.

 Fui como todas as crianças danadinha e arteira.

Nos meus brinquedos e historinhas que inventava, meu nome era rosa, Rosita ou coisa parecida. Hoje ainda, ao escrever, de repente, surge uma Rosa na história…

 No Rio, morávamos em apartamento e eu era sempre bem branquinha, parecia um leite e isso deixava minha mãe orgulhosa, pois havia feito uma simpatia de colocar a aliança dela na primeira água do banho, pois segundo a crença, a criança ficava beeeeeeeeeem branquinha.  Esse fato, na adolescência já me incomodava pois parecia uma freira saída do convento,rsr…

 Era e ainda sou bem tímida. Lembro que quando ficava com vergonha, enrolava meu vestido pelas pontas, ou blusas, qualquer coisa  pra eu ficar enrolando me deixava mais á vontade…

 Hoje, detesto “enroladores”… Acho que ninguém deles gosta…

 Ia ao colégio, mas nunca fui muito animada pra estudar coisas que não me interessavam, porém adoraaaaaaaaaaaava o recreio.

Nele eu vibrava, brincava a valer, tinha amigas e amiguinhos.

Quando nos finais de ano vínhamos visitar nossa família, era legal, pois ficávamos as cinco juntas e era muito lindo.

Minha avó tinha pátio na casa, abacateiro, galinheiros e ao lado, morava uma tia avó, irmã dela. Essa pobre nos adorava, porém fazíamos de tudo por lá…

 A casa dessa, era separada da de minha avó apenas pelo muro com um portão e nesse muro, sentava encarapitada fazendo bolhas de sabão com o caule do mamoeiro.Chegava a queimar a boca com ele…

Assustava as galinhas, fazia comidinhas com areia, enfim, lá nos divertíamos bastante.

Enfim, fui uma menina danadinha, bem normal…

E como quem planta colhe, tive por opção, quatro filhos e cada um vinha mais danado do que o outro.

A lei da vida…

 Hoje, olho para os netinhos e vejo a história se repetindo. Legal! Porém, não gostaria de ser criança outra vez!

 Rejane Tazza- Chica

 

O funcionamento familiar é dinâmico e neste interagem fatores conscientes e inconscientes. A criança influencia  desde o nascimento e é influenciada pelas diversas interações dos membros e por todos os eventos ocorridos .
“O processo de historização ilumina presente, passado e futuro. Dando nexo aos fenômenos que se passam”(Camaratta Iara).

 

Obrigada a querida chica por sua bela participação nesta Série e  nos possibilitar conhecer seus traçados infantis.

Norma

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Blogagem Coletiva – Sentimento

 
Estima – Amor próprio

 natal6

 

“Não sou você
Ou ele
Ou ela
Eu sou Eu

 

Não sou baixa
Ou alta
Ou grande
Ou pequena
Eu sou Eu

 

Não sou boa
Ou má
Ou alegre
Ou triste
Eu sou Eu

 

Oh, deixe-me ser Eu!

 

Não está vendo?
Não consegue entender?
Antes de qualquer coisa
 Eu sou Eu.”   

                                                           Zerka Moreno ( O Direito de ser eu)

 

  

Ao meu amor

 

O amor próprio é a seta que nos lança ao amor do outro.

 

Como me vejo, como sou visto?  Na trajetória do ser humano as respostas a essas perguntas constroem a auto estima que se inicia na infância e se reforça na adolescência.

Auto estima e amor próprio caminham juntos. Na  infância, na interação com os pais ou responsávéis, que se inica a  construção  do olhar sobre si mesmo.

Ao fazermos parte dessa vida, sentimos o amor  daqueles  que nos acalentam, cuidam e alimentam. Cada gesto, cada movimento nos coloca diante do amor e é esse amor que nos norteia. Quem não recebe amor tem dificuldade de amar, pois não se acha digno de ser amado e, portanto,  não ama a si próprio. Por outro lado, o excesso de auto estima (narcisismo) pode levar a autodestruição, pois nos aprisiona ao nosso próprio casulo.

A forma como cada um se vê, interfere na maneira de viver e conviver. É na dança relacional que aprendemos que o amor do outro pode ser do tamanho do nosso, na medida em que aceitamos e recebemos sua manifestação de amor.

A auto estima é a  nossa melhor aliada do sucesso na vida pessoal e profissional.

Fique atento:

“Se um dia alguém fizer com que se quebre a visão bonita que você tem de si, com muita paciência e amor reconstrua-a.  Assim como o artesão recupera a sua peça mais valiosa que caiu no chão, sem duvidar de que aquela é a tarefa mais importante, você é a sua criação mais valiosa.

Não olhe para trás. Não olhe para os lados. Olhe somente para dentro, para bem dentro de você e faça dali o seu lugar de descanso, conforto e recomposição. Crie este universo agradável para si e seja feliz.”  (Brahma Kumaris).

Este texto é a minha participação na Blogagem Coletiva  Emoções e Sentimentos com o tema  Auto estima – Amor  próprio sob a organização de Glorinha do blog Café com bolo.

 

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“Fim da casa paterna” Carlos Drummond de Andrade

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Poema que revela os conflitos que atravessamos no processo de individualização.

 
“Vou dobrar-me à regra nova de viver.
Ser outro que não eu,
até agora musicalmente agasalhado
na voz de minha mãe, que cura doenças,
escorado no bronze de meu pai, que afasta os raios.

Ou vou ser menos, talvez isso,
apenas eu unicamente eu,
a revelar-me na sozinha aventura em terra estranha?

Agora me retalha o canivete desta descoberta:
eu não quero ser eu, prefiro continuar objeto de família”.

Drumond

Em Esquecer para lembrar (Boitempo III). R. de Janeiro: J. Olympio, 1979.

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