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Blogagem Coletiva – Anunciação

 Texto publicado em 2009  e reeditado nesta minha participação da blogagem coletiva proposta pela amiga  Roselia do blog  espiritual-idade,  hoje com o tema Anunciação.

 

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Anunciação- Conceição Resende /Porto

 

A Coroa do Advento

“Você não veio ao mundo para ser “esmagado” por imposições, mas para cumprir o propósito do seu espírito”. Silvia Schmidt

As lojas se revestem de verde e vermelho, o que em nossa cultura pode aludir respectivamente à esperança, à vida nova e à paixão, à conquista. O advento se aproxima. Na tradição cristã, o advento é um tempo de reflexão e preparação espiritual; é um tempo apropriado para fomentar a construção da esperança. Para o mundo do mercado é momento das vendas. Entre o espírito da fraternidade e o mundo da exclusão social, (miséria, desemprego, discriminações) a humanidade caminha.

Duas forças regem o caminho da humanidade: a força material, econômica impulsionada pelo trabalho e expressa no consumo e a força espiritual, impulsionada pelo amor e expressa na solidariedade.  Entretanto, a exigência da felicidade construída pelo padrão do capitalismo traz um peso e uma contradição. O ser humano tem necessidades primárias (alimentação, teto, vestimenta, etc.) que precisam ser atendidas diariamente, mas muitas pessoas não as conseguem. Por outro lado, vive-se um cotidiano marcado pelo consumismo, violência, desigualdades e perdas.

O que é felicidade? A felicidade humana se constrói em atos de amor a si próprio e aos outros. Nos livros sagrados encerra- se esta sabedoria “veja- se no próximo”. De acordo com Bowen (1978) a natureza humana contém dois conjuntos de forças opostas: as que unem as personalidades e as que lutam para se libertar rumo à individualidade. É nesse equilíbrio que caminham a solidariedade e o individualismo.

A atualidade traz o forte cunho do individualismo que se bem aplicado pode trazer bons resultados pessoais e sociais. Para alcançá-lo torna-se necessário buscar a si próprio no sentido da responsabilidade pessoal e coletiva, ao autoconhecimento e ao desenvolvimento da auto estima. Por outro lado, na medida em que se desenvolve a auto estima com olhar crítico e generoso sobre si mesmo, possibilita- se que não haja tanta contaminação pelo modismo maligno que fixa conceitos de beleza, status e padrões de felicidade.

Formamos uma rede, assim para que o bem estar seja profícuo é necessário que haja uma outra forma de convivência social. De acordo com o primeiro artigo da Declaração Universal de Direitos Humanos “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade”.  Contudo, nem sempre o que está escrito é a realidade. Esta seria uma forma ideal de convivência .

Neste sentido, na medida em que possamos ampliar a autopercepção, a percepção da riqueza das relações sociais como fonte de aprendizado e  possamos ter como objetivo pessoal e coletivo a solidariedade, estaremos trilhando caminhos de esperança de tempos melhores. Que o  ritual Natalino contamine a essência e que numa corrente de amor  impulsione a conquista de  um mundo onde sejam  possíveis a dignidade, a justiça, a paz .

Norma

 

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Minha Idéia é meu pincel

 

Esta é minha participação na quarta semana da Blogagem coletiva proposta pela amiga Glorinha do blog cafecombolo,   Minha Idéia é meu pincel.

 

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Edgar Degas – Les Danseuses Bleues

 

Dançemos

 

Gosto muito do azul e dos movimentos da dança,  no entanto o que me chama atenção na tela Les Danseuses Bleues é  a forma como cada uma das dançarinas isola – se em seu próprio gesto. Metaforicamente, considero  a busca do seu próprio eu.

Olhos fechados, gestos cuidadosamente executados, languidez, rodopios sincronizados em busca da arte do viver, do encontro de si mesmo e  da auto estima  para  poder alçar voos em direção ao outro.

Estar próximo e distante a tal ponto que possa sentir os movimentos das demais e  ao mesmos fazer os seus próprios, no equilíbrio dos passos.  Movimentos de libertação e transformação. “É incrível o que podemos fazer quando não sabemos do que somos capazes.” Garfield.

Segundo a mitologia Hindu,  Shiva, o senhor da dança, possui dois aspectos: destruidor e criador.  Shiva ao dançar executa este ritual,  revolve toda a neve sob seus pés e a sua volta,  destrói o universo. Porém a neve remexida pela dança se derrete e forma um pequeno filete de água que ao  descer as montanhas forma  pequenos veios que mais abaixo se transformam  numa volumosa fonte de vida que é o Rio Ganga.

Shiva é o mestre tecelão do espaço e do tempo. (fonte)

Assim, faço desta menção à tela o convite  para  DANÇAR.

 

 

 

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Minha idéia é meu pincel

 

Blogagem coletiva, Minha idéia é meu pincel, proposta da  Glorinha do Café com Bolo.

 

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Georgia O’Keefe – The Waterfall

 

Deter o olhar sobre as nuances das cores e dos traçados do quadro The Waterfall de Georgia O’Keefe,  transformando em palavras o sentido que me é impresso, desafia- me a  percorrer caminhos da arte da sedução.

De repente é uma troca de olhares, um leve desvio de rosto, a respiração arfante e o desejo que abrasa o corpo.

Quem não ouviu falar do cinto de castidade e da submissão da mulher ao seu grande senhor?  Tempos de adestramento da sexualidade feminina. 
Tempos que já se fazem distantes…. De lá para cá muitas coisas mudaram,  e  a mulher caminha firme  em busca dos seus desejos e prazeres, do seu próprio EU.

A arte da sedução é expresssar através do corpo a vida. São posturas e gestos que não exigem palavras.

 

Eu sou o hoje.
Sou  mulher
De onde venho?
Do Eden  do pecado?
Do desejo, da paixão e do amor?

O meu corpo,  minha morada.
Ele é  da minha responsabilidade.
Sou vida, sou o que penso e faço.
Sou razão e emoção.
Sou simplesmente, mulher.

 

Norma

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Minha idéia é meu pincel

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Paul Klee – The Rose Garden

 

 

 

 

Blogagem coletiva, Minha idéia é meu pincel, proposta da  Glorinha do Café com Bolo.
 
Ontem e hoje é o que me reporta a tela de Paul Klee – The Rose Garden .

O ontem,  campo aberto,  soa o canto da vida através da brisa suave.
Flores diversas e coloridas formam   manto de amor e paz.

O  hoje, selva congestionada de prédios.
Prédios selados no silêncio obscuro da solidão.
Solidão de todos os olhos.

Pelas frestas olhos espreitam,  procuram  o encanto da natureza.
Olhos que, de tanto persistirem na procura da vida, encontram brechas.
Que brechas? As dos sonhos incontidos de cultivar as rosas.

Na magia do desejo brotam rosas entre as grossas paredes de cada esquina.
Rosas que constituem  um pouco da esperança.
Esperança de transformar a solidão num canteiro de rosas.

Norma

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Blogagem Coletiva- Minha Ideia é Meu Pincel

 

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 Monet – Irises in Monet’s Garden

 

Diante dos meus olhos as cores se misturam e resplandecem ao sol. Tudo é tão belo,  mesmo sendo apenas uma tela, absorvo o perfume no ar. Sinto-me leve, crio asas e voo, um voo que me permite mergulhar e localizar em mim a beleza do ser vivente.

Percorro, lentamente, estes caminhos, fixo os olhos em cada espécie, confundo-me com a paisagem, deito-me sobre este manto de flores, sorvendo o frescor do universo. Neste instante, ouço o som de uma canção que me acompanhou na adolescência, My Way, e revejo cenas de um amor que por lá ficou.

O coração segue o ritmo da canção;  A  alegria invade o peito. “Eu amei, eu ri e chorei (eu fiz tudo, tudo do meu jeito).” Este foi o meu primeiro traçado, traçado que colori com o meu próprio pincel e que me levou ao encontro de mim mesmo. “Eu vivi uma vida que foi cheia. Eu viajei por cada e todas as rodovias”.

Nas cores e formas da tela, o sentido da vida de Monet, no entanto das diferentes cores uma cor me  envolve, o branco da paz. 

Oh!  Paz que sinto ao pousar meus olhos sobre esta tela de Monet.  O retornar deste percurso, inundada de luz, é expandir no amor todo este sentir.

Este texto é a minha participação na Blogagem Coletiva  Minha idéia é meu pincel sob a organização de Glorinha do blog Café com bolo

Aproveito  para  agradeçer a  Glorinha  pela idéia tão criativa de nos estimular a brincar com as palavras.

Norma Emiliano

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Blogagem- O melhor de mim

 

Não é simples falar de si mesmo, mas esta é a proposta desta coletiva organizada pela Elainegaspareto do blog Um pouco de mim, em comemoração aos dois anos deste espaço.

Todos temos características boas e outras nem tão boas. Algumas delas em certos momentos são positivas e em outras negativas, ou seja, não nos trazem os melhores resultados. Considero que consigo olhar para mim com generosidade, perdoo minhas falhas, pois tenho amor próprio, e busco evoluir. Assim sendo, escolhi dizer que sou confiável e honesta, normalmente as pessoas que me conhecem podem contar com a minha sinceridade, lealdade  e transparência. Amo o ser humano, acredito em sua possibilidade de mudanças e na sua evolução. Sou muito afetiva e rapidamente me aproximo das pessoas.

Aproveito para felicitar a Elaine por esta oportunidade, de cada um de nós, poder apreciar e compartilhar o melhor de si mesmo.

Sucesso…..

 

Norma

 

 

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Vida em Glorinha

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Hoje,  celebramos a vida através da nossa amiga, ainda virtual para mim, Glorinha, do Café com bolo.

Meu caminhar em direção as pessoas é vagoroso,  pois acredito que os relacionamentos são construidos e conquistados. Hoje, já me considero autorizada a lhe fazer esta homenagem, congregando com todos aqueles que lhe amam e a sentem merecedora de carinho.

Glorinha, desejo que seus sonhos se concretizem, que o carinho seja seu companheiro diário e a  harmonia seja o invólucro de sua vida.

Beijos e abraços carinhosos.

PARABÉNS

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 Norma

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Blogagem Coletiva- sentimentos

 

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Imagem da Internet

 

Este texto é a minha participação na Blogagem Coletiva  Emoções e Sentimentos com o tema  Perdão  sob a organização de Glorinha do blog Café com bolo.  

Aproveito, para  agradeçer a  Glorinha por nos dar essa oportunidade de  conhecermos tantas pessoas e  melhor conhecermos uns aos outros.

 

O seu perdão não tem o poder de liberar a dívida do outro, mas tem o poder de liberar você”. R.A.

 

Nos relacionamentos lidamos com as diferenças pessoais e há situações cotidianas que nos causam sofrimentos.  Todos desenvolvemos mecanismos de defesa, armas que usamos para nos defender ou atacar. No entanto,  alguns ingrediente são indispensáveis na construção da saúde mental,  entre eles a capacidade de perdoar.

Por outro lado, os fatos passados são inapagáveis, mas o sentido do que nos aconteceu, quer tenhamos sido nós a fazê-lo, quer tenhamos sido nós a sofrê-lo, não é definitivo. Os acontecimentos do passado permanecem abertos a novas interpretações. Podemos mudar a carga moral, o seu peso de dívida. É necessário atualizar as dívidas que se acumulam ao longo da vida

A partir da década de 80, encontramos  um crescente interesse a respeito da psicologia do perdão, Atualmente, estudos já mostram que o perdão faz bem para a saúde. Leia aqui

O que significa  perdoar?  É uma palavra grega e significa a liberação ou cancelamento de uma obrigação. Segundo a enciclopedia wikipédia “o perdão é um processo mental ou espiritual de cessar o sentimento de ressentimento ou raiva contra outra pessoa, decorrente de uma ofensa percebida, diferença ou erro, ou cessar a exigência de castigo ou restituição”. Assim sendo, ao perdoar, abro mão de ser juiz; reconheço que o outro errou, reconheço a dívida que o outro tem comigo, mas me dou conta que não sou eu que devo cobrar o que ele me deve.  Portanto, o perdão é o contrário do esquecimento de fuga; não se pode perdoar o que foi esquecido. O que deve ser destruído é a dívida, não a lembrança.

Não  devemos confundir o perdão com “o passar a mão na cabeça”, não por limites, pois o perdão não libera o outro da sua responsabilidade em relação aos seus atos.

No processo de cura interior  no curso do perdão, os sentimentos profundos (ira, amargura, mágoas, entre outros) precisam ser confrontados e esgotados. A cicatrização varia de indivíduo para indivíduo.  Ao perserverarmos em nossa decisão de perdoar, os mecanismos de defesas também se alteram, tornam- se mais aperfeiçoados e amadurecemos como pessoa.

O perdão hoje não é apenas mais um dogma religioso, mas uma importante orientação terapêutica.

“O que mais importa não é o que fizeram conosco, mas, sim o que nos fazemos com aquilo que conosco fizeram” Jean Paul Sartre.

 

Fonte:

Psicologia do perdão. Fábio Damasceno, IFC Editora, 1998

Perdão, uma questão de inteligência. James Well

Norma

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