casal_de_apaixonados_03Imagem  Internet

 

Você tem a sensação da perda do si mesmo por estar amando? Você considera -se boa companhia para si mesmo? Estas são duas questões que trazem fatores significativos no encontro do EU e TU.

No mito do amor romântico, o indivíduo encontra a sua alma gêmea e estes dois seres se fundem como se fossem um só ser. A situação simbiótica e a perda dos limites pessoais na paixão até podem existir, mas só são satisfatórias como um estágio de evolução e superável.

O distanciamento é fundamental para o reconhecimento mútuo e desenvolvimento da cada um dos parceiros e da relação. Na construção da intimidade coexistem as diferenças e semelhanças, distância e proximidade. Para tal, estar em contato consigo mesmo é vital, pois é a partir deste contato interior que se estabelece o canal com o Outro, tomando-se cuidado para também não considerar o seu próprio referencial como único.

Manter o prazer de estar junto pressupõe que cada um dos parceiros mantenha outros interesses pessoais e favoreça o desenvolvimento das individualidades, bem como possam ter projetos e interesses comuns.

Cada ser é único, tem suas próprias especificidades e nas relações de casais as diferenças transformam-se em sentimento de oposição. Como lidar com esse sentimento pode fazer toda a diferença no relacionamento,  pois como nos assinala Iara Camarata

 

“Mas este

-Justamente este

pode tornar-se o momento da intimidade

O momento em que ambos,

a partir de suas semelhanças e de suas diferenças,

conseguem olhar para o outro,

desnudarem-se.

descobrirem-se.

confrontarem-se

e saírem diferentes

ambos enriquecidos.

pela proximidade que a distância lhes permite,

ou pelo distanciamento que lhes permite sua proximidade.”

 

 Referência bibliográfica

Anton Iara. Homem e Mulher , seus vínculos secretos, 2002

 

Norma Emiliano

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