Você tem a sensação da perda do si mesmo por estar amando? Você considera -se boa companhia para si mesmo? Estas são duas questões que trazem fatores significativos no encontro do EU e TU.
No mito do amor romântico, o indivíduo encontra a sua alma gêmea e estes dois seres se fundem como se fossem um só ser. A situação simbiótica e a perda dos limites pessoais na paixão até podem existir, mas só são satisfatórias como um estágio de evolução e superável.
O distanciamento é fundamental para o reconhecimento mútuo e desenvolvimento da cada um dos parceiros e da relação. Na construção da intimidade coexistem as diferenças e semelhanças, distância e proximidade. Para tal, estar em contato consigo mesmo é vital, pois é a partir deste contato interior que se estabelece o canal com o Outro, tomando-se cuidado para também não considerar o seu próprio referencial como único.
Manter o prazer de estar junto pressupõe que cada um dos parceiros mantenha outros interesses pessoais e favoreça o desenvolvimento das individualidades, bem como possam ter projetos e interesses comuns.
Cada ser é único, tem suas próprias especificidades e nas relações de casais as diferenças transformam-se em sentimento de oposição. Como lidar com esse sentimento pode fazer toda a diferença no relacionamento, pois como nos assinala Iara Camarata
“Mas este
-Justamente este
pode tornar-se o momento da intimidade
O momento em que ambos,
a partir de suas semelhanças e de suas diferenças,
conseguem olhar para o outro,
desnudarem-se.
descobrirem-se.
confrontarem-se
e saírem diferentes
ambos enriquecidos.
pela proximidade que a distância lhes permite,
ou pelo distanciamento que lhes permite sua proximidade.”
Referência bibliográfica
Anton Iara. Homem e Mulher , seus vínculos secretos, 2002
Norma Emiliano


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