Posts Tagged conhecimento

Conhecimento

conhecimento3

Imagem google

O estudo é essencial para o desenvolvimento do ser humano, mas para que ele seja transformador é necessário que  haja um diálogo permamente entre o objeto estudado  com o todo da vida. Na alienação há monotonia e  sofrimento. É na prática que o saber  é  compartilhado e é na troca que crescemos em sabedoria.

“O conhecimento prazeroso é aquele que nos abre as janelas do mundo.

Como se a gente estivesse viajando, e fosse vendo árvores, riachos, campos, vacas, cavalos, pássaros, casas, caminhos, nuvens… Conhecimento prazeroso é aquele que coloca diante de nós os cenários do mundo, que vão dos ovos num ninho de beija-flor até galáxias a milhões de anos luz de distância.” Rubem Alves

Norma


Tags: , ,

O olhar do poeta

olhar
 
 
 
 
A poesia é um canto pessoal, mas também coletivo” .  Fábio Rodrigues
 
Um das funções sociais  do escritor  é expressar o seu mundo. A linguagem poética  constitui-se  no olhar do observador. Olhar que  institui um sentido  para o signo ou modifica um sentido existente.
Costuma-se associar o nome de Carlos Drummond de Andrade ao Modernismo Brasileiro. 
O  poeta  Drummond, em seu  poema Mãos dadas,   afirma  a consciência do outro  em sua existência ( companheiro) numa percepção da  importância do tempo presente. 
Analisa  sua experiência individual, a convivência com outros homens e o momento histórico, concluindo  que o ser humano luta sempre para sair do isolamento, da solidão. Ele nos faz mergulhar nas profundezas dos signos e  nos torna participantes da busca do segredo do conhecimento humano.
 
Mãos dadas

Não serei o poeta de um mundo caduco
Também não cantarei o mundo futuro
Estou preso à vida e olho meus companheiros
Estão taciturnos, mas nutrem grandes esperanças
Entre eles, considere a enorme realidade
O presente é tão grande, não nos afastemos
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história
Não direi suspiros ao anoitecer, a paisagem vista na janela
Não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida
Não fugirei para ilhas nem serei raptado por serafins
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.
                                     
Carlos Drummond de Andrade

Fontes

Fábio Della Paschoa Rodrigues. O Fazer Poético  Em DRUMMOND

Drummond de  Andrade, Carlos. Poesia e prosa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1992.

Norma Emiliano 

Tags: , , ,

Acorda, gente.

OgAAAMz219boAhAzVzVRzJtnrRQbxNFvH00uIAk4MyNka4LiR9xRDPl58cAUJFGF3vamZ2HpWOiRxUviK2cJKyeag8MAm1T1UA-t7G1v2oaxmxcXHOhjy3OHY_Ut

“Se alguém tem um conflito profundo, o importante é tentar participar dos dois polos do conflito, e assim lentamente poderá vir à tona um novo símbolo que os reunirá, ou estará acima ou abaixo dos dois polos.” . Jung

O sentido da vida é a própria vida. Contudo, o ser humano em sua trajetória pessoal e coletiva dá sentido a sua existência. Através do cotidiano constroem- se pontes que dão acesso às diversas áreas do conhecimento. Algumas pessoas constroem seu saber através das experiências vivenciadas, o que comumente chama- se “escola da vida”. Assim sendo, nada em relação ao acúmulo do conhecimento sobre a humanidade deve ser desprezado.

O desenvolvimento científico e tecnológico avança, descortinando antigos mistérios. Por outro lado, as relações humanas, o comportamento dos indivíduos na sociedade atual assustam, dando um caráter de insegurança a esta sociedade. A sobrevivência da espécie humana, da forma como a conhecemos, é questionada.

As transformações climáticas, a ecoesfera, as violências do indivíduo dão mostras do caminhar da humanidade. Indicam os valores, o fio condutor desta trajetória. Vive- se uma dramática deterioração das condições gerais de vida. Retomar o tempo, do bonde à  tranqüilidade das calçadas com crianças brincando, com homens e mulheres sentados em roda a conversar. Rever o armazém, o boteco, as lojinhas de tecido, tudo reflete um tempo. Tempo costurado na tranqüilidade de poder esperar.

No supersônico, mais um recorte. Pessoas apressadas, muitas falas, muitas ofertas, muitas demandas agonizantes da fome. No vende e compra, os ditames destas últimas décadas que globalizam e isolam. As transformações marcam as vidas, fragmentam os indivíduos e o mundo urge de humanidade.

A percepção da desenfreada destruição não tem detido o lado ambicioso e egocêntrico do ser humano que vive em paradoxo. O ter e o ser não mais se afinam. O desejo do desejo não tem chegada. Nesta busca inflada pela mídia,a vida escorrega por entre dedos.” Vão se os dedos e ficam- se os anéis”. As vidas se perdem no vácuo da existência. Muitos lamentam as perdas, mas o tempo anuvia as dores. Entretanto, cada vez mais, o cotidiano grita para o despertar da consciência do excesso, que pode levar à destruição de muitas espécies entre elas, a do homem.

Norma

Tags: , ,

Get Adobe Flash playerPlugin by wpburn.com wordpress themes