Natalia Rembold

Tags: Carlos Drummond, carnaval, fantasia, Poesia
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” Neste poema a desejada unidade harmônica da vida”.
“Eu preparo uma canção
em que minha mãe se reconheça
todas as mães se reconheçam,
e que fale como dois olhos.
Caminho por uma rua
Que passa por muitos países.
Se não me vêem, eu vejo
E saúdo velhos amigos.
Eu distribuo um segredo
Como quem ama ou sorri.
No jeito mais natural
Dois carinhos se procuram.
Minha vida, nossas vidas
formam um só diamante.
Aprendi novas palavras
E tornei outras mais belas.
Eu preparo uma canção
que faça acordar os homens
e adormecer as crianças”
Carlos Drummond de Andrade, consagrado poeta brasileiro nasceu em Itabira, Minas Gerais no ano de 1902. Estudou em sua terra natal, Belo Horizonte, e com os jesuítas no Colégio Anchieta de Nova Friburgo RJ. Começou a carreira de escritor como colaborador do Diário de Minas.
Apesar de ter se formado em farmácia na cidade de Ouro Preto em 1925, fundou com outros escritores A Revista que foi importante veículo de afirmação do modernismo em Minas. Ingressou no serviço público e, em 1934. Depois passou a trabalhar no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e se aposentou em 1962. Desde 1954 colaborou como cronista no Correio da Manhã e, a partir do início de 1969, no Jornal do Brasil. Faleceu no Rio de Janeiro RJ, no dia 17 de agosto de 1987.
Em suas obras há uma permanente ligação com o meio e obras politizadas. Além das poesias, escreveu diversas crônicas e contos. Seus principais temas são: conflito social, a família e os amigos, a existência humana, as memórias da terra natal, a visão sarcástica do mundo e das pessoas. Também foi talentoso em prosa que se caracteriza pela riqueza e expressividade da linguagem e do tema, impregnados de senso de humor.
Em 1980 lançou as seguintes obras: A Paixão Medida, que contém 28 poemas inéditos e A Falta que Ela me faz (crônicas e histórias).
Fontes
http://www.suapesquisa.com/biografias/drummond.htm
http://www.releituras.com/drummond/biografias/drummond
Antologia Poética, de Carlos Drummond de Andrade.
Esta foi musicada por milton Nascimento, confira.
jrccmeira — 7 de novembro de 2009
Tags: amizade, biografia, Carlos Drummond, Poesia, vida
Não serei o poeta de um mundo caduco
Também não cantarei o mundo futuro
Estou preso à vida e olho meus companheiros
Estão taciturnos, mas nutrem grandes esperanças
Entre eles, considere a enorme realidade
O presente é tão grande, não nos afastemos
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história
Não direi suspiros ao anoitecer, a paisagem vista na janela
Não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida
Não fugirei para ilhas nem serei raptado por serafins
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.
Carlos Drummond de Andrade
Fontes
Fábio Della Paschoa Rodrigues. O Fazer Poético Em DRUMMOND
Drummond de Andrade, Carlos. Poesia e prosa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1992.
Norma Emiliano
Tags: Carlos Drummond, conhecimento, Poesia, representação
Olá.
Sou Norma Emiliano,Terapeuta de Família. Faço atendimentos clínicos há 17 anos.Tenho paixão pelo que faço. Minhas experiências profissionais constituem a base das minhas reflexões sobre as mudanças ocorridas na sociedade e suas repercussões nos indivíduos, nas relações interpessoais e, principalmente, no interior das famílias.
Neste blog, convido o internauta a ler, refletir e a trocar idéias sobre vários assuntos apresentados em poesia, música, experiências e textos que dizem respeito à família.

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