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A ambivalência humana

 

Os sentimentos contraditorios – amor e ódio simultâneos – iniciados  com os pais  são transferidos para os  demais  relacionamentos  irmãos, fihos, etc) .

Essa ambivalência do ser humano  limita os relacionamentos, inclusive as amizades. Amor e inveja, amor e competição coexistem.

Como você lida com isto?

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Poetando

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Compartilho e ofereço a cada um de vocês que passa por aqui e deixa suas marcas na forma de comentários.

POEMAS AOS  AMIGOS
Não posso dar-te soluções
Para todos os problemas da vida,
Nem tenho resposta
Para as tuas dúvidas ou temores,
Mas posso ouvir-te
E compartilhar contigo.
Não posso mudar
O teu passado nem o teu futuro.
Mas quando necessitares de mim
Estarei junto a ti.
As tuas alegrias
Os teus triunfos e os teus êxitos
Não são os meus,
Mas desfruto sinceramente
Quando te vejo feliz.
Não julgo as decisões
Que tomas na vida,
Limito-me a apoiar-te,
A estimular-te
E a ajudar-te sem que me peças.
Não posso traçar-te limites
Dentro dos quais deves atuar,
Mas sim, oferecer-te o espaço
Necessário para cresceres.
Não posso evitar o teu sofrimento
Quando alguma mágoa
Te parte o coração,
Mas posso chorar contigo
E recolher os pedaços
Para armá-los novamente.
Não posso decidir quem foste
Nem quem deverás ser,
Somente posso
Amar-te como és
E ser teu amigo.
Todos os dias, penso
Nos meus amigos e amigas,
Não estás acima,
Nem abaixo nem no meio,
Não encabeças
Nem concluís a lista.
Não és o número um
Nem o número final.
E tão pouco tenho
A pretensão de ser
O primeiro
O segundo
Ou o terceiro
Da tua lista.
Basta que me queiras como amigo
Dormir feliz.
Emanar vibrações de amor.
Saber que estamos aqui de passagem.
Melhorar as relações.
Aproveitar as oportunidades.
Escutar o coração.
Acreditar na vida.
Obrigado por seres meu amigo.
Jorge Luis Borges

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Amigos

 

 

Há temas que são sempre atuais e a amizade é um deles.  Sou uma pessoa que me considero privilegiada por ter construido ao longo da minha vida vários elos que se mantêm  presentes, constuindo a  rede de sustentação da minha afetividade.

Proveniente de uma GRANDE família, vivi minha infância e boa parte da adolescência no meio  de muitos parentes, entre eles  pais, irmãs, avós, tios e primos. Vivi no encontro de várias gerações e, desta forma,  me constitui. Assim sendo, hoje, com a família reduzida, percebo que fui, no decorrer da minha trajetória, circundando-me de pessoas com quem me afinei  e  que  dão  ao meu emocional o conforto vivênciado  na infância.

Achei interessante a forma como Letícia Thompsom descreve no texto abaixo a construção da amizade e compartilho com VOCÊ. 

 

Gravidez da Amizade

 

Toda amizade é uma história particular. É uma história de conquista.

Primeiro, descobre-se o outro. Todo mundo parece igual, mas não é. E é justamente essa coisinha diferente em cada um que torna cada pessoa única. E de repente ali está a sementinha da amizade fecundada. A gestação começa.

São pedacinhos de nós que vão ficando nas conversas e pedacinhos do coração do outro que vão caminhando pra dentro da gente. Há os risos e os sorrisos, a partilha de coisas simples ou de coisas importantes. As descobertas, cheias de surpresas muitas vezes. A voz calada que pensa, não diz nada… adivinha!…

Fazemos idéia imediata de uma pessoa ao primeiro contato. Julgamos? Talvez. E só os próximos dias, horas ou instantes vão nos dizer se julgamos certo. Acontece de nos termos enganado em certos pontos e quantas vezes não bendizemos isso! Claro que ninguém gosta de estar enganado. Mas quando descobrimos um palhacinho por detrás de uma pessoa séria e reservada é maravilhoso saber que pudemos nos enganar. Se todos os enganos fossem assim abençoados!…

A sensibilidade do outro nos toca. Dá até vontade de chorar. Não sabemos direito o porquê de nos sentirmos próximos de alguém assim tão longe, tão diferente e tão igual. Mas amizade, como o amor, não se questiona. Vive-se. Dela e pra ela.

É preciso dar tempo ao tempo para se saber cativar e ser cativado. Quando saímos às pressas sempre temos o risco de deixar alguma coisa esquecida. Mas se tomamos o tempo de olhar bem, refletir, conversar, conversar e conversar… e rir e brincar e ficar em silêncio!… Se deixamos que essa flor nasça cuidadosa e docemente… aos poucos ela vai vendo a luz do dia. Maravilhando-se. Contemplando o outro com novos olhos, ou nova maneira de olhar. Tudo vira encanto!

Que o outro ria de mim ou pra mim, mas que ria! Gargalhe, faça festa!… Que eu seja nem que seja por um pouco responsável por esse rosto iluminado, por essa vontade de viver e de ver o que virá depois.

Bendita seja essa gestação amiga! Sem prazo, sem tempo, sem hora marcada! Bendita seja essa amizade, prova de que Deus se faz conhecer através das pessoas que alcançam nosso coração.

(Letícia Thompson)

 

      Norma

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Amigos são poemas

 

 MENSAGEM  DE  AMIZADE

Para meus amigos virtuais e reais.

 

 jcardellis | 6 de janeiro de 2009

 

É na dualidade Eu e Você que os vínculos se originam, mas nada nasce pronto. Os relacionamentos são construídos dia a dia por ambas as partes. Portanto, é   na compreensão de si mesmo e do outro, na troca de informações, de emoções que podemos crescer;  na passagem do tempo, no suceder dos acontecimentos aprendemos a perceber e a valorizar os encontros e as amizades..

FELIZ DIA DO AMIGO

Norma

 

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Blogagem Coletiva- Intimidade

 

INTIMIDADE  FRATERNAL

  

Em cada fase de nossas vidas, a amizade tem significado diferente. Quando menina fazia questão de estar com outras crianças para brincar, elas representavam uma fonte inesgotável de busca da novidade.

Aos 12 anos, comecei a sentir a necessidade de pertencer a grupos de iguais  e tive minha primeira experiência em valorizar a amizade no sentido da confiança mútua. Essa amizade trouxe intimidade, conversávamos sobre tudo, fazíamos desabafos e trocávamos emoções (alegrias e tristezas). Com esta amiga atravessei outras etapas e chego à maturidade e os significados deste nosso encontro foram sendo acrescidos.

Por ser filha caçula e temporã, tinha uma relação distanciada com minhas irmãs, e esta amiga praticamente ocupou este espaço vazio. Além das nossas constantes conversas, compartilhávamos de várias atividades desde o lazer até a grupos de interesses (música, canto, passeios, entre outros). Frequentávamos uma a casa da outra.

Esta amiga e sua família tiveram relevância na construção da minha trajetória de vida, uma vez que  me influenciaram na escolha de valores,  na questão da instrução e nas  interações (socialização) que foram e são cruciais ao meu desenvolvimento pessoal e profissional.

Estivemos próximas fisicamente por 16 anos, contudo nos mantemos unidas há 49  anos. São poucas às vezes que nos encontramos, algumas nos falamos por telefone ou e-mails, mas estamos presentes no coração e na torcida pela felicidade. Enfim, faço minhas as palavras de Vinicius de Moraes,  A gente não faz amigos, reconhece-os.

Esta é minha amiga (Segunda da direita ) e seus irmãos

“Bons amigos, nos fazem pessoas melhores”

                            edice e irmãos

 

                         edilce

 Com carinho.

orizamartins | 29 de julho de 2008

Esta é a minha participação na Blogagem Coletiva  Intimidade, do Blog  de Crica Viegas Um Pouco de Tudo.

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Vida Simples – Blogagem Coletiva

 

Bom dia

Nesta semana,  o subtema proposto pela organizadora da Blogagem Vida Simples, Mila, é AMIGO.

 

A mais pura expressão do amor encontra-se na amizade.

 

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Google Imagem

 

Encontramos em prosa e verso muitos louvores  à  amizade. Ao longo da minha vida, nos diveros lugares por onde passei, fiz vínculos que se tornaram duradouros .

                            mosaico

                   

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Para mim, a amizade  se constitui em um espaço de aprendizagem e  de expressão de sentimentos. Amigos formam redes de afeto.

Na infância, dei os primeiros passos em direção ao outro. Esse outro, além da fronteira familiar. 

Lembrar dos primeiros dias de escolas traz as lembranças do medo de chegar mais perto, de não saber como se comportar! Entretanto, traz também as lembranças do despertar para a alegria de compartilhar no recreio. Lembrança das rodas de meninas e dos meninos, muito ressabiados, que ficavam ao longe. Muita alegria, em meio a tantas incertezas.

No desenrolar da vida, vou traçando vários elos. De fase em fase,  vou cruzando meus caminhos com várias pessoas. Algumas viram ídolos;  outras desafiam meus valores; outras me aconchegam e me protegem, desafiam minhas lealdades familiares. 

Ah! Os amigos chegam e alguns se vão. Mas as lembranças permanecem no traçado da minha  história.

Cada amigo é um novo mundo. Quantas descobertas podemos fazer sobre nós!  É   nas diferenças que enriquecemos o nosso repertório e podemos nos flexibilizar para a vida, que é constante mudança. Buscamos afinidades, mas vamos encontrar as diferenças pessoais, pois cada ser é único.

É na dualidade Eu e Você que os vínculos se originam, mas nada nasce pronto. Os relacionamentos são construídos dia a dia por ambas as partes. Portanto, é   na compreensão de si mesmo e do outro, na troca de informações, de emoções que pude crescer;  na passagem do tempo, no suceder dos acontecimentos aprendi a perceber e a valorizar os encontros e as amizades.

Norma

 Dedico o poema abaixo a todos que aqui vieram compartilhar deste momento  significativo  na NET da criação de novos ELOS.

 

Poema do Amigo Aprendiz- Fernado Pessoa

 

anjoxena — 26 de novembro de 2008

 Este post é para a Blogagem Coletiva Vida Simples, promovida pelo blog Mila’s Ville.

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Canção amiga

drummond

 Google Imagem

 

 ” Neste poema a  desejada unidade harmônica da vida”.

 

“Eu preparo uma canção
em que minha mãe se reconheça
todas as mães se reconheçam,
e que fale como dois olhos.
 

Caminho por uma rua
Que passa por muitos países.
Se não me vêem, eu vejo
E saúdo velhos amigos.

 
Eu distribuo um segredo
Como quem ama ou sorri.
No jeito mais natural
Dois carinhos se procuram.
 

Minha vida, nossas vidas
formam um só diamante.
Aprendi novas palavras
E tornei outras mais belas.

 
Eu preparo uma canção
que faça acordar os homens
e adormecer as crianças”

Carlos Drummond  (Poeta, cronista, contista e tradutor brasileiro)

 

Carlos Drummond de Andrade, consagrado poeta brasileiro nasceu em Itabira, Minas Gerais no ano de 1902.   Estudou em sua terra natal,  Belo Horizonte,  e com os jesuítas no Colégio Anchieta de Nova Friburgo RJ.  Começou a carreira de escritor como colaborador do Diário de Minas.

Apesar de ter se formado em farmácia na cidade de Ouro Preto em 1925, fundou com outros escritores A Revista que foi importante veículo de afirmação do  modernismo em Minas. Ingressou no serviço público e, em 1934. Depois passou a trabalhar no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e se aposentou em 1962. Desde 1954 colaborou como cronista no Correio da Manhã e, a partir do início de 1969, no Jornal do Brasil. Faleceu no Rio de Janeiro RJ, no dia 17 de agosto de 1987.

 Em suas obras há  uma permanente ligação com o meio e obras politizadas. Além das poesias, escreveu diversas crônicas e contos. Seus principais temas são:  conflito social, a família e os amigos, a existência humana, as memórias da terra natal,  a visão sarcástica do mundo e das pessoas. Também foi talentoso em prosa  que se caracteriza pela riqueza e expressividade da linguagem e do tema, impregnados de senso de humor.

Em 1980 lançou as seguintes obras: A Paixão Medida, que  contém 28 poemas inéditos e A Falta que Ela me faz (crônicas e histórias).

 Fontes

 http://www.suapesquisa.com/biografias/drummond.htm
http://www.releituras.com/drummond/biografias/drummond
Antologia Poética, de Carlos Drummond de Andrade.

 

Esta foi musicada por milton Nascimento, confira.

jrccmeira — 7 de novembro de 2009

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Amizade

Bom dia leitor

Começo  a  semana  com um tema comum em nossas vidas e que se constitui em espaço de aprendizagem e  de expressão de sentimentos. Introduzindo  aqui essa temática transcrevo abaixo palavras de Mario Andrade, em carta a Drumond,  enfatizando  o alcance  coletivo da amizade e o seu valor na aprendizagem.

   “Ame os companheiros de vida mas nunca deixe de por dentro estar
   observando eles. Faca de todos o seu aprendizado continuo, nao
   pra espetaculo e pra obter prazeres infamemente pessoais porem
   pra recria-los para aproveita-los em sublimações artisticas.

Lélia Coelho Frota. Carlos & Mário -  Correspondência de Carlos Drummond de Andrade e Mário de Andrade, Bem-Te-Vi, 2003  

 

 corrente-amizade

  A coroa do amor

Uma pessoa para compreender tem de se transformar”. Saint-Exupéry

Na infância damos os primeiros passos em direção ao outro. Esse outro, além da fronteira familiar. 

Lembrar dos primeiros dias de escolas traz as lembranças do medo de chegar mais perto, de não saber como se comportar! Entretanto, traz também as lembranças do despertar para a alegria de compartilhar no recreio. Lembrança das rodas de meninas e dos meninos, muito ressabiados, que ficavam ao longe. Muita alegria, em meio a tantas incertezas.

No desenrolar da vida, vamos traçando vários elos. De fase em fase, cruzamos nossos caminhos com vários personagens. Alguns viram ídolos, desafiam nossos limites; outros nos traem, desafiam nossos valores; outros nos aconchegam, nos protegem, desafiam nossas lealdades familiares.  Ah! Os amigos chegam e alguns se vão. Mas, as lembranças permanecem no traçado da nossa história.

A cada momento de nossas vidas, encontramos pessoas. É freqüente, classificarmos e qualificarmos de bom ou mau aqueles que nos chegam.  No censo popular, “nada acontece por acaso”, “o universo conspira”, ou seja, há a sinergia. Assim sendo, de certa forma, elas acabam desempenhando uma função para nós.

O sentimento brota! Não sabemos porque gostamos tanto de estar perto de alguns e, de outros, gostaríamos de fugir. Mas, o transcurso do tempo nos faz perceber que lidar com esses sentimentos é uma forma de aprendizagem.  Normalmente, o que nos incomoda no outro é algo que não gostamos em nós. Assim, essas pessoas nos permitem que confrontemos nossas dificuldades pessoais.

Alguns indivíduos lamentam por viverem sós, lamentam não ter, além dos vínculos familiares, outras redes. De acordo com Joseph F. Newton “as pessoas são solitárias porque constroem paredes em vez de pontes”. Somando-se a isso, o respeito pelas diferenças é vital nas relações, não se pode apenas desfrutar das semelhanças.

Cada amigo é um novo mundo. Quantas descobertas podemos fazer sobre nós!  É   nas diferenças que enriquecemos o nosso repertório e podemos nos flexibilizar para a vida, que é constante mudança. Buscamos afinidades, mas vamos encontrar as diferenças pessoais, pois cada ser é único.

É na dualidade Eu e Você que os vínculos se originam, mas nada nasce pronto. Os relacionamentos são construídos dia a dia por ambas as partes. Portanto, é   na compreensão de si mesmo e do outro, na troca de informações, de emoções que podemos crescer;  na passagem do tempo, no suceder dos acontecimentos aprendemos a perceber e a valorizar os encontros e as amizades..

Quando não há a “mesquinhez” das almas, os relacionamentos são coroados com o amor e a sua mais “pura” expressão encontra-se na amizade.

Norma

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