Posts Tagged auto-estima

Blogagem Coletiva – Sentimento

 
Estima – Amor próprio

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“Não sou você
Ou ele
Ou ela
Eu sou Eu

 

Não sou baixa
Ou alta
Ou grande
Ou pequena
Eu sou Eu

 

Não sou boa
Ou má
Ou alegre
Ou triste
Eu sou Eu

 

Oh, deixe-me ser Eu!

 

Não está vendo?
Não consegue entender?
Antes de qualquer coisa
 Eu sou Eu.”   

                                                           Zerka Moreno ( O Direito de ser eu)

 

  

Ao meu amor

 

O amor próprio é a seta que nos lança ao amor do outro.

 

Como me vejo, como sou visto?  Na trajetória do ser humano as respostas a essas perguntas constroem a auto estima que se inicia na infância e se reforça na adolescência.

Auto estima e amor próprio caminham juntos. Na  infância, na interação com os pais ou responsávéis, que se inica a  construção  do olhar sobre si mesmo.

Ao fazermos parte dessa vida, sentimos o amor  daqueles  que nos acalentam, cuidam e alimentam. Cada gesto, cada movimento nos coloca diante do amor e é esse amor que nos norteia. Quem não recebe amor tem dificuldade de amar, pois não se acha digno de ser amado e, portanto,  não ama a si próprio. Por outro lado, o excesso de auto estima (narcisismo) pode levar a autodestruição, pois nos aprisiona ao nosso próprio casulo.

A forma como cada um se vê, interfere na maneira de viver e conviver. É na dança relacional que aprendemos que o amor do outro pode ser do tamanho do nosso, na medida em que aceitamos e recebemos sua manifestação de amor.

A auto estima é a  nossa melhor aliada do sucesso na vida pessoal e profissional.

Fique atento:

“Se um dia alguém fizer com que se quebre a visão bonita que você tem de si, com muita paciência e amor reconstrua-a.  Assim como o artesão recupera a sua peça mais valiosa que caiu no chão, sem duvidar de que aquela é a tarefa mais importante, você é a sua criação mais valiosa.

Não olhe para trás. Não olhe para os lados. Olhe somente para dentro, para bem dentro de você e faça dali o seu lugar de descanso, conforto e recomposição. Crie este universo agradável para si e seja feliz.”  (Brahma Kumaris).

Este texto é a minha participação na Blogagem Coletiva  Emoções e Sentimentos com o tema  Auto estima – Amor  próprio sob a organização de Glorinha do blog Café com bolo.

 

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Por onde anda o meu amor?

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No desenrolar do tempo, a imagem perfeita sofre mudanças. De quilo em quilo o conflito com a imagem do espelho. Dietas mis começam a ser percorridas. Remédios milagrosos administrados.  E entre idas e vindas a gordura incomoda e a arrasta. Muita dor! Perde-se através do espelho.

Na história humana, as influências sócio culturais permeiam o conceito de beleza. O filósofo grego Platão dizia que o belo residia no tamanho apropriado das partes, que se ajustavam de forma harmoniosa no todo, criando assim o equilíbrio, ideal personificado na rainha egípcia Helena. No século XVIII, nasce a disciplina filosófica denominada de estética e que se ocupa do belo e da arte Na segunda metade do século XIX, as explicações sobre a natureza da beleza tomaram outro rumo. Charles Darwin a definiu como um fator biológico necessário à reprodução dos animais e garantia de filhos saudáveis. Atualmente, a aparência física é ressaltada não apenas no terreno do amor e do sexo, mas em todos os relacionamentos pessoais.

 As mudanças de época trazem diferenças e, hoje, a massificação pela mídia distorce valores. Presenciamos o império da vaidade. Busca-se a excelência das formas. O corpo é massacrado pela indústria e pelo comércio.  A auto estima fica à mercê do outro. Como conseqüência o indivíduo distancia-se de si mesmo, do amor próprio.

O cuidado pessoal é fator relevante para uma vida com qualidade, mas esse precisa ter como referencial a auto-estima, o amor-próprio.  O conhecimento do verdadeiro valor, do seu próprio potencial, o autoconhecimento levam à adequada valorização das características pessoais, trazendo ao espelho o reflexo de harmonia pessoal que “(…) dá a satisfação em enxergar a beleza sobremaneira transcendente e digna de exaltação”. Junior A.

Norma Emiliano

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Identidade

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O nascimento de um ser não é o suficiente para que esse ocupe um lugar no mundo.

Muitas pessoas têm filhos sem planejamento ou mesmo sem motivos. É a partir  dessa premissa que ocorre o nascimento de Carlota, fruto de um caso efêmero. Filha de mãe solteira, que após um tempo de indecisão, opta pela gestação.

Ao longo dos seus primeiros sete anos vive ao lado da mãe e de um irmão, oriundo de outro relacionamento materno. Algumas vezes, Carlota ouvira a mãe dizer que não havia querido seu nascimento. Acostumou- se  a ganhar coisas usadas e a pouca organização. Aos quatro anos foi apresentada ao pai e passou a ter contatos esparsos com a família paterna (avó e tia); aos sete anos decidiram  que iria morar com o pai. Este era casado há cinco anos e tinha uma filha. Desse modo, foi inserida nesta família, e os sentimentos de rejeição, medo e exclusão irão permear seu cotidiano.

A construção da identidade ocorre através de influências de características adquiridas da personalidade,  da identificação com outras pessoas e de valores sociais. A identidade é uma concepção de si mesmo, composta de valores, crenças e metas com os quais o indivíduo está solidamente comprometido. Desta forma, os  hábitos, valores, limites, crenças vão sendo incorporadas no cotidiano infantil a partir de suas interações, principalmente com os pais e irmãos.

Entre expectativas e frustrações, entre amor e ódio, entre submissão e rebeldias os fios da mentira,  desconfiança e o medo foram sendo tecidos.

No decorrer de seis anos, retornou à casa materna por três vezes. Em todos os  retornos à casa do pai, as roupas esquecidas na casa da mãe eram motivos de conflitos com o pai. Todavia, não tinha nem um armário que fosse só seu. Dividia – o com a irmã. Seu material, roupas eram comprados sem sua opinião. O pai constantemente  lhe batia por pegá- la em mentiras.

As redes formadas pelos laços familiares constroem o pertencimento. Entretanto,  em meio a dois mundos conflituosos, que atitudes tomar? Como se comunicar? Como agradar?

Transitar entre duas residências não é questão. O que pode construir um problema é como cada um dos respectivos pais lidam com as suas diferenças e conflitos. Aquele que tenta afastar o filho do convívio de um dos genitores pode perder a confiança do filho.

Ajudar Carlota a construir sua identidade e auto-estima significa entender seus conflitos de lealdades, seus sentimentos de rejeição e exclusão. Significa ter regras claras de convivência; realizar mudanças concretas no atual espaço (moradia);  fazer sua inserção em projetos cotidianos da família; empatizar e apoiar seus conflito criando um clima de afeto e confiança para que ela possa transitar entre estes dois mundos e se enriquecer com as diferenças e não ser punida. 

 Ambientes e regras internas distintas constroem pessoas mais flexíveis; característica de grande valor nos dias atuais, tendo em vista que  o sujeito pós-moderno encontra- se  diante de uma  variedade de novidades.

Norma Emiliano

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Espelho meu

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Pablo Picasso, Moça Diante do Espelho, c. 1932

Ah, onde está o meu você? Ah.Ah. …onde está você?”Serginho  Moa.

Contos de fadas são metáforas de situações e interações que fazem parte do repertório do cotidiano humano. Em Branca de Neve, a madastra, como a bruxa presa a vaidade, traduz  arquetipicamente  os  perigos da  experiência baseada na busca da beleza eterna . Branca de Neve também paga o preço da sua ingenuidade, todavia renasce de sua morte simbólica nos braços de seu príncipe encantado representando a consagração dos ideais da alma.

Em outro sentido, podemos pensar que todos gostam de aplausos e nesse percurso encontra-se todo um contexto construído de exigências sociais que leva as pessoas a seguirem como autômatas e não escutarem seus sentimentos, desejos e aspirações, enfim a não escutarem a si próprias.

Como me vejo, como sou visto? Na trajetória do ser humano as respostas a essas perguntas constroem a auto estima, que se inicia na infância e se reforça na adolescência. O espelho reflete – se nas ações e  nas  interações. Cada  olhar  é impregnado de valores, crenças, etc. Formam-se diversas lentes, e emoção e visão traçam seus fios.

A compreensão de si mesmo é vital para se poder apreender o outro sem tantos ruídos (emoção), tendo em vista a projeção do seu próprio eu. Neste sentido, Perls nos lembra com suas palavras: “Eu sou eu, você é você. Eu não vim ao mundo para atender às suas necessidades, e nem você às minhas. Se a gente se ENCONTRAR vai ser lindo. Senão, nada se pode fazer”.

Quanto aos elogios, quem não fica feliz ao ser admirado? O enaltecimento remete ao valor, ao respeito e ao amor.  No entanto, o excesso de auto-estima (narcisismo) pode  levar a  autodestruição, pois  nos  aprisiona  ao nosso próprio casulo. Enfim, a forma como cada um se vê, interfere na maneira de viver e conviver. A prática de se perceber e de perceber que afetamos uns aos outros nos ajuda a melhorar cada vez mais.

Norma

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