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Os mistérios da paixão

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Um encontro sem data, on-line.  Num bate papo, eis que surge um pisca-pisca convidando-o para conversa. Em pouco tempo admirou a sua vivacidade e marca mais um encontro.

Passam - se os dias, semanas; de bate papo em sala, passam para a privacidade do MSM.  Pessoa especial!  Sentiu-se atraído.

No desejo de se conhecerem um pouco mais, trocam os números do telefone, que passa a ser mais um meio de comunicação. Após um mês e meio, concordam que era momento de se conhecerem pessoalmente.

Ele sentiu receio, estava emagrecido, sua aparência não era a melhor. Enfim, resolve que vai arriscar.

O encontro é perfeito, ela é graciosa, cheia de vivacida e disposta a conhecê-lo mais. Daí ao namoro foi um pulo.

Sentiu-se animado e cada dia gostava mais dela. Tudo indicava que estava sendo correspondido. Saíam para vários programas e o vínculo crescia. No entanto, em meio à paixão, o ciúme o corroía e com isto algumas vezes se desentendiam.

Com o passar dos anos, caminharam entre altos e baixos. Sua paixão possessiva não o deixava compreender a forma espontânea, alegre e comunicativa dela ser. Houve pressões, mas ela não cedia, colocava seus limites e a paixão inicial foi se dissipando.

Não queria terminar o namoro, mas não se sentia mais envolvido pela chama que anteriormente o consumia. O que fazer? Manter o namoro em águas mansas ou partir para um novo e impetuoso amor?

Norma Emiliano

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Atitudes

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“Somos pessoas com mil e uma personalidades, e vemos isso a cada dia, principalmente naqueles momentos em que parece que outra pessoa invade nosso corpo e nos faz tomar atitudes que em um estado normal não tomaríamos.” in  O amor que acende a lua”, Rubem Alves

Diante deste pressuposto, não é muito conveniente julgarmos as pessoas pelas aparências, e, assim,  já nos dizia Madre Teresa de Calcutá  “quem julga as pessoas não tem tempo para amá-las”.

De outra forma,  há uma uma história  que diz respeito ao Rei Salomão,  uma alegoria para fazer apologia a um julgamento . Trata-se do caso de uma mãe que reivindicava a posse de seu filho e  Salomão foi o juiz.

Duas mulheres reivindicavam como sua uma criança. Após ouvir as duas pessoas envolvidas  o Rei chegou a seu veredicto dizendo: “bom, faz-se necessário que se divida a criança ao meio, e cada qual fica com a sua parte, cuja mãe verdadeira abdicou da sua. Aquela senhora resolveu que o seu filho não fosse partido ao meio, mas ficasse com a outra que não era a sua mãe, dando provas de que o filho seria o seu, e teria amor por ele, cujo Rei Salomão prontamente lhe restituiu o filho”. Do livro: O Mercador e o Papagaio,

Norma

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“E os velhos se apaixonam de novo”

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O título do post é de uma crõnica do escritor Rubem Alves que, com sua forma de ver o processo de viver, me motivou a reproduzir alguns trechos para  reflexão sobre o amor e o envelhecimento. Caso se interesse em lê-la na íntegra clique aqui.


(…) “O amor surgira no tempo em que ele é mais puro: a adolescência. Mas naqueles tempos havia uma outra Aids, chamada tuberculose, que se comprazia em atacar as pessoas bonitas, os artistas, os apaixonados — esses eram os grupos de risco. Pois ela, a tuberculose, invejosa da felicidade dos dois, alojou-se nos pulmões do moço, que teve de ir em busca de ar puro, no alto das montanhas, sanatório …

(…)Amor de mocidade é bonito, mas não é de espantar. Jovem tem mesmo é que se apaixonar. Romeu e Julieta é aquilo que todo mundo considera normal. Mas o amor na velhice é um espanto, pois nos revela que o coração não envelhee jamais. Pode até morrer, mas morre jovem. “O amor retribuido sempre rejuvenesce”, dizia Eliot, no vigor de sua paixão, aos 70 anos…

Amor de adolescência interrompido – cada um seguindo seu caminho, diferentes, outros amores, familias. Mas o tempo não consegue apagar. A psicanálise acredita que no inconsciente não há tempo…Somos eternamente jovens.

Ela casou. Ele casou. Nunca mais se viram. Quando ele tinha 76 anos, ficou viúvo. Quando ela tinha 76 anos (ele tinha 79), ela ficou viúva. E ficou sabendo que ele estava vivo. A curiosidade e a saudade foram fortes demais. Foi procurá-lo. Encontraram-se. E, de repente, eram namorados adolescentes de novo. Resolveram casar-se.

Os filhos protestaram. Eles, os filhos, todos os filhos, não suportam a idéia de que os velhos também têm sexo. Especialmente os pais. Pais velhos devem ser fofos, devem saber contar estórias, devem tomar conta dos netos. Mas velho apaixonado é coisa ridícula. Não combina.

Os filhos sempre decidem contra o amor dos pais. Mas, na nossa estória, os dois velhos deram uma solene banana para os filhos e foram viver juntos em Poços de Caldas.

E de repente, já no crepúsculo, as arvores que todos julgavam secas começama soltar brotos, florescem. Viveram um ano de amor maravilhoso, e ele até começou a escrever poesia e voltou a tocar o violino que ficara por mais de 50 anos sobre um guarda roupa, porque a esposa não gostava de música de violino.Reaprendeu as antigas palavras de amor.

O amor tem esse poder mágico de fazer o tempo correr ao contrário. O que envelhece não é o tempo. É a rotina, a incapacidade de se comover ante o sorriso de uma mulher ou de um homem. Mas será incapacidade mesmo? Ou será uma outra coisa: que a sociedade inteira ensina aos velhos que o tempo do amor passou, que o preço de serem amados por seus filhos e netos é a renuncia aos seus sonhos de amor? Morreu de amor, como temia o Vinícius” (…)

Rubem Alves

Norma

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Blogagem Coletiva

Esta é minha participação na blogagem O que é espiritualidade para mim, coordenada pela amiga  Rosélia do blog  Espiritual- Idade que completa hoje 2  anos.

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O VÁCUO EXISTENCIAL


A fé pura que brota de uma força interior, torna o homem mais forte".  Frankl Viktor

Vivenciamos uma época em que, conforme algumas pesquisas indicam, 20% das neuroses estão relacionadas pelo sentimento de ausência de sentido de vida. Diferente dos animais, o homem não dispõe de um instinto que o guie ao que fazer. Por outro lado, a tradição não é mais um referencial e o consumismo confunde os desejos, e as necessidades ficam nebulosas. Frankl Viktor (1989)

No contexto de frustração existencial, a ausência de uma missão e de uma atividade que se preste a uma contribuição singular pode causar doenças.

Há uma dimensão supra-humana efetivada na fé e fundada no amor que exerce uma imensa influência no sentido da vida.

Em meu direcionamento pessoal e profissional, dei-me conta do quanto o ser humano importa para mim. Considero que o meu sentido de vida encontra-se no “estar em cena”. Você pode se perguntar, mas o  que significa isto?  Significa que é interagir,  afetar e ser afetada,  trocar e tocar os corações daqueles que compartilham desta minha passagem pela vida.

Ao afetar e ser afetado, arco com as responsabilidades por todas as minhas escolhas e decisões. Concebo que o meu futuro, como de tudo que me rodeia, de certa forma, depende das minhas decisões, e assim sendo, participo de contínua construção do mundo.

Enfim, caminhar na espiritualidade é crer na dimensão supra-humana, é crescer com  amor e no amor. É nesse caminhar que encontro o sentido da  vida.

Querida Rosélia desejo que o seu blog tenha muito sucesso sempre e que continue como  veículo da difusão de suas crenças e da sua forma de ver e sentir a vida.  PARABÉNS

Bjs,

Norma

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Poetando