Participando na blogagem coletiva organizada pela amiga Flora do blog http://floradaserra.blogspot.com .

Veja, ouça e reflita. Temos todos uma parcela de responsabilidade no que acontece no mundo.
Ode à natureza
Norma
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Veja, ouça e reflita. Temos todos uma parcela de responsabilidade no que acontece no mundo.
Ode à natureza
Norma
Tags: comportamento, natureza, vida

Renoir
Cada pessoa é a soma de pequenos detalhes por isto não pode ser substituída.
Era uma vez, um rapaz que olhava para uma bela jovem, com nítida dificuldade de manter os olhos afastados dela; parecia estar em transe. Por sua vez, uma jovem se perguntava o que fazer para encorajar um homem por quem ela se interessava?
Don Juan DeMarco é um personagem que representa o poder da sedução, de exercer fascínio sobre as mulheres. Seria uma habilidade pessoal ou todos os seres humanos têm intrínseco este poder?
Segundo o Dicionário Aurélio, seduzir vem de seducere, quer dizer, levar para o lado, desencaminhar e também atrair, encantar, fascinar, deslumbrar. Assim, como tudo na vida tem os dois lados, tem um lado positivo e outro negativo, pois a manipulação e o poder também estão presentes.
Na dança relacional, qualquer situação é levada a efeito se os envolvidos estiverem num encaixe, mesmo que inconscientemente, ou seja, ninguém seduz se o outro não se deixar seduzir. Baudrillard (2002, p. 88) diz que : “Cada um é, sem dúvida, presente com sua vontade e seu desejo, mas no íntimo, as decisões e os pensamentos lhe advêm de outra parte”.
Todos, em maior ou menor escala, somos sedutores e seduzidos. As nossas atitudes e realizações são modelos para outros, influenciam, e muitas vezes sem termos a menor consciência do fato e vice-versa.
Na atualidade, o consumismo advindo do capitalismo tem como base a sedução de consumidores. Entretanto, nas relações humanas a fragilidade dos vínculos relacionada a
à fluidez dos relacionamentos traz como consequência um processo de desgaste da sedução. A desesperança e violência a vem substituindo pela fria racionalidade sem a intenção de desenvolver a afetividade. ( Baudrillard, 2002)
Neste sentido, o consumismo, na cultura atual, prevalece em relação à sedução, bem como a satisfação imediata do desejo, através do sexo, acabou com o romantismo e colocou a sedução em segundo plano.
Paradoxalmente, há um grande desejo dos indivíduos por estabelecerem relacionamento e um intenso receio de perder-se neste amor. Para Baudrillard “o ser humano está sempre jogando com a sedução, fugindo constantemente através do outro na sua tentativa incessante e interminável de encontrar a si mesmo.”
Norma Emiliano
Referência bibliográfica
BAUDRILLARD, Jean. A troca impossível. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2002.
Tags: comportamento, relacionamento, sedução

Imagem google
Estílo de vida e/ou aventura?
Em uma caminhada, surpreendi-me ao olhar para o trânsito a minha direita e ver um casal, com provavelmente 70 anos, usando como transporte uma moto.
Fiquei curiosa sobre este fato. Sei que existem grupos de motoqueiros. Quem sabe eles façam parte deste grupo e para eles não seja uma aventura utilizar moto com transporte em horário de rush ?
Há clubes organizados, com encontros regulares, inclusive para viagens.
Li aqui que “nos anos 70 o estilo ‘motociclístico’ assumiu uma nova imagem e vitalidade dentro do aspecto de ampliação de estilos de vida (…) uma imagem de diversão saudável e liberdade (…) foi em 1996 que este estilo se popularizou no Brasil.
Enfim, fica aqui registrada a minha curiosidade sobre este casal que como vento passou por mim. Lamentei não estar com a máquina fotográfica para poder compartilhar com você.
Norma
Tags: comportamento, estilo de vida, idoso
Estamos num momento em que a esperança paira no ar com o advento do Natal. Motivada por este fato, reedito um conto que expressa significativamente o quanto este sentir tem magia e promove transformações.Este conto tem como título Renascimento, mas hoje vou preferir denominá-lo de Esperança.

Corydalls triternat (flor da esperança)
Seu nascimento veio marcado por uma anomalia. Passou meses e meses com as pernas imobilizadas por gesso. Seu desenvolvimento truncado e cerceado por suas limitações físicas. Passaram- se os anos e uma profunda tristeza foi tomando conta de seus dias. Não houve infância e a adolescência foi com poucos sonhos e amores. Certo dia, quis ter algo só seu e foi em busca de um animalzinho de estimação. E lá estava ele, olhando-a e remexendo o rabinho e ela exclamou: é este!
Por alguns anos seu fiel cãozinho lhe saudava ao amanhecer e se aconchegava aos seus pés ao dormir. Uma sensação de bem estar lhe acompanhava. Contudo, nada dura para sempre, ele se foi. Adoeceu e não resistiu. Ela se manteve em sua estrada, amargando a solidão, sem conseguir se afogar em prantos. Seu organismo sucumbiu e rapidamente aos 37 anos entrou num processo de envelhecimento precoce.
Em meio a tudo isto, a música, seu violoncelo, que não fora sua escolha, mas sim do pai, expressava-se lindamente, integrando-se aos demais instrumentos da orquestra da qual fazia parte, e transmitindo ao público a beleza do seu ser. Porém ela não se apercebia e só tristeza sentia.
Certo dia, não pode mais tocar, pois seu ombro direito se enrijecera não dando mais comando ao braço. Neste momento, surge em meio a sua dor uma voz que lhe sussurra: desenterre seu tesouro. Cave, cave um pouquinho a cada dia. Traga o cuidado, o prazer por você mesma, pois eles estão aí esperando ansiosos o seu renascer. Surpresa gostou e aceitou o que ouviu. Quando a luz do sol irradiou, mostrando o seu apogeu, o seu sorriso brotou celebrando a vida.
A infância e adolescência se foram, não tinham volta, mas a vida se mantinha e com ela o surgir de cada dia trazendo-lhe esperanças renovadas.
Norma Emiliano
Tags: comportamento, esperança, renascimento, vida
Uma bela e interessante história de amor do mundo de engrenagens e parafusos para reflexão sobre a importância das experiências da vida.
Animated short 2010. Inspired by Lotte Reiniger works and Antony Lucas’s Jasper Morello film.
Tags: amor, comportamento, reflexão
No Mito da Caverda, Platão pensou em demonstrar a visão limitada dos homens, refere-se a realidade dividindo-a em duas partes: A primeira é o nosso mundo irreal; cheio de idéias imperfeitas (forma, cor, leis). Todas cópias da matriz, usando os nossos sentidos (visão) para nos enganar. Nós estamos presos em um mundo sensível, mas não sabemos disso. A segunda é o real.
Mito da Caverna
“Imaginemos uma caverna subterrânea onde, desde a infância, geração após geração, seres humanos estão aprisionados. Suas pernas e seus pescoços estão algemados de tal modo que são forçados a permanecer sempre no mesmo lugar e a olhar apenas para a frente, não podendo girar a cabeça nem para trás nem para os lados. A entrada da caverna permite que alguma luz exterior ali penetre, de modo que se possa, na semi-obscuridade, enxergar o que se passa no interior.
A luz que ali entra provém de uma imensa e alta fogueira externa. Entre ela e os prisioneiros – no exterior, portanto – há um caminho ascendente ao longo do qual foi erguida uma mureta, como se fosse a parte fronteira de um palco de marionetes. Ao longo dessa mureta-palco, homens transportam estatuetas de todo tipo, com figuras de seres humanos, animais e todas as coisas.
Por causa da luz da fogueira e da posição ocupada por ela, os prisioneiros enxergam na parede do fundo da caverna as sombras das estatuetas transportadas, mas sem poderem ver as próprias estatuetas, nem os homens que as transportam.
Como jamais viram outra coisa, os prisioneiros imaginam que as sombras vistas são as próprias coisas. Ou seja, não podem saber que são sombras, nem podem saber que são imagens (estatuetas de coisas), nem que há outros seres humanos reais fora da caverna. Também não podem saber que enxergam porque há a fogueira e a luz no exterior e imaginam que toda a luminosidade possível é a que reina na caverna.
Que aconteceria, indaga Platão, se alguém libertasse os prisioneiros? Que faria um prisioneiro libertado? Em primeiro lugar, olharia toda a caverna, veria os outros seres humanos, a mureta, as estatuetas e a fogueira. Embora dolorido pelos anos de imobilidade, começaria a caminhar, dirigindo-se à entrada da caverna e, deparando com o caminho ascendente, nele adentraria.
Num primeiro momento, ficaria completamente cego, pois a fogueira na verdade é a luz do sol, e ele ficaria inteiramente ofuscado por ela. Depois, acostumando-se com a claridade, veria os homens que transportam as estatuetas e, prosseguindo no caminho, enxergaria as próprias coisas, descobrindo que, durante toda sua vida, não vira senão sombras de imagens (as sombras das estatuetas projetadas no fundo da caverna) e que somente agora está contemplando a própria realidade.
Libertado e conhecedor do mundo, o priosioneiro regressaria à caverna, ficaria desnorteado pela escuridão, contaria aos outros o que viu e tentaria libertá-los.
Que lhe aconteceria nesse retorno? Os demais prisioneiros zombariam dele, não acreditariam em suas palavras e, se não conseguissem silenciá-lo com suas caçoadas, tentariam fazê-lo espancando-o e, se mesmo assim, ele teimasse em afirmar o que viu e os convidasse a sair da caverna, certamente acabariam por matá-lo”
Platão.
Extraído do livro “Convite à Filosofia” de Marilena Chaui.
Maurício de Souza, cartunista brasileiro, com fama internacional, criou vários personagens. Em Sombras da Vida, historia em quadrinhos, um dos seus personagens, Piteco capta a essência de Platão.
Norma
Tags: comportamento, mito, reflexão

Imagem do site
“Outro dia, após uma conversa com a Marina, minha filha, decidi que vamos por em discussão urgentemente (mesmo antes da reunião periódica com os roteiristas), um tema que está me pondo preocupado: nosso aparente preconceito contra as loiras.
Veja só: a nossa estrela, Mônica. É morena. Sua melhor amiga quase empatando na preferência dos leitores, a Magali, também é morena. A Rosinha, dona do coração do Chico Bento, é morena. As mães de praticamente todos os personagens, são morenas. A Maria Cebolinha… morena. O Cebolinha, o Cascão, o Do Contra, o Nimbus, o Titi… todos morenos.
As adultas Tina e Pipa? Morenas.
Sobram honrosas exceções: o Franjinha, que nasceu loiro porque eu não tinha tempo de ficar pintando o cabelo dele (ainda não tinha equipe para me auxiliar), e o Rolo, com uma esquisita cabeleira encaracolada azulada meio fora de propósito.
E as não morenas?
Tem a Carminha Fru-Fru, aquele poço de petulância e antipatia.
Tem a Denise, toda fofoqueira.
Tem os meninos Reinaldinhos, Ronaldinhos e outros inhos, metidos a galãs, machõezinhos, todos loiros.
Ah, sim. Tem mais uns personagens com cabelos claros. Naturalmente secundários, como o Xaveco e o Zé Lelé… mas estes não contam.
Estamos falando de loiras.
Buscando a loira “alfa”, líder, bondosa, carismática, referência, que me parece ainda está para sair do lápis.
Assim, em defesa das loiras apartadas, esquecidas, magoadas, preteridas… sugiro uma discussão urgente para discutirmos essa falha na composição do nosso universo ficcional.
Porque… o mundo… não seria o mesmo sem as loiras. Como dizem músicos e poetas.”
12 de novembro de 2008
O que você pensa sobre este preconceito?
Tags: comportamento, preconceito, reflexão

Olhando para a imagem de um casal abraçado (um dos pares da cor preta e outro, branca), admirando a lua, reporto-me à idéia que fazemos de um “par perfeito” e por outro lado, às inevitáveis diferenças entre os seres humanos.
Estar juntinhos, contemplar a lua, dar valor aos pequenos gestos são inerentes à primeira fase dos relacionamentos, mas pouco mantidos.
Os filmes e telenovelas nos mostram atitudes de casais nem sempre compatíveis com a realidade. O amor cantado em prosa e verso enfatiza a saudade da presença amada. “Fecho os olhos pra não ver passar o tempo, sinto falta de você. Anjo bom, amor perfeito no meu peito, sem você não sei viver”’, palavras cantadas por Roberto Carlos.
O clima de romance dificilmente é conservado entre os pares e, normalmente, a mulher frustra-se e se considera infeliz por não amar e ser amada conforme o modelo.
Mas o que é viver o amor duradouro? Como é sentir-se feliz na parceira? Será que a vida descrita nos romances pode ser o referencial de amor e de felicidade?
Sabemos que a parceria conjugal estabelecida com base no amor data do início do século XX, pois as escolhas, anteriormente, eram decididas pelos pais. O amor não era o principal valor, mas a reprodução da espécie.
Na atualidade prioriza-se o sentimento. Contudo, o AMOR, amar e ser amado, envolve idealizações que podem pôr em risco o verdadeiro afeto, que é uma construção vincular.
No decorrer do tempo, o contexto relacional, muitas vezes, torna-se nebuloso e os pares já não conseguem a intimidade para a percepção dos sentimentos um do outro, quanto mais troca de carícias.
Amar envolve a valorização de qualidade da outra pessoa; seria ideal que as pessoas pudessem utilizar os atributos complementares que as fizessem crescer no afeto. Mas as mágoas geradas pelas frustrações e conflitos pelas diferenças podem desgastar o relacionamento.
É no dar e receber nos níveis social, sexual e afetivo que a relação se fortalece para enfrentar os obstáculos inerentes ao viver. Neste sentido, podemos enfatizar também a importância de manter a chama, apimentar a relação para que não se perca o gostinho do quero mais.
“Não tinham razões para ser felizes. Mas, a despeito de tudo, tinham momentos de felicidade. Era quando começavam a falar sobre os seus sonhos. (…) Por vezes a felicidade se faz com sonhos impossíveis.” Rubem Alves in “O Amor que acende a lua.
Norma Emiliano
Tags: casal, comportamento, relacionamento
Olá.
Sou Norma Emiliano,Terapeuta de Família. Faço atendimentos clínicos há 17 anos.Tenho paixão pelo que faço. Minhas experiências profissionais constituem a base das minhas reflexões sobre as mudanças ocorridas na sociedade e suas repercussões nos indivíduos, nas relações interpessoais e, principalmente, no interior das famílias.
Neste blog, convido o internauta a ler, refletir e a trocar idéias sobre vários assuntos apresentados em poesia, música, experiências e textos que dizem respeito à família.

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