Retorno feliz ao meu convívio, neste espaço, com vocês, e compartilho um pouco da experiência que vivencie no período em que encontrei-me ausente.
A realização do IX Congresso de Terapia de Familia foi em Búzios/ RJ. Em eventos como este, temos a oportunidade de nos reunirmos para aprender, saber das novidades e repassar nossas experiências na área.
A temática – Tempo >> Limite >> Sexualidade, mobilizou um bom número de profissionais de várias regiões do Brasil e contou com a participação de palestrantes latinos americanos Jan Bout (Holanda), Luigi Boscolo (Itália) e Carmine Saccu (Itália) que ministraram cursos. Assim, o programa foi composto por plenárias, sub-plenárias, mesas redondas, cursos, temas livres, Workshops, Diálogos interativos, filmes e sessões de pôsters, bem como atividades socio-culturais. Além disso, houve lançamento de livros.
Num clima de organização, entusiasmo e integração, tivemos a possibilidade de trocas fundamentais para nossa vida pessoal e profissional.
Em minha apresentação – Quando o amor maltrara – a proposta foi fazer um paralelo entre a parceria conjugal e a parceria da cooterapia com objetivo de assinalar a importância da utilização do self do terapeuta como agente de mudança.
Este trabalho é o resultado das reflexões que realizamos, eu e minha colega de trabalho, no decorrer dos 17 anos de atendimento de casais e família em cooterapia. Portanto, nossa apresentação tem:
- como embasamento a teoria sistêmica e, assim, vemo-nos no processo de interação continua entre nós, nos atendimentos em cooterapia, nossas famílias de origens e nossos clientes.
- como premissa que aprendemos a amar e ser amado em nossas interações primárias e que a escolha do parceiro trás em sua essência a possibilidade do confronto dos conflitos de cada um dos envolvidos e consequentemente trará ressonâncias na parceria dos terapeutas
- como ponto de reflexão os encontros entre terapeutas e paciente (casais) e as formas de amar.
Enfim, foram cinco dias de intensidade de estudo, reflexão e troca que nos enriquecem e nos estimulam na busca de melhor forma de estarmos em família, pensarmos e atuarmos com as famílias.
Norma Emiliano





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