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Viver bem

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Hoje, diante de uma cena,  na qual  uma pessoa portadora de deficiência física se  encontrava com grande dificuldade de realizar determinada tarefa, tive  uma breve reflexão sobre o que é viver bem. Esta  reflexão gerou a minha vontade de  abordar esta temática.

A forma como cada pessoa considera que a vida é boa tem um caráter  subjetivo. Esse pensar e sentir relacionam-se com valores e crenças. Na atualidade,  preza-se muito o ter, o fazer e o prazer imediato.

No entanto, viver bem também está relacionado a maneira como cada pessoa encara as diversas etapa de sua vida, apesar de  algumas pensarem que o  melhor  sempre está no futuro e  vai vivendo nesta busca infinita, bem como está relacionado como cada pessoa lida com os obstáculos que a vida impõe.

Para ilustrar esta temática,  trouxe um recorte, que recebi  por e-mail, de Cora Coralina ao ser indagada sobre o que é viver bem;

“Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice.
E digo prá você, não pense.
Nunca diga estou envelhecendo, estou ficando velha.
Eu não digo.
Eu não digo estou velha, e não digo que estou ouvindo pouco.
É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso.
Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e isso me ajuda a vencer
as dificuldades da vida.
O melhor roteiro é ler e praticar o que lê.
O bom é produzir sempre e não dormir de dia.
Também não diga prá você que está ficando esquecida, porque assim você fica mais.
Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima.
Eu não digo nunca que estou cansada.
Nada de palavra negativa.
Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica.
Você vai se convencendo daquilo e convence os outros. Então silêncio!
Sei que tenho muitos anos.
Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades,
mas não sei se sou velha não.
Você acha que eu sou?
Posso dizer que eu sou a terra e nada mais quero ser.
Filha dessa abençoada terra de Goiás.
Convoco os velhos como eu, ou mais velhos que eu, para exercerem seus direitos.
Sei que alguém vai ter que me enterrar, mas eu não vou fazer isso comigo.
Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha
própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto,
pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.
O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade.
Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça.
Digo o que penso, com esperança.
Penso no que faço, com fé.
Faço o que devo fazer, com amor.
Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende.
Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar,
ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida,
que o mais importante é o decidir.”.

Cora Coralina

E para você o que viver bem?

Norma

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Um convite

Uma viagem;  um caminhar no tempo  no contato com a natureza.

Então, compartilhe …..

Bom domingo

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Um lugar especial

 

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Sempre que tenho oportunidade,vou ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Neste espaço, encontramos uma exuberante variedade de flora e fauna;  coleções vivas de plantas nativas e exóticas,  de plantas medicinais, cactários  e estufa das plantas insetíforas.

É uma excelente opção de lazer para todas as idades. É uma bela área verde que nos permite  ter  um olhar longínguo no passado, através das palmeiras imperiais, sentir o frescor  e o perfume da natureza. 

Nele estão contidos:  história, cultura, ciência  e paisagismo.

  

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Temos muitas belezas e não podemos deixar de ressaltá-las….

Norma

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Prazer

 

 

Em  nosso cotidiano, somos envolvidos em várias tarefas necessárias a nossa  sobrevivência e ao nosso viver.  Na maioria das vezes, realizamos ações automáticas  e não nos damos conta do sentimento.

Nossos sentimentos denunciam nossa forma de estar no mundo. A amiga Beth  ,  ontem, 22/11,  nos ofertou um post que nos leva a refletir sobre a  importãncia da conexão com a beleza da natureza. 

Estudos científicos já se detêm sobre a importância das sensações de prazer para a saúde  e, neste sentido trago- lhe as sequintes

Como você define prazer?  

Você se pergunta sobre o que poderia fazer para se agradar?

O sentir é subjetivo e não há como definir para o outro o prazer dele.  É certo que, hoje, a mídia tenta convencer aos indecisos que tipo de prazer ele merece. Porém,  a indução leva a excessos e a sentimentos posteriores de culpa.

Para muitos  é dificil, inclusive, entender a beleza de não se fazer nada, simplesmente relaxar.

Após esta reflexão, conte-nos qual o carinho que vai fazer hoje em VOCÊ?

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Vivências pós- divórcio

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A taxa de separação conjugal tem crescido e precisamos de pesquisas que nos revelem as suas conseqüências sobre as famílias.

Leila Maria Torraca de Brito, professora-adjunta do Instituto de Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro; mestre e Doutora em Psicologia pela PUC/RJ, realizou uma pesquisa qualitativa sobre Família pós-divórcio: visão dos filhos, na qual podemos encontrar análises que nos demonstram o quanto é delicado para os filhos, principalmente os menores, ultrapassarem esta etapa do ciclo de vida familiar.

Esta pesquisa foi realizada com 30 sujeitos (S) – 14 homens e 16 mulheres – de classe média, na faixa etária de 21 a 29 anos, que residiam no Rio de Janeiro e se declaravam filhos de pais separados. Assim sendo, coloquei entre aspas os trechos extraídos de alguns dos resultados e  análises realizadas pela pesquisadora.

“(…) no momento da separação, foi observado que grande parte dos entrevistados não recebeu esclarecimentos sobre o ocorrido (…) que muitos levaram um ‘choque’ porque não presenciavam relações conflituosas entre os pais – que justificassem o rompimento _ se surpreenderam (…) muitos percebiam que não havia disponibilidade dos pais para abordar o assunto, mesmo anos após a separação”. Por outro lado, “foi observado que o rompimento da relação conjugal acarreta, comumente, um complexo processo de mudanças para os diversos componentes do núcleo familiar.”

Constatou-se que “o mal-estar dos filhos no contexto pós-separação também foi exposto por aqueles entrevistados que se sentiram como joguetes entre os pais, tendo em vistas a manutenção das brigas. (…) no item em pauta, desfaz-se a idéia de que o rompimento conjugal irá, necessariamente, extinguir brigas e desentendimentos entre ex-cônjuges, contribuindo para que os filhos não fiquem expostos a tais desavenças ”.

Portanto, nas palavras da autora,” inicialmente, apesar de os entrevistados discorrerem sobre o divórcio como um tema natural, comum a muitas famílias atualmente, quando abordavam a separação conjugal dos pais e começavam a falar de suas recordações e vivências, esta se tornava um assunto delicado”.  Por outro lado, a convivência familiar sofre vários ajustes que variam de acordo como a guarda é estabelecida.” (…) Alterações no relacionamento e nos períodos de convivência com aquele genitor que permaneceu com a guarda – geralmente as mães – também foram relatadas. Com dificuldades para manter os filhos, o guardião, por vezes, se afastava do lar por longos períodos durante o dia devido ao aumento da carga horária de trabalho. (…) Os entrevistados que apresentaram menos queixas quanto à separação conjugal dos pais e a posterior convivência com estes foram aqueles que se sentiram verdadeiramente acolhidos nas duas casas após separação, com livre acesso a ambos os pais”.

Na alianças com o guardião a pesquisadora aponta que “separação conjugal com litígio, os filhos podem estabelecer alianças com um dos genitores, desenvolvendo uma forte vinculação preferencialmente com o guardião, a quem percebem de maneira mais positiva.”  Ressalta que “estas alianças devem ser percebidas por profissionais  que atuam junto aos casos como, por exemplo, nas Varas de Família. Nessas circunstâncias, destaca-se o equívoco que pode existir quando se resolve averiguar com qual dos genitores a criança deseja residir.  Aprisionado em um forte vínculo com o guardião, o filho não possui escolha, espelhando a única resposta que lhe é possível, dada a intensidade da situação a que está exposto.”

 Desta forma, podemos reafirmar que as vivências no contexto familiar pós- divórcio são extremamente importantes para o bem estar dos filhos, principalmente para os menores  e também ressaltar que os pais precisam estar atentos na percepção de que a adequação dos filhos é diretamente proporcional a adequação dos pais.

Entender o pós-divórcio sob o ponto de vista dos filhos, abre uma nova perspectiva de  entendimento sobre a convivência entre os diversos membros familiares.

Fonte da pesquisa
BRITO, Leila Maria Torraca de. Família pós-divórcio: a visão dos filhos. Psicol. cienc. prof. [online]. mar. 2007, vol.27, no.1

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Um olhar sobre o rejuvenescimento

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 Não se pode voltar atrás, ao começo, mas é sempre tempo para recomeçar e mudar.

 
O processo de envelhecer é uma característica dos seres vivos e o envelhecimento populacional é hoje uma realidade. Mas, paradoxalmente, vivenciamos o culto da juventude.  As propagandas veiculadas pela mídia dão uma visão de que a ciência proporcionará em breve a fonte da juventude e que para se ser feliz, é necessário ser belo, jovem e ter um corpo perfeito. Entretanto, os avanços das ciências ainda não são suficientes para conter a degeneração da vida celular. Assim, confunde-se longevidade com rejuvenescimento. Pode-se alcançar a longevidade pelos atuais recursos médicos, sem se assegurar o bem estar físico, mental e social.

Para muitos rejuvenescer é fazer plástica, fazer preenchimentos das rugas, pintar cabelo, colocar reimplante dentário, ou malhar numa academia. Na sociedade atual, capitalista, o consumidor cada vez mais quer comprar saúde, memória e sensações, com o sonho de dominar o tempo. Seu desejo é rejuvenescer. Neste sentido, as mulheres, ainda, são os maiores alvos do novo paradigma que promove a manutenção de uma aparência física jovem cada vez mais prolongada.

Entretanto, parece haver um consenso entre os estudiosos do assunto em relação aos métodos preventivos que devem ser utilizados. Entre eles, o exercício físico ocupa lugar de destaque.  Alguns estudos científicos constatam que podem existir benefícios psicológicos com o uso dos métodos de rejuvenescimento, a saber: melhora na autoconfiança, vida profissional e afetiva, e uma melhora na autopercepção com as mudanças do aspecto externo.

No mito antigo da águia, extraímos como metáfora que o rejuvenescer significa entregar à morte tudo o que de velho existe dentro de si para que o novo possa irromper e se integrar. Ou seja, desprender-se das coisas que um dia foram boas; de idéias que foram fundamentais, mas que se tornaram ultrapassadas no transcorrer do tempo.  Neste sentido, é fundamental aceitar o processo natural da passagem do tempo, desprender-se da imagem da juventude, buscando novas formas de interagir consigo mesmo, com o mundo e com as pessoas.

Enfim, rejuvenescer é corrigir os maus tratos dados ao organismo, recuperando a saúde perdida ao longo dos anos; é enfrentar o recomeçar; é dar valor a vida; é viver o aqui e agora, despertando das entranhas a paixão. Em todas as fases da vida surgem desafios; as escolhas determinam o caminho para enfrentá- los. A flexibilidade na trilogia, escutar, aprender e revisar faz-se necessária.

Norma Emiliano

O video abaixo é o exemplo  vivo da fonte da juventude.

“Rejuvenescer pela poesia” – Selda Roldan

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9 de outubro de 2009

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O desafio cotidiano- Atitudes e Sentimentos

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“Hoje, na crise do projeto humano, sentimos a falta clamorosa de cuidado em toda parte”. Boff

Como você enfrenta os diversos desafios que a sociedade contemporânea tem acarretado à qualidade de sua vida? Como você vivencia este enfrentamento?

Para iniciarmos esta reflexão, cabe observar que vivemos num mundo globalizado, no qual estamos conectados concomitantemente a várias pessoas e situações.  Tempo e espaço se confundem.

A revolução nos meios de informação, mídia e tecnologia remete nosso pensar, refletir e agir sobre nossas atitudes e sentimento na construção do bem-estar. 

As interações socais são permeadas pelas relações de produção e de consumo; os padrões de convivência urbana se transformam;  o tempo destinado ao trabalho aumenta; a família pouco se reúne para compartilhar sobre o cotidiano. Há  uma queixa comum da dificuldade nos relacionamentos entre os parceiros e entre pais e filhos. Por outro lado, observa-se que  limites que separam crianças e adultos estão desaparecendo.

Na análise de Jurandir Freire Costa (1994; 1995), no perfil da sociedade brasileira, identificam-se quatro atributos que a compõem: o cinismo, a delinqüência, a violência e o narcisismo. Destaca em sua análise que a transgressão à regra dá uma ilusão, em nossa sociedade, de que podemos ficar impunes. No entanto, “quando o ser humano não tem mais a regra subjetiva que lhe faça ver no outro semelhante, ele não experimenta pelo outro nenhuma preocupação, nenhuma consideração. O outro é um estranho”. (Costa, 1994: p. 12).

Diante do exposto, podemos indagar qual o sentimento tem predominado no seu cotidiano; como este sentimento tem repercutido no seu corpo, nas suas ações e interações?

Será que o medo e o sentimento de impotência têm predominado causando tensões e dores no seu corpo distanciando-o das relações interpessoais? Ou pelo contrário, o otimismo e a garra pela realização dos seus sonhos são predominantes? Ou, ainda, você encontra-se no meio termo, com medo, mas sem desistir da luta por um solo mais fértil?

De acordo com os filósofos gregos, a ética deveria ajudar o homem a se transformar, de modo a obter para si o que o universo nos revela: ordenação, circularidade e beleza.

No filme Encontro de Casais, observa-se diversas facetas do comportamento de indivíduos e casais que os levam à alienação total dos seus reais problemas e sentimentos. Ele traz a mensagem de que a vida perfeita não existe e que os problemas precisam ser percebidos e confrontados.  Indo além, assinalo que é no cotidiano que tecemos os fios de atitudes que podem construir sentimentos mais propícios ao bem-estar pessoal e relacional. Pense sobre isto.

Norma Emiliano

Referências bibliográficas:

Costa, J. F. A ética e o espelho da cultura. Rocco, Rio de Janeiro, 1995.

________ Vida: um princípio básico no bem-comum e na ética do convívio. Revista Proposta. N. 60. P. 10-15. 1994

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Compartilhando belezas

 

“Compreendi que a vida não é uma sonata que, para realizar sua beleza, tem que ser tocada até o fim. Dei-me conta, ao contrário, de que a vida é um álbum de minissonatas. Cada momento de beleza vivido e amado, por efêmero que seja, é uma experiência completa que está destinada à eternidade.
Um único momento de beleza e de amor justifica a vida inteira.”
 
Rubem Alves
Concerto para corpo e alma.

 

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Foto de Tião/ 2010

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