Posts Tagged encontro

Oferenda

 

Em qualquer situação da nossa vida nos preparamos para o encontro do eu e você.  O dar e receber encontra- se na sintonia que é percebida através da expressão facial, corporal, comportamento e palavras.  Contudo, disponibilizarmo- nos para outro só  é possível quando estamos em contato conosco.

Quando fiz minha graduação em Serviço Social,  tinha como foco as pessoas e suas questões. Mas só tomei consciência da minha  função de cuidadora quando fiz a formação em Terapia Familiar Sistêmica e inicei os atendimentos com  indivíduos, casais e familias, apesar de, anteriormente,  nas relações de amizades o meu potencial de disponibilidade  ter sido  neste sentido.

Encontrei na poesia abaixo uma forma de falar desta oferta.

 

Permite-me que eu fique
ao teu lado
neste teu momento de  dúvida e dor.

Que eu fique simplesmente,
sem nada dizer,
sem te tocar.

Ofereço meu ombro
para o teu choro,
minha mão para um afago,
um gesto para teu consolo.

Quando não tiveres
quem te ouça,
te empresto os meus ouvidos.
Fala-me de ti
sem reservas, sem medo.
Não serei juiz
dos teus feitos.

Mesmo que
não concorde com nada
do que dizes,
ainda assim, te acolho.

E quando tudo, tudo
parecer perdido
depositarei o meu afeto
em tuas mãos quebradas.

Glac Moura in Mosaico, 2004

Norma

Tags: , ,

Notícias sobre o IX Congresso de Terapia de Família

 

Retorno feliz  ao meu convívio,  neste espaço, com vocês,  e compartilho um pouco da  experiência que vivencie no período em que encontrei-me ausente.

 

SAM_0559SAM_0585SAM_0571

 

A realização do IX Congresso de Terapia de Familia foi em Búzios/ RJ. Em eventos como este,  temos a oportunidade de nos reunirmos para aprender, saber das novidades e repassar nossas experiências na área.

A temática  – Tempo >> Limite >> Sexualidade, mobilizou um bom número de profissionais de várias regiões do Brasil e contou com a participação  de palestrantes latinos americanos Jan Bout (Holanda), Luigi Boscolo (Itália) e Carmine Saccu  (Itália) que ministraram cursos. Assim,  o programa foi composto por plenárias, sub-plenárias, mesas redondas, cursos, temas livres, Workshops, Diálogos interativos,  filmes e sessões de pôsters, bem como atividades socio-culturais. Além disso, houve lançamento de livros.

Num clima de organização, entusiasmo e integração, tivemos a possibilidade de trocas fundamentais para nossa vida pessoal e profissional.

Em minha apresentação – Quando o amor maltrara –  a proposta foi fazer um paralelo entre a parceria conjugal  e a parceria da cooterapia com objetivo de assinalar a importância da utilização do self do terapeuta como agente de mudança.

Este trabalho é o resultado das reflexões que realizamos, eu e minha colega de trabalho,  no decorrer dos 17 anos de atendimento de casais e família em cooterapia.  Portanto, nossa apresentação tem:

- como embasamento a teoria sistêmica e, assim, vemo-nos no processo de interação continua entre nós, nos atendimentos em cooterapia, nossas famílias de origens e nossos clientes.

- como premissa que aprendemos a amar e ser amado em nossas interações primárias e que a escolha do parceiro trás em sua essência a possibilidade do confronto dos conflitos de cada um dos envolvidos e consequentemente trará ressonâncias na parceria dos terapeutas

- como ponto de reflexão os encontros entre terapeutas e paciente (casais) e as formas de amar.

Enfim, foram cinco dias de intensidade de  estudo,  reflexão  e  troca que  nos enriquecem e nos  estimulam na busca de melhor forma de estarmos em família, pensarmos e atuarmos  com as famílias.

SAM_0567

Norma Emiliano

 

 

 

Tags: , , , ,

Uma trajetória de amor

log

 

 

No mês de maio, comemora-se o Dia do Assistente Social. Pensei em escrever sobre a profissão e considerei  que nada seria tão ilustrativo do que a minha própria trajetória.

 Quando escolhi minha profissão, Assistente Social, não tinha a dimensão do que me motivara esta escolha.

Logo que me formei, veio o primeiro desafio, fazer parte de uma dupla para implantar o Serviço Social na Empresa. Jovem e destemida enfrentei as primeiras incertezas e caminhei fortalecida pelas conquistas.

Alguns anos nesta área fizeram-me perceber o quanto as interações eram importantes para o meu crescimento pessoal e profissional. Estive em contato com os mais simples funcionários ao mais alto escalão da empresa. Atuei em vários programas, indo da assistência ao treinamento à promoção. Assim, fui vencendo a timidez, o receio do poder e reforcei recursos pessoais importantes para a minha profissão, como por exemplo: a objetividade, perseverança e a responsabilidade.

Anos depois, em função da minha escolha amorosa, fui para o interior, onde tive uma experiência totalmente diferenciada com uma clientela desprovida de recursos. Neste momento, eu era a única assistente social da instituição e  tendo que atender às necessidades básicas em programas assistenciais, busquei alternativas para atingir o plano promocional.

Através de diversos grupos, mães, mulheres, moradores e religiosos,  associei-me às outras instituições locais ( Emater, Hospital local, secretaria de Saúde Municipal, Escolas, etc) para realizar campanhas educativas, seminários e encontros  que produziram reflexões e tomadas de decisões para melhorias das comunidades e das famílias.  Nas trocas com os clientes e parceiros aprendi muito sobre mim mesma e sobre a vida. Essas experiências reforçaram -me o amor à profissão que se mostrava tão significativa para que eu pudesse alcançar meus objetivos de construir um mundo mais igualitário e humano.

Retornando ao grande centro, continuei minha busca de crescimento pessoal e profissional  e encontrei mais uma grande paixão: terapia familiar.

Com este encontro, somei conhecimentos que expandiram minha visão sobre o ser humano e suas questões, o que foi propício para a nova área de atuação – a da saúde do trabalhador.

Nesta nova experiência, pude tocar mais perto a “alma humana”, compartilhar das dores das doenças, das mazelas da vida e das conquistas do retorno ao trabalho. Através das reflexões e do entendimento da visão ampliada do indivíduo, incluindo aí a repetição do padrão de comportamento adquirido nas famílias, pude ajudar o  trabalhador a ser mais consciente  de como agir em relação a si próprio, à sua saúde, tornando-se mais responsável, produtivo e motivado no seu cotidiano.

Esta prática cotidiana do atendimento à pessoa através do paradigma sistêmico permitiu – me constatar a possibilidade de impulsionar uma cadeia de mudanças, pois  lança- se a semente da corresponsabilidade dos problemas envolvendo os trabalhadores, chefias e familiares.

Nesta trajetória, fica em mim a convicção de escolha guiada pela missão familiar de ser cuidadora.

Cabe ressaltar que esta missão não me veio como uma carga pesada, mas como a possibilidade de eu entender que para cuidar do outro, precisaria ter muito cuidado comigo própria. Enfim, aos 61 anos e 36 anos de profissão, celebro com orgulho minha trajetória profissional e pessoal orientada pela paixão pela vida.

 Norma

Compartilho com você que tem me dado o prazer da sua visita a maravilhosa melodia do video abaixo.

 

nutsocket — 30 de março de 2008 —

Tags: , , , , ,

Amizade

Bom dia leitor

Começo  a  semana  com um tema comum em nossas vidas e que se constitui em espaço de aprendizagem e  de expressão de sentimentos. Introduzindo  aqui essa temática transcrevo abaixo palavras de Mario Andrade, em carta a Drumond,  enfatizando  o alcance  coletivo da amizade e o seu valor na aprendizagem.

   “Ame os companheiros de vida mas nunca deixe de por dentro estar
   observando eles. Faca de todos o seu aprendizado continuo, nao
   pra espetaculo e pra obter prazeres infamemente pessoais porem
   pra recria-los para aproveita-los em sublimações artisticas.

Lélia Coelho Frota. Carlos & Mário -  Correspondência de Carlos Drummond de Andrade e Mário de Andrade, Bem-Te-Vi, 2003  

 

 corrente-amizade

  A coroa do amor

Uma pessoa para compreender tem de se transformar”. Saint-Exupéry

Na infância damos os primeiros passos em direção ao outro. Esse outro, além da fronteira familiar. 

Lembrar dos primeiros dias de escolas traz as lembranças do medo de chegar mais perto, de não saber como se comportar! Entretanto, traz também as lembranças do despertar para a alegria de compartilhar no recreio. Lembrança das rodas de meninas e dos meninos, muito ressabiados, que ficavam ao longe. Muita alegria, em meio a tantas incertezas.

No desenrolar da vida, vamos traçando vários elos. De fase em fase, cruzamos nossos caminhos com vários personagens. Alguns viram ídolos, desafiam nossos limites; outros nos traem, desafiam nossos valores; outros nos aconchegam, nos protegem, desafiam nossas lealdades familiares.  Ah! Os amigos chegam e alguns se vão. Mas, as lembranças permanecem no traçado da nossa história.

A cada momento de nossas vidas, encontramos pessoas. É freqüente, classificarmos e qualificarmos de bom ou mau aqueles que nos chegam.  No censo popular, “nada acontece por acaso”, “o universo conspira”, ou seja, há a sinergia. Assim sendo, de certa forma, elas acabam desempenhando uma função para nós.

O sentimento brota! Não sabemos porque gostamos tanto de estar perto de alguns e, de outros, gostaríamos de fugir. Mas, o transcurso do tempo nos faz perceber que lidar com esses sentimentos é uma forma de aprendizagem.  Normalmente, o que nos incomoda no outro é algo que não gostamos em nós. Assim, essas pessoas nos permitem que confrontemos nossas dificuldades pessoais.

Alguns indivíduos lamentam por viverem sós, lamentam não ter, além dos vínculos familiares, outras redes. De acordo com Joseph F. Newton “as pessoas são solitárias porque constroem paredes em vez de pontes”. Somando-se a isso, o respeito pelas diferenças é vital nas relações, não se pode apenas desfrutar das semelhanças.

Cada amigo é um novo mundo. Quantas descobertas podemos fazer sobre nós!  É   nas diferenças que enriquecemos o nosso repertório e podemos nos flexibilizar para a vida, que é constante mudança. Buscamos afinidades, mas vamos encontrar as diferenças pessoais, pois cada ser é único.

É na dualidade Eu e Você que os vínculos se originam, mas nada nasce pronto. Os relacionamentos são construídos dia a dia por ambas as partes. Portanto, é   na compreensão de si mesmo e do outro, na troca de informações, de emoções que podemos crescer;  na passagem do tempo, no suceder dos acontecimentos aprendemos a perceber e a valorizar os encontros e as amizades..

Quando não há a “mesquinhez” das almas, os relacionamentos são coroados com o amor e a sua mais “pura” expressão encontra-se na amizade.

Norma

Tags: , , ,

(Re) encontro

untitled

Google Imagem 

 

 Ao avistá-la, fez menção de se esconder.   

 - Não, por que fazer isto? Por que não ter a chance de recordar tão boas lembranças? No entanto, não se aproximou. Ficou à    distância, vendo-a se movimentar na busca do rosto amigo.

 - Pronto! Ela a viu. Aproxima-se.

 - Nossa querida, como é bom depois de tanto tempo revê-la!!

 - Sim, como você está bem.

 - Obrigada, vem, vamos procurar um lugar para nos sentarmos.

Sentam-se e falam dos bons tempos da adolescência. Fica estarrecida, pois após vinte anos de afastamento, sente-se como se  nunca tivessem se separado. Todavia, quando pergunta sobre as realizações dos seus sonhos, uma nuvem de tristeza cobre o seu rosto e percebe que brotam lágrimas dos olhos da amiga.

 - Desejava não ter perguntado, mas já o fizera.

  – Meus planos se realizaram, mas a vida ensinou-me que não podemos idealizar. Tive o que queria e o perdi drasticamente. Hoje, sinto-me entristecida, mas cheia de garra para seguir em frente em busca da minha própria vida. Após a minha formatura, fui viajar. Nesta viagem, encontrei o homem por quem me apaixonei e me casei. Tivemos um filho. Vivi para eles e hoje sei que me esqueci. Passei anos a fio na espera da sua volta, pois ele viajava a trabalho. Eu me dediquei à casa, ao filho e à espera dos momentos da sua chegada. Não exerci minha profissão, afastei-me das amigas. Contudo, há seis meses eu recebi a notícia de um desastre que ele sofrera e a partir disto conheci a minha verdadeira situação.

  - Ele tinha outra mulher e quatro filhos. O seu trabalho como viajante lhe proporcionou a oportunidade de se dividir entre nós. Com isto, meu mundo se foi. Eu não tinha marido, não tinha profissão, nem amigos. Tive que mudar meu rumo. Mas, como você pode ver, aqui estou, enfrentando a vida, muito sofrida com o sonho desfeito, porém com a minha própria vida. Chega! Agora me conta o que tem feito.

 Sorri e disse:

- Vivido.

Conta-lhe o que tem feito; fala do trabalho, da casa própria, das amizades, dos breves namoros, dos sobrinhos. Percebe uma alegria que estava distante, invadir o seu coração. Sente que tem uma vida, uma vida própria. Teve receio de encontrar a amiga, de não mais terem nada em comum, de não terem assunto. Está feliz por ter feito este pacto e tê-lo cumprido.

 As horas passam e se dão conta de que no cruzamento de suas historias nada há para se envergonharem. Brindam o encontro e celebram as suas vidas. Selam um novo pacto: de se reencontrarem após 5 anos.

Norma Emiliano

Tags: , , ,

Mundo à parte

 amante1

Google Imagem

 

Na penumbra da sala, uma mesa bem posta. No ar o perfume das flores. Ao fundo, um casal envolvido ao som de “Em algum lugar do passado”. Esse é um cenário perfeito ao romance.

O desejo de amar e de ser amado faz parte da condição humana. Todavia, em nome desse amor, a vida traz para muitos, principalmente, para as mulheres, uma condição de se manterem em um segundo plano. Mas, nem sempre é esse (amor) o considerado como o vilão da história. Ser a outra traz alguns estigmas e configura para a relação um mundo à parte.

Alguns autores, entre eles Elza Berguó, já mencionam a hipótese de que há no Brasil uma poligamia disfarçada. Apontar-se para o maior número de homens em comparação ao de mulheres é limitar a compreensão dessa questão.

No jogo da sedução, no lugar de amante, as fantasias dominam.  Na relação distante a idealização predomina. Não se conhece a pessoa como ela é realmente. Promessas são feitas. Feitas em palavras que quase nunca se transformam em atos.

A aproximação das pessoas se dá por vários fatores. Há mulheres que por serem comprometidas e se sentirem entediadas da rotina consideram mais confiável se relacionarem com homens também comprometidos. Há outras que namoram homens comprometidos por desejarem a liberdade; outras dedicam sua vida, com uma eterna lealdade, ao homem que se divide entre a família e a amante. Essas se sentem “importantes”, pois são “o refúgio” de homens “infelizes” no casamento. Sejam quais forem as motivações, normalmente, surge a esperança de que em algum dia ele a escolherá definitivamente (quando perceber que não pode viver sem ela, quando os filhos crescerem, quando a mulher melhorar de saúde, quando…etc.).

Estar em cena, só quando é possível e/ou entre quatro paredes, distante dos olhares de conhecidos, pode trazer sentimentos contraditórios (insegurança, ciúme, culpa) que acabam intoxicando a alma e o corpo. Segundo Beauvoir, “esperar pode ser uma alegria.(…) mas passada a embriaguez confiante do amor(…) misturam-se ao vazio da ausência os tormentos da inquietação”.

Além disso, há também a possibilidade de a mulher sofrer violências, desde físicas até a violação da intimidade do lar, no momento em que a esposa entra em cena, tentando afastar a “intrusa” do seu marido. Mas, nem sempre esses fatores são considerados relevantes.

Nas histórias cinematográficas pode-se observar que existem a artista principal e a amiga. Na sua história de vida você pode escolher qual será o seu papel. Neste sentido, algumas perguntas podem ser norteadoras dessa escolha, ou seja: O que deseja da relação, quais seus projetos, que tipo de homem quer ao seu lado? Enfim, nada deve se sobrepor ao seu compromisso com você mesma. O encontro com o parceiro, mesmo que perdure, é contingente.  O nós não deve ocupar todo o espaço, pois é no Eu e Tu, individualizados, que se confirma a mútua escolha de uma parceria.

Norma Emiliano

Tags: , , , ,

Encontro Terapêutico

psicoterapia-300x224

Google Imagem

 

“… Solta minhas mãos e segue. ( )… Por longe que te vás, sempre estarás comigo”. 
Cora Torres Maia

Eu e você, o nós; o nosso encontro. Momento impar de disponibilidade; de sair de mim e estar com você. Na sua fala, na minha escuta, na empatia, no nosso diálogo estão os nossos caminhos. Entre suas e minhas histórias enveredamos por estradas. Encontramos lugares desconfortáveis, tristes e solitários. Lugares que trazem muitas recordações e saudades; lugares marcados por lágrimas e mágoas. Lugares que são seus que, às vezes, confundem-se com os meus. Nos fios traçados, os diversos personagens entram e saem de cena, mas você e eu estamos aqui. Com você vem toda a bagagem genética e emocional construída ao longo das diversas gerações que lhe  antecederam; o seu Ser, a sua dor, a sua história. Comigo, o meu ser (pessoal e profissional), a minha história; a paixão por estar aqui. No passo a passo, no seu passo, vamos entrelaçando os fatos, os sentimentos, os comportamentos e montamos o quebra cabeça. No traçado da linha da vida, dados significativos que estruturam a sua identidade e direcionam seu destino. No passo a passo, no seu passo, vamos entrelaçando e separando os personagens, os sentimentos, os comportamentos e os acontecimentos. Entre suas idas e vindas, progressos e retrocessos vão se intercalando.

Neste percurso quantas descobertas! Novos olhares; novos sentimentos.  Separamos e juntamos, juntamos e separamos muitas dores. Abrimos feridas, mas no passo a passo, muitas curamos. Algumas, mesmo tratadas, deixam marcas profundas. Essas servirão de sinais de alerta no seu ponto de equilíbrio.

Ao termino desse caminho que construímos, desse nosso encontro, fica a riqueza de cada Ser, a nossa troca, o nosso crescimento, a reconstrução da sua vida e o reflorescer da minha prática.
Seguiremos vivos em nossas memórias.

Norma Emiliano

Tags: , , ,

Meu Ser

Ser

Imagem   Google

Surgem imagens
Pequena menina enroscada nos braços fortes
Raios de sol em meio a escuridão.
A escuridão do desconhecido.

Muitos rostos, muitas imagens.
Agonia centrada na incerteza do  Ser.
Trilhas incertas na busca do encontro
Do encontro do Ser.

Ser amante e vagante.
Muitos são os encontros
Ser de muitos seres
Encontro das várias formas do Ser.

Ser menina, alegre/triste.
Ser mulher amante/ vagante
Ser da vida, do encontro
Do encontro dos muitos seres.
Do encontro do meu Ser.

Norma

Tags: ,

Nas ondas do mar

Encontros…
O ponto de  encontro..
Vindas e idas.
Desencontros…

Azul espumante e celeste.
As ondas vêm e vão
Perdem- se na imensidão.

Encontros e desencontros
As ondas  vêm e vão
Perdem- se na imensidão

Mar, encontro encantado, vivido
Perdido, sentido na  solidão.

Norma

Tags: , ,

Get Adobe Flash playerPlugin by wpburn.com wordpress themes