Bullying, uma questão social
O verbo inglês “bully”, que significa usar a superioridade física para intimidar alguém, deu origem ao termo “bullying”. Há um pensamento restrito, por parte de algumas pessoas, sobre o bullying ao considera – lo como uma prática de atribuir apelidos pejorativos às pessoas e exclusiva do contexto escolar. Seu conceito é amplo e envolve abuso psicológico, físico e social e ocorre em vários ambientes, causando dor e angústia.
É um problema mundial. Os autores, normalmente, pertencem a famílias desestruturadas e com pouca afetividade entre os membros, com pais que oferecem a violência ( cenas de abuso de autoridade e desrespeito) como modelo. Os alvos são pessoas ou grupos que não possuem recursos, habilidades ou posição para reagir. Há o domínio de sentimento de insegurança, com baixa auto-estima e desesperançadas por não se sentirem adequados.
Há uma crescente preocupação com esta questão social, pelo aumento considerável de atos de violências, principalmente nas escolas. Por outro lado, a competitividade estimulada socialmente é um fator de indução à violência, em suas diversas áreas.
Já temos, no Brasil, no Rio Grande do Sul, uma lei que foi sancionada “que obriga as escolas públicas e privadas a desenvolver ações permamentes de prevenção a atos de intimidação entre estudantes e de identificação rápida de casos de bullying”. (JCNET/2010)
Em minha participação anterior na blogagem coletiva sobre esta temática, ressalto as corresponsabilidades que configuram esta questão.
Afirmar que “Chega de Bullying” é a nossa proposta, hoje, nesta corrente de intenções, mas é obvio que há a necessidade de ações e políticas sociais que combatam suas raízes, ou seja, laços familiares saudáveis, estimulo ao valor dos esforços e diminuição das desigualdades sociais.
Esta é a minha participação na Blogagem Coletiva, Chega de bullying, do Blog Mãe é tudo igual.
Fontes
Jornal da Cidade de Bauru (online) – 02/07/2010
CONSTANTINI, Alessandro. Bullying, como combatê-lo? : prevenir e enfrentar a violência entre jovens. SP: Itália Nova editora, 2004.
TIBA, Içami. Quem ama, educa! SP: Gente, 2002.


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